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Da Gema, Momo, Varnhagen e Benditho: as primeiras visitas do Comida di Buteco trouxeram alegria e decepção!

O primeiro fim de semana passou! Bastou ver pelas fotos no Instagram, além de comentários em Twitter e Facebook, que a sétima edição carioca do Comida di Buteco já mexeu mesmo com o dia a dia da cidade. E eu encarei meus quatro primeiros em um sábado de maçarico ligado. Ainda faltam muitos e a maratona promete ser longa. Mas vamos em frente que petisco gostoso e cerveja gelada não vão faltar! Abaixo fotos e comentários dos bares na ordem em que foram visitados.

Confira aqui a relação completa dos bares e seus petiscos para o Comida di Buteco

Bar Varnhagen

Este bar é quase uma instituição da cidade. Balcão clássico de vidro, bebidas variadas expostas, pastéis, salgados, cardápio do lado de fora escrito com giz… Mas mais do que a “roupa”, eram as criações e a impecável mão para tempero da simpática Dona Natalina que cativava um público fiel além dos que visitavam de vez em quando. No primeiro ano de Comida di Buteco sem a portuguesa no comando das panelas – ela faleceu no ano passado -, o petisco desenvolvido pela família e equipe do Varnhagen foi o Copa Cubana (R$ 28).

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É uma porção de copa-lombo de porco com banana milanesa e molho a base de maionese. A carne estava macia e bem temperada. A banana crocante por fora e macia por dentro. O molho tinha um tempero interessante. Mas no geral é um petisco comum, sem grandes invencionices.

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Benditho Bar

Acabou se mostrando a grande decepção do dia. O Risotinho dos Deuses (R$ 28) se trata de um arroz de abóbora com carne seca, coalho e couve refogada. A foto de divulgação está muito bonita. Mas ao pedirmos o prato não foi o que encontramos – basta comparar a primeira, que é a minha, com a segunda. O petisco chega no prato em uma forma retangular, coberta por um inexpressivo pedaço de queijo coalho frito. O arroz não tinha sabor de carne seca, que veio frita e insossa por cima. O único sabor presente era o adocicado da abóbora. É preciso ajustar muita coisa para obter algum tipo de destaque.

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Da Gema

Mais um acerto deste bar que, entra ano e sai ano, está sempre citado entre os favoritos da competição. O Matuto trata-se de uma porção de filé de sobrecoxa de frango ensopado acompanhado de farofa de quiabo (R$ 25). O golaço do Da Gema já começa na apresentação. O prato chega embrulhado em um pano quadriculado com os garfos presos no nó, o que remete a clássica quentinha da roça. Ao desembrulhar, damos de cara com os nacos do frango em molho saboroso que lembra justamente comida de fazenda ou aquele que a mamãe fazia quando criança. E tem ainda o detalhe da pimenta que agora chega em uma latinha.

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Mas o melhor é justamente o acompanhamento. A farofa de quiabo está incrível e possui um show de texturas. A começar pela farinha de milho flocado que já é crocante por si só. Mas o quiabo chega em pedaços e no ponto ideal: sem baba escorrendo e contrastando com o frango macio. Uma beleza!

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Momo

Toninho, que comanda as panelas deste autêntico botequim, montou uma combinação que é simplesmente impossível de dar errado. O seu Farol de Milha (R$ 25), consiste em pedaços de carne assada cobertos com queijo meia cura e ovo caipira frito. Não há muito mais o que dizer. Vai lá ao Momo e seja feliz. Fure a gema incrivelmente saborosa e molhe a torradinha de alho que acompanha o prato na mistura dela com o molho da carne. Demais mesmo.

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E aproveite para provar o petisco que ele colocou no concurso paralelo do Doritos: costela desfiada coberta com creme de aipim e queijo parmesão. Uma beleza!

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Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima e vamos em frente nos balcões da cidade.

Bolinha de Queijo: o clássico dos clássicos dos salgadinhos com apenas três ingredientes! Fritura é vida!

