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Carnes exóticas na Palace: programa imperdível neste clássico da cidade!

Não sou um grande frequentador de churrascarias com sistema de rodízio. Pelo menos desde 2009, quando fiz minha cirurgia de redução de estômago. Para mim não compensa mais já que não fico mais ansioso por aquele ritmo insano de comida. Mas mesmo neste contexto fica difícil não gostar de ir a um clássico da cidade: a Churrascaria Palace.

Não vou nem falar aqui da belíssima picanha borboleta, quase uma instituição carioca, cortada em fatias finas e finalizada na chapa ao ponto preferido do cliente. Ou do Índio, o garçom boa praça, que dá uma verdadeira aula cortando a costela e explicando a origem e diferença de sabor de cada pedacinho.

Rã

Mas além dos atrativos tradicionais do rodízio, a cada temporada a casa lança um festival temático. E até a próxima sexta ainda dá tempo de conferir o de carnes exóticas. E olha, meus raros leitores, a seleção é interessante!

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Do clássico francês escargot, servido como manda o figurino coberto por manteiga de ervas, passando por aves como codorna, por uma curiosa e deliciosa picanha de marreco, até chega ao filé de jacaré (outra delícia). A seleção traz ainda rã, avestruz (fotos acima) o espetacular porco preto, vindo diretamente de Portugal.

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Ah! E ainda rola um drinque exclusivo para o festival criado pelo craque Jean Ponce. Trata-se do Obrigatório, feito com cachaça Yaguara, polpa de maracujá, tangerina clementina e alecrim.

O rodízio sai por 128 reais. Se para quem tem meio estômago como eu vale, vocês que podem se fartar não devem perder! Até a próxima. Saúde!

Churrascaria Palace

Endereço: Rua Rodolfo Dantas, 16 – Copacabana

Telefone: (021) 2541-5898

Horário de funcionamento: Diariamente das 12h às 24h

 

 

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Segundo domingo Lapeyre, Cavalieri e Mironga. Confira o menu completo e as novidades!

Antes de qualquer coisa, obrigado a todos que foram lá prestigiar o primeiro domingo da minha parceria com Ricardo Lapeyre no Mironga. Não foi? Relaxa.. Ainda dá tempo.. De sobra! Neste domingo (15), a partir das 12h, vai acontecer a segunda etapa e desta vez repleta de novidades. A primeira é que o menu de estreia será repetido. Estarão lá o Patê de Campagne, o Steak au Poivre e a Éclair de café. Cada etapa será harmonizado com W*Kattz EPA, Mistura Clássica Amnésia e Mistura Clássica Pan Head respectivamente.

Mas vamos às novas opções. O cardápio do segundo fim de semana é igualmente especial. À entrada é uma deliciosa galantine de pato que será servida com a tripel Mistura Clássica Beatus. Na sequência um levíssimo filé de Namorado com fondue de tomate e legumes glaceados. Para esta etapa vamos de W*Kattz Saison. Por fim a tartelete de morangos chega com a Noi Nera.

Mironga_Steak au Poivre 3 _Lipe Borgesbaixa

O menu harmonizado completo sai por R$115,00. Mas desta vez a outra novidade é que qualquer uma das etapas, seja do primeiro ou do segundo menu, pode ser pedida separadamente. Ou seja, é possível você montar sua própria degustação. Desta maneira, entrada mais cerveja sai por R$35, prato mais cerveja por R$75 e sobremesa mais cerveja R$30.

Rafael Cavalieri,  Luiz Varejão e Ricardo Lapeyre_ frente Mironga_LipeBorges

Nos vemos por lá. Quem não puder ir nesse basta colar aqui semana que vem para saber o menu seguinte. Espero vocês! Até a próxima! Saúde!

Mironga – Avenida Rio Branco, 19 – Centro. Reservas no telefone: 2518-7727.

Garden: 60 anos de tradição e um festival de carnes nobres para celebrar

Existem certas casas cariocas que se encaixam perfeitamente no velho clichê mineiro do come quieto pelas beiradas. O Garden é desses. Raramente é lembrado em premiações, não tem um chef da moda no comando, mas há 60 anos – completados em 2015 – serve boa e honesta comida em cantinho discreto de Ipanema para um público fiel.

