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Escobar: os retornos provaram que a estreia foi um ponto muito fora da curva. Opções leves e refrescantes

A primeira investida foi um desastre. O atendimento caótico tirou qualquer tipo de prazer que se poderia ter na boa comida e bebida. Saí de lá dizendo que não voltaria. Mas, simpáticos, os sócios nos convidaram para retornar e explicar os motivos para aquela tarde complicada. Após este encontro, estive lá em outras duas oportunidades e de fato confirmei que minha estreia no Escobar tinha sido um ponto muito fora da curva.

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Desta vez a equipe estava completa e o atendimento se deu sem qualquer transtorno. E é isso o importante, já que mesmo na estreia difícil deu para ter a certeza de que o cardápio era bem feito. Nesta última vez, a casa estava cheia e fomos acomodados no bar. Não me importei nem um pouco. Sou fã de um balcão e ali é uma diversão acompanhar a alquimia dos drinks. Então para nós, um Clericot refrescante (R$ 60 a jarra de um litro).

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A ideia era aplacar o calor que tinha feito ao longo do dia. Então fomos apenas de ceviches, tiraditos e afins. Aliás, uma ideia perfeita e bem levinha para os dias infernais do Rio de Janeiro, O primeiro foi o Tiradito de Namorado (R$ 26). De todos os itens do cardápio, é o que mais gosto. Fatias finas do peixe fresco, limão galego, brotos, pimenta biquinho e um crocante de pão árabe. Maravilha.

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Em seguida fomos para os ceviches. Primeiro o de robalo (R$ 22). O toque vem de uma salsa de tomate com hortelã que se junta aos ingredientes tradicionais. O crocante de batata doce dá textura e sabor também.

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O ceviche de bonito (R$ 24) é menos tradicional, mas não menos gostoso. O vinagrete oriental é feito com maracujá e a acidez se mostra bem equilibrada.

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Comemos também o de camarão com vieiras e leite de coco (R$ 32). Foi o que menos gostei, apesar da boa textura das vieiras.

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Fechamos com a causa de camarões (R$ 28). O purê de baroa com um toque de aji amarillo estava espetacular. Cremoso e saboroso assim como o aioli que vem espalhado pelo prato. Comeria mais do molho. Confesso que me deu vontade de passar o dedo.

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De sobremesa, panquecas recheadas com sorvete de doce de leite. Fininhas e gostosas. O sorvete não é tão doce e faz bom contraste com o próprio doce de leite que vem como decoração no prato. Comer os dois juntos na mesma colherada traz equilíbrio perfeito.

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Foi bom ter baixado a guarda e voltado. Como disse na estreia, é um lugar próximo e conveniente para mim. Além disso, da comida não tive o que falar. Passado o caos da inauguração, a equipe se mostrou azeitada e a tendência é realmente não encontrarmos mais os problemas de antes. É o que realmente espero. Até a próxima!

Escobar

– Rua General San Martin – 359, Leblon, Rio de Janeiro – RJ – (21) 2259-9482 / (21) 2274-8871
Segunda a quinta, das 11h45m às 15h30m e das 18h à 1h30m. Quinta a sábado, das 18h às 3h.

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Zee Champanheria: casa nova com bons preços nas borbulhas agita a Conde Bernardotte!

No post do Rapadura já havia dito que sou fã da Rua Conde Bernardotte, no Leblon. Como a Luninha mora perto, é sempre uma boa opção para ir a pé em tempos de Lei Seca. E agora, além dos clássicos Academia da Cachaça, Herr Pfeffer e Adão, a área ganhou mais uma opção que foge do roteiro cerveja e chope: a Zee Champanheria. Localizada entre o Adão e o Informal, o espaço conta com mesinhas do lado de fora e um sofá em clima de lounge na parte de dentro.

