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Gonzalo: na casa Uruguaia, após um bom início as carnes acabaram derrapando.

Já estava empolgado para conhecer o Gonzalo. Fiquei ainda mais instigado após participar da aula do Rio Gastronomia, onde o chef Gabriel Mangini falou sobre os cortes uruguaios utilizados e também no conceito da casa, que em nada lembra o que estamos acostumados a ver por aqui. A ambientação, estilo de cozinha, acompanhamentos e a própria parrilla é toda baseada no estilo do Uruguai, o que diferencia o restaurante trazendo muita personalidade. Mas infelizmente foi no principal ponto da casa a maior derrapada da noite de comemoração do aniversário da Dona Cavalierona.

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O couvert, por exemplo, estava simples e eficiente. Pães quetinhos, manteiga temperada, um bom azeite uruguaio… Na taça um Tannat-Tempranillo da vinícola Bouza (R$ 90). Fomos então para as entradas. Da parrilla lindíssima e alimentada por toras de madeira como visto acima, saiu um Chorizo (R$ 29) que estava espetacular. Para os que possuem mais estômago, Mollejas (R$ 19), ou timo ou então a glândula do boi. Prato difícil de encarar, mas que vale a pena.

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Pedimos ainda Empanadas de carne e de queijo (R$ 14 a porção com duas independentemente do sabor). A primeira estava correta, com recheio bem molhadinho e tempero no ponto certo. Mas a segunda, apesar de básica, estava especial. O detalhe é que diferentemente do que estamos acostumados, no Uruguai a empanada é frita.

Após um início promissor e com muita comida, fomos escolher os cortes de carne. Foram três: Picanha, Bife Ancho e Assado de Tira (R$ 81, R$ 69 e R$ 70 respectivamente). Estávamos em cinco e a ideia era todos provarem de tudo já que a fome não era tanta após as entradas. E logo veio o primeiro equívoco. Os cortes chegaram na mesa já fatiados. Ou seja, mal vimos a nossa carne inteira. Parecia um rodízio. Segundo equívoco foi em relação ao ponto da carne. Sou famoso lá em casa por comer ela extremamente mal passada. Mas até eu fiquei incomodado a ponto de mandar voltar a carne que consequentemente perdeu seus sucos após vir cortado de maneira precoce. Realmente uma pena.

Mas o principal ponto foi a maciez. Sei que a Picanha tem em sua extremidade mais alta a parte mais firme. Sei também que o Assado de Tira prioriza o sabor e tem uma textura bem distante do filé mignon por exemplo. Mas estas duas em especial não cumpriram nem de longe o que esperávamos. O Bife Ancho foi a luz no fim do túnel.

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Os cortes chegam acompanhados por guarnições da casa que são repostas constantemente. E estas sim estavam muito boas: purê de cenoura com toque de cominho, alhos assados, feijão branco e cebola caramelizada. Pedimos ainda batatas fritas de verdade (R$ 17) e pimentões assados na parrilla (R$ 9).

A sobremesa foi um gesto extremamente simpático da casa com a aniversariante: um pão de mel coberto por chocolate em forma de bigode homenageando o próprio “Gonzalo”.

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Realmente lamento que a experiência não tenha sido a ideal como julguei que fosse em razão da expectativa. Mas as portas seguem abertas para mim no Gonzalo. Como disse, a atmosfera da casa é bacana e diferente. E acho que pode não ter sido o meu dia. Se vocês já conhecem e discordam cliquem lá na página do Facebook e me mandem a opinião! Até a próxima!

Gonzalo
– Avenida Bartolomeu Mitre – 450, loja C, Leblon, Rio de Janeiro – RJ – (21) 3796-3342
Terça à quinta de 12h às 16h e 19h à 1h. Sexta e sábado de 12h à 1h. Domingo de 12h às 18h.

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Molho fresco de tomate cereja. Quatro ingredientes e um conforto rápido para um domingo de frio ao lado da família!

