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Gougères: o pão de queijo francês. Levando um pedacinho da França para a confraternização da Aliança!

Sou um completo apaixonado pela França. As paisagens, a cultura, mas sobretudo a gastronomia. E tenho também o objetivo de morar uma temporada por lá. Enquanto esse dia não chega, fico com lembranças de viagens, delírios e aproveito para estudar a língua. O post vem com certo atraso, mas há duas semanas fizemos uma confraternização da turma da Aliança Francesa no último dia de aula. E para o café resolvi testar um clássico do país que conheci na primeira vez que jantei na Roberta Sudbrack: Gougères. Trata-se em uma explicação livre do pão de queijo francês, mas, diferentemente do que estamos acostumados, é leve e quase derrete na boca.

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Buscando receitas e inspirações, me deparei com uma feita no programa da Ana Maria Braga pelo chef Emmanuel Bassoleil. Testei e de fato fica uma delícia. As únicas coisas que mudei foram a quantidade de queijo (acrescentei parmesão), um toque de flor de sal por cima e o adicional de tomilho fresco que coloquei em alguns. Vamos aos ingredientes:

250 ml de água
100 g de manteiga
1 pitada de sal
150 g de farinha de trigo
4 ovos
100 g gruyère ralado
50 g de parmesão
1 gema batida
Flor de Sal (opcional)
Tomilho fresco (opcional)

Esta é uma massa cozida então é preciso ter braço para mexer tudo até se incorporar. E não se assuste. Vai ter um momento que você vai pensar que deu errado. Quando esta hora chegar, continue mexendo com vigor que as coisas voltam ao normal.

Com tudo separado, leve uma panela com água, manteiga e sal ao fogo até tudo derreter. Feito isso, tire do fogo e coloque a farinha. Mexa bem até a massa começar a ganhar corpo e volte ao fogo. Sempre mexendo bem para incorporar e ao mesmo tempo cozinhar esta massa.

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Retire novamente do fogo e junte os ovos um a um sempre mexendo. Como a massa está quente, se você não incorporá-los rapidamente corre o risco deles cozinharem. Feito isso, entre com os queijos ralados e finalize.

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Coloque o forno para pré-aquecer a 180 graus enquanto você molda os seus gougères. Faça do tamanho que você quiser. Usei como padrão uma colher de sopa. Como disse, enquanto enrolava coloquei tomilho fresco em alguns. Coloque as bolinhas em uma assadeira untada com manteiga, pincele com uma gema batida, jogue um pouquinho de flor de sal e asse por mais ou menos 20 minutos. Espetacular!

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A brincadeira ainda teve um crumble de maçã com banana feito pela querida professora Sophie. A receita me foi passada e em breve farei por aqui.

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Tivemos também belíssimos brigadeiros da Jucyléia. Vocês podem até encomendar lá no Chocosonhos, que também faz bolos decorados. Muito gostoso!

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Enquanto o sonho de morar por lá não chega, a solução é essa mesmo: tentar trazer para casa um pouquinho da França. Até a próxima! À bientôt!

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O Hambúrguer do Comuna: receita infalível de um Juicy Lucy brasileiro. E com carne de segunda!

Hambúrgueres. Cada vez mais perderam aquela imagem de fast food trash sem nenhum sabor e que só faz engordar. Hoje pela cidade você consegue encontrar versões incríveis e também bem caras do sanduíche. Roberta Sudbrack, por exemplo, faz sua versão usando Kobe Beef, o tão falado gado japonês, picado na ponta da faca e cobra mais de R$ 90 pela iguaria. A chef faz parte de uma linha que prefere pegar um bom corte de carne e temperá-lo apenas com sal e pimenta para que você sinta o sabor específico. Nesta linha temos o do Irajá, do Pipo de Felipe Bronze… O Reserva TT será inaugurado em breve e conta com a grife Troisgros… Opções gourmets não faltam.