Certa vez um amigo meu brincou e me disse: “Se um dia alguma receita sua der errado a solução é simples. Basta fritar que com certeza ficará gostosa”. Após as risadas a gente vai e percebe que ele tem razão. Quem não gosta de uma fritura? Risotto, por exemplo. É um prato de muito sucesso sempre. Mas alguém foi lá e inventou um dia fazer um bolinho com as sobras até nascer o espetacular Arancini. Mas hoje a história aqui não são as sobras ou algo que deu errado, e sim um clássico eterno: Bolinha de Queijo.

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Na boa, traz para mim uma pessoa que não goste de bolinha de queijo – tirando os alérgicos à lactose. E esta receita aqui é simplesmente espetacular não só pelo sabor, mas principalmente pela simplicidade. Não tem massa, não tem empanado… É praticamente só queijo! E é perfeita para algumas variações – vou sugerir duas. Vamos aos ingredientes.

100g de polvilho doce
500g de queijo ralado grosso (usei 250g de parmesão e 250g de mussarela, mas pode ser minas curado, gruyère ou qualquer um que você prefira)
3 ovos
Sal (Atenção! Só use se seu queijo pedir)

Variações:
Mortadela
Orégano

Em uma tigela, use as mãos e vá misturando tudo até obter uma massa homogênea. Pode parecer queijo demais em um primeiro momento, mas cá entre nós, queijo nunca é demais.

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Com a massa pronta, você pode simplesmente enrolar no tamanho que você quiser: menor para festas, maior para comer em casa. Fica a seu critério.

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Mas as variações são sempre legais para dar um sabor a mais. Resolvi testar duas delas: mortadela e orégano. Piquei duas fatias de uma boa mortadela italiana que tinha aqui e misturei em um pouco da massa. Depois é só enrolar. Fiz o mesmo com orégano, mas aqui é tudo muito livre. Pode ser feito com presunto, salame ou qualquer tipo de erva.

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Enroladas, coloque-as na geladeira para firmar bem e não perderem o formato na hora da fritura. Em seguida, frite sob imersão em óleo quente e seja feliz! Afinal de contas, bolinho é vida!

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Lembrando aqui que elas podem ser congeladas sem o menor problema! Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

Arancini: um petisco perfeito para utilizar as sobras do risotto do dia anterior!

Na semana passada coloquei por aqui a receita do croquete de linguiça toscana. Uma maravilha, mas na verdade aquilo é impossível não ficar gostoso. Afinal de contas envolve linguiça, mostarda e fritura! Sei que a vibe de hoje em dia é aquela vida saudável de saladas, alimentos sem glúten, sem lactose… Mas não adianta. Quando chega aquele petisco crocante e saboroso tudo isso vai embora. Então vamos a mais um bolinho que pelos ingredientes você vai ver que é impossível não ficar espetacular. Estamos falando do Arancini, ou bolinho de risotto.

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Comum na região da Sicília, onde foi criado no século X, é uma maneira perfeita para aproveitar as sobras do risotto que você comeu no jantar na noite anterior. Não lembra como faz o risotto? Clique aqui e aqui para relembrar duas opções que podem ficar perfeitas no seu Arancini. Feito isso, os demais ingredientes são: mussarela e tomilho para o recheio, e os itens para empanar: farinha de trigo, ovo e farinha de rosca.

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O risotto que sobrou aqui em casa foi de açafrão. Com ele gelado, fundamental para facilitar a modelagem do bolinho, coloque na sua mão, preencha com um pouco da mistura de queijo e tomilho, pegue mais um pouco do arroz e forme o seu petisco. Feito isso, faça o empanado passando primeiro na farinha de trigo, depois no ovo e por último na farinha de rosca. Em seguida é só fritar em óleo bem quente.

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Fácil, rápido e perfeito para abrir os trabalhos no seu fim de semana seja com uma cerveja bem gelada ou com uma boa taça de vinho. A cremosidade e o sabor do risoto se tornam crocantes. E o queijo derretido no meio é simplesmente fantástico.

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Não tem porque não fazer! Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

Croquete de Linguiça do Barteco em casa. Petisco delicioso, fácil de fazer e perfeito com uma cerveja gelada!

Tem hora que ler a Revista Gula me deixa mal. Calma, eu explico. Sou fã da publicação, mas por ser sediada em São Paulo, muitas das matérias se baseiam em personagens da cena gastronômica do nosso Estado vizinho. Mas de vez em quando me inspiro em uma das receitas e tento ao menos amenizar a vontade. Foi o caso do croquete de linguiça do Chef Daniel Brum, do tão falado e recém-inaugurado Barteco. No segundo seguinte ao ponto final já me movimentei para reproduzir o petisco. E digo mais: ficou espetacular!