Mas para 2016, a casa aposta em uma novidade. Após os cíclicos festivais de bacalhau, camarão e pato, abre a temporada uma verdadeira orgia carnívora. O primeiro Festival de Carnes Nobres está um verdadeiro luxo. São oito cortes de gado inglês da raça Hereford fornecidos pela Provenza Carnes Especiais, frigorífico com sede em Itaipava. São eles picanha de tira (R$ 94,50/350g), bife ancho (R$ 79/350g), chorizo (R$ 79/350gr), fraldinha (R$ 79/350g) , assado de tira (R$89/550g), prime rib (R$ 120/550g), short rib (R$ 110/700g) e t-bone (R$ 110/550g). Detalhe: cada pedido dá direito a dois acompanhamentos – o arroz maluco estava ótimo.

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Tive a honra, e o prazer é claro, de degustar as oito novidades em um longo almoço conduzido por Wagner Provenzano, o responsável pela Provenza e um verdadeiro estudioso das carnes e seus mais variados cortes.

Não vou ficar aqui descrevendo a sensação de cada pedida que vocês conferem na galeria de fotos acima – todas pelo amigo Tomas Rangel. Mas se minha dica vale de alguma coisa, foque nos pedidos com osso. O short rib uniu um sabor incrível com maciez surpreendente para um corte de costela que não passa por longo cozimento.

O assado de tira deve ficar longe de quem está acostumado com filé mignon. Mas é raro encontrar corte mais gostoso. Já o prime rib eu não preciso nem citar aqui: é minha escolha sempre em qualquer casa de carnes. E, pela foto abaixo, nota-se que foi a mais visada pelos viciados em Instagram.

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Para deixar sua investida ainda mais feliz, encerre a refeição com o pudim. Esqueça aquele todo lisinho que mais parece um flan. Pudim bom tem que ter “celulite”. E lá ele é feito assim há 60 anos. Com tradição não se brinca. Até a próxima! Saúde!

Garden – Rua Visconde de Pirajá, 631, loja B, Ipanema, Cep: 22410 001. Tel: 2259-3455. Capacidade: 100 lugares. Horário: De seg. a sáb., das 12h às 1h, dom., das 12h às 18h Cc.: Mastercard, Dinners e Visa. Manobrista. www.gardenrestaurante.com.br

Da Gema, Momo, Varnhagen e Benditho: as primeiras visitas do Comida di Buteco trouxeram alegria e decepção!

O primeiro fim de semana passou! Bastou ver pelas fotos no Instagram, além de comentários em Twitter e Facebook, que a sétima edição carioca do Comida di Buteco já mexeu mesmo com o dia a dia da cidade. E eu encarei meus quatro primeiros em um sábado de maçarico ligado. Ainda faltam muitos e a maratona promete ser longa. Mas vamos em frente que petisco gostoso e cerveja gelada não vão faltar! Abaixo fotos e comentários dos bares na ordem em que foram visitados.

Confira aqui a relação completa dos bares e seus petiscos para o Comida di Buteco

Bar Varnhagen

Este bar é quase uma instituição da cidade. Balcão clássico de vidro, bebidas variadas expostas, pastéis, salgados, cardápio do lado de fora escrito com giz… Mas mais do que a “roupa”, eram as criações e a impecável mão para tempero da simpática Dona Natalina que cativava um público fiel além dos que visitavam de vez em quando. No primeiro ano de Comida di Buteco sem a portuguesa no comando das panelas – ela faleceu no ano passado -, o petisco desenvolvido pela família e equipe do Varnhagen foi o Copa Cubana (R$ 28).

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É uma porção de copa-lombo de porco com banana milanesa e molho a base de maionese. A carne estava macia e bem temperada. A banana crocante por fora e macia por dentro. O molho tinha um tempero interessante. Mas no geral é um petisco comum, sem grandes invencionices.

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Benditho Bar

Acabou se mostrando a grande decepção do dia. O Risotinho dos Deuses (R$ 28) se trata de um arroz de abóbora com carne seca, coalho e couve refogada. A foto de divulgação está muito bonita. Mas ao pedirmos o prato não foi o que encontramos – basta comparar a primeira, que é a minha, com a segunda. O petisco chega no prato em uma forma retangular, coberta por um inexpressivo pedaço de queijo coalho frito. O arroz não tinha sabor de carne seca, que veio frita e insossa por cima. O único sabor presente era o adocicado da abóbora. É preciso ajustar muita coisa para obter algum tipo de destaque.