Mas há aquela linha de hambúrgueres com muitos temperos em sua massa feita geralmente a partir de um corte de segunda. E foi esse que o pessoal do Comuna, que ainda não fui conhecer, ensinou no Rio Gastronomia e que resolvi fazer em casa. E digo sem medo de errar: ficou ESPETACULAR.

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Então vamos aos ingredientes. A receita original é essa, mas no dia que eu fiz resolvi dobrar todas as quantidades e congelar o que não usei. Você vai precisar de: 500 gramas de carne moída (eles misturam Patinho e Acém, eu misturei Patinho e Paleta), 1 cebola roxa picada, 1 pimenta dedo de moça picada sem semente, 3 colheres de sopa de cerveja tipo Stout, 2 dentes de alho picado, 2 colheres de sopa de salsa picada, 1 colher de sopa de alecrim picado, 1 colher de sobremesa de mostarda dijon, 2 colheres de sopa de ketchup (use o caseiro que ensinei aqui), meia xícara de farinha de rosca, duas colheres de sopa de manteiga congelada cortada em cubos, sal e pimenta do reino.

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Tudo separado, hora de botar a mão na massa. Mas desta vez quem o fez foi a Luninha. Como disse lá no post do ketchup, ela está cada vez mais interessada e do início ao fim tomou a frente da preparação. Comece então com a carne. Vá soltando aos poucos antes de entrar com os ingredientes, desfazendo aquele formato do moedor. Em seguida entre com toda aquela lista acima. E novamente mão na massa até a mistura ficar homogênea.

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Feito isso, pegue uma boa porção. A ideia aqui é fazer um hambúrguer grande, com mais ou menos 200 gramas. Abra na sua mão e faça um buraco no meio. Ali você vai colocar o queijo de sua preferência. Neste dia usamos um Minas Padrão delicioso que tinha aqui em casa, mas pode ser prato, mussarela, gruyere, gorgonzola… Nos Estados Unidos esse tipo de hambúrguer recheado é chamado de Juicy Lucy.

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Em seguida, pegue mais um pouco do hambúrguer para tampar e comece a moldar. Aí veio a outra dica do Comuna: jogar ele já fechado de uma mão para outra. Assim sua carne ficará ainda mais firme no formato.

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Esquente muito bem a sua frigideira ou grelha. Coloque o hambúrguer e tampe para criar vapor e ajudar a cozinhar já que ele fica bem grande, e a derreter o queijo no centro. Após mais ou menos quatro minutos, vire, abaixe o fogo e tampe novamente. Sirva com pão como um verdadeiro sanduíche ou como prato principal como fizemos nesse dia ao lado da já famosa Batata ao Murro.

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Como disse lá em cima, esta é uma vertente igualmente saborosa. Gosto muito de comer um hambúrguer feito com picanha, fraldinha, mignon… É legal sentir os sabores. Mas esse Juicy Lucy ficou demais. Tá aí a dica!

Rio Gastronomia: bastidores e considerações sobre a festa de premiação do evento que se inicia hoje no Jockey

Samba, rap, repente, boa comida, mas poucas novidades entre os vencedores. Assim se pode resumir a festa de premiação do Rio Gastronomia, que aconteceu na última quinta, no Jockey. O clima estava o melhor possível. Cerveja e espumantes gelados, boa música e um clima de alegria e camaradagem.

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Algumas poucas coisas chamaram atenção em relação aos premiados – acho inclusive que pode se pensar em criar uma categoria hors concours, já que nomes como Olympe, Antiquarius, Esplanada Grill, Aconchego Carioca e Cervantes levam prêmios todo ano em suas categorias (a lista completa está no fim do post). Fiquei surpreso com a ausência da Roberta Sudbrack na lista. Seu restaurante perdeu o título para o Gero, eleito o melhor da cidade pelo júri. Já na categoria chef Felipe Bronze levou com vantagem.

