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Escobar: o que tinha tudo para dar certo se tornou uma tarde extremamente desastrosa e desagradável

Tinha tudo para ser uma grande tarde. Fui para o Escobar com uma expectativa alta em função do que conheço do trabalho do Chef Checho Gonzales. Ao lado de amigos, a ideia era ter um agradável almoço na folga de sábado com boa comida e bons drinks. No entanto, o caldo entornou. Uma sucessão de equívocos, desculpas esfarrapadas e absurdos acabou com os nossos planos causando um desagradável clima de estresse, revolta e decepção na nossa mesa.

Sentamos às 14h. O restaurante, com salão extremamente bem decorado e sóbrio além de contar com um bar que fica no centro convidando você a tomar um drink preparado diante dos seus olhos dependendo de onde você senta, não estava cheio. Ainda esperando mais duas pessoas, éramos três neste momento, pedimos duas bebidas da criativa carta desenvolvida pelo mixologista Gustavo Stemler.

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Um deles foi mais tradicional: Bloody Mary (R$ 28). Não sou fã, mas provei e de fato estava espetacular. Já eu fui em uma das criações: chope molecular. O meu levava Pisco Capel, hibiscos, limão siciliano e colarinho de Negroni (R$ 19). Muito diferente, uma delícia quando bebia os dois componentes juntos. Mas nada deste prazer veio sem antes do primeiro “shot” de estresse.

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Posicionado de frente para o bar, pude ver a finalização dos drinks na minha frente. Mas quem disse que assim que foram posicionados no balcão alguém foi lá buscar para trazer? Foram quase dez minutos vendo eles parados lá até o momento em que tivemos de nos levantar e ir lá buscar. Isso mesmo: ir lá buscar. O barman nada entendeu. Ao informarmos o que tivemos de fazer, fomos comunicados de algumas ausências na equipe. Procuramos entender e seguimos com a tarde.

Agora com a mesa completa, fomos escolher mais um drink. Pedimos a jarra de 1 litro de Clericot (Vinho branco, frutas vermelhas, abacaxi e alecrim – R$ 60). A situação acima se repetiu sem tirar nem pôr: uma excelente combinação, extremamente refrescante, mas que novamente tivemos de praticamente nos levantar para pedir que alguém trouxesse a jarra e as taças.

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O clima na mesa começou a ficar pesado, mas eu estava extremamente esperançoso na comida e tentava amenizar. Às 15h fizemos o pedido. Foram quatro menus do Restaurant Week e uma pedida à la carte. Neste meio tempo, o clima na casa já era tão caótico que presenciamos dois casais entrarem, ficarem em pé esperando algum tipo de atendimento e irem embora após serem completamente ignorados.

45 minutos depois, chegaram as entradas. Vamos repetir: 45 minutos. O que eram as entradas? Ceviches e tiraditos. Absolutamente nada levava forno, fogão ou um preparo elaborado. 45 minutos para dois ceviches de robalo, um de camarão e dois tiraditos de namorado. Como eu já esperava, a comida estava muito boa. O ceviche estava equilibrado, muito bem temperado e o peixe na textura certa. O tiradito veio com fatias no tamanho certo e a combinação de brotos, limão galego, pimenta biquinho e palha de pão árabe foi muito boa e criativa. Mas a demora nos tirou parte do prazer.

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Após a entrada, os minutos foram passando e o clima passou a ser de preocupação. Afinal de contas, duas na mesa trabalhavam às 17h. Já passava das 16h e nada dos pratos principais. Chamávamos os funcionários e cada um dava uma versão. Na mesa ao nosso lado, o prato principal antes da entrada. Caos. Um dos chefs desceu para ajudar no atendimento tamanha era a confusão. Para tentar amenizar ele nos mandou uma cortesia: Guacamole com chips de batata doce. Mais uma vez tudo muito gostoso. O abacate extremamente fresco e temperado. Os chips, apesar de oleosos, muito saborosos.

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Já irritado com a demora, fui até o bar pedir lá diretamente o meu drink. E mais uma surpresa incrível: Mojito feito com rum com infusão de tomate seco, tomate cereja e manjericão (R$ 19). Diferente demais do que se encontra por aí.