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Mas de cara já vem logo o pensamento: “champanheria no Leblon deve custar os olhos da cara”. Sentei também com este receio, mas não foi o que encontrei ao ter em mãos a boa carta da casa. Claro que os rótulos top com cifras altas para quem quiser estão lá, mas existem outros com um belo custo benefício. O Valduga 130, por exemplo, sai por R$ 95. Trata-se de um maravilhoso nacional, já vencedor de algumas premiações, e está com um ótimo preço. Foi o segundo da noite.

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Antes dele iniciamos com a Cava Codorníu clássica (R$ 78). Leve e refrescante, este espanhol caiu muito bem na noite de calor do verão carioca. Por fim tomamos um rosé argentino da Navarro Correas (R$ 87). Este brut é feito todo com malbec e se mostrou bem frutado. Uma boa pedida também.

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Para acompanhar, o cardápio, reduzido e competente, conta com boas opções de petiscos e risottos. Mas aqui achei que as cifras poderiam ser um pouco menores. Começamos com uma deliciosa porção de queijo coalho em crosta de gergelim com geleia de pimenta (R$ 30). Chegou na mesa quentinho, fresquinho e muito crocante e aqui eles foram empanados e fritos e não grelhados com as sementes. Interessante.

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Em seguida, seis mini hambúrgueres (R$ 32). A estrela da noite. Fico sempre com pé atrás ao pedir hambúrguer em tamanho reduzido. Sempre acho que a carne vai vir bem passada. Mas não foi o caso. Todos estavam feitos de maneira impecável. Temperados na medida, com queijo bola derretido e cebolas caramelizadas. Os pães variam: três clássicos e três australianos. Bola dentro.

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Os risottos também chegaram bem fresquinhos, e aqui realmente para apenas uma pessoa. São quatro opções e provamos dois deles. A base me pareceu a mesma, com um ou outro ingrediente diferente. No de camarão com cachaça (R$ 36), ervilhas davam um toque. Já no de ragú de cordeiro (R$36), a estrela poderia ter vindo em quantidade maior. Mas o sabor não decepcionou.

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Provamos ainda como cortesia da casa o Clericot. Ele ainda não consta no cardápio, mas já pode ser pedido e tem a cara do verão já que se mostrou um drink extremamente refrescante. Feito com espumante brut rosé, vodka redberry da Ciroc, abacaxi, kiwi e morango, tem tudo para cair nas graças de quem for lá conferir.

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No fim, mais um item que ainda não está no cardápio, mas já pode ser pedido: um bom souflê de chocolate acompanhado de sorvete (R$ 20). Finalizou bem uma boa noite de descoberta.

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A Zee tem menos de um mês de funcionamento e espero que tenha com vida longa. Acho bacana a aposta e a proposta em um lugar tomado por casas em que o chope e a cerveja são as prioridades. É uma opção. E rolam ainda algumas promoções, como taça em dobro de terça a quinta e sobremesa cortesia nos domingos para quem pedir dois risottos. É para se perder nas bolinhas e brindar! Até a próxima!

Zee Champanheria

– Rua Conde Bernadotte – 26, loja 124, Leblon, Rio de Janeiro – RJ- (21) 3437-3613
Terça a sábado, das 18h às 1h. Domingo, das 13h às 22h.

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Escobar: o que tinha tudo para dar certo se tornou uma tarde extremamente desastrosa e desagradável

Tinha tudo para ser uma grande tarde. Fui para o Escobar com uma expectativa alta em função do que conheço do trabalho do Chef Checho Gonzales. Ao lado de amigos, a ideia era ter um agradável almoço na folga de sábado com boa comida e bons drinks. No entanto, o caldo entornou. Uma sucessão de equívocos, desculpas esfarrapadas e absurdos acabou com os nossos planos causando um desagradável clima de estresse, revolta e decepção na nossa mesa.

Sentamos às 14h. O restaurante, com salão extremamente bem decorado e sóbrio além de contar com um bar que fica no centro convidando você a tomar um drink preparado diante dos seus olhos dependendo de onde você senta, não estava cheio. Ainda esperando mais duas pessoas, éramos três neste momento, pedimos duas bebidas da criativa carta desenvolvida pelo mixologista Gustavo Stemler.

