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Escobar: os retornos provaram que a estreia foi um ponto muito fora da curva. Opções leves e refrescantes

A primeira investida foi um desastre. O atendimento caótico tirou qualquer tipo de prazer que se poderia ter na boa comida e bebida. Saí de lá dizendo que não voltaria. Mas, simpáticos, os sócios nos convidaram para retornar e explicar os motivos para aquela tarde complicada. Após este encontro, estive lá em outras duas oportunidades e de fato confirmei que minha estreia no Escobar tinha sido um ponto muito fora da curva.

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Desta vez a equipe estava completa e o atendimento se deu sem qualquer transtorno. E é isso o importante, já que mesmo na estreia difícil deu para ter a certeza de que o cardápio era bem feito. Nesta última vez, a casa estava cheia e fomos acomodados no bar. Não me importei nem um pouco. Sou fã de um balcão e ali é uma diversão acompanhar a alquimia dos drinks. Então para nós, um Clericot refrescante (R$ 60 a jarra de um litro).

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A ideia era aplacar o calor que tinha feito ao longo do dia. Então fomos apenas de ceviches, tiraditos e afins. Aliás, uma ideia perfeita e bem levinha para os dias infernais do Rio de Janeiro, O primeiro foi o Tiradito de Namorado (R$ 26). De todos os itens do cardápio, é o que mais gosto. Fatias finas do peixe fresco, limão galego, brotos, pimenta biquinho e um crocante de pão árabe. Maravilha.

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Em seguida fomos para os ceviches. Primeiro o de robalo (R$ 22). O toque vem de uma salsa de tomate com hortelã que se junta aos ingredientes tradicionais. O crocante de batata doce dá textura e sabor também.

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O ceviche de bonito (R$ 24) é menos tradicional, mas não menos gostoso. O vinagrete oriental é feito com maracujá e a acidez se mostra bem equilibrada.

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Comemos também o de camarão com vieiras e leite de coco (R$ 32). Foi o que menos gostei, apesar da boa textura das vieiras.

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Fechamos com a causa de camarões (R$ 28). O purê de baroa com um toque de aji amarillo estava espetacular. Cremoso e saboroso assim como o aioli que vem espalhado pelo prato. Comeria mais do molho. Confesso que me deu vontade de passar o dedo.

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De sobremesa, panquecas recheadas com sorvete de doce de leite. Fininhas e gostosas. O sorvete não é tão doce e faz bom contraste com o próprio doce de leite que vem como decoração no prato. Comer os dois juntos na mesma colherada traz equilíbrio perfeito.

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Foi bom ter baixado a guarda e voltado. Como disse na estreia, é um lugar próximo e conveniente para mim. Além disso, da comida não tive o que falar. Passado o caos da inauguração, a equipe se mostrou azeitada e a tendência é realmente não encontrarmos mais os problemas de antes. É o que realmente espero. Até a próxima!

Escobar

– Rua General San Martin – 359, Leblon, Rio de Janeiro – RJ – (21) 2259-9482 / (21) 2274-8871
Segunda a quinta, das 11h45m às 15h30m e das 18h à 1h30m. Quinta a sábado, das 18h às 3h.

Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

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Sushi Leblon: a estreia na badalada casa foi uma bela experiência. Esqueça o glamour, sente no balcão e foque na comida!

Já são 25 anos, o que colocam a casa como uma das japonesas mais tradicionais da cidade. Mas confesso que nunca tinha pisado no badalado endereço. Tinha sim um certo preconceito com aquela aura de ir para ver e ser visto. Afinal de contas é uma das preferidas entre os artistas e personalidades, o que automaticamente gera uma fila monstruosa todos os dias. E nesta, pessoas vestidas como se estivessem indo para um casamento ou para um baile de gala: ternos, longos, saltos… tem de tudo! Isso me criava um bloqueio. Mas coube a um grande amigo me fazer baixar a guarda e finalmente conhecer a cozinha do Sushi Leblon. E a estreia foi com o pé direito. De fato uma bela noite em que exploramos e muito o que a casa pode te oferecer.

A começar pelo lugar. Nada de mesa. Sentamos no balcão onde acompanhamos de perto a ação do trio de sushimans França, Sandro e Luis. E confesso que ficar de costas para o bem decorado salão, que conta ainda com um belíssimo aquário, me agradou pelo fato de poder me concentrar única e exclusivamente na experiência gastronômica. Ou seja, não me interessava ver se algum artista entrasse na casa.