Domingo friozinho. Vinho aberto. Família reunida em torno do Arroz de Polvo da Dona Cavalierona. Como os amigos já sabem, não sou dos maiores fãs do molusco. Então tive de pensar rapidamente e tirar algo da cartola para o meu almoço. Na taça o Special Blend da Bodega Del Fin Del Mundo pedia algo com personalidade. Mas também não queria trabalho. Então busquei quatro ingredientes na geladeira para o meu molho express de tomate cereja que coroou uma massa de espinafre. Então vamos a ele que fará você nunca mais comprar nenhum tipo de molho de caixinha.

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Como disse, são apenas quatro ingredientes básicos sem contar os temperos (sal, pimenta do reino e uma pitada de açúcar): quatro colheres de sopa de azeite, cinco dentes de alho picado, duas caixinhas de tomate cereja (de preferência o sweet grape) e um punhado de manjericão fresco. Coloque também para dar certo volume 100 ml de água ou de qualquer caldo. Como opcional (usei porque tinha na geladeira), uma taça de vinho branco.

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Fogo baixo, azeite e alho. O objetivo aqui é cozinhar o alho no azeite e não dourá-lo. Além de deixá-los macios e ligeiramente adocicados, além de perfumar o óleo. Esse processo dura mais ou menos cinco minutos. Fique de olho para não deixar nenhum torrado. Feito isso, entre com os tomates, tempere com sal, pimenta do reino e açúcar, e aumente o fogo.

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Após refogar, dar um golinho na sua taça e ficar inebriado com os aromas subindo pela cozinha, entre com o vinho branco (caso queira). Espere evaporar, coloque o caldo ou a água, uma parte do manjericão e abaixe o fogo. Deixe cozinhar de 10 a 15 minutos, apurando bem os sabores.

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Massa no prato. Molho por cima. Uma chuva de grana padano ralado na hora. Um fio de azeite. Mais vinho na taça. Família reunida. Um domingo perfeito ao redor da mesa. Façam isso vocês também. E até a próxima! Boa semana a todos!

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Risadas, vinhos, excelente comida em noite de reencontros no CT Trattorie: bela noite “neozelandesa” da Confraria

Em determinando momento da noite alguém virou para mim e disse: “tem coisa melhor nesse mundo do que uma mesa animada, bons vinhos e um jantar excelente?”. Tive de concordar. Foi exatamente o que aconteceu na última terça. Novamente estive em uma celebração da Confraria de Vinhos da qual minha sogra Márcia faz parte (lembrem dela aqui) no jantar harmonizado do CT Trattorie. Comida no geral excelente, vinhos, risadas e um inusitado e inesperado reencontro com os chefs Claude Troisgros e Batista, que não os via desde a gravação do Que Marravilha Revanche! (aqui e aqui).

Os jantares harmonizados nos CTs da Família Troisgros acontecem regularmente e são temáticos. A página deles no Facebook costuma informar os menus e preços. Na terça o tema era Nova Zelândia e saiu por R$ 160 com cinco pratos e cinco vinhos.

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A brincadeira começou não tão bem. Anunciado como Creme do Mar e da Terra, tratava-se na verdade de uma sopa fria meio rala até. O sabor dos mariscos não estava tão pronunciado e o elemento terra era um mero broto de beterraba. Fosse servido em uma taça como um shot acho que não iria gerar o desapontamento. Mas se o prato foi instável, o vinho foi unânime. O Stoneburn Sauvignon Blanc estava elegante co todos os aromas frutados característicos da uva. Excelente escolha.

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Se o início derrapou, o prato seguinte levantou bonito. No cardápio Fish and Chips. Mas quem imaginava o clássico peixe empanado ao lado de fritas se surpreendeu com uma posta grelhada de maneira perfeita, com pele crocante e interior úmido acompanhado de um crocante de batatas e uma maionese que eu poderia comer um pote inteiro com a colher. Espetacular. O Riesling Groove Mill foi uma surpresa. Bem intenso tanto no nariz como na boca, casou novamente muito bem com o prato mais substancioso.

