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Ressaca da Folia? Agora que o ano ‘começou’, uma receita leve: Truta assada com Manteiga de Ervas.

A piada é batida, mas no fundo todo mundo pensa nela e vai além: acaba fazendo algo a respeito. Afinal de contas, temos duas épocas em que você acorda, relembra dos excessos e pensa: “agora o ano começou e vou mudar meus hábitos”. A primeira é obviamente o dia 2 de janeiro, depois de comer sem parar no Natal e beber os 300 chopes de fim de ano além da noite da virada. Já a segunda é justamente agora: o pós carnaval. Pode confessar: o que você bebeu nos dias de folia, blocos e duas “piriguetes” geladas por R$ 5 não foi brincadeira.

“Mas isso acabou. Agora é foco total, alimentação melhor e pelo menos um mês aí sem beber cerveja para limpar o organismo”. Já que todos pensamos assim, vamos com uma receita bem leve para ajudar: Filé de truta com manteiga de ervas. Ah? Manteiga?! Mas não era Rehab? Vamos com calma, não é? Se for radical demais você surta de vez!

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Você vai precisar de:
1 filé de truta (pode ser feito com outro peixe cortado em filé, mas usei a Truta que trouxe de Mauá)
1 cebola média em rodelas
3 rodelas de limão
50ml de vinho branco
Sal e Pimenta do Reino

Para a manteiga:
2 colheres de sopa de manteiga
Ervas frescas de sua preferência (usei salsa, tomilho e alecrim)

A truta que comprei já veio limpinha e aberta, só com a pele e o rabo. Tempere ela com sal, pimenta e umas gotinhas de limão. Em uma travessa, espalhe as rodelas de cebola e limão para que o peixe não encoste no fundo. Também jogue sal e pimenta, além do vinho branco. A manteiga de ervas você faz misturando as ervas picadas na manteiga amolecida até ficar homogênea.

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O peixe vai repousar por cima dessa cama. Espalhe a manteiga de ervas e feche a truta de modo que a pele fique por fora e coloque o restante do seu tempero. Aí é forno médio para alto, 210 graus, o tempo suficiente para a pele ficar crocante e o peixe suculento por dentro.

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Na onda do Detox, que aliás já inspirou esse belo Gazpacho que você relembra aqui, o peixinho foi servido com uma saladinha fresca de alface e tomate temperada com o próprio molho, que ganhou um toque adocicado da cebola e do limão assados. Leve e perfeito. E Feliz Ano Novo!

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Atum em crosta de gergelim brulée: a primeira das muitas receitas roubadas do Bar do Moa!

Uma tarde na varanda do casal amigo Moacyr Luz e Marluci Martins rende muita coisa: risadas, histórias, samba e o principal, comida e bebida de muita qualidade. Cantor e compositor, Moa tem também outra faceta: chef. Da cozinha do “Bar do Moa” saem iguarias criativas e sempre saborosas. No último sábado cheguei por lá cedo e roubei algumas das receitas que irei compartilhar com vocês ao longo das próximas semanas. Vou começar com uma das mais simples, mas de impacto visual se você tiver o equipamento para finalizar na mesa: Atum em crosta de gergelim brulée.

A semente fica bem torradinha e faz contraste com o interior ainda cru e macio do atum.. Espetacular!

A semente fica bem torradinha e faz contraste com o interior ainda cru e macio do atum.. Espetacular!

Os ingredientes são simples e aqui vai do gosto de cada um as quantidades: filés de atum fresco, sementes de gergelim branca e preta, azeite, flor de sal e pimenta do reino. Basta regar o peixe com o azeite, grudar os demais ingredientes e pronto.

O tempero é a gosto.. Não há quantidade certa neste prato... O importante é ter um atum bem fresco..

O tempero é a gosto.. Não há quantidade certa neste prato… O importante é ter um atum bem fresco..

Dois belos filés de atum com azeite, flor de sal e gergelim preto e branco.. Não precisa mais de nada..

Dois belos filés de atum com azeite, flor de sal e gergelim preto e branco.. Não precisa mais de nada..

Agora vem a grande graça deste simples prato: o brulée. E para conseguir este efeito você precisa de um maçarico. A finalização acontece na mesa diante dos convidados. A chama concentrada quando entra em contato com o azeite faz um espetáculo incrível. E o queimadinho do gergelim proporcionado pelo fogo faz contraste perfeito, inclusive de textura, com o peixe ainda cru no meio.

A finalização ocorre na mesa com um maçarico.. É importante ter cuidado por causa da gordura do azeite!

A finalização ocorre na mesa com um maçarico.. É importante ter cuidado por causa da gordura do azeite!

É claro que nem todo mundo tem um maçarico em casa. Então, para reproduzir esta receita basta pegar uma frigideira BEM quente e selar o seu atum dos dois lados sempre tomando cuidado para deixá-lo mal passado. Funciona também. A grande diferença é que você perde o gostinho do brulée e também o show para seus convidados.

A chama vira um espetáculo de entretenimento para os convidados.. E o gosto do torradinho fica delicioso!

A chama vira um espetáculo de entretenimento para os convidados.. E o gosto do torradinho fica delicioso!

Caso não tenha o maçarico, sele o atum em uma frigideira bem quente.. O importante é ficar cru no meio..

Caso não tenha o maçarico, sele o atum em uma frigideira bem quente.. O importante é ficar cru no meio..