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Foi um sopro de calma que acabou de vez às 16h30. Uma hora e meia depois de termos feito os pedidos, os pratos chegaram trocados na mesa. Sim. Pedimos quatro peixes em papilotte com cogumelos e sem que ninguém nos avisasse de absolutamente nada apareceram em nossa mesa quatro trutas com molho de tomate e especiarias. Ali a brincadeira acabou de vez. Me recusei a encostar no prato e não queria nem que fosse servido. Meu amigo pediu um bife grelhado que foi o pedaço de carne mais depressivo que já vi em toda minha vida. Não tive coragem de tirar foto assim como ele de provar. Só pensava em ir embora.

Ao perceber o clima de revolta, um dos donos veio na mesa e nos disse que o nosso prato pedido às 15h havia acabado. E o nosso foi substituído por outro sem que ninguém fosse consultado. Ele continuou dizendo que teve um problema de fornecimento nos peixes. Isso é algo que muito me espanta. Grande parte do cardápio da casa conta com peixe. Se isso foi identificado cedo, assim como o problema com o staff, não seria mais inteligente fechar as portas por um dia para normalizar as coisas e evitar este tipo de situação constrangedora? Em seguida, nos disse que não iria cobrar o que havia sido consumido como se fosse um favor quando na verdade isto era o mínimo que ele deveria fazer.

Como disse, tinha tudo para ser uma grande tarde. O que comi, e principalmente o que bebi, estava muito bom. A gente chega da casa da Luna em cinco minutos andando lá. Ou seja, tinha tudo para me tornar um cliente assíduo. No entanto, tudo o que aconteceu me fez querer tomar distância. Saímos de lá frustrados, irritados e extremamente decepcionados. Uma pena. Nem o Checho e nem o Gustavo merecem colocar em risco a reputação de ambos em algo que beirou o amador.

Escobar

– Rua General San Martin – 359, Leblon, Rio de Janeiro – RJ – (21) 2259-9482 / (21) 2274-8871
Segunda a quinta, das 11h45m às 15h30m e das 18h à 1h30m. Quinta a sábado, das 18h às 3h.
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Começou o Restaurant Week! Uma boa noite no Zot Gastrobar, que derrapou apenas na sobremesa.

Foi dada a largada para mais uma edição do Restaurant Week em 2013 – termina no dia 3 de novembro. Para quem não conhece ou não se lembra, várias casas espalhadas pelo Rio de Janeiro desenvolveram menus com entrada, prato e sobremesa por um preço fixo: R$ 34,90 no almoço e R4 47,90 no jantar. O site do evento, que infelizmente está constantemente fora do ar, conta com a lista completa de restaurantes. Alguns são figurinhas repetidas e outros figuram por lá pela primeira vez. E na última sexta comecei a brincadeira conhecendo um lugar que há tempos queria ir: o Zot Gastrobar. E foi uma boa experiência.

A decoração é bonita e o salão pequeno é aconchegante. Os quadros negros com promoções especiais na carta de vinho e pratos que mudam ao longo da semana dão um toque bacana. Mas fomos lá jantar pelo Restaurant Week. Então, como quase sempre fazemos, pedimos uma de cada das duas opções.

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Vamos às entradas. Mousse de tomate seco com pesto de coentro abriu a noite. Estava gostoso, mas eu colocaria um pouco mais do gostoso pesto. Uma única crítica foi a textura. Poderia estar um pouco mais firme, mas em termos de sabor foi um bom começo.

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A salada de penne com carne desfiada e legumes também veio saborosa. Mas novamente dois pitacos. Os legumes, que estavam crus e cortados em cubos precisos que davam textura ao prato, poderiam ter vindo em maior quantidade. O mesmo digo do molho que unia o prato. O sabor, como disse, muito bom. Mas estes pequenos detalhes deixariam a entrada ainda melhor.

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Um gole do saboroso Malbec francês Purple (R$ 89), sugerido pelo atencioso staff, antes de chegar o belo prato principal. Fui de costelinha de porco com barbecue de goiaba acompanhado de polenta branca e ervilhas tortas. Uma maravilha. A costela veio macia e o barbecue surpreendeu. Mas a polenta e as ervilhas estavam impecáveis. O contraste de texturas foi fundamental com o macio do creme e o crocante do legume.

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Luna foi de risotto de lulas com tomatinhos e limão siciliano. Ponto correto, escorrendo pelo prato. Colocaria um tantinho a mais de sal, mas nada que causasse dor de cabeça. Um risotto muito bem feito.