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Outra surpresa, talvez a única grande da noite, foi o clássico e para muitos desconhecido Cirandinha levar o melhor café da manhã. A casa de mais de 50 anos desbancou a Escola do Pão, sempre favorita na categoria. Na categoria Novidade esperado e merecido o prêmio para o Lima Restobar.

Me chamou atenção também o Braseiro da Gávea levar o “Bom e Barato”. Adoro a casa, mas não dá para achar que é barato. Não é. Fica complicado debater os preços altos da gastronomia da cidade quando se premia um lugar em que a picanha custa R$ 80. Esta semana mesmo dei o exemplo do Caravelas do Visconde, aí sim um “Bom e barato”.

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De resto, deu para perceber que o evento, que abre nesta sexta-feira para o público no Jockey com aulas, stands de casas como Delirium, Enchendo Linguiça, Focaccia, Da Silva, Colombo, entre outros, e shows será bem interessante. Vale a pena ir conferir de perto.

Agora algumas curtinhas:

– Rodrigo Hilbert foi um bom mestre de cerimônias. Descontraído, trouxe leveza ao prêmio.
– A decisão de chamar Dudu Nobre, o repentista Miguel Bezerra e o MC Xará para introduzirem as categorias foi um acerto. O trio, cada um em seu ritmo, improvisou em cima dos nomes e divertiu os convidados.
– Os preços dos produtos selecionados pelos restaurantes nos stands estava bem justo e promete agradar quem for ao evento.
– Felipe Ishihama, gerente do Bar D’Hôtel, levou o prêmio de figurino da noite também. Seu terno rosa chamou tanta atenção que os pedidos de fotos foram constantes.
– Muito bacana o prêmio especial para David Herz, mentor da ONG Gastromotiva. O trabalho que ele idealizou e realiza é muito legal.
– A felicidade de Felipe Bronze com os prêmios de Chef e Contemporâneo era visível, assim como a do staff do Lima, que foi quem mais fez barulho quando o nome apareceu no telão na categoria novidade.
– Muito bacana o stand do Senac, que preparou alguns pratos diante do público.
– Entre os comes, derrapou muito o canapé de parma com uma pêra com anís que mascarou qualquer outro sabor. O “Cheesecake” de salmão estava leve, mas a porção poderia ser um pouco menor. O Rosbife com cebolas caramelizadas e raiz forte estava muito gostoso.
– A foto dos vencedores que abre o post é de Daniela Dacorso, do O Globo.

Os premiados:

Restaurante – Gero
Novidade – Lima Restobar
Chef – Felipe Bronze
Francês – Olympe
Italiano – Gero
Português – Antiquarius
Oriental – Azumi
Peixes – Satyricon
Carne – Esplanada Gril
Comida leve – Celeiro
Contemporâneo – Oro
Carta de Vinhos – Terzeto e Laguiole
Carta de Drinques – Bar D’ Hôtel
Bom e barato – Braseiro da Gávea
Serviço – Antiquarius
Café da manhã – Cirandinha
Pão -Talho Capixaba
Doce -Confeitaria Colombo
Ao Ar Livre -Bar Urca
Pizza – Braz
Para beliscar – Venga
Suco – Polis
Sanduíche – Cervantes
Pé-limpo – Meza Bar
Pé-sujo – Adonis
Brasileiro – Aconchego Carioca
Carta de Cervejas – Delirium Café
Carta de Cachaças -Academia da Cachaça
Tradicional – Bar Lagoa
Garçom – Russo, da Polonesa

Ovo poché com gema mole, aspargos, parma… Combinação perfeita em entrada deliciosa! Aprenda!

Ovo poché, aspargos frescos grelhados, parma fininho e com gordura na medida… Coroando a combinação clássica e perfeita, um fiozinho de azeite trufado. Curtiu? Então vamos para mais uma receita que pode ser feita já nesse fim de semana para receber os amigos e aproveitar o friozinho que tem feito nas noites para bebericar um bom tinto.