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Papo, risadas, um golinho a mais de um e de outro até o auge da noite. O nhoque de batata doce com fonduta de queijo de ovelha e pancetta crocante foi arrebatador. Levemente grelhado após o cozimento, o nhoque por si só já valia (aliás, este nhoque costuma aparecer no almoço executivo de vez em quando), mas o creme intenso de queijo casou de maneira perfeita. Saiu o branco e entrou um bom Pinot Noir da Trinity Hill.

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O prato principal da noite foi contrastante. A paleta de cordeiro estava macia, saborosa e muito bem feita. Só poderia ter vindo com um pouco mais do bom molho do próprio cozimento. Mas o Arroz de Ervas Anisadas que vinha como acompanhamento derrapou e muito. Era uma grande briga entre a hortelã, a erva doce, o anis… Faltou harmonia ali. O Shiraz novamente da Trinity Hill tinha o corpo necessário para a potência do prato.

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A sobremesa estava impecável. Uma Pavlova com frutas vermelhas coroada por um sorbet cítrico e saboroso. O vinho que não fez jus. O Chateau Crabitan Bellevue, único que não era da Nova Zelândia na noite, simplesmente não agradou e não casou muito bem.

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Mas no fim, todos os detalhes ruins se perdem na simpatia desta confraria que mais uma vez me acolheu em uma de suas animadas reuniões. Pessoal da melhor qualidade e de uma simpatia inegável. Assim como os chefs. Batista e sua humildade contagiante, assim como o Claude que trata a todos com muita atenção e carinho.

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E que venham mais noites e jantares ao lado destes confrades! Um brinde aos bons momentos! E pelas taças, vocês percebem que brinde não faltou!

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Don Bistrô: refúgio certo para um bom fondue no frio de Itaipava. Com vinhos a preços excelentes!

A dica de hoje não fica no Rio de Janeiro. Essa é para quem curte pegar uma horinha de carro e aproveitar o friozinho de Itaipava. A cidade está com cada vez melhores opções de restaurantes, delis em que você pode comprar bons produtos e consumir no próprio local com uma boa taça de vinho ou uma cerveja mais encorpada além das lojas que fazem alegria das mulheres. Ou então, fique no clássico da serra: um bom fondue. E por lá não costumo fugir do Don Bistrô.

Primeiro curto a atmosfera da casa que funciona como restaurante ou com uma boa loja de vinhos na Cerâmica Luiz Salvador. As mesas na parte de dentro te passam a sensação de comer dentro de uma grande adega, e o clima friozinho contribuiu para isso. A varanda conta com um bonito bar de madeira e também é boa opção, principalmente se você for em um fim de tarde e quiser aproveitar a luz natural.

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Escolhido o vinho, neste dia o Hartenberg Stellenbosch Cabernet-Syrah 2009 da África do Sul que estava em promoção por belíssimos R$ 50, pedimos o fondue de carne (R$ 98 para dois). Somos veteranos na casa e pela primeira vez achamos que veio menos mignon do que o comum, mas nada que atrapalhasse o programa.

Nada de óleo e fritura. A carne é cozida em um saboroso caldo que deixou a tarde com menos peso na consciência. São seis molhos para acompanhar: mostarda (bem saboroso), alho (que veio tão forte que pedi para voltar), amora (boa opção doce para fugir do tradicional chutney de manga), tártaro (nada especial) e rosé (também nada demais). O último é o meu favorito: poivre. Nada daquele com base de creme de leite. O caldo concentrado vem com pimenta do reino amassada e cheio de sabor. O pedido inclui ainda duas batatas rostie que vieram no ponto certo: crocantes por fora, incluindo os cubinhos de bacon, e macias por dentro.

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Como disse, boas opções não faltam em Itaipava. No Don, nunca comi nada diferente do fondue de carne. Mas o enxuto cardápio (ponto para a casa), tem opções que sempre me fazem pensar em um dia mudar minha pedida. Mas mexer em algo que já virou tradição não é simples! Se vocês forem por lá e experimentarem algo novo me avisem por aqui!

