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Rio Gastronomia: bastidores e considerações sobre a festa de premiação do evento que se inicia hoje no Jockey

Samba, rap, repente, boa comida, mas poucas novidades entre os vencedores. Assim se pode resumir a festa de premiação do Rio Gastronomia, que aconteceu na última quinta, no Jockey. O clima estava o melhor possível. Cerveja e espumantes gelados, boa música e um clima de alegria e camaradagem.

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Algumas poucas coisas chamaram atenção em relação aos premiados – acho inclusive que pode se pensar em criar uma categoria hors concours, já que nomes como Olympe, Antiquarius, Esplanada Grill, Aconchego Carioca e Cervantes levam prêmios todo ano em suas categorias (a lista completa está no fim do post). Fiquei surpreso com a ausência da Roberta Sudbrack na lista. Seu restaurante perdeu o título para o Gero, eleito o melhor da cidade pelo júri. Já na categoria chef Felipe Bronze levou com vantagem.

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Outra surpresa, talvez a única grande da noite, foi o clássico e para muitos desconhecido Cirandinha levar o melhor café da manhã. A casa de mais de 50 anos desbancou a Escola do Pão, sempre favorita na categoria. Na categoria Novidade esperado e merecido o prêmio para o Lima Restobar.

Me chamou atenção também o Braseiro da Gávea levar o “Bom e Barato”. Adoro a casa, mas não dá para achar que é barato. Não é. Fica complicado debater os preços altos da gastronomia da cidade quando se premia um lugar em que a picanha custa R$ 80. Esta semana mesmo dei o exemplo do Caravelas do Visconde, aí sim um “Bom e barato”.

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De resto, deu para perceber que o evento, que abre nesta sexta-feira para o público no Jockey com aulas, stands de casas como Delirium, Enchendo Linguiça, Focaccia, Da Silva, Colombo, entre outros, e shows será bem interessante. Vale a pena ir conferir de perto.

Agora algumas curtinhas:

– Rodrigo Hilbert foi um bom mestre de cerimônias. Descontraído, trouxe leveza ao prêmio.
– A decisão de chamar Dudu Nobre, o repentista Miguel Bezerra e o MC Xará para introduzirem as categorias foi um acerto. O trio, cada um em seu ritmo, improvisou em cima dos nomes e divertiu os convidados.
– Os preços dos produtos selecionados pelos restaurantes nos stands estava bem justo e promete agradar quem for ao evento.
– Felipe Ishihama, gerente do Bar D’Hôtel, levou o prêmio de figurino da noite também. Seu terno rosa chamou tanta atenção que os pedidos de fotos foram constantes.
– Muito bacana o prêmio especial para David Herz, mentor da ONG Gastromotiva. O trabalho que ele idealizou e realiza é muito legal.
– A felicidade de Felipe Bronze com os prêmios de Chef e Contemporâneo era visível, assim como a do staff do Lima, que foi quem mais fez barulho quando o nome apareceu no telão na categoria novidade.
– Muito bacana o stand do Senac, que preparou alguns pratos diante do público.
– Entre os comes, derrapou muito o canapé de parma com uma pêra com anís que mascarou qualquer outro sabor. O “Cheesecake” de salmão estava leve, mas a porção poderia ser um pouco menor. O Rosbife com cebolas caramelizadas e raiz forte estava muito gostoso.
– A foto dos vencedores que abre o post é de Daniela Dacorso, do O Globo.

Os premiados:

Restaurante – Gero
Novidade – Lima Restobar
Chef – Felipe Bronze
Francês – Olympe
Italiano – Gero
Português – Antiquarius
Oriental – Azumi
Peixes – Satyricon
Carne – Esplanada Gril
Comida leve – Celeiro
Contemporâneo – Oro
Carta de Vinhos – Terzeto e Laguiole
Carta de Drinques – Bar D’ Hôtel
Bom e barato – Braseiro da Gávea
Serviço – Antiquarius
Café da manhã – Cirandinha
Pão -Talho Capixaba
Doce -Confeitaria Colombo
Ao Ar Livre -Bar Urca
Pizza – Braz
Para beliscar – Venga
Suco – Polis
Sanduíche – Cervantes
Pé-limpo – Meza Bar
Pé-sujo – Adonis
Brasileiro – Aconchego Carioca
Carta de Cervejas – Delirium Café
Carta de Cachaças -Academia da Cachaça
Tradicional – Bar Lagoa
Garçom – Russo, da Polonesa

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Lima Restobar: um peruano que o Rio de Janeiro precisava. Drinks excelentes e cozinha que foge do comum!