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Um deles foi mais tradicional: Bloody Mary (R$ 28). Não sou fã, mas provei e de fato estava espetacular. Já eu fui em uma das criações: chope molecular. O meu levava Pisco Capel, hibiscos, limão siciliano e colarinho de Negroni (R$ 19). Muito diferente, uma delícia quando bebia os dois componentes juntos. Mas nada deste prazer veio sem antes do primeiro “shot” de estresse.

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Posicionado de frente para o bar, pude ver a finalização dos drinks na minha frente. Mas quem disse que assim que foram posicionados no balcão alguém foi lá buscar para trazer? Foram quase dez minutos vendo eles parados lá até o momento em que tivemos de nos levantar e ir lá buscar. Isso mesmo: ir lá buscar. O barman nada entendeu. Ao informarmos o que tivemos de fazer, fomos comunicados de algumas ausências na equipe. Procuramos entender e seguimos com a tarde.

Agora com a mesa completa, fomos escolher mais um drink. Pedimos a jarra de 1 litro de Clericot (Vinho branco, frutas vermelhas, abacaxi e alecrim – R$ 60). A situação acima se repetiu sem tirar nem pôr: uma excelente combinação, extremamente refrescante, mas que novamente tivemos de praticamente nos levantar para pedir que alguém trouxesse a jarra e as taças.

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O clima na mesa começou a ficar pesado, mas eu estava extremamente esperançoso na comida e tentava amenizar. Às 15h fizemos o pedido. Foram quatro menus do Restaurant Week e uma pedida à la carte. Neste meio tempo, o clima na casa já era tão caótico que presenciamos dois casais entrarem, ficarem em pé esperando algum tipo de atendimento e irem embora após serem completamente ignorados.

45 minutos depois, chegaram as entradas. Vamos repetir: 45 minutos. O que eram as entradas? Ceviches e tiraditos. Absolutamente nada levava forno, fogão ou um preparo elaborado. 45 minutos para dois ceviches de robalo, um de camarão e dois tiraditos de namorado. Como eu já esperava, a comida estava muito boa. O ceviche estava equilibrado, muito bem temperado e o peixe na textura certa. O tiradito veio com fatias no tamanho certo e a combinação de brotos, limão galego, pimenta biquinho e palha de pão árabe foi muito boa e criativa. Mas a demora nos tirou parte do prazer.

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Após a entrada, os minutos foram passando e o clima passou a ser de preocupação. Afinal de contas, duas na mesa trabalhavam às 17h. Já passava das 16h e nada dos pratos principais. Chamávamos os funcionários e cada um dava uma versão. Na mesa ao nosso lado, o prato principal antes da entrada. Caos. Um dos chefs desceu para ajudar no atendimento tamanha era a confusão. Para tentar amenizar ele nos mandou uma cortesia: Guacamole com chips de batata doce. Mais uma vez tudo muito gostoso. O abacate extremamente fresco e temperado. Os chips, apesar de oleosos, muito saborosos.

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Já irritado com a demora, fui até o bar pedir lá diretamente o meu drink. E mais uma surpresa incrível: Mojito feito com rum com infusão de tomate seco, tomate cereja e manjericão (R$ 19). Diferente demais do que se encontra por aí.

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Foi um sopro de calma que acabou de vez às 16h30. Uma hora e meia depois de termos feito os pedidos, os pratos chegaram trocados na mesa. Sim. Pedimos quatro peixes em papilotte com cogumelos e sem que ninguém nos avisasse de absolutamente nada apareceram em nossa mesa quatro trutas com molho de tomate e especiarias. Ali a brincadeira acabou de vez. Me recusei a encostar no prato e não queria nem que fosse servido. Meu amigo pediu um bife grelhado que foi o pedaço de carne mais depressivo que já vi em toda minha vida. Não tive coragem de tirar foto assim como ele de provar. Só pensava em ir embora.