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Don Bistrô
Horário: Quinta – 19h à 24h, Sexta e Sábado – 12h à 24h, Domingo – 12h às 17h
Estrada União e Indústria, 10.550; Itaipava

Uma tarde com Abel Braga no Uniko: novo italiano no Centro foi um golaço do treinador!

No meio do futebol você conhece algumas pessoas realmente incríveis. Uma delas foi Abel Braga. Durante um ano e meio convivi quase que diariamente com o treinador na cobertura do Fluminense. E nesta semana dividi uma mesa com ele no recém-inaugurado Uniko, restaurante do qual se tornou sócio. Foi uma tarde realmente fantástica que serviu para comprovar dois pontos essenciais: o Rio de Janeiro ganhou mais uma belíssima casa italiana, esta no Centro da cidade, e Abel marcou um golaço mesmo não entrando mais em campo.

Sentamos na agradável varanda, com um isolamento acústico que chamou atenção. O visual é incrível. O restaurante fica no Edifício Galeria Sul América e a arquitetura imponente dos anos 20 foi aproveitada. O pé direito alto chama atenção e compõe o visual. O salão possui decoração sóbria e iluminação agradável. A adega localizada acima do bar ficou muito bonita. Após mais de uma hora de entrevista com Abelão sobre a saída do Fluminense, chegava a hora de comer.

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Antes de qualquer coisa, uma cesta de pães fresquíssimos feitos na casa acompanhados de manteiga e azeite aromatizado. A focaccia de tomate estava extremamente leve.

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Abel não me falou o que viria da cozinha. Era tudo surpresa. Eis que a entrada era polvo. Não sou fã, mas encarei e fiquei longe de me arrepender. Os tentáculos estavam no ponto certo de maciez e com um sabor fantástico do grelhado. Vieram repousados em dois molhos: um pesto clássico e um de tomate defumado, e coroados por um croquete de batata tão leve que derretia na boca. Um prato extremamente feliz onde tudo harmonizava. Na taça um branco francês Chablis.

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O principal foi um tiro certeiro. O ravióli de massa fresca cozida de maneira perfeita vinha recheado de vitela. Uma fonduta espetacular de grana padano trazia cremosidade necessária além do sabor marcante do queijo. E o caldo de vitela reduzido espalhado por cima equilibrava o tempero e dava ainda mais personalidade ao prato. Apenas três componentes. Para que mais? O brilho está na simplicidade.

Na taça, o sommelier Dionísio Chaves, um dos sócios da casa, sugeriu um tinto de personalidade. Mas Abel resolveu intervir com a voz de comando e sugeriu uma taça do Pinot californiano que ele estava experimentando – Greg Norman. Achei que poderia não casar, mas acabou dando muito certo.

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Já estava mais do que satisfeito, mas eis que me deparo com uma das melhores sobremesas que comi nos últimos tempos. Um mil folhas extremamente leve recheado com creme e morango. Não durou cinco minutos. Se viesse outro, seria traçado da mesma maneira. Incrível mesmo.

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No Fluminense, Abel comandou craques como Deco e Fred. No Uniko, se juntou a três: o já citado Dionísio, Nicola Giorgio e Fabrizio Giuliodori. Os dois primeiros comandam os também bem sucedidos Duo e Bottega del Vino e o último o Alessandro & Frederico. Um quarteto de ataque de respeito no time da gastronomia. Sinal de que a casa terá vida longa. E quem ganha nesta partida somos nós!

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Uniko
– Rua da Quitanda 86 – loja 105, Edifício SulAmérica, Centro, Rio de Janeiro – RJ
(21) 3806-6334
Seg a sex, do meio-dia às 20h.

Ps: A entrevista para o GLOBOESPORTE.COM você confere clicando aqui.

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Bazzar: altos e baixos em minha estreia na casa. Volta agora será para conhecer o Bubble Bar..