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As quantidades aqui são relativas. Depende de quantas pessoas você vai receber. Eu calculo dois aspargos, um ovo CAIPIRA e duas fatias de parma por pessoa. Éramos seis então foram 12 aspargos, seis ovos e mais ou menos 100 gramas de parma fininho.

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Vamos então à única etapa complicada no processo todo. Mas pensem no resultado final. Vale a pena. Poucas coisas são mais poéticas do que uma gema caipira escorrendo e tomando conta do prato unindo todos os ingredientes (reparou ali em cima?). Já havia explicado como fazer neste post aqui, mas vou resumir novamente. A técnica eu aprendi na aula que fiz na cozinha da Chef Roberta Sudbrack. É fundamental ter controle e paciência. Esquente uma panela com água e algumas gotas de vinagre. A água não precisa ferver. Coloque o dedo. Se você conseguir ficar com ele dentro mais ou menos 10 segundos este é o ponto.

Mexa a água e despeje os ovos previamente quebrados. Coloque uns três por vez no máximo. E tenha paciência. O processo dura entre 10 e 15 minutos. Esfriou a água? Ligue um pouco a chama do fogão. Esquentou, desliga. Aos poucos vá mexendo, sempre de maneira delicada a água, para que a clara envolva a gema. Isso pode não acontecer. Neste caso, separe e coma o ovo só com flor de sal mesmo. E coloque outro, afinal de contas você quer servir os mais bonitos para os amigos. Ficou pronto, deixe eles repousando em uma travessa com água aquecida.

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Os aspargos são extremamente simples de fazer. Basta cortar a base maior, que é bem fibrosa e grelhar direto em uma panela aquecida com azeite. Tempere com sal e pimenta.

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Levei à mesa a travessa grande como pode ser vista aqui. Mas se você preferir resolver já empratado, sugiro a quantidade citada lá em cima. O azeite trufado você coloca na mesa. Um fiozinho só para não tomar conta dos demais sabores. Imperdível!

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Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

O Picadinho de Roberta Sudbrack. Faça esse favor para você mesmo e vá conhecer!

Não preciso dizer novamente que sou fã da Roberta Sudbrack. Já fiz aula, já fui jantar, já reproduzi receitas inspiradas no que aprendi com ela… Mas na última sexta-feira vivi mais uma experiência na casa laranja: o picadinho. O prato que leva o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é primoroso. Servido apenas no almoço das sextas, faz parte de um menu fechado que inclui salada e sobremesa. Como era sexta-feira santa, a segunda opção de menu tinha como prato principal o bacalhau que a chef aprendeu com sua vó Iracema. Mas chega de introduções. Vamos logo aos detalhes!

O RS.. A casinha laranja que chama atenção de qualquer um..

O RS.. A casinha laranja que chama atenção de qualquer um..

A tarde começou como sempre com o pão da casa quentinho, manteiga com flor de sal e o delicioso salame do sul do país cortado fininho. Tudo delicado e acompanhando um Cave Geisse Nature bem gelado (R$160).

Como éramos cinco e todos queriam provar todas as opções, foram dois menus do picadinho, que saiu por R$ 120, e três do bacalhau, que custava R$ 180. A salada do primeiro era de folhas bem frescas coroadas com um queijo de cabra gratinado que estava muito saboroso.

Mix de folhas com o queijo de cabra gratinado... Também bem harmonizado..

Mix de folhas com o queijo de cabra gratinado… Também bem harmonizado..

Já quem pediu o bacalhau foi presenteado com uma salada impecável. Chicória frisée com certo amargor que era balanceado com abóbora assada em cubos. Macia e docinha, a abóbora equilibrou o prato que continha ainda o salgadinho e a presença do parmigiano ralado.

Chicória frisée, cubos de abóbora docinhos, azeite e parmigiano... Tudo muito equilibrado..

Chicória frisée, cubos de abóbora docinhos, azeite e parmigiano… Tudo muito equilibrado..