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Os ingredientes são poucos e o preparo relativamente simples. Então vamos lá e aqui reproduzo fielmente a receita como foi apresentada na revista. A única diferença é que não fiz o molho sugerido.

Massa:
1kg de linguiça toscana
50g de mostarda l’ancienne (aquela com as sementes)
1 cebola picada
50g de manteiga
100g de farinha de trigo

Para empanar
50g de farinha de trigo
1 ovo batido
50g de farinha de rosca

Antes de ir para o fogão, retire toda a carne da linguiça da tripa e dê uma picada. Na panela coloque a manteiga para derreter e refogue a cebola. Após murchar, aumente o fogo e entre com a linguiça fora da tripa.

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Enquanto a carne vai pegando cor e a gordura derretendo, vá soltando os pedaços com a sua colher de pau. O objetivo é deixar a massa mais uniforme. Quando secar, coloque a mostarda. Misture bem e entre com a farinha. Cozinhe por mais 10 minutos para tirar aquele gosto de farinha crua e está pronto.

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Neste momento fiquei inseguro. A massa me parecia com pouca liga. Mas o objetivo é esse: deixar os ingredientes falarem por si só sem mascará-los com mais farinha ou até mesmo um ovo.

Com os componentes do empanado em potes separados, vá modelando os seus croquetes. Primeiro entre na farinha de trigo, em seguida no ovo e por último na farinha de rosca. Aí é só fritar em imersão com óleo bem quente.

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O croquete de fato é extremamente gostoso. Com uma cerveja do lado, animou e muito a tarde de domingo. Saudável? Não é não. Mas de vez em quando vale enfiar o pé na jaca! E agora o próximo passo é comer direto na fonte. Mas isso só nas próximas investidas por terras paulistanas…

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St. Gallen, um parque para cervejeiros, lança chope de verão, uma Witbier leve e refrescante

A Vila St. Gallen, em Teresópolis, era um daqueles lugares que estava querendo conhecer há bastante tempo. E a espera acabou no último sábado. Fui convidado para o lançamento do chope de verão da cervejaria. E o tiro foi certeiro. A Witbier desenvolvida pelo mestre cervejeiro Gabriel di Martino combina perfeitamente com o calor que tem feito em qualquer canto do estado do Rio de Janeiro, inclusive na serra!

Desenvolvida com gengibre e casca de laranja, a cerveja é extremamente refrescante. No nariz, o aroma dos ingredientes principais ficam claros com notas cítricas que também são sentidas no paladar. Com 4,5% de teor alcoólico, a cerveja levinha desce perfeitamente em um dia de calor.

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O chope fica em cartaz até o fim do verão. O copo de 200ml sai por R$ 9 e o de 400ml por R$ 15. Você também pode pedir ele na bota de 1 litro por R$ 35. Como parte da tradição, além do chope, a St. Gallen convidou um chef para desenvolver um petisco que harmonize com a criação. A responsável desta vez foi Katia Barbosa, do Aconchego Carioca. E mais uma vez ela deu um tiro certo com a porção de camarões empanados em flocos de arroz servidos com molho de bobó apimentado (R$ 39). Estava tão bonito que me fez comer camarão depois de 20 anos! O molhinho dava um levante incrível na pedida repleta de texturas – o macio do fruto do mar e o crocante do empanado.

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A farra continuou com um dos pratos servidos na casa: kassler defumado com salada de batata, purê de ervilhas e repolho fermentado em suco de maçã. O purê estava perfeito, assim como o kassler que veio macio, saboroso e com um gostoso molho de mostarda.

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A sobremesa foi strudel de maçã caramelizado na mesa com maçarico e acompanhado de sorvete feito a base da Therezópolis Rubine (o mesmo que eu já havia falado aqui).