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As sobremesas acabaram sendo o único ponto de fato negativo da noite. Vamos por partes. A primeira, para mim, foi um equívoco: Piña Colada com raspas de chocolate branco. Quando li imaginei que fosse uma versão diferente do drink. Mas não, é literalmente uma piña colada. Não vejo lógica em tomar um copo de um drink após um jantar e uma garrafa de vinho. Estava gostosa? Sim. Mas para iniciar a noite e não terminar.

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A segunda também foi um erro, mas que no fim das contas deu certo. No cardápio era mousse de manga com calda de frutas vermelhas e farofinha de biscoito. No entanto, recebemos apenas os dois últimos dos três componentes. Sem que ninguém nos avisasse, o que é bem errado, a mousse de manga foi substituída pelo creme de chocolate branco com alecrim que é servido como sobremesa no almoço. Apesar do equívoco, o creme, pelo menos estava bem gostoso e acredito que possa até ser melhor do que a mousse de manga. Só gostaria de ter sido comunicado da mudança.

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Apesar do detalhe da sobremesa, a noite foi muito agradável e pretendo sim voltar para provar o cardápio regular do Zot. Pelo que vi, as opções são bem interessantes. E vamos em frente já que o Restaurant Week está só começando! Até!

Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá.

Zot Gastrobar

– Rua Bolivar 21, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ – (21) 3489-4363
Terça a quinta, das 18h à meia-noite. Sexta a domingo, das 18h à 1h

Corre que dá! Quadrifoglio Caffé no Laggon surge com grande opção para jantar no Restaurant Week!

Achei que o Brigite’s seria minha última visita nesta edição do Restaurant Week. Mas a folga de sexta-feira me levou ao Complexo Lagoon, que você já leu aqui, e ao jantar do Quadrifoglio Caffé. E a surpresa foi bastante agradável. Desta vez não fiquei na área comum do espaço e sim no próprio restaurante, que possui salão amplo, confortável, com decoração sóbria e uma ampla cozinha aberta perfeita para quem gosta de acompanhar o andamento dos chefs.

No centro do complexo Lagoon, um bar faz parte da área comum e fica de frente para a entrada dos restaurantes..

Bar central do Complexo Gastronômico do Lagoon..

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A entrada foi um acerto. Porção com três Arancinis, ou bolinhos de risoto, recheados com queijo Taleggio. Saboroso, bem temperado e com recheio delicioso. Acompanhava um molho de tomate agridoce que lembrava um chutney. Equilibrou muito bem.

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O prato foi Steak Tartare com fritas e salada. O principal estava gostoso, apesar de preferir a minha receita (deixa eu puxar a sardinha para mim, hehehehe). A carne estava fresca e muito bem temperada. Ponto negativo foram as batatas, que me pareceram congeladas e vieram em corte fino. O tempero do mix de folhas estava bem gostoso com acidez no ponto certo. A outra opção é massa fresca recheada com mussarela de búfala e molho de tomate fresco.

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A sobremesa escolhida foi um dos sabores do sorvete artesanal da casa. Provei o de pistache, que estava gostoso, mas não inesquecível, e o de chocolate, este sim bem saboroso.

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Resumindo, se você não tem planos para jantar neste sábado ou no domingo, anote a dica e vá lá conferir. O Lagoon é um espaço adorável e o menu do Quadrifoglio Caffé surge como uma grande opção. Aproveite que os bons preços terminam agora dia 2!

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Restaurant Week: finalmente um belo almoço. Brigite’s é a dica para o último fim de semana!

O Restaurant Week termina neste domingo e em função dos compromissos de trabalho fui a bem menos casas do que eu imaginava. Uma pena, mas deixo aqui a minha última dica. Se a primeira foi boa, mas não empolgou, e a segunda foi bem abaixo do esperado, a terceira finalmente valeu a pena. Almocei no Brigite’s, casa localizada na Dias Ferreira, e tive uma bola experiência. Aliás, foi minha terceira vez lá e no geral sempre como bem.

O salão é amplo, bem aberto e decorado. O atendimento é ágil e atencioso, principalmente na hora do almoço em que a rotatividade é grande. Mas vamos ao que realmente interessa. Após pedir um bom vinho em taça já que estava sozinho (viu, Q? É preciso oferecer isso!), escolhi a entrada. Deixei de lado a salada de folhas e fui no creme de abóbora com brulée de queijo de cabra e sálvia torradinha.