Sempre tive curiosidade de ir ao Bazzar. Passava ali pela Barão da Torre e olhava com curiosidade a bonita fachada e a charmosa decoração da casa. Além disso, a notícia de uma boa cozinha animava. No fim de semana matei minha a vontade. E confesso que, apesar da boa companhia e das risadas, o principal acabou marcado pela irregularidade. E em uma casa com preços não tão acessíveis assim, esperava algo próximo do impecável.

Antes de chegarmos lá, um panorama rápido da bem decorada casa. O bar logo na entrada chama atenção. Fiquei com vontade de sentar lá e tomar um espumante, já que agora eles investiram em uma bela carta e um cardápio próprio criando um Bubble Bar. A carta conta com rótulos nacionais mais acessíveis e estrelas do mundo como a badalada Krug e a clássica Dom Pérignon.

O bar envidraçado fica na entrada do bem decorado salão.. Fiquei com vontade de voltar e ficar por ali..

O bar envidraçado fica na entrada do bem decorado salão.. Fiquei com vontade de voltar e ficar por ali..

Mas não era a proposta da noite, e fomos para uma mesa perto da adega de vidro elegante. O couvert é simples: pães variados, azeite clássico, azeite aromatizado com laranja e uma manteiga com flor de sal. Seria válido caso os pães, que são repostos de maneira constante, estivessem frescos e quentes. Não era o caso. A focaccia clássica e a de limão deram a impressão de ter sido feitas há muito tempo. E o azeite de laranja estava forte demais. De bom a manteiga deliciosa e as torradinhas com alecrim. O preço? R$ 11,90 por pessoa.

Manteiga deliciosa assim como a torradinha... O resto decepcionou no simples couvert da casa..

Manteiga deliciosa assim como a torradinha… O resto decepcionou no simples couvert da casa..

Não estava com muita fome então escolhi uma das opções de entrada para ser meu prato principal. Muitas me chamaram atenção, mas escolhi o carpaccio de pato com queijo de cabra e tomilho (R$ 38,20). A expectativa existia já que muito li sobre o prato, mas acabou sendo uma decepção. O tomilho simplesmente não estava lá e certamente traria frescor e equilíbrio. O queijo se sobrepôs e mascarou o sabor do pato. Uma pena.

Faltou capricho na apresentação e o tomilho do cardápio.. O queijo sobressaiu e mascarou o pato...

Faltou capricho na apresentação e o tomilho do cardápio.. O queijo sobressaiu e mascarou o pato…

Mas não foi apenas eu quem ficou na entrada. A sopa cremosa de milho com queijo de cabra e cogumelos acompanhada de pão italiano com ervas também virou refeição principal (R$ 26,30). Estava saborosa, bem doce e no ponto certo. Mas há de se ressaltar que os acompanhamentos são detalhes. Quase uma decoração.

Como disse, a saborosa sopa contava com dois elementos chamativos quase como decoração.. Erro..

Como disse, a saborosa sopa contava com dois elementos chamativos quase como decoração.. 

No capítulo dos pratos principais, não provei o filé mignon com molho agridoce de damasco. Ele veio acompanhado de arroz cremoso de queijo brie. Provei o acompanhamento e sinceramente não achei nada demais. A carne foi elogiada. Este prato tinha opção de ser pedido em um tamanho menor por R$ 39,70.

A meia porção do filé com damasco e arros cremoso de Brie...

A meia porção do filé com damasco e arros cremoso de Brie…

A estrela da noite, porém, foi um suculento Prime Rib com palmito pupunha gratinado e alho negro (R$ 74,70). A carne não estava das mais macias, mas compensou em sabor. E veio no ponto ideal de cozimento. Realmente muito boa. Só que dos deuses estava o palmito. A textura estava boa, o molho saboroso e o alho negro coroou o prato. Um espetáculo. Ah! O vinho da noite foi um Callia Shiraz. bom argentino por R$ 89.