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Mas antes dos lançamentos, fizemos um tour pelo espaço regado a Therezópolis Gold direto das torneiras. O local é um verdadeiro complexo de entretenimento para os que amam cervejas. No salão principal, o Bierfest, opções da culinária alemã em ambiente decorado que fica de frente para uma micro cervejaria que não é meramente decoração. Do lado de fora fica o Biergarten que reproduz a vila que dá nome ao local. Tem lojinhas com produtos de lá, chocolates e uma loja de roupas. Como parte da ambientação rola até uma capela com cantos gregorianos. Um show!

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Provamos alguns dos petiscos como o salmão defumado com brotos no pão de cevada, o croquete de queijos crocantes com geleia de damasco e pimenta, e as linguiças alemãs com molho de mostarda e mel. O croquete, em especial, estava sensacional. Já o salmão ficaria perfeito se o pão viesse torradinho.

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Além do salão principal, o complexo conta ainda com mais dois restaurantes, o recém lançado Bistrô 1912 e a Abadia, especializada em racletes e fondues que fogem do comum utilizando diferentes métodos de cocção e até carnes de caça. Estes vão ficar para futuras visitas.

No fim, ainda tive a oportunidade de experimentar a primeira receita da IPA que o Gabriel di Martino está desenvolvendo para a próxima estação. O mestre cervejeiro de inacreditáveis 23 anos acertou a mão mais uma vez, mas disse que esta ainda não é a receita definitiva. Lupulada como uma IPA deve ser, mas um pouco mais acessível ao grande público. A ideia é tê-la em garrafa em um futuro próximo. Vamos aguardar. Enquanto o dia não chega, vamos matando a sede com muita Witbier. E até a próxima!

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Vila St. Gallen
Rua Augusto do Amaral Peixoto, 166 Alto – Teresópolis – RJ
Tel: (21) 2642 1575
Qua e qui, das 19h à 1h, Sex das 19h às 1h30, Sáb, das 12h às 1h30 e Dom, das 12h às 23h30

Sardinhas fritas depois de uma manhã no Mercado de São Pedro. Petisco de boteco em casa!

Conhecer o Mercado de São Pedro é um programa diferente e muito interessante. No corredor, barracas disputam os clientes oferecendo peixes e frutos do mar extremamente frescos a preços bem mais em conta do que muitos mercados e feiras espalhadas pela cidade. E de qualidade superior também. E os que quiserem, podem subir para o segundo andar com o produto recém adquirido e pedir para um dos restaurantes preparar do jeito que quiser.

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Estive esta semana ao lado da Dona Cavalierona para abastecer a geladeira com postas de cação, camarões, polvo, salmão e uma das coisas que mais gosto no mundo: sardinhas. Gosto delas de qualquer jeito: fritas inteiras, grelhadas, cruas, marinadas… É um peixe extremamente versátil, barato e saboroso.

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E é essa a dica de hoje. Mesmo que você não vá até Nikiti, compre sardinha na sua feira favorita e leve este petisco de boteco para a sua cozinha e coma com uma cerveja bem gelada.

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Aqui não há muita quantidade. Vai variar de quantas sardinhas você fizer. Na brincadeira fiz apenas dez e utilizaei para a marinada o suco de um limão, dois dentes de alho bem picados, sal e pimenta do reino. Mais nada. Para empanar, misture quantidades iguais de farinha de trigo e farinha de milho.

Corte a nadadeira das sardinhas com uma tesoura. Em seguida, coloque todos os ingredientes da marinada sobre os peixes e deixe por apenas cinco minutos. Aqui o objetivo é passar o sabor. Mais tempo que isso o limão começa a cozinhar e entranhar demais.

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Empane as bichinhas na mistura das farinhas e pronto. Aqueça o óleo e frite sob imersão. Dourou está pronto para escorrer, temperar com um pingo de limão, um fio de azeite e comer. Uma maravilha perfeita para um dia de sol com amigos e muita cerveja no copo. Até a próxima!

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Mercardo de São Pedro
Rua Visconde do Rio Branco, Ponta d’Areia, Niterói – RJ – (21) 2620-3446
Terça a sábado, das 6h às 16h. Domingo, das 6h às 13h

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Bolinho de Arroz: petisco perfeito para fazer com as sobras e acompanhar uma cerveja gelada!

