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Irajá Gastrô: definitivamente entre as casas top da cidade.. Um almoço simplesmente impecável.

Estava muito afastado do Irajá Gastrô. Na verdade nem sei porque. Afinal de contas, meu retorno na casa simplesmente confirmou o que eu sempre soube. Trata-se para mim de um dos melhores restaurantes da cidade. Do início ao fim é tudo muito impecável. Estive lá na última terça-feira ao lado do Rona, para comemorar seu aniversário, e da Dona Cavalierona e todos saíram com o sorriso aberto e com a certeza de que não dá para demorar mais tanto tempo para voltar.

Após passar pela sala onde fica o bar, que serve drinks e entradas enquanto você espera por uma mesa, e pelo corredor com um balcão que antigamente dava para acompanhar a movimentação da cozinha, chegamos ao aconchegante salão com a parede de vidro que mostra um jardim sóbrio. Pequeno e de bom gosto.

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Antes de escolhermos os pratos pedimos os chips de mandioca com grana padano. Chegam extremamente crocantes e sequinhos. No fundo um gostinho delicioso de manteiga de garrafa. Uma boa maneira de começar o dia. Na taça, o chardonnay brasileiro da Villa Francioni (R$ 94). Uma bela sugestão.

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Pensamos em pedir a Experiência Irajá (R$ 110 por entrada, prato e sobremesa). No entanto, demos um azar de neste dia específico a casa ter tido um problema com seu fornecedor de peixe. Então não tinha nem o Falso Toro, um tartar de atum com foie gras, e nem o bacalhau. Resolvemos então abortar as entradas e pedir pratos. O menu atual conta com apenas os clássicos que marcaram os dois anos da casa. Aos poucos o chef Pedro de Artagão vai atualizando com as suas criações.

Fui então de Irajá Burguer. A carne Black Angus veio no ponto perfeito, bem rosado por dentro, com queijo minas padrão e uma cebola confit que contrastava perfeitamente com uma belíssima compota de bacon. Simplesmente espetacular. As batas fritas estavam crocantes por fora e macias por dentro e acompanhadas por uma maionese caseira a base de manteiga simplesmente diferente de qualquer uma que já havia comido.

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Rona, o aniversariante, foi de Filé a Piamontese. Mas esqueça o que você já viu em outros restaurantes ao pedir esse prato. O filé, que estava muito mal passado – eu gosto, mas Dona Cavalierona, por exemplo, deu uma torcida de nariz, vem extremamente macio e com um pedaço de barriga de porco no meio e com um molho delicioso.

Mas a estrela aqui é o arroz. Quando o prato chega você vê apenas cogumelos refogados. Aí é que o termo “Foodporn” aparece em toda a sua essência. O arroz extremamente cremoso vem em um potinho e é despejado na sua frente se misturando aos cogumelos frescos. Sério, é papo de pegar o guardanapo e limpar a saliva antes da primeira garfada.

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Mas o auge veio com Dona Cavalierona. A cara de felicidade dela a cada garfada do Risotto de camarão, feijão branco e requeijão era cativante. Primeiro pela linda apresentação. E segundo pelo contraste de sabor e texturas que tinha no prato, eleito o melhor da tarde. Há muito tempo não a via tão feliz em um restaurante. Eu, como todos sabem, não comi o camarão, mas provei o arroz e de fato estava incrível.

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Fechamos a tarde com o que já virou um clássico: o bolo quente de brigadeiro acompanhado de um creme de baunilha. Novamente o “Foodporn” se aplica por aqui. O creme é despejado na sua frente e automaticamente “sugado” pelo bolo. Aí é um show de contrastes. O docinho e geladinho com o quente e amargo do chocolate usado no bolo e no brigadeiro. Absurdo.

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Pelo visto, ficou claro como gosto de lá. As cifras são um pouco altas, mas condizentes à qualidade do que é servido e do esmero em seu preparo. Infelizmente esqueci de anotar certinho, mas os pratos ficam entre R$ 55 e R$ 80. Mas na minha opinião vale e muito ir lá conhecer se você ainda não teve a oportunidade. Os que já foram certamente sabem do que estou falando. Tenham esta experiência. E até a próxima!