Veio então o bacalhau. Cozido e em lascas, estava acompanhado por batatas assadas, cebolas caramelizadas no vinho do porto branco, fatias finíssimas e muito crocantes de pão, alho, brócolis e azeitonas. Novamente tudo em equilíbrio. A crocância do pão contrastava bem com a maciez da batata e do próprio peixe. Muito gostoso.

Saboroso, com contraste de texturas e temperado no ponto certo o bacalhau que homenageia a Vó Iracema!

Saboroso, com contraste de texturas e temperado no ponto certo o bacalhau que homenageia a Vó Iracema!

Mas não adianta. A estrela da sexta realmente foi o picadinho. Primeiro na apresentação. É muito legal tudo vir separado para você montar o seu prato. Arroz soltinho, banana crocante e muito doce e uma farofa de cenoura simplesmente espetacular. Novamente a simplicidade imperou. Manteiga na medida, muito gostosa mesmo.

A apresentação é bem bacana.. Tudo vem em potinhos e a estrela chega em uma cocotte da Le Creuset..

A apresentação é bem bacana.. Tudo vem em potinhos e a estrela chega em uma cocotte da Le Creuset..

Crocantes e bem docinhas, as bananas fazem parte do picadinho..

Crocantes e bem docinhas, as bananas fazem parte do picadinho..

Só que estes são os coadjuvantes. A estrela vem em uma cocotte da Le Creuset. Quando você tira a tampa lá está o ovo coroando o mignon cortado na ponta da faca e um molho aromático, rico e saboroso. Mas o ovo poché é tão bonito que te deixa meio hipnotizado. E o espetáculo de estourar e ver aquela gema quase laranja se misturando ao molho e deixando o prato realmente incrível é demais. Comendo você entende os motivos de o nosso ex-presidente ter segurado Roberta em sua cozinha por muito tempo.

O picadinho coroado com o ovo poché que é uma verdadeira estrela... Coisa de maluco..

O picadinho coroado com o ovo poché que é uma verdadeira estrela… Coisa de maluco..

Era chegada a hora das sobremesas. No menu do picadinho, um clássico: canelone de maçã com pistache e calda toffee. O crocante da massa dava a textura. O recheio doce contrastava com um caramelo quente e levemente salgado que estava impecável. Sim, eu abri mão do bolo abaixo pelo canelone.

Simples, delicado e impecável.. O canelone também é um show de sabores e contrastes..

Simples, delicado e impecável.. O canelone também é um show de sabores e contrastes..

O bolo? Era a sobremesa do segundo menu. Também já famoso, o bolo molhado é delicioso. Extremamente macio, derrete na sua boca e tem a potência dos chocolates Amma, da Bahia. A calda quente é algo a parte também. E a fatia é bastante generosa, perfeito para quem é maluco por chocolate.

Quente, cremoso e saboroso, o bolo molhado vem bem servido e é muito intenso..

Quente, cremoso e saboroso, o bolo molhado vem bem servido e é muito intenso..

No fim, junto com o café coado, os brigadeiros de colher. Para finalizar bem.

Não dá para terminar uma tarde ou uma noite no RS sem os brigadeiros...

Não dá para terminar uma tarde ou uma noite no RS sem os brigadeiros…

É barato? Não. Mas como já havia comentado em outras ocasiões, entrar na casa da Roberta Sudbrack é uma experiência imperdível para quem sente prazer pela comida. Portanto fica aqui a minha dica. Faça esse favor para você mesmo e vá um dia conhecer este picadinho. É certo de que você não irá se arrepender.