No último fim de semana, o batizado da minha sobrinha, a pequena Clara, foi celebrado com uma feijoada. Ao perceber as sobras na geladeira, vi uma grande panela com arroz branco já cozido. Na hora veio na cabeça a ideia de como aproveitar sem deixar tudo aquilo estragar: Bolinho de Arroz. Na boa, quem não curte esse petisco maravilhoso de preferência acompanhando uma gelada? Então anota aí que a receita é molezinha!

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Você vai precisar de: duas xícaras de arroz branco já cozido, uma cebola picada e refogada (para dar um gostinho adocicado), meia xícara de salsa picada, dois ovos, uma xícara de farinha de trigo, seis colheres de sopa de parmesão ralado e 180 gramas de calabresa picada (este é opcional.. se você é vegetariano pode cortar) além de óleo para fritar. 

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Com tudo separado não tem muito mistério. Em uma vasilha grande basta misturar bem. Comecei com o arroz, a farinha e os ovos. Depois de integrar tudo entrei com os demais ingredientes. Tempere com sal e pimenta do reino e termine de misturar.

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Feito isso dê o formato que você quiser enquanto o óleo esquenta. Pode ser redondo cônico… Eu fiz em formato de quenelle moldando com duas colheres. Depois é só fritar até ficar dourado. Perfeito com a cervejinha! Prático não? Até a próxima!

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Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

Um fogão a lenha, a vista de Angra e um petisco simples e clássico: Calabresa Acebolada na Cachaça!

O último fim de semana foi especial. Amigos reunidos em uma ilha em Angra dos Reis na casa do querido Serjão, dono do Galeto Sat’s – já citado rapidamente aqui, mas que em breve vai ganhar o post próprio. A vista era poética, a cerveja estava sempre gelada e as cachaças especiais faziam bem a composição. Mas a rústica casa ainda proporcionou grandes momentos. Afinal de contas, não é sempre que você tem a oportunidade de cozinhar em uma chapa de ferro apoiada em um fogão a lenha. Então, bota madeira pra dentro e vamos fazer um petisco simples e clássico para acompanhar a bebedeira: Calabresa Acebolada flambada na Cachaça!

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É claro que você pode fazer isso na sua casa. Basta colocar a cerveja no gelo antes e pegar os seguintes ingredientes: duas calabresas sem a pele cortada em rodelas, três cebolas cortadas em meia lua, uma pimenta dedo de moça picada e uma boa dose de cachaça para flambar. Depois de pronto, pode jogar um punhado de salsa picada.

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Na panela, ou se você for privilegiado como eu fui, entre primeiro com a calabresa. Não há necessidade de colocar nenhum tipo de gordura, já que a linguiça solta naturalmente. Depois que começarem a refogar, coloque a cebola e a dedo de moça. E vá refogando até elas murcharem.

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Depois de alguns minutos, é a hora de flambar com a cachaça. Usei uma Ambar envelhecida muito gostosa. Você pode utilizar a que achar melhor, mas as amarelas dão um gosto especial em função da madeira utilizada no processo de envelhecimento. Assim que o álcool evaporar é só servir.

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Agora falem a verdade: era ou não um privilégio comer com a vista que encerra este post? Obrigado, Serjão! Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

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Comida di Buteco 2013: as cinco primeiras visitas. Quem roubou a cena foi o estreante Botero!

Começou na última sexta-feira dia 12 a mais nova edição do Comida di Buteco. Com a Heineken como nova patrocinadora nas ampolas, 30 bares espalhados pela cidade criaram petiscos tendo como obrigação o uso de linguiça e/ou aipim. No domingo iniciei a minha peregrinação, que será curta este ano já que na sexta-feira embarco de férias para a Europa onde farei outro tipo de circuito! Mas até lá pretendo ir a mais alguns lugares. Vão aqui então as minhas primeiras impressões e os pitacos.

Vamos começar por quem roubou a cena. O estreante Botero, que tem movimentado o tradicional Mercadinho São José em Laranjeiras, serve uma porção de seis mini bruschettas criativa e extremamente saborosa (R$ 22). O primeiro par é a clássica de tomate com um ovo de codorna frito, farelo de paio e um toque de tomilho. Para ficar impecável mesmo só se a gema estivesse mole. A segunda não teve tanto brilho, mas também é gostosa: base de tomate e rodelas de linguiça. A última estava perfeita: costela desfiada bem molhadinha e suculenta com um creme de aipim por cima. O melhor do dia. Para beber Brahma Extra (foi mal Heineken).

