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Croquete de Linguiça do Barteco em casa. Petisco delicioso, fácil de fazer e perfeito com uma cerveja gelada!

Tem hora que ler a Revista Gula me deixa mal. Calma, eu explico. Sou fã da publicação, mas por ser sediada em São Paulo, muitas das matérias se baseiam em personagens da cena gastronômica do nosso Estado vizinho. Mas de vez em quando me inspiro em uma das receitas e tento ao menos amenizar a vontade. Foi o caso do croquete de linguiça do Chef Daniel Brum, do tão falado e recém-inaugurado Barteco. No segundo seguinte ao ponto final já me movimentei para reproduzir o petisco. E digo mais: ficou espetacular!

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Os ingredientes são poucos e o preparo relativamente simples. Então vamos lá e aqui reproduzo fielmente a receita como foi apresentada na revista. A única diferença é que não fiz o molho sugerido.

Massa:
1kg de linguiça toscana
50g de mostarda l’ancienne (aquela com as sementes)
1 cebola picada
50g de manteiga
100g de farinha de trigo

Para empanar
50g de farinha de trigo
1 ovo batido
50g de farinha de rosca

Antes de ir para o fogão, retire toda a carne da linguiça da tripa e dê uma picada. Na panela coloque a manteiga para derreter e refogue a cebola. Após murchar, aumente o fogo e entre com a linguiça fora da tripa.

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Enquanto a carne vai pegando cor e a gordura derretendo, vá soltando os pedaços com a sua colher de pau. O objetivo é deixar a massa mais uniforme. Quando secar, coloque a mostarda. Misture bem e entre com a farinha. Cozinhe por mais 10 minutos para tirar aquele gosto de farinha crua e está pronto.

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Neste momento fiquei inseguro. A massa me parecia com pouca liga. Mas o objetivo é esse: deixar os ingredientes falarem por si só sem mascará-los com mais farinha ou até mesmo um ovo.

Com os componentes do empanado em potes separados, vá modelando os seus croquetes. Primeiro entre na farinha de trigo, em seguida no ovo e por último na farinha de rosca. Aí é só fritar em imersão com óleo bem quente.

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O croquete de fato é extremamente gostoso. Com uma cerveja do lado, animou e muito a tarde de domingo. Saudável? Não é não. Mas de vez em quando vale enfiar o pé na jaca! E agora o próximo passo é comer direto na fonte. Mas isso só nas próximas investidas por terras paulistanas…

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O Super Bowl teve direito a muitas Ribs! A primeira saiu com Honey Mustard. Uma beleza de costelinha!

Estou na vibe dos assados. Não adianta. Depois que a costela de cordeiro ficou espetacular, lembre dela aqui, lá fui eu me aventurar pela área que antes era exclusiva da Dona Cavalierona na cozinha. Com a desculpa de acompanhar o Super Bowl como os americanos fazem, comprei duas costelinhas de porco e fiz de duas maneiras diferentes. No fim das contas, com aquela dose de paciência e muito tempo, elas soltavam do osso ao mesmo tempo em que a defesa do Seattle Seahawks ganhava o jogo sem maiores emoções.

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Antes dos sabores, que foram Barbecue e Honey Mustard, a marinada rápida para deixar sua carne ainda mais deliciosa. As peças tinham mais ou menos um quilo cada e deixei ambas no tempero por duas horas. Mas você pode deixar por mais tempo.

Marinada:
2 costelas de porco de mais ou menos um quilo cada
2 cebolas em rodelas
5 dentes de alho picado
1 pimenta dedo de moça picada
Sal e pimenta do reino
2 taças de vinho branco

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Feito isso, vamos ao primeiro sabor: Honey Mustard. Misture partes iguais de mel e mostarda (eu utilizei uma l’ancienne, aquela com as sementes). A proporção foram seis colheres de sopa de cada. Misture bem em um pote e prove. Caso queira, coloque mais mel ou mais mostarda para deixar mais ou menos doce. E reserve para o fim mais uma colher de sopa do mel.

Pegue a costela e passe seu molho Honey Mustard por toda ela. O objetivo é deixá-la toda coberta. Coloquei na travessa também a marinada. Cubra com papel alumínio e entre com ela no forno bem baixo, cerca de 150°, por quatro horas. A cada hora dê uma olhada, uma virada… Não se assuste, ela vai soltar água e esta vai secar até o fim do cozimento. Cuide do seu assado. Se o caldo secou, coloque um pouquinho de água só para soltar o fundo e liberar os sabores.

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Após quatro horas, ela estará praticamente pronta, já soltando do osso. Mas chegou o momento da finalização. Lembra daquela colherada de mel que você separou lá em cima? Coloque na costela, retire o papel alumínio e aumente o forno para 200°. Agora ela vai ganhar cor e ficará ainda mais caramelizada. Um absurdo!

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O Super Bowl era só a desculpa, mas no fim das contas essa receita vai se tornar cotidiana lá em casa. E espero que na sua também! Touchdown certo!

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Mais uma de Paris: Purée a L’Ancienne. Uma maneira simples de elevar seu purê de batata a outro nível!

Mais uma historinha parisiense aqui no blog depois da nossa Soup a L’Oignon. Assim que chegamos ao apartamento que alugamos em Paris, a locatária me mostrou uma propaganda de um curso de culinária que aconteceria dias depois do meu retorno. Parecia até que ela sabia da minha paixão por cozinha. O tema da aula era variações de pratos feitos com batata como base. O primeiro que seria ensinado era Purée de Pommes a L’Ancienne, ou purê com mostarda. Pensei: por que não fazer aqui? É um acompanhamento simples e perfeito para um bom bife, ou então um frango grelhado… No nosso caso, esteve ao lado de um belo hambúrguer coberto com emmental.

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Mas voltemos ao purê, estrela do post. Para mais ou menos quatro pessoas você irá precisar de: um quilo de batatas, seis colheres de sopa de manteiga, uma xícara de leite e duas colheres de sopa de mostarda a l’ancienne, que hoje você encontra em qualquer lugar (é aquela com as sementes).

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Descasque e cozinhe as batatas em água com sal. Feito isso, amasse-as enquanto ainda estão quentes e leve de volta à panela.

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Entre com o leite e com a manteiga e mexa com cuidado para emulsionar e deixar bem leve. Achou espesso? Coloque um pouco mais de leite.

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Com o purê praticamente pronto, entre com a mostarda e mexa. Pronto. Sirva com a carne de sua preferência e se esbalde! Além de sabor, a mostarda a l’ancienne deixa o prato mais bonito com as sementes. Simples e delicioso!

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Obs: caso queira melhorar ainda mais, aqueça o leite com uma folha de louro e alguns dentes de alho esmagados e retire-os antes de incorporar ao purê. Não fiz isso em Paris, mas o sabor é interessante.

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