Ao perceber o clima de revolta, um dos donos veio na mesa e nos disse que o nosso prato pedido às 15h havia acabado. E o nosso foi substituído por outro sem que ninguém fosse consultado. Ele continuou dizendo que teve um problema de fornecimento nos peixes. Isso é algo que muito me espanta. Grande parte do cardápio da casa conta com peixe. Se isso foi identificado cedo, assim como o problema com o staff, não seria mais inteligente fechar as portas por um dia para normalizar as coisas e evitar este tipo de situação constrangedora? Em seguida, nos disse que não iria cobrar o que havia sido consumido como se fosse um favor quando na verdade isto era o mínimo que ele deveria fazer.

Como disse, tinha tudo para ser uma grande tarde. O que comi, e principalmente o que bebi, estava muito bom. A gente chega da casa da Luna em cinco minutos andando lá. Ou seja, tinha tudo para me tornar um cliente assíduo. No entanto, tudo o que aconteceu me fez querer tomar distância. Saímos de lá frustrados, irritados e extremamente decepcionados. Uma pena. Nem o Checho e nem o Gustavo merecem colocar em risco a reputação de ambos em algo que beirou o amador.

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– Rua General San Martin – 359, Leblon, Rio de Janeiro – RJ – (21) 2259-9482 / (21) 2274-8871
Segunda a quinta, das 11h45m às 15h30m e das 18h à 1h30m. Quinta a sábado, das 18h às 3h.

Gonzalo: na casa Uruguaia, após um bom início as carnes acabaram derrapando.

Já estava empolgado para conhecer o Gonzalo. Fiquei ainda mais instigado após participar da aula do Rio Gastronomia, onde o chef Gabriel Mangini falou sobre os cortes uruguaios utilizados e também no conceito da casa, que em nada lembra o que estamos acostumados a ver por aqui. A ambientação, estilo de cozinha, acompanhamentos e a própria parrilla é toda baseada no estilo do Uruguai, o que diferencia o restaurante trazendo muita personalidade. Mas infelizmente foi no principal ponto da casa a maior derrapada da noite de comemoração do aniversário da Dona Cavalierona.

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O couvert, por exemplo, estava simples e eficiente. Pães quetinhos, manteiga temperada, um bom azeite uruguaio… Na taça um Tannat-Tempranillo da vinícola Bouza (R$ 90). Fomos então para as entradas. Da parrilla lindíssima e alimentada por toras de madeira como visto acima, saiu um Chorizo (R$ 29) que estava espetacular. Para os que possuem mais estômago, Mollejas (R$ 19), ou timo ou então a glândula do boi. Prato difícil de encarar, mas que vale a pena.

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Pedimos ainda Empanadas de carne e de queijo (R$ 14 a porção com duas independentemente do sabor). A primeira estava correta, com recheio bem molhadinho e tempero no ponto certo. Mas a segunda, apesar de básica, estava especial. O detalhe é que diferentemente do que estamos acostumados, no Uruguai a empanada é frita.

Após um início promissor e com muita comida, fomos escolher os cortes de carne. Foram três: Picanha, Bife Ancho e Assado de Tira (R$ 81, R$ 69 e R$ 70 respectivamente). Estávamos em cinco e a ideia era todos provarem de tudo já que a fome não era tanta após as entradas. E logo veio o primeiro equívoco. Os cortes chegaram na mesa já fatiados. Ou seja, mal vimos a nossa carne inteira. Parecia um rodízio. Segundo equívoco foi em relação ao ponto da carne. Sou famoso lá em casa por comer ela extremamente mal passada. Mas até eu fiquei incomodado a ponto de mandar voltar a carne que consequentemente perdeu seus sucos após vir cortado de maneira precoce. Realmente uma pena.