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Irajá Gastrô

Rua Conde de Irajá, 109 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ – (21) 2246-1395
Ter a qui, das 20h à 0h; Sex e sáb, das 20h à 1h30m

O Hambúrguer do Comuna: receita infalível de um Juicy Lucy brasileiro. E com carne de segunda!

Hambúrgueres. Cada vez mais perderam aquela imagem de fast food trash sem nenhum sabor e que só faz engordar. Hoje pela cidade você consegue encontrar versões incríveis e também bem caras do sanduíche. Roberta Sudbrack, por exemplo, faz sua versão usando Kobe Beef, o tão falado gado japonês, picado na ponta da faca e cobra mais de R$ 90 pela iguaria. A chef faz parte de uma linha que prefere pegar um bom corte de carne e temperá-lo apenas com sal e pimenta para que você sinta o sabor específico. Nesta linha temos o do Irajá, do Pipo de Felipe Bronze… O Reserva TT será inaugurado em breve e conta com a grife Troisgros… Opções gourmets não faltam.

Mas há aquela linha de hambúrgueres com muitos temperos em sua massa feita geralmente a partir de um corte de segunda. E foi esse que o pessoal do Comuna, que ainda não fui conhecer, ensinou no Rio Gastronomia e que resolvi fazer em casa. E digo sem medo de errar: ficou ESPETACULAR.

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Então vamos aos ingredientes. A receita original é essa, mas no dia que eu fiz resolvi dobrar todas as quantidades e congelar o que não usei. Você vai precisar de: 500 gramas de carne moída (eles misturam Patinho e Acém, eu misturei Patinho e Paleta), 1 cebola roxa picada, 1 pimenta dedo de moça picada sem semente, 3 colheres de sopa de cerveja tipo Stout, 2 dentes de alho picado, 2 colheres de sopa de salsa picada, 1 colher de sopa de alecrim picado, 1 colher de sobremesa de mostarda dijon, 2 colheres de sopa de ketchup (use o caseiro que ensinei aqui), meia xícara de farinha de rosca, duas colheres de sopa de manteiga congelada cortada em cubos, sal e pimenta do reino.

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Tudo separado, hora de botar a mão na massa. Mas desta vez quem o fez foi a Luninha. Como disse lá no post do ketchup, ela está cada vez mais interessada e do início ao fim tomou a frente da preparação. Comece então com a carne. Vá soltando aos poucos antes de entrar com os ingredientes, desfazendo aquele formato do moedor. Em seguida entre com toda aquela lista acima. E novamente mão na massa até a mistura ficar homogênea.

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Feito isso, pegue uma boa porção. A ideia aqui é fazer um hambúrguer grande, com mais ou menos 200 gramas. Abra na sua mão e faça um buraco no meio. Ali você vai colocar o queijo de sua preferência. Neste dia usamos um Minas Padrão delicioso que tinha aqui em casa, mas pode ser prato, mussarela, gruyere, gorgonzola… Nos Estados Unidos esse tipo de hambúrguer recheado é chamado de Juicy Lucy.

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Em seguida, pegue mais um pouco do hambúrguer para tampar e comece a moldar. Aí veio a outra dica do Comuna: jogar ele já fechado de uma mão para outra. Assim sua carne ficará ainda mais firme no formato.

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Esquente muito bem a sua frigideira ou grelha. Coloque o hambúrguer e tampe para criar vapor e ajudar a cozinhar já que ele fica bem grande, e a derreter o queijo no centro. Após mais ou menos quatro minutos, vire, abaixe o fogo e tampe novamente. Sirva com pão como um verdadeiro sanduíche ou como prato principal como fizemos nesse dia ao lado da já famosa Batata ao Murro.

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Como disse lá em cima, esta é uma vertente igualmente saborosa. Gosto muito de comer um hambúrguer feito com picanha, fraldinha, mignon… É legal sentir os sabores. Mas esse Juicy Lucy ficou demais. Tá aí a dica!