A gastronomia peruana está ganhando cada vez mais força no mundo. Mas no Rio de Janeiro havia uma carência de lugares onde você pode perceber que o Perú é mais do que ceviches. Agora, além do Intihuassi, que não achei absolutamente nada de especial nas três vezes em que lá estive, surgiu o Lima Restobar. A casa que fica em Botafogo conta com equipe formada quase toda por peruanos que trouxeram sabores criativos, boas receitas e também drinks a base de Pisco que primam pela criatividade.

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A noite foi animada. Com mesa grande formada por amigos, até a comadre Pimenta e Limão que não estava tão “funcional” ainda, tive a oportunidade de provar muitos itens do cardápio e comprovar a variedade e complexidade de sabores. Mas todos saíram da lista de entradas. Como a ideia era jogar conversa fora, ficamos apenas petiscando sem chegar aos principais do menú.

Enquanto escolhíamos, um tradicional Pisco Sour (R$ 19,90). Gostoso, mas com tantos drinks inventivos na carta, nem é preciso parar nele. Vá direto ao El Bambino (R$ 19), que leva pisco, maracujá, limão, manjericão e blue curaçao. O último item é algo que não suporto, mas o drink estava fantástico.

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Já que é o prato mais típico, vamos aos ceviches e suas variações. São quatro opções. Pedimos um trio (R$ 42). O tradicional, com peixe branco e leite de tigre, estava lá, mas com um milho crocante que deu um bom contraste. Mas as outras receitas chamaram mais atenção. O Olivo Olvido leva peixe, polvo, uma tapenade de azeitonas e espuma de pimentão. A azeitona se fazia presente, mas sem mascarar os demais sabores, o que é um ponto muito positivo. A espuma se fez notar bem ao longe.

O Atum Criollo foge do peixe branco e conta com itens que tornam este ceviche muito interessante. O gengibre curtido traz frescor, o pepino japonês entra com textura e o maracujá faz bom contraste com o molho de ostras. Excelente pedida!

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Copos vazios, fomos para a segunda rodada de drinks. O Bohemio pareceu forte no primeiro gole. Mas depois suavizou e mostrou equilíbrio. Leva pisco, framboesa, pomelo e limão (R$ 19). Já o El Pituco conta com Pisco de morango, limão e mais morango (R$ 18,80). É o que mais se assemelha à nossa tradicional caipirinha.

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Mas vamos aos quentes. Como disse, a mesa era grande e os petiscos foram muitos. Primeiro as duas Causas. A base é a mesma, uma massa feita com batata que achei um pouco pesada. Mas os recheios estavam muito bons. A La Oliva leva nacos de polvo braseados com pimenta, azeitona e pimentões. O sabor defumado estava excelente e o pimentão entrava com o adocicado.

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A outra Causa foi a Pituco (R$ 32). A massa é a mesma, mas ela vem coroada por um tartar de salmão e acompanhada por salada de cogumelos, rúcula e cebola. Saboroso, mas não tão empolgante quanto o anterior.

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Os Camarones en su Rio são camaróes grandes empanados em crocante massa de quinoa (R$ 32,80). A massa estava saborosa, mas a estrela do prato foi o ensopado de feijão que serve de molho. Bem temperado, foi grata surpresa.

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Uma das grandes surpresas da noite pra mim foi o El Aji de Gallina del Norte (R$ 23,50). São bruschettas em pão de azeitona que servem de base para um frango braseado e um creme de pimenta. Completamente excelente.

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O último pedido da noite – te falei que a mesa era grande – foi a Picaña Costeña (R$ 29,40). São almôndegas defumadas acompanhadas de cebolas caramelizadas bem docinhas, linguiça calabresa e um molho que leva alho, alcaparra e coentro. Muito saboroso também, mas ligeiramente acima no sal.

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Como disse no início, a noite foi uma grata surpresa. É muito bom ver chegar ao Rio de Janeiro um peruano que foge do lugar comum. E o ambiente leve da casa te permite sentar com amigos para beber e petiscar, como foi o meu caso. Ou então simplesmente curtir um jantar formal. Os pratos são convidativos e não vejo a hora de voltar para apreciá-los!

Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

Obs: Algumas fotos eu acabei perdendo em função de um problema no celular. As mais claras são de Divulgação. Obrigado e desculpe!