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Da Gema

Mais um acerto deste bar que, entra ano e sai ano, está sempre citado entre os favoritos da competição. O Matuto trata-se de uma porção de filé de sobrecoxa de frango ensopado acompanhado de farofa de quiabo (R$ 25). O golaço do Da Gema já começa na apresentação. O prato chega embrulhado em um pano quadriculado com os garfos presos no nó, o que remete a clássica quentinha da roça. Ao desembrulhar, damos de cara com os nacos do frango em molho saboroso que lembra justamente comida de fazenda ou aquele que a mamãe fazia quando criança. E tem ainda o detalhe da pimenta que agora chega em uma latinha.

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Mas o melhor é justamente o acompanhamento. A farofa de quiabo está incrível e possui um show de texturas. A começar pela farinha de milho flocado que já é crocante por si só. Mas o quiabo chega em pedaços e no ponto ideal: sem baba escorrendo e contrastando com o frango macio. Uma beleza!

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Momo

Toninho, que comanda as panelas deste autêntico botequim, montou uma combinação que é simplesmente impossível de dar errado. O seu Farol de Milha (R$ 25), consiste em pedaços de carne assada cobertos com queijo meia cura e ovo caipira frito. Não há muito mais o que dizer. Vai lá ao Momo e seja feliz. Fure a gema incrivelmente saborosa e molhe a torradinha de alho que acompanha o prato na mistura dela com o molho da carne. Demais mesmo.

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E aproveite para provar o petisco que ele colocou no concurso paralelo do Doritos: costela desfiada coberta com creme de aipim e queijo parmesão. Uma beleza!

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Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima e vamos em frente nos balcões da cidade.

Tragga: uma tarde caótica tirou qualquer possibilidade de prazer diante do hambúrguer

Você sai de casa para um restaurante basicamente em busca de dois objetivos: comer bem e ter uma manhã/tarde/noite agradável. Dependendo da escolha em um Rio de Janeiro de preços cada vez mais altos, você paga bem caro para isso. E quando você não consegue alcançar estes objetivos, a frustração é sempre muito grande. Foi exatamente – e infelizmente – o que aconteceu na última sexta-feira quando fui almoçar no Tragga, casa de carnes em Botafogo.

Sentados no segundo andar do bonito salão, de decoração quente em função da madeira como uma casa de carnes pede, eu e um amigo logo sentimos que a tarde poderia ser longa. A casa estava cheia e apenas um garçom era responsável por todo o andar de cima. Reflexo disso foram os quase 20 minutos para uma garrafa de água com gás chegar na mesa, que ainda não tinha nem prato, talheres e guardanapo. Isso após lembrar o garçom que, coitado, não tem culpa alguma, mais de uma vez.

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A justificativa do maitre, que só subiu após meu amigo chamá-lo para explicar como andavam as coisas no andar de cima, ao ser questionado era a ausência de funcionários. Aí voltamos a uma discussão que já tivemos aqui no blog: vale a pena abrir um segundo andar ciente de que o serviço seria caótico desde o início do dia? Será que o risco de ter clientes insatisfeitos com um atendimento caótico é melhor do que ter uma fila de espera justificável para que o ritmo normal da casa possa acontecer é válido?

Cogitamos pagar a água e sair, mas a minha curiosidade em provar o hambúrguer da casa era maior. Com isso pedimos entradas: uma Empanada Salteña (carne, batata, pimenta e pimentão R$ 8) e uma Morcilla (R$ 26). Mais espera, mais estresse, mais justificativas que não amenizavam a irritação e nem o fato de estarmos sentados há uma hora sem termos mastigado absolutamente nada. Depois de mais reclamação, chegaram duas empanadas como forma de cortesia. O recheio estava bem temperado, mas faltava umidade, cremosidade… Além disso, a massa se mostrou pesada e a empanada como conjunto uma grande decepção.