O Prime Rib não estava dos mais macios, mas compensou em sabor e veio no ponto certo.. O palmito estava perfeito!

O Prime Rib não estava dos mais macios, mas compensou em sabor e veio no ponto certo.. O palmito estava perfeito!

Pedimos ainda uma sobremesa: crepe de nutella com sorvete de baunilha (R$ 15,30). Nada inesquecível, mas uma boa sobremesa. Viciado em nutella como sou, colocaria mais um pouquinho. Mas aqui não tem como errar.

O crepe veio no ponto certo.. Nada inesquecível, mas uma boa sobremesa.. Não tem como errar aqui!

O crepe veio no ponto certo.. Nada inesquecível, mas uma boa sobremesa.. Não tem como errar aqui!

No geral, a noite teve mais baixos do que altos. Esperava mais de um lugar badalado e com preços acima da média. Mas pretendo voltar. De repente foi um dia ruim apenas como todos os lugares podem ter. Os acertos deixaram animados e com a esperança de que uma segunda oportunidade será melhor de repente com outras escolhas. E o Bubble Bar me arrebatou. Quero sentar por lá.

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Bazzar

– Rua Barão da Torre – 538, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ, (21) 3202-2884
Diariamente, do meio-dia à 1h.

Le Vin.. Tartare decepcionou pela expectativa, mas jantar valeu e muito a noite!

Sempre tive muita curiosidade de conhecer o Le Vin. E o motivo é simples: sou completamente viciado em Steak Tartare. E os comentários sobre o da casa paulista que chegou em Ipanema e já ganhou unidade na Barra eram os melhores possíveis. Então em uma noite muito agradável ao lado da Luninha e dos primos Ricardo e Mônica, fui finalmente debutar por lá. E para a minha surpresa, com certa ponta de decepção, o sonhado Tartare não foi nem de longe o ponto alto da visita.

A fachada da casa na Barão da Torre. Mesinhas na calçada dão um tom informal e descontraído..

A fachada da casa na Barão da Torre. Mesinhas na calçada dão um tom informal e descontraído..

Antes de chegar lá, comentários rápidos. A decoração da casa é muito agradável e de imediato remete aos bistrôs franceses. Toalhas quadriculadas, parede em tom amarelo, gravuras, um bonito bar… Tudo bem legal. Na entrada, as ostras frescas no balcão com gelo também dão um toque legal.

Em um tom amarelo, lembrou os autênticos bistrôs.. A decoração é sóbria e tudo combina com as toalhas..

Em um tom amarelo, lembrou os autênticos bistrôs.. A decoração é sóbria e tudo combina com as toalhas..

Logo na entrada chama atenção o balcão expondo as ostras frescas que fazem muito sucesso na casa..

Logo na entrada chama atenção o balcão expondo as ostras frescas que fazem muito sucesso na casa..

Espumante pedido, Chandon Brut por R$ 98, preço extremamente salgado em comparação com outras casas (no Manekineko por exemplo o rosé sai por R$ 89), fomos ao couvert. Trata-se de um pão da casa sempre quentinho e muito gostoso, reposto constantemente, com manteiga e patê – MUITO bom por sinal. Cobrado individualmente, mas peço desculpas porque me esqueci de anotar o preço.

Pão feito na casa sempre fresco e quentinho, patê delicioso e manteiga também saborosa.. Simples, mas bem gostoso o couvert...

Pão feito na casa sempre fresco e quentinho, patê delicioso e manteiga também saborosa.. Simples, mas gostoso

Era chegada a hora do Tartare (R$ 56). Pedimos como entrada. Ele chega acompanhado por fritas que sim, estavam perfeitas. Agora o prato em si, apesar de bem temperado e do frescor incrível, estava adocicado demais na minha visão. Era claro o gosto de ketchup. Os demais temperos lutavam e muito para aparecer, brigando mesmo com o molho de tomate. Como disse, gostoso, mas um pouco decepcionante principalmente pela expectativa que havia criado em minha cabeça.