Mas o principal ponto foi a maciez. Sei que a Picanha tem em sua extremidade mais alta a parte mais firme. Sei também que o Assado de Tira prioriza o sabor e tem uma textura bem distante do filé mignon por exemplo. Mas estas duas em especial não cumpriram nem de longe o que esperávamos. O Bife Ancho foi a luz no fim do túnel.

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Os cortes chegam acompanhados por guarnições da casa que são repostas constantemente. E estas sim estavam muito boas: purê de cenoura com toque de cominho, alhos assados, feijão branco e cebola caramelizada. Pedimos ainda batatas fritas de verdade (R$ 17) e pimentões assados na parrilla (R$ 9).

A sobremesa foi um gesto extremamente simpático da casa com a aniversariante: um pão de mel coberto por chocolate em forma de bigode homenageando o próprio “Gonzalo”.

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Realmente lamento que a experiência não tenha sido a ideal como julguei que fosse em razão da expectativa. Mas as portas seguem abertas para mim no Gonzalo. Como disse, a atmosfera da casa é bacana e diferente. E acho que pode não ter sido o meu dia. Se vocês já conhecem e discordam cliquem lá na página do Facebook e me mandem a opinião! Até a próxima!

Gonzalo
– Avenida Bartolomeu Mitre – 450, loja C, Leblon, Rio de Janeiro – RJ – (21) 3796-3342
Terça à quinta de 12h às 16h e 19h à 1h. Sexta e sábado de 12h à 1h. Domingo de 12h às 18h.

Sushi Leblon: a estreia na badalada casa foi uma bela experiência. Esqueça o glamour, sente no balcão e foque na comida!

Já são 25 anos, o que colocam a casa como uma das japonesas mais tradicionais da cidade. Mas confesso que nunca tinha pisado no badalado endereço. Tinha sim um certo preconceito com aquela aura de ir para ver e ser visto. Afinal de contas é uma das preferidas entre os artistas e personalidades, o que automaticamente gera uma fila monstruosa todos os dias. E nesta, pessoas vestidas como se estivessem indo para um casamento ou para um baile de gala: ternos, longos, saltos… tem de tudo! Isso me criava um bloqueio. Mas coube a um grande amigo me fazer baixar a guarda e finalmente conhecer a cozinha do Sushi Leblon. E a estreia foi com o pé direito. De fato uma bela noite em que exploramos e muito o que a casa pode te oferecer.

A começar pelo lugar. Nada de mesa. Sentamos no balcão onde acompanhamos de perto a ação do trio de sushimans França, Sandro e Luis. E confesso que ficar de costas para o bem decorado salão, que conta ainda com um belíssimo aquário, me agradou pelo fato de poder me concentrar única e exclusivamente na experiência gastronômica. Ou seja, não me interessava ver se algum artista entrasse na casa.

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Habitué de lá, o nosso “anfitrião” não nos deixou olhar o cardápio. A série de pedidos se deu em função de suas preferências e do que ele achava que iríamos gostar. Alguns foram grandes acertos. Outros não me agradaram tanto. Então vamos a eles. Começamos com a dupla de Sushi de Atum com Pimenta Biquinho (R$ 17 a dupla). O peixe estava fresco e carnudo e a pimenta fazia bom contraste.

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Em seguida algo inédito para mim: ostras cruas. Nunca havia comido. Estavam grandes, fresquíssimas e extremamente saborosas. Chegam na mesa também em duplas apenas com um limãozinho para botar por cima (R$ 16).

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A outra experiência inédita da noite para mim foi um Ceviche de Ouriço do Mar (R$ 27 a dupla). Não me agradou nem um pouco, principalmente a textura. O tempero estava bem equilibrado, com pimenta e acidez do limão na medida. Mas confesso que não repetirei isso no futuro.