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O mesmo pode ser dito da Morcilla. A entrada fou responsável pela demora, segundo a equipe o preparo dela é mais demorado do que as demais entradas. Mas sinceramente não sei o motivo, já que comi Morcillas em outros lugares e em nenhum demorou quase uma hora para chegar na mesa. Além disso, o embutido de sangue foi tão decepcionante que quase 70% dele voltou para a cozinha. Faltava sabor, além da falta de delicadeza na apresentação.

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Novamente cogitamos levantar, mas fomos em frente. Pedi o que me levou até ali: o hambúrguer (R$ 44,90). Feito com bife Ancho poderia ter amenizado um pouco o caos que foi a tarde de sexta. Mas, apesar de a carne ter vindo saborosa e no ponto certo, também teve seus problemas. Primeiro os pontos positivos: o bacon, os pimentões assados e o bom bernaise se destacaram. Entre os problemas, o queijo do reino não funciona. São duas fatias grossas que não derretem e acabam brigando com a carne. O pão é outra grave questão: macio demais o que fez com que ficasse muito molhado e se despedaçando. Chega com batatas rústicas e saladinha.

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Quase três horas após sentar, o clima já estava pesado e a insatisfação com o almoço era tanta que nem cogitamos pedir uma sobremesa. E acho que a vontade da equipe também era encerrar logo aquele período já que ao pedir a conta de longe com o gestual habitual, o maitre nem se deu ao trabalho de nos perguntar se queríamos um café.

No fim das contas, o Tragga não cumpriu nem de perto os dois objetivos lá de cima que levam as pessoas a sair de casa rumo a um restaurante. É uma pena mesmo. Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima.

 

De Claude Troisgros para Luiza e Leandro: palestra com o francês e a inigualável coxinha de terça do Da Gema!

A noite de terça-feira começou com alta gastronomia nas palavras. Em palestra promovida pela Aliança Francesa da Tijuca e aberta ao público, Claude Troisgros falou sobre a história de sua família que foi uma das precursoras da Nouvelle Cuisine. De lá, chegou até o dia em que desembarcou no Rio de Janeiro onde fincou raiz e construiu um legado sólido que faz jus ao sobrenome que carrega. Distribuiu a simpatia que lhe é peculiar, mostrou que o francês está enferrujado arrancando risadas e aplausos em mais de uma hora de conversa.

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Mas o papo naturalmente deixou todos os presentes com fome. Afinal de contas, era foie gras pra cá, tacacá pra lá, mostrando como as gastronomias francesa e brasileira estão presentes no coração de Claude. E em uma terça-feira na Tijuca o destino só pode ser um: Da Gema. Afinal de contas, é apenas neste dia que você consegue comer a melhor coxinha de galinha do mundo (R$ 4,50)!

Por que eu digo isso? Sempre gostei de coxinha. E sou daqueles que vira o salgado de cabeça pra baixo e começa a comer, sem qualquer trocadilho, pela bunda onde o recheio se concentra. Quando chego no biquinho onde a massa se concentra, costumo jogar fora. Luiza e Leandro, que criaram essa maravilha e as demais que são servidas pro lá, desenvolveram uma massa que é tão gostosa quanto o farto e bem temperado recheio. Leve e saborosa, a massa é a estrela para mim. E só nas terças-feiras!

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Mas nem só de Coxinha vive o Da Gema (quarta também é dia temático e eu já falei por aqui). Figura carimbada no Comida di Buteco, concurso que, por sinal, começa mês que vem, o bar tem criações criativas e deliciosas. O Pastel de Feijão Gordo (R$ 4,50), por exemplo, é um absurdo. O recheio é uma verdadeira feijoada rica, farta e repleta de carnes saborosas. Demais mesmo.

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Do pastel para o Atoleiro Carioca (R$ 25), para mim, apesar de não vencedor, o melhor petisco do Da Gema para o concurso. Nacos e peito bovino e linguiça de porco com aipim que chega macio em seu molho de cozimento. Clássica comida caseira. Por cima um surpreendente e delicioso pesto de agrião. O pão que rodeia o prato é perfeito para sugar o molho que fica na panelinha.

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Outro clássico é a Rabadinha com Polenta (R$ 25). Nacos crocantes de polenta frita coroadas como reis por rabada saborosa e bem temperada. Precisa mesmo dizer como isso é gostoso?