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Habitué de lá, o nosso “anfitrião” não nos deixou olhar o cardápio. A série de pedidos se deu em função de suas preferências e do que ele achava que iríamos gostar. Alguns foram grandes acertos. Outros não me agradaram tanto. Então vamos a eles. Começamos com a dupla de Sushi de Atum com Pimenta Biquinho (R$ 17 a dupla). O peixe estava fresco e carnudo e a pimenta fazia bom contraste.

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Em seguida algo inédito para mim: ostras cruas. Nunca havia comido. Estavam grandes, fresquíssimas e extremamente saborosas. Chegam na mesa também em duplas apenas com um limãozinho para botar por cima (R$ 16).

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A outra experiência inédita da noite para mim foi um Ceviche de Ouriço do Mar (R$ 27 a dupla). Não me agradou nem um pouco, principalmente a textura. O tempero estava bem equilibrado, com pimenta e acidez do limão na medida. Mas confesso que não repetirei isso no futuro.

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A noite continuou com o sushi de King Crab (R$ 29 a dupla). O adocicado da carne de caranguejo, em pedaço generoso por cima do arroz, foi bem agradável. Vale lembra que na taça estava um Alain Brumont, branco francês bem frutado que harmonizou muito bem (R$ 74). Mario foi de caipisake de lichia (R$ 20).

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Outro ponto alto da noite foi o Makimono de Salmão Skin (R$ 15 a dupla). Apelidado de Wilson, aquela bola do Náufrago, ou de Fabio Ferreira, para quem se lembra do zagueirão, estava perfeito. O crocante da pele de salmão fritinha e do pepino contrastavam perfeitamente com a maciez do arroz realizando o “conflito” de texturas.

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Em seguida Sashimi de Polvo com Azeite Trufado e Flor de Sal (R$ 21). O azeite é algo que tem de ser usado com cuidado para não dominar o prato. E eles fizeram bem. A textura do polvo estava boa e o sabor presente, principalmente nos que estavam por baixo e não receberam o fio do trufado diretamente. O Makimono de Camarão empanado com cream cheese e ovas de salmão (R$ 30) não me pegou simplesmente porque tenho rejeição grande à estrela desta pedida.

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Vamos então para a grande pedida da noite. Tudo bem, nada tem a ver com culinária japonesa, mas estava simplesmente espetacular a dupla de Foie Gras Brulée (R$ 27). O queimadinho dava um toque todo especial ao naco do untuoso foie. Um cubinho da manga no topo ainda dava um contraste de sabor e textura.

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O Sashimi de Salmão Gravlax também foi um acerto (R$ 31). Bem curado, mas sem perder o frescor, vinha acompanhado de saboroso molho a base de mostarda e coroado por generosa porção de caviar. Uma maravilha.

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Deu tempo ainda de dois quentes: os espetinhos de vieiras e aspargos (R$ 25 cada dupla). A vieira derretia na boca, sinal de ponto perfeito de cocção. Os aspargos estavam al dente e bastante saborosos finalizando bem demais a parte salgada da noite.

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Apesar de termos ficado completamente lotados arrumamos espaço para uma sobremesa. Em termos de sabor, o Petit Gateau de Amêndoas com raspas de limão siciliano e calda de chocolate branco estava espetacular (R$ 19). Tudo harmonizando perfeitamente em prato bem equilibrado. No entanto, o interior do gateau poderia estar mais líquido como manda o figurino.

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Como os amigos perceberam, a noite foi longa e serviu para desmistificar muita coisa. De ostras, passando por ouriços até chegar a onde tudo isso aconteceu. Sim, o Sushi Leblon é tudo aquilo que falei lá no início. As pessoas estão vestidas de maneira que em certo momento nem lembra o Rio de Janeiro. Os carros parecem saídos direto de um salão do automóvel. A fila é enorme e vira uma grande social. Mas por trás disso tudo existe uma cozinha impecável que sustenta a fama que o lugar tem. E a experiência é mais do que válida. Mas siga minha dica e peça o lugar no balcão. A verdadeira arte está por lá! Até a próxima!

Sushi Leblon
Rua Dias Ferreira, 256, Leblon – Rio de Janeiro
Segunda-feira das 12 às 16h e das 19 à 1h30. Terça-feira a sábado, das 12 à 1h30. Domingos das 13 à 0h.

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