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O creme estava bem saboroso, com o leve adocicado da abóbora fazendo contraste perfeito com o queijo de sabor forte. A sálvia, além do sabor, entrava com textura. Detalhe? Tudo poderia estar um pouquinho mais quente.

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O prato escolhido foi Risoto de Açafrão com Ragú de Peito de Boi. O arroz estava perfeitamente cozido e o ragú muito saboroso. A garfada dos dois juntos ficava perfeita, já que os temperos se equilibravam. O risoto sozinho pedia um toque de sal, mas longe de comprometer. A outra opção era uma massa fresca com salmão e limão. Curioso, vi na mesa ao lado e me pareceu muito boa.

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A sobremesa que escolhi simplesmente não tem como errar. Só mesmo se os ingredientes forem ruins, o que não era o caso. Sorvete de creme, calda de chocolate e pedaços de cookie quebrados por cima. Básico, mas gostoso. A outra opção era mil folhas de morango.

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Portanto fica aqui mais uma dica. Os amigos e amigas podem aproveitar ainda até domingo. Se forem compartilhem aqui a experiência! Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

Mais Restaurant Week: noite bem decepcionante no Q Gastrobar. Um acerto em cinco.

O Restaurant Week continua. Confesse que já esperava ter conhecido mais lugares, mas o ritmo não está tão alucinante. A primeira investida você já leu aqui. Foi boa, mas não espetacular. Já a última não posso nem falar isso. O jantar no Q, Gastrobar do pessoal do Quadrucci, foi repleto de deslizes. Uma pena, já que nas outras vezes em que estive na casa, que acho bem decorada e bem descolada no início da Dias Ferreira, no Leblon, sempre comi muito bem, inclusive em outras edições do festival.

A fachada é bonita, assim como a decoração moderna e o bar.. O Q tem ambiente bem descolado..

A fachada é bonita, assim como a decoração moderna e o bar.. O Q tem ambiente bem descolado..

O pré jantar já me incomodou. Éramos dois apenas e não queríamos beber uma garrafa de vinho inteira. Na enxuta carta, não consta nenhuma opção de meia garrafa. Imagino que compensariam nas taças então. Mas não era o caso: apenas dois rótulos que simplesmente não constavam na casa. Senti que a taça que me serviram foi de improviso: um cabernet chileno bem médio.

Mas vamos ao jantar. A minha entrada era um salpicão de pato. Achei o conjunto todo pesado. O molho poderia ser mais leve para amenizar o sabor do pato. Detalhe que deu um mínimo de frescor foi o gomo de laranja que servia de decoração.

O salpicão de pato tinha bom sabor, mas estava pesado.. A laranja deu um toque de frescor que amenizou..

O salpicão de pato tinha bom sabor, mas estava pesado.. A laranja deu um toque de frescor que amenizou..

A outra opção era uma salada de folhas com búfala, tomatinhos marinados e granola. Antes do sabor a apresentação. A tigela diminuta dificultava e muito a degustação. Era complicado comer sem deixar pedaços de granola e até um tomatinho cair no prato. Ainda mais com as folhas cortadas em pedaços grandes. E o sabor também não brilhou. A marinada dos tomatinhos estava bem ácida. A granola, pelo menos, deu um toque interessante.

A salada derrapou.. Apresentação ruim em recipiente que dificultou a degustação e sabor sem equilíbrio..

A salada derrapou.. Apresentação ruim em recipiente que dificultou a degustação e sabor sem equilíbrio..

Como prato principal o único acerto da noite. A polenta branca com ragú de cordeiro estava muito boa. Cremosa e saborosa, contrastou perfeitamente com o bem temperado ragú. O toque de hortelã conferiu um frescor incrível ao prato.

O acerto.. Polenta branca cremosa e saborosa assim como o ragu de cordeiro bem molhadinho no centro..

O acerto.. Polenta branca cremosa e saborosa assim como o ragu de cordeiro bem molhadinho no centro..

A outra opção foi uma decepção incrível. O arroz de bacalhau estava seco, sem tempero e sem sabores marcantes. A azeitona, a palha de batata e o próprio peixe se perdiam em meio ao arroz. Esperava algo molhadinho, talvez por estar acostumado ao arroz de bacalhau da minha mãe. Uma pena.

Uma grande decepção.. Seco, o Arroz de Bacalhau estava ainda mal temperado e sem assunto..

Uma grande decepção.. Seco, o Arroz de Bacalhau estava ainda mal temperado e sem assunto..