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Teve tempo ainda para o Pela Égua (R$ 13). Canjiquinha com queijo coberta por couve e pelo molho de linguiça da casa que entra em outros petiscos como o Tricolor, outra belíssima pedida por lá.

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A única derrapada do Da Gema costuma ser a demora nos pedidos. A cozinha é pequena e faz tudo na hora, o que em certos momentos gera essa espera. É, claro, algo que não é o ideal. Mas vale a paciência. Quando chega você costuma esquecer. E aproveita. Feita por Claude ou pela Luiza, o que vale é a boa comida!

Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

Da Gema
– Rua Barão de Mesquita, 615 – lojas C e D, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ -(21) 2208-9414
Terça e quarta, das 17h à meia-noite; Quinta, das 17h à 1h; Sex, das 15h às 1h; Sábado, do meio-dia às 2h; Domingo, do meio-dia às 22h

O maravilhoso retorno ao Bazzar deixou a pergunta: por que demorei tanto tempo?

Precisava voltar ao Bazzar. Minha estreia no restaurante não foi inesquecível e saí de lá com uma pulga atrás da orelha. Por diversas vezes pensava: “hoje é o dia de voltar!”. Mas acabava adiando. Em outras, o amigo Gabriel da Muda chegou a me ligar para armar o retorno, mas em todas as oportunidades acabava tendo algum compromisso. E sofria com as fotos lindas no Instagram dele e de demais entusiastas do lugar, além, é claro, da Cris Beltrão, que comanda o empreendimento de muito sucesso. Mas finalmente voltei. E como bem disse o Rei no milionário comercial da marca de carnes, foi para ficar.

Tudo no Bazzar é agradável. A começar pela beleza da casa: iluminada, bem decorada e com direito ao Bubble Bar logo após a entrada onde as sugestões de drinks e taças borbulhantes são muitas. Aliás, acho que minha próxima parada vai ser por ali mesmo.

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Acomodado, não há como dizer não ao couvert. Pães fresquinhos, sempre quentinhos e constantemente repostos. A focaccia de ervas estava macia e saborosa, assim como o pão de limão. As torradinhas extremamente crocantes podiam ser degustadas com azeites aromatizados com ervas ou laranja, manteiga com flor de sal e um extremamente aromático chutney de tomate. Um show. Na taça o frescor do Lagarde Viognier ajudava a amenizar o calor que voltou a fazer no nosso Rio.

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As opções no cardápio são apetitosas. A descrição vai te deixando louco. Mas a minha pedida não está por lá: o hambúrguer (R$ 26,90). Feito com picanha – a carne e a gordura são moídas separadamente -, veio no ponto certo: mal passado no centro e grelhado por fora, coroado com fatias de queijo cheddar. Um hambúrguer simples, sem grandes invencionices, mas extremamente bem feito, o que tem sido cada vez mais difícil de achar no Rio.

As batatas fininhas, uma marca registradas, vieram crocantes por fora e macias por dentro. Outra vez com preparo que mostrou muito cuidado. Ao lado, chutney de tomate e os molhos da casa: mostarda e barbecue. Uma delícia que mereceu até close. Obrigado pela dica, da Muda!

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Mandinha, minha companhia no almoço, é outra fã do Bazzar. Mas ela sempre pede o mesmo prato: Mignon com molho de Damasco e Risoto de Brie. Convenci ela a mudar e acho que o novo prato virou o favorito. O Risotto Acquerello com queijo Manchego curado e Pata Negra (R$ 59,80) estava completamente impecável. Um show de sabores provenientes dos fortes ingredientes que combinaram de maneira perfeita: o arroz envelhecido por sete anos, o queijo de personalidade e a fatia do Pata Negra. Muito, mas muito gostoso mesmo!

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Não aguentava mais nada, mas arrumamos um espaço para provar a Torta de Limão. Não é meu doce favorito, mas estava muito bem feito com direito a brulée em cima e farofinha do lado. Encerramos muito bem o almoço.

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Caminhando de volta, feliz após uma refeição incrível, a pergunta lá de cima voltou: por que demorei tanto tempo para retornar ao Bazzar? Não sei responder. Mas agora tenho a certeza de que o espaço de tempo até a próxima visita será menor. Muito menor!

Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

Bazzar

– Rua Barão da Torre – 538, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ, (21) 3202-2884
Diariamente, do meio-dia à 1h.