O famoso steak tartare da casa estava um tom acima no adocicado.. Mas bem fresco e temperado..

O famoso steak tartare da casa estava um tom acima no adocicado.. Mas bem fresco e temperado..

Mas se a entrada decepcionou, o jantar não. Pedi um coelho que veio impecável. Carnudo, macio e bem úmido, veio regado por um molho a base de mostarda dijon que estava extremamente saboroso e marcante (R$ 78).

O coelho veio carnudo, molhadinho e com um intenso e saboroso molho de mostarda.. Belo prato..

O coelho veio carnudo, molhadinho e com um intenso e saboroso molho de mostarda.. Belo prato..

O acompanhamento também estava excelente. Simples batatas gratinadas feitas com muito carinho. Cortadas finas e com um molho saboroso. O gratinado também no ponto certo. Delícia.

Cortadas fininhas e com creme saboroso, as batatas gratinadas me surpreenderam pelo belo sabor...

Cortadas fininhas e com creme saboroso, as batatas gratinadas me surpreenderam pelo belo sabor…

Neste ponto, mudamos do Chandon para um Chardonnay americano: Columbia-Crest, também por R$ 98. Amadeirado, caiu bem mesmo com o molho forte de mostarda. O ideal era um tinto, mas o calor não permitiu.

O chardonnay americano bem amadeirado caiu bem com todos os pratos e amenizou o calor...

O chardonnay americano bem amadeirado caiu bem com todos os pratos e amenizou o calor…

Viciada em polvo, Luna aceitou a sugestão do atencioso staff da casa e pediu pernas de polvo grelhadas com tomate assado a provençal (R$ 78). Não como polvo, mas depois de muita insistência resolvi provar e constatei a maciez e a delicadeza do simples molho de azeite, ervas, alho e pimenta dedo de moça.

Tentáculos carnudos e muito macios de polvo com um delicioso tomate assado.. O molho estava perfeito!

Tentáculos carnudos e muito macios de polvo com um delicioso tomate assado.. O molho estava perfeito!

O tomate estava tão gostoso que pedimos mais uma porção. Simples e maravilhoso.

Os tomates estavam tão bons que pedimos uma porção extra.. Na medida com o toque de alho...

Os tomates estavam tão bons que pedimos uma porção extra.. Na medida com o toque de alho…

O terceiro prato não manteve, infelizmente, o nível dos anteriores. No cardápio, o salmão é anunciado como mal passado. No entanto, ao chegar na mesa, o peixe estava seco e indo justamente no caminho contrário do apontado pelo menu. Ao menos, o molho cítrico estava bem feito e amenizou (R$ 58). O acompanhamento foi o mesmo do coelho: batatas gratinadas.

O ponto baixo.. Apesar do molho cítrico estar certinho, só no olho já se percebia o ponto acima do salmão..

O ponto baixo.. Apesar do molho cítrico estar certinho, só no olho já se percebia o ponto acima do salmão..

Após a orgia gastronômica, ainda arrumamos espaço para dividir um creme brulée (segunda falha minha, mas também não anotei o preço. E estava muito bom, encerrando perfeitamente a noite. Saboroso e gelado, contrastando com a casquinha quente como manda o figurino.

O creme brulée veio certinho.. Casquinha ainda quente para interior geladinho e saboroso...

O creme brulée veio certinho.. Casquinha ainda quente para interior geladinho e saboroso…

No fim das contas, matei a vontade de conhecer o local. O Tartare decepcionou, mas o saldo foi positivo em função do belo jantar. Os preços são salgados sim, mas as porções, como visto nas fotos, são bem servidas. Éramos quatro, pedimos uma entrada e três pratos e no fim quase não conseguimos nos levantar. Vale a visita.

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Le Vin
– Rua Barão da Torre, 490, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ – (21) 3502-1002 / (21) 3202-2755
Seg a qui, do meio-dia à meia-noite; sex e sáb, do meio-dia à 1h; dom, do meio-dia às 23h