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A noite continuou com o sushi de King Crab (R$ 29 a dupla). O adocicado da carne de caranguejo, em pedaço generoso por cima do arroz, foi bem agradável. Vale lembra que na taça estava um Alain Brumont, branco francês bem frutado que harmonizou muito bem (R$ 74). Mario foi de caipisake de lichia (R$ 20).

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Outro ponto alto da noite foi o Makimono de Salmão Skin (R$ 15 a dupla). Apelidado de Wilson, aquela bola do Náufrago, ou de Fabio Ferreira, para quem se lembra do zagueirão, estava perfeito. O crocante da pele de salmão fritinha e do pepino contrastavam perfeitamente com a maciez do arroz realizando o “conflito” de texturas.

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Em seguida Sashimi de Polvo com Azeite Trufado e Flor de Sal (R$ 21). O azeite é algo que tem de ser usado com cuidado para não dominar o prato. E eles fizeram bem. A textura do polvo estava boa e o sabor presente, principalmente nos que estavam por baixo e não receberam o fio do trufado diretamente. O Makimono de Camarão empanado com cream cheese e ovas de salmão (R$ 30) não me pegou simplesmente porque tenho rejeição grande à estrela desta pedida.

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Vamos então para a grande pedida da noite. Tudo bem, nada tem a ver com culinária japonesa, mas estava simplesmente espetacular a dupla de Foie Gras Brulée (R$ 27). O queimadinho dava um toque todo especial ao naco do untuoso foie. Um cubinho da manga no topo ainda dava um contraste de sabor e textura.

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O Sashimi de Salmão Gravlax também foi um acerto (R$ 31). Bem curado, mas sem perder o frescor, vinha acompanhado de saboroso molho a base de mostarda e coroado por generosa porção de caviar. Uma maravilha.

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Deu tempo ainda de dois quentes: os espetinhos de vieiras e aspargos (R$ 25 cada dupla). A vieira derretia na boca, sinal de ponto perfeito de cocção. Os aspargos estavam al dente e bastante saborosos finalizando bem demais a parte salgada da noite.

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Apesar de termos ficado completamente lotados arrumamos espaço para uma sobremesa. Em termos de sabor, o Petit Gateau de Amêndoas com raspas de limão siciliano e calda de chocolate branco estava espetacular (R$ 19). Tudo harmonizando perfeitamente em prato bem equilibrado. No entanto, o interior do gateau poderia estar mais líquido como manda o figurino.

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Como os amigos perceberam, a noite foi longa e serviu para desmistificar muita coisa. De ostras, passando por ouriços até chegar a onde tudo isso aconteceu. Sim, o Sushi Leblon é tudo aquilo que falei lá no início. As pessoas estão vestidas de maneira que em certo momento nem lembra o Rio de Janeiro. Os carros parecem saídos direto de um salão do automóvel. A fila é enorme e vira uma grande social. Mas por trás disso tudo existe uma cozinha impecável que sustenta a fama que o lugar tem. E a experiência é mais do que válida. Mas siga minha dica e peça o lugar no balcão. A verdadeira arte está por lá! Até a próxima!

Sushi Leblon
Rua Dias Ferreira, 256, Leblon – Rio de Janeiro
Segunda-feira das 12 às 16h e das 19 à 1h30. Terça-feira a sábado, das 12 à 1h30. Domingos das 13 à 0h.

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Rapadura: boa alternativa na Conde Bernardotte. Comida nordestina e Serramalte gelada!

Perto da casa da Luna, a Rua Conde Bernardotte costuma me abrigar quando quero tomar um chope rápido. Mas começava a ficar enjoado das opções. Rota 66, por exemplo, não me agrada nem um pouco. Desacato raramente vou. Acabo ficando sempre na Academia da Cachaça, quando estou com fome, ou no Informal, quando quero apenas beber. Mas a rua agora ganhou uma nova opção que muito me agradou: Rapadura. A cozinha tem pegada nordestina e além do bem tirado chope Brahma, você encontra por lá Serramalte (R$ 9), cerveja da qual sou fã e que está cada vez mais difícil beber no Rio.