Como disse lá em cima, esta é apenas uma das receitas que colocarei por aqui. Ainda vamos ter muitas novidades do Chef Moa. Essa vale e muito a tentativa. E para quem quiser ouvir uma boa música de qualidade, enquanto o Bar ainda não abre para o público geral com direito a canja do dono, Moacyr Luz se junta com a rapaziada do Samba do Trabalhador para comandar uma roda de respeito todas as segundas no Clube Renascença, no Andaraí, a partir das 16h. Se você não conhece tem de ir.

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Peixes frescos e mariachis com vista para o Pacífico.. Almoço lindo em Talcahuano!

Sei que dificilmente algum leitor irá planejar visitar a província de Concepción, no Chile. Eu mesmo mal havia ouvido falar até saber que o Fluminense, clube que acompanho o dia a dia pelo GLOBOESPORTE.COM, iria enfrentar o Huachipato pela Libertadores. Com isso, lá fui eu ao lado dos tricolores conhecer a pequena e pacata Talcahuano. E digo, foi uma experiência incrível poder ver como a cidade foi reconstruída após sofrer há três anos com uma tsunami gerada pelo sexto maior terremoto da história.

Uma das portas de entrada da onda foi a Avenida Lenga, que, após a reconstrução abriga restaurantes simples, mas deliciosos como o La Barca. Em frente ao mar do Pacífico que abastece as casas com peixes fresquíssimos, a casa serve comida simples, bem feita e autêntica. Fomos parar lá por indicação do simpático motorista René, que disse comer sempre na casa. Ou seja, se os locais vão é para lá que devemos ir. E não poderia ter sido melhor. Para começar, antes da comida, saca a vista do restaurante. O Oceano Pacífico inteiro para você.

A incrível vista do Oceano Pacífico.. E pensar que há três anos este mar subiu com uma tsunami e devastou a região inclusive o La Barca..

A incrível vista do Oceano Pacífico.. E pensar que há três anos este mar subiu com uma tsunami e devastou a região inclusive o La Barca..

O almoço começou com as sopaipillas, pão em forma de disco e frito em óleo. Acompanha uma pasta de pimenta bem picante, mas saborosa, e uma salsa de tomate que, como é comum por lá, carregada no coentro.

O couvert consiste em um pão chamado sopaipillas acompanhado de uma salsa e uma pimenta bem picante!

O couvert consiste em um pão chamado sopaipillas acompanhado de uma salsa e uma pimenta bem picante!

Sentamos do lado da cozinha e a todo instante a gente via as cozinheiras simpáticas olhando o movimentado salão.

O staff é jovem, mas a cozinha é comandada por simpáticas senhoras que toda hora conferem o salão..

O staff é jovem, mas a cozinha é comandada por simpáticas senhoras que toda hora conferem o salão..

Para beber, Santa Emiliana. Era a única meia garrafa da casa. Nada demais, um simples Sauvignon Blanc. Quase um vinho da casa, mas geladinho desceu bem.

Única meia garrafa da casa, este sauvignon blanc não tinha nada de especial, mas caiu bem...

Única meia garrafa da casa, este sauvignon blanc não tinha nada de especial, mas caiu bem…

Fomos aos pedidos então. Os peixes frescos e pescados no dia servidos na casa podem ser feitos a la plancha, na frigideira com manteiga e ervas, ou empanado e frito. Todos pedimos a primeira opção. Eu fui em um salmão com batatas cozidas e salada simples. Vale ressaltar que, mesmo um pouco passado, o sabor do peixe é incrivelmente diferente do que estamos habituados no Brasil. Delicioso.

Salmão fresquinho com batatas cozidas e uma saladinha simples... Delícia presente justamente na simplicidade..

Salmão fresquinho com batatas cozidas e uma saladinha simples… Delícia presente justamente na simplicidade..

O grande parceiro Kiko Menezes foi de reineta. O peixe é encontrado na costa chilena e lembra muito o nosso linguado. Fresco, saboroso e bem feito, foi acompanhado de batatas fritas.

A Reineta veio com fritas... O peixe é incrivelmente leve e saboroso...

A Reineta veio com fritas… O peixe é incrivelmente leve e saboroso…

Já o amigo Cabral, conhecido como Russo, também foi de reineta, mas “a lo pobre”. Esta combinação consiste em cebolas caramelizadas e um par de ovos fritos por cima do peixe. Combinação inusitada, mas que caiu bem.

A Reineta pode vir "a lo pobre", com ovo e cebolas caramelizadas por cima... Combinação diferente...

A Reineta pode vir “a lo pobre”, com ovo e cebolas caramelizadas por cima… Combinação diferente…

No fim, outro fato inusitado. Uma banda de mariachis entrou no salão e começou a tocar músicas latinas. Poderia ser chato, mas acabaram contagiando e animando o almoço de todos.

Os Mariachis entraram e animaram o fim do almoço. Cena inusitada na pacata Talcahuano!

Os Mariachis entraram e animaram o fim do almoço. Cena inusitada na pacata Talcahuano!

Como disse, sei que é difícil alguém planejar uma visita para Talcahuano. Mas se por algum capricho do destino você cair lá como eu caí, reserve um tempo para conhecer e almoçar no La Barca. Não vai se arrepender!

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La Barca Restaurant
Avenida Lenga 306 Of. Hualpén – Talcahuano – (56) – (41) – 2433305 – Chile