Mais informações, como vocês já sabem, sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos! Ah! Lembrando que agora o Gastronomia por Esporte também está no Facebook! Cliquem e curtam a página! Por lá vocês vão conferir todas as novidades do blog! http://www.facebook.com/gastroesporte

Roberta Sudbrack
– Rua Lineu de Paula Machado, 916, Jardim Botânico, Rio de Janeiro – RJ – (21) 3874-0139
Horário: Terça a quinta, das 19h30m à meia-noite; Sexta, do meio-dia às 15h e das 20h30m à meia-noite; Sábado, das 20h30m à meia-noite

Tomates assados: fácil, rápido, delicioso e com a grife da chef Roberta Sudbrack

Outro dia no facebook da já querida Cris Corsso, que tive o prazer de conhecer pessoalmente na aula da chef Roberta Sudbrack (lembre aqui), vi uma foto de tomatinhos assados que me prendeu. Curioso, pedi a receita e ela disse que aprendeu justamente com a Roberta. Ou seja, sinônimo de coisa boa. Tudo anotado, fui para a cozinha e garanto: é simples, fácil e MARAVILHOSO. Os tomatinhos saem docinhos, temperados e acompanharam perfeitamente meu salmão grelhado e minha salada. Então anotem aí e façam em casa.

Coloquei os tomates por cima de uma salada verde e comi com um belo salmão grelhado e cru por dentro!

Coloquei os tomates por cima de uma salada verde e comi com um belo salmão grelhado e cru por dentro!

Você vai precisar de duas caixas de tomate cereja, o ideal é usar aquele sweet grape que é mais docinho, dentes de alho com casca (a quantidade aqui é aleatória, eu usei 20), ervas frescas (eu usei manjericão, alecrim e tomilho), sal, pimenta do reino, uma pitada de açúcar e bastante azeite (usei 200 ml mais ou menos até chegar na metade dos tomates). Ah! Para variar, piquei uma dedo de moça pequena sem sementes.

Bancada com os ingredientes.. Tudo separado e limpo para você começar a sua receita...

Bancada com os ingredientes.. Tudo separado e limpo para você começar a sua receita…

Coloque tudo em uma travessa, misture bem e forno! Mais simples impossível, não? A temperatura tem de estar bem alta. Deixei eles por 20 minutos no forno a 260 graus, ou seja, muito quente. Em seguida, baixei para 140 graus e deixei mais 10 minutos. Na etapa inicial o azeite chega a ferver.

Não há muito trabalho.. Depois de separar, basta colocar tudo em uma travesa e cobrir com o azeite...

Não há muito trabalho.. Depois de separar, basta colocar tudo em uma travesa e cobrir com o azeite…

Quando você tirar, os tomatinhos terão estourado e seu suco se misturado aos demais temperos. Uma coisa de maluco! Usei um fio desse azeite mesmo para grelhar o salmão que ficou do jeito que eu gosto: pele torradinha e interior bem mal passado. Mas eles cabem tranquilamente em cima de uma boa massa ou como um antepasto até mesmo ao lado de uma burrata. Perfeito, não? Vale muito fazer!

Esse é o resultado final.. Tomates assados, azeite saboroso e alho docinho saindo da casca...

Esse é o resultado final.. Tomates assados, azeite saboroso e alho docinho saindo da casca…

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Um brinde à criatividade da Luninha e à simplicidade da Roberta Sudbrack na noite do prêmio – com surpresas!

#Porqueeuquerojantarna@RobertaSudbrack? Para matar o Instagram de inveja por que essa foto eles vão querer, mas não poderão vender!

Foi essa frase criada pela Luninha que me levou de volta em menos de um mês à casa de Roberta Sudbrack. A sua criatividade rendeu um jantar harmonizado para dois com cinco etapas no badalado – e com razão – restaurante. Venci a concorrência familiar, fui o escolhido e mais uma vez tive uma noite inesquecível com direito a uma surpresa inacreditável que vocês verão logo abaixo. E o melhor foi ver que minha empolgação foi compartilhada com a criativa Luninha, que ganhou seu primeiro concurso deste tipo na vida e, de quebra, vivenciou pela primeira vez uma experiência como essas!