A sobremesa estava correta, mas não inesquecível. Ambos pedimos mousse de chocolate com crocante de amêndoas. Saborosa, mas o detalhe do crocante me incomodou. Eram simplesmente algumas amêndoas inteiras jogadas por cima. Seria melhor elas em lâminas.

Mousse de chocolate não mais que correta.. E o detalhe das amêndoas que deveriam estar laminadas..

Mousse de chocolate não mais que correta.. E o detalhe das amêndoas que deveriam estar laminadas..

Como disse em cima, me surpreendi com a decepção afinal de contas o Q é um lugar que já fui algumas vezes. É claro que não vou deixar de ir, mas fica aqui o registro que nesta edição do Restaurant Week eles acabaram derrapando! Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

Começou o Rio Restaurant Week! E a primeira visita foi na Brasserie Ameno! Alguns percalços, mas um bom almoço!

Foi dada a largada para o Rio Restaurant Week. A partir de hoje e até o próximo dia 2, uma série de restaurantes espalhados pela cidade oferecem opções de menu fechado com entrada, prato e sobremesa a preços bem acessíveis (R$ 34,90 no almoço e R$ 47,90 no jantar). Clicando aqui você confere todos os participantes, os horários e, é claro, os pratos servidos. No domingo já tive oportunidade de ir ao meu primeiro e sempre colocarei aqui as minhas impressões.

O escolhido para o almoço foi a Brasserie Ameno, localizada na interessante casa de shows Casarão Ameno Resedá. O restaurante passou por mudanças recentes e agora está sob o comando do chef Frédéric Monnier. Como já dito, são sempre duas opções para cada passo do menu. E eu provei todas. Então vamos em frente.

A primeira era um Capuccino de Shitake. A apresentação decepcionou pois em nada lembrava um capuccino e ainda veio servido como uma sopa mesmo. Mas o sabor estava gostoso. A única ressalva era que estava muito carregada na pimenta do reino. Sou fã da levantada que a pimenta dá, mas é preciso acertar a mão.

A apresentação não era das mais bonitas e como disse não lembrava um capuccino..

A apresentação não era das mais bonitas e como disse não lembrava um capuccino..

A outra entrada estava excelente: Petit Gateau Provençal (outra vez o nome  não justificou a apresentação). Era na verdade uma torre de tomate, abobrinha e berinjela grelados acompanhado de folhas e um bom azeite. Gostoso, mas seria mais justo chamar de ratatouille.

Também não entendi o nome do prato, mas em compensação o sabor estava muito bom..

Também não entendi o nome do prato, mas em compensação o sabor estava muito bom..

Vamos ao prato. O meu foi um Daube de Boeuf com purê de batatas e aipo confit. Estava saboroso. Carne bem cozida, molho com presença e um purê bem cremoso. Mas vamos ao detalhe curioso. O aipo confit simplesmente não estava presente no prato. Em seu lugar estavam dois dentes de alho macios e saborosos. Pensei que o cardápio pudesse ter sido impresso de maneira errônea. Minha dica? Mantém o alho e esquece o aipo!

O molho escuro estava bem saboroso e o purê cremoso.. Mas o aipo eu não achei!

O molho escuro estava bem saboroso e o purê cremoso.. Mas o aipo eu não achei!

A outra opção não fez sucesso na mesa. Ravioli de Camarão ao molho de manjericão. A massa estava boa. O recheio não provei por ser alérgico, mas falaram bem. O grande problema foi o molho. Faltou equilíbrio e o manjericão deixava um amargor na boca. Fosse um pesto clássico estaria com certeza melhor.

O molho acabou quebrando  o prato.. Estava muito amargo..

O molho acabou quebrando o prato.. Estava muito amargo..

A sobremesa foi o ponto alto. Um crocante de paçoca muito saboroso. No meio da mousse, pedaços de chocolate crocante davam textura e sabor. Qualquer observação feita em relação aos pratos anteriores foi esquecida. A outra opção era salada de frutas, que na verdade eram apenas algumas frutas fatiadas sem o caldo tradicional.

A sobremesa estava realmente muito boa.. Este chocolate por cima contrastou muito bem com o creme..

A sobremesa estava realmente muito boa.. Este chocolate por cima contrastou muito bem com o creme..

No geral uma boa refeição. Como disse, a lista é longa e pretendo ir a mais alguns. Se alguém for e quiser sugerir é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!