O lugar, que fica colado na Academia da Cachaça, tem decoração muito bacana. As pinturas, os chapéus no teto, os detalhes dos doces, o cardápio.. Tudo remete ao Nordeste e foi feito com muito bom gosto.

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Mas vamos ao que interessa: comida. Estive duas vezes no local nas últimas semanas e por isso pude provar muitas das opções de petiscos. Ainda não conferi o almoço executivo ou os pratos oferecidos na casa. Alguns surpreenderam muito positivamente. Outros derraparam um pouco contrastando inclusive com a descrição do cardápio.

Abrimos com os caldinhos. São duas opções: Feijão (R$ 10) e Mocotó (R$ 12). O primeiro estava gostoso, apesar de um pouco espesso. Achei criativo o acompanhamento: um pastel sem recheio que fez as vezes do tradicional pãozinho. Já o segundo estava saboroso, mas pouco lembrava um untuoso caldo de mocotó. Senti falta de mais pedaços do principal ingrediente.

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Mantive a linha dos caldos e provei as Favas a Moda Sertaneja (R$ 15). A porção é maior, as favas estavam bem cozidas e o caldo saboroso pela presença de costelinha, bacon e linguiça. Mas assim como o de Mocotó, poderia ter mais das estrelas na porção.

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Fomos então para as Almofadinhas. Tratam-se de dois salgados com recheio cremoso de rabada com agrião (R$ 10). A rabada estava cremosa e saborosa, e a massa, aquela tradicional de risole, não estava das mais pesadas. Boa pedida.

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A primeira visita continuou com uma porção de Carne Seca Acebolada com farofa (R$ 21), que não estava nada demais. Comum como as que a gente encontra hoje em quase todos os bares da cidade. Pedimos também a dupla de pastéis de carne (R$ 8). Ao invés de carne moída, anunciou-se um ragú. Mas infelizmente o recheio estava seco e pouco saboroso.

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Finalizamos a primeira noite com a Salada Sertaneja (R$ 28,5). Mix de folhas com uma porção da carne seca acebolada ali de cima e com fatias de abóbora assadas no melaço de cana com especiarias. Não fosse este último detalhe seria uma salada meramente comum, mas as abóboras deram um toque especial.

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Na segunda investida provei mais algumas opções. E obviamente, com muitas Serramalte. Iniciei com os Quadradinhos de Tapioca com queijo Coalho (R$ 19,5). Na porção, alguns estavam bem crocantes e com bastante queijo. O molho de pimenta agridoce dava um toque bacana. Outros estavam bem mais massudos.

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Em seguida outro pedido inconstante. O chamado Pau de Arara são mini bruschetas de linguiça com queijo (R$ 27,5). O cardápio diz que os pães são dourados em manteiga de ervas, mas no meu caso isso não foi nem visto e nem notado. Os pães, por sinal, estavam moles, deixando claro que não foram nem dourados. O que amenizou a frustração foi a linguiça, esta bem saborosa.

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Para compensar, o último petisco da noite estava bem saboroso. Carne de Sol Acebolada na chapa com pimenta biquinho e farofa (R$ 41). Os nacos de carne estavam macios e saborosos e a cebola, bem refogada, ligeiramente adocicada. A acidez com pouca ardência da pimenta biquinho unia bem os sabores.

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Como disse acima, o Rapadura é uma grata novidade. A comida não é perfeita, mas surge como uma boa alternativa informal ali na Conde Bernardotte. Acredito que os pequenos detalhes podem e devem ser tranquilamente corrigidos, mas só de não ficar refém da Academia da Cachaça para comer bem naquela rua já é para ser comemorado.

Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

OBS: Peço mil desculpas pela ausência no blog nas últimas semanas. Como todos sabem, a gastronomia para mim é um esporte. E em função do trabalho foram três viagens consecutivas e muitas matérias pela frente. Mas agora o blog volta com sua programação normal!