O campeão do dia.. Bruschettas impecáveis do Botero que ainda conta com um cardápio excelente!

O campeão do dia.. Bruschettas impecáveis do Botero que ainda conta com um cardápio excelente!

De lá fomos para o Baixo Gago provar a Sinhá Moça, duas empadas com massa de aipim recheadas com linguiça acompanhadas por uma bela geleia de pimenta (R$ 19,90). Achei a massa um pouco pesada, apesar de saborosa. A descrição do petisco dizia que o recheio era cremoso, mas no nosso caso veio apenas linguiça picada. Avisamos ao muito atencioso garçom Thiago que providenciou em um potinho o creme que não veio dentro e que fez toda a diferença amenizando o tom picante do embutido e trazendo um toque de gorgonzola. Para beber Serramalte (foi mal de novo Heineken!).

Empadas de aipim com recheio de linguiça e bela geleia de pimenta..

Empadas de aipim com recheio de linguiça e bela geleia de pimenta..

Deixamos Laranjeiras e fomos para o Humaitá rumo ao Palhinha. Boa surpresa. Trata-se de uma porção de linguiça de javali flambada em cachaça envelhecida, cebola roxa e pimenta dedo de moça (R$ 29,90). A linguiça era normal, mas o acebolado estava muito saboroso e a pimenta deu um toque fundamental. A cachaça estava bem presente e aromática. Compõe ainda o petisco uma porção de grissinis de aipim com quijo que estavam saborosos, mas zero crocantes o que prejudicou. O molho de maionese dispensável está lá ao lado de geleia de pimentão. Uma Brahma para dentro (opa Heineken!).

Linguiça de javali com acebolado saboroso e grissinis de aipim.. Petisco do Palhinha foi bem...

Linguiça de javali com acebolado saboroso e grissinis de aipim.. Petisco do Palhinha foi bem…

Vamos então subir o morro. Na pacificada Ladeira dos Tabajaras, o estreante Bar do Bahiano serve bolinho de aipim com recheio de camarão (R$ 15). Como vocês já sabem, não como camarão por alergia. Mas provei a saborosa massa que é feita na acanhada cozinha do bar que fica na movimentada ladeira. Estava bem leve o salgado e o molho desta vez não foi dispensável e estava gostoso. Além disso, a visita vale pela simpatia dos funcionários e em especial do Bahiano. O orgulho que ele sente de estar no concurso foi de arrepiar. Voltarei para provar as outras opções do cardápio. Bebi Brahma outra vez!

Simples, mas eficiente, os croquetes de camarão com massa de aipim do Bahiano.. Molho saboroso..

Simples, mas eficiente, os croquetes de camarão com massa de aipim do Bahiano.. Molho saboroso..

Finalizamos o domingo subindo mais ladeiras. Do Tabajaras para o Chapéu Mangueira, no Leme, onde finalmente conheci o Bar do David, que já abocanhou um terceiro lugar e um vice campeonato. Este ano atacam de nacos de linguiça empanados em farinha de especiarias aos dois molhos acompanhados de chips de aipim (R$ 22,90). Os chips estavam bem gostosos. Um dos molhos era uma espécie de chimichurri muito saboroso. Já o outro não manteve o nível e poderia ficar de lado. As linguiças eram gostosas, mas não senti bem as especiarias. Ou seja, petisco de altos e baixos, mas que você acaba relevando também em função da simpatia do David. E lá bebemos a primeira Heineken do domingo!

Nacos de linguiça empanadas, chips de aipim e dois molhos para acompanhar.. Petisco do David..

Nacos de linguiça empanadas, chips de aipim e dois molhos para acompanhar.. Petisco do David..

Nesta semana pretendo dar as caras pela Zona Norte e conhecer o que for possível antes da viagem. Os endereços e horários de funcionamento das casas que visitei e dos demais participantes você confere lá no site oficial do Comida di Buteco.

Mais informações, como vocês já sabem, sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos! Ah! Lembrando que agora o Gastronomia por Esporte também está no Facebook! Cliquem e curtam a página! Por lá vocês vão conferir todas as novidades do blog! http://www.facebook.com/gastroesporte