É sempre especial entrar na casinha laranja. Tudo é pensado para você ter uma noite muito agradável. O atendimento do staff é impecável e a decoração austera e sucinta fazem o ambiente ficar leve. Sentamos na mesa que na minha opinião é a mais legal do restaurante. É uma diversão poder acompanhar toda a movimentação da cozinha através da “janela” circular.

Pela janela você acompanha o ballet da cozinha.. Ao lado o detalhe do painel com momentos da vida de Roberta Sudbrack e a decoração minimalista..

Pela janela você acompanha o ballet da cozinha.. Ao lado o detalhe do painel com momentos da vida de Roberta Sudbrack e a decoração minimalista..

Começamos a noite com o pãozinho da casa, quente e leve, manteiga com flor de sal e um salame artesanal que vem do sul do país cortado impecavelmente fino. O sabor forte e curado caiu bem com a cremosidade da manteiga.

A manteiga com flor de sal no pão caseiro e quente por si só já é perfeito.. Mas este salame artesanal é brincadeira!

A manteiga com flor de sal no pão caseiro e quente por si só já é perfeito.. Mas este salame artesanal é brincadeira!

Em seguida uma surpresinha. Em uma lata, uma simples castanha “crua” com broto e cacau para abrir o apetite. Minimalista como costumam ser as suas criações. Simplicidade é sempre o melhor. Entre os dois ainda tiveram os gougères, pães de queijo franceses levíssimos e maravilhosos que acabaram sendo devorados antes da foto. Perdão!

Castanha "crua", cacau e broto.. Simplicidade... A palavra chave que move a cozinha da Chef..

Castanha “crua”, cacau e broto.. Simplicidade… A palavra chave que move a cozinha da Chef..

O primeiro prato da noite foi um que sempre tive curiosidade em provar. E a expectativa foi cumprida. Trata-se de uma lichia recheada com terrine de foie gras e acompanhada de geléia de Tokaji, vinho típico da Hungria. Por sugestão da Chef, deve-se comer tudo de uma vez. E aí você entende os motivos. O azedinho da lichia é amenizado pelo docinho da geleia. No meio disso tudo, o foie denso e untuoso acaba harmonizando o prato. Para beber um espumante geladinho.

Uma bocada impecável... O contraste de sabores dos três componentes - lichia, foie e geleia de tokaji - é incrível..

Uma bocada impecável… O contraste de sabores dos três componentes – lichia, foie e geleia de tokaji – é incrível..

Em seguida Cherne em vinagrete de ora pró-nobis, folha típica de Minas. O peixe estava incrivelmente fresco e o vinagrete delicado combinando bem. Eu teria colocado um tiquinho a mais de sal, mas é uma questão pessoal. De repente poderia mascarar os demais sabores do prato. Ou seja, deixa para lá!

Vinagrete delicado e delicioso acompanhavam o cherne fresco e no ponto certo.. Só faltou um tico de sal para mim..

Vinagrete delicado e delicioso acompanhavam o cherne fresco e no ponto certo.. Só faltou um tico de sal para mim..

A segunda estrela da noite foi o terceiro prato. Um ravióli de cará. Ao ouvir isso você pode torcer o nariz. Afinal de contas, cará não é um tubérculo dos mais saborosos. No entanto, novamente a simplicidade impera e o conjunto faz algo aparentemente banal se tornar inesquecível. A massa caseira levíssima. Por cima, substituindo o parmesão, uma farofa de piracuí (um peixe seco) dava textura e sabor. Tudo isso servido sobre um caldo extremamente saboroso. Ah! E o cará? Vinha em forma de recheio cremoso harmonizando com os demais componentes. Sério, simplesmente maravilhoso. Ainda mais acompanhado de um vinho branco português fresco e geladinho.

Simplesmente impecável o ravióli de cará com piracuí.. Impecável e indescritível..

Simplesmente impecável o ravióli de cará com piracuí.. Impecável e indescritível..

