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Pimenta caseira: saborosa, picante e mole mole de fazer!

Em botequins, restaurantes, letras de sambas… A boa e velha pimenta é figurinha carimbada em qualquer lugar. Com seus óleos e aromas, tempera e esquenta qualquer prato, dando, em alguns casos, a boa e velha suadeira. Então, com as dicas preciosas do amigo Leandro do Bar Da Gema, do qual nem preciso lembra que sou fã incondicional, fui ao Cadeg em busca das pequenas notáveis e fiz a minha pimentinha caseira.

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A receita rendeu um vidro, mas você pode fazer nas quantidades que quiser. O importante é seguir os passos direitinho para extrair das pimentas tudo o que você quer!

40 gramas de pimenta malagueta – verde, vermelha, laranja…
2 dedos de moça
1 cebola pequena em fatias
4 dentes de alho em fatias
2 folhas de louro
1 ramo pequeno de alecrim (opcional)
200 ml de azeite (usei o Azal, da importadora Allfood que é uma beleza)

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Em fogo baixo, refogue a cebola e o alho. O objetivo é apenas amolecê-los. Não queremos dourar nada, por isso atenção o tempo todo. Depois de aguns minutos, entre com as pimentas sem os cabinhos, o louro e o alecrim. A dedo de moça, em função do tamanho, cortei em três, mas sem tirar as sementes. Afinal de contas, estamos falando de pimenta!!!

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Refogue por mais alguns minutos espremendo as pimentas com sua colher de pau. Vá ativando seus poderes e liberando seus aromas. Feito isso, cubra com o azeite, coloque o fogo no mínimo e deixa ela confitar por mais ou menos dez minutos. Ameaçou borbulhar, tire do fogo. Esfriou? Volte.

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Prontinho. Deixe esfriar completamente e coloque em um pote de vidro esterilizado. Nos primeiros dias você terá apenas um azeite aromatizado com uma picância bem leve. Resista à tentação e espere uma semana. Aí sim a brincadeira vai começar a ficar séria. E se você achar que ficou forte demais, basta colocar mais um pouco de azeite e ir equilibrando da maneira que achar melhor. Mas, como diz o mestre João Nogueira, bom mesmo é quando arde e faz chorar a pimenta no vatapá – mas aqui de preferência

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Obs: Fiz essa pimenta há duas semanas. Agora ela está no nível ideal, picante, mas saborsa demais! Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)!

De Claude Troisgros para Luiza e Leandro: palestra com o francês e a inigualável coxinha de terça do Da Gema!

A noite de terça-feira começou com alta gastronomia nas palavras. Em palestra promovida pela Aliança Francesa da Tijuca e aberta ao público, Claude Troisgros falou sobre a história de sua família que foi uma das precursoras da Nouvelle Cuisine. De lá, chegou até o dia em que desembarcou no Rio de Janeiro onde fincou raiz e construiu um legado sólido que faz jus ao sobrenome que carrega. Distribuiu a simpatia que lhe é peculiar, mostrou que o francês está enferrujado arrancando risadas e aplausos em mais de uma hora de conversa.

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Mas o papo naturalmente deixou todos os presentes com fome. Afinal de contas, era foie gras pra cá, tacacá pra lá, mostrando como as gastronomias francesa e brasileira estão presentes no coração de Claude. E em uma terça-feira na Tijuca o destino só pode ser um: Da Gema. Afinal de contas, é apenas neste dia que você consegue comer a melhor coxinha de galinha do mundo (R$ 4,50)!

Por que eu digo isso? Sempre gostei de coxinha. E sou daqueles que vira o salgado de cabeça pra baixo e começa a comer, sem qualquer trocadilho, pela bunda onde o recheio se concentra. Quando chego no biquinho onde a massa se concentra, costumo jogar fora. Luiza e Leandro, que criaram essa maravilha e as demais que são servidas pro lá, desenvolveram uma massa que é tão gostosa quanto o farto e bem temperado recheio. Leve e saborosa, a massa é a estrela para mim. E só nas terças-feiras!

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Mas nem só de Coxinha vive o Da Gema (quarta também é dia temático e eu já falei por aqui). Figura carimbada no Comida di Buteco, concurso que, por sinal, começa mês que vem, o bar tem criações criativas e deliciosas. O Pastel de Feijão Gordo (R$ 4,50), por exemplo, é um absurdo. O recheio é uma verdadeira feijoada rica, farta e repleta de carnes saborosas. Demais mesmo.

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Do pastel para o Atoleiro Carioca (R$ 25), para mim, apesar de não vencedor, o melhor petisco do Da Gema para o concurso. Nacos e peito bovino e linguiça de porco com aipim que chega macio em seu molho de cozimento. Clássica comida caseira. Por cima um surpreendente e delicioso pesto de agrião. O pão que rodeia o prato é perfeito para sugar o molho que fica na panelinha.

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Outro clássico é a Rabadinha com Polenta (R$ 25). Nacos crocantes de polenta frita coroadas como reis por rabada saborosa e bem temperada. Precisa mesmo dizer como isso é gostoso?

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Teve tempo ainda para o Pela Égua (R$ 13). Canjiquinha com queijo coberta por couve e pelo molho de linguiça da casa que entra em outros petiscos como o Tricolor, outra belíssima pedida por lá.

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A única derrapada do Da Gema costuma ser a demora nos pedidos. A cozinha é pequena e faz tudo na hora, o que em certos momentos gera essa espera. É, claro, algo que não é o ideal. Mas vale a paciência. Quando chega você costuma esquecer. E aproveita. Feita por Claude ou pela Luiza, o que vale é a boa comida!

Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

Da Gema
– Rua Barão de Mesquita, 615 – lojas C e D, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ -(21) 2208-9414
Terça e quarta, das 17h à meia-noite; Quinta, das 17h à 1h; Sex, das 15h às 1h; Sábado, do meio-dia às 2h; Domingo, do meio-dia às 22h