Neste meio tempo a loucura da noite. Estávamos conversando sobre o prato. Luninha mais uma vez comentava a alegria de viver pela primeira vez a experiência de um jantar harmonizado quando reparo na escada e abro a boca ao olhar uma certa pessoa entrar direto para a cozinha pela porta de serviço. Luna me beliscou e disse: “Você viu? Ele deve estar maluco! Entrou na cozinha!”. Ainda boquiaberto falei delicadamente: “Você está de sacanagem? Não viu quem era?”. Diante da negativa esclareci: Claude Troisgros. Sim. O chef “Marravilha” estava jantando na mesma noite.

Ao retornar ao salão, a cara de pau foi maior. Agitada, Luna falou sobre a admiração que sinto por ele, sobre o blog, sobre a alegria de jantar lá… Confesso que estava intimidado, mas a simpatia de Claude faz com que isso desapareça. Ia pedir uma foto ao seu lado. Mas ele foi mais rápido e chamou sua mulher para tirar uma ao nosso lado. De arrepiar e, mais do que nunca, acho que está na hora de irmos conhecer o Olympe.

A surpresa da noite: Claude Troisgros... Uma simpatia de pessoa que nos deu um grande susto!

A surpresa da noite: Claude Troisgros… Uma simpatia de pessoa que nos deu um grande susto!

Mas voltemos ao RS. O prato principal foi Steak au Poivre. Comum, certo? Sim. Mas nada comparável ao que se encontra por aí. O molho não era aquele pesado com creme de leite. A base, aí é chute meu, era o demi glace, caldo de carne bem reduzido e temperado, que servia como base para um naco de mignon braseado e encrustado de pimentas.

Prato comum nos cardápios do Rio que provam como são feitos de maneira errada.. Um molho incrível..

Prato comum nos cardápios do Rio que provam como são feitos de maneira errada.. Um molho incrível..

O acompanhamento veio a parte: batatas croustillant com flor de sal. Crocantes por fora, e macias por dentro. Essas eu gostaria de saber como fazer. Neste ponto, o vinho era tinto e novamente português.

As batatas com flor de sal.. Crocante por fora, macia por dentro.. O acompanhamento perfeito..

As batatas com flor de sal.. Crocante por fora, macia por dentro.. O acompanhamento perfeito..

Para fechar a sobremesa. Latte cotto com frutas vermelhas. Trata-se de um creme gelado de baunilha com calda de frutas vermelhas e com elas por cima. Morangos, framboesas… Todas por lá fresquinhas e docinhas.

Frutas frescas com o geladinho do creme de baunilha... Coroou um belo jantar...

Frutas frescas com o geladinho do creme de baunilha… Coroou um belo jantar…

No fim, um prato de petit four com o famoso brigadeiro de colher. Mimos para finalizar uma noite incrível que ainda terminou com um abraço de agradecimento na chef dentro de sua EXTREMAMENTE QUENTE cozinha. Isso não tem preço.

A brincadeira da chef.. Seleção de petit fours incluindo o famoso brigadeiro de colher..

A brincadeira da chef.. Seleção de petit fours incluindo o famoso brigadeiro de colher..

Jantar na Roberta Sudbrack é uma experiência inesquecível. Na noite de quarta fomos contemplados na promoção cultural com o menu de cinco etapas, mas vai por mim, se for lá faça um planejamento e encare a sequência completa. Não é barato (sai por R$ 290), mas é incrível. Olhei para o lado e vi passar a ostra vegetal, a burrata com lardo, o palmito bebê, o pato no tucupi… A vontade era meter a mão! Mas oportunidades não vão faltar. Sabe por que? Por causa da Luninha.

O sorriso no rosto após a experiência me fez crer que ela irá querer me acompanhar novamente. E na próxima do início ao fim. Enquanto esse dia não chega, um brinde à sua criatividade com as palavras e à simplicidade da chef com os ingredientes. É isso o que importa! Ah! E sim, matamos todos de inveja no Instagram. Duvida? Vai lá e confere o @GastroEsporte!