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Tragga: uma tarde caótica tirou qualquer possibilidade de prazer diante do hambúrguer

Você sai de casa para um restaurante basicamente em busca de dois objetivos: comer bem e ter uma manhã/tarde/noite agradável. Dependendo da escolha em um Rio de Janeiro de preços cada vez mais altos, você paga bem caro para isso. E quando você não consegue alcançar estes objetivos, a frustração é sempre muito grande. Foi exatamente – e infelizmente – o que aconteceu na última sexta-feira quando fui almoçar no Tragga, casa de carnes em Botafogo.

Sentados no segundo andar do bonito salão, de decoração quente em função da madeira como uma casa de carnes pede, eu e um amigo logo sentimos que a tarde poderia ser longa. A casa estava cheia e apenas um garçom era responsável por todo o andar de cima. Reflexo disso foram os quase 20 minutos para uma garrafa de água com gás chegar na mesa, que ainda não tinha nem prato, talheres e guardanapo. Isso após lembrar o garçom que, coitado, não tem culpa alguma, mais de uma vez.

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A justificativa do maitre, que só subiu após meu amigo chamá-lo para explicar como andavam as coisas no andar de cima, ao ser questionado era a ausência de funcionários. Aí voltamos a uma discussão que já tivemos aqui no blog: vale a pena abrir um segundo andar ciente de que o serviço seria caótico desde o início do dia? Será que o risco de ter clientes insatisfeitos com um atendimento caótico é melhor do que ter uma fila de espera justificável para que o ritmo normal da casa possa acontecer é válido?

Cogitamos pagar a água e sair, mas a minha curiosidade em provar o hambúrguer da casa era maior. Com isso pedimos entradas: uma Empanada Salteña (carne, batata, pimenta e pimentão R$ 8) e uma Morcilla (R$ 26). Mais espera, mais estresse, mais justificativas que não amenizavam a irritação e nem o fato de estarmos sentados há uma hora sem termos mastigado absolutamente nada. Depois de mais reclamação, chegaram duas empanadas como forma de cortesia. O recheio estava bem temperado, mas faltava umidade, cremosidade… Além disso, a massa se mostrou pesada e a empanada como conjunto uma grande decepção.

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O mesmo pode ser dito da Morcilla. A entrada fou responsável pela demora, segundo a equipe o preparo dela é mais demorado do que as demais entradas. Mas sinceramente não sei o motivo, já que comi Morcillas em outros lugares e em nenhum demorou quase uma hora para chegar na mesa. Além disso, o embutido de sangue foi tão decepcionante que quase 70% dele voltou para a cozinha. Faltava sabor, além da falta de delicadeza na apresentação.

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Novamente cogitamos levantar, mas fomos em frente. Pedi o que me levou até ali: o hambúrguer (R$ 44,90). Feito com bife Ancho poderia ter amenizado um pouco o caos que foi a tarde de sexta. Mas, apesar de a carne ter vindo saborosa e no ponto certo, também teve seus problemas. Primeiro os pontos positivos: o bacon, os pimentões assados e o bom bernaise se destacaram. Entre os problemas, o queijo do reino não funciona. São duas fatias grossas que não derretem e acabam brigando com a carne. O pão é outra grave questão: macio demais o que fez com que ficasse muito molhado e se despedaçando. Chega com batatas rústicas e saladinha.

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Quase três horas após sentar, o clima já estava pesado e a insatisfação com o almoço era tanta que nem cogitamos pedir uma sobremesa. E acho que a vontade da equipe também era encerrar logo aquele período já que ao pedir a conta de longe com o gestual habitual, o maitre nem se deu ao trabalho de nos perguntar se queríamos um café.

No fim das contas, o Tragga não cumpriu nem de perto os dois objetivos lá de cima que levam as pessoas a sair de casa rumo a um restaurante. É uma pena mesmo. Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima.

 

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Mira!, almoço praticamente impecável em ambiente muito agradável na Casa Daros

É um prazer muito grande entrar em um restaurante e sair feliz após uma bela refeição. Este, aliás, é o objetivo de qualquer um que sai de sua casa para almoçar ou jantar fora. E passei exatamente por isso no Mira!. Em duas semanas estive duas vezes na casa para almoçar. O repeteco se deu por ter encontrado tudo que você espera em um restaurante: boa comida, bom serviço, clima e atmosfera agradáveis e preços justos.

O Mira! é a terceira casa sob comando da Chef Roberta Ciasca e dos seus sócios Stef Quinquis e Danni Camilo, também do Miam Miam e do Oui Oui, no Rio. Aliás, todas localizadas em Botafogo. Esta fica no térreo da Casa Daros, espaço cultural/museu que conta com exposições que se renovam constantemente – a próxima está sendo montada agora, mas no pátio interno os artoons do mexicano Pablo Helguera valem e muito a visita pelo bom humor e sarcasmo. Pegando o clima da casa, a decoração é minimalista, os móveis são bonitos e o espaço é bem clean e amplo.

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Mas voltemos ao que interessa por aqui: comida. O cardápio de almoço é curto, mas eficiente. Estão lá boas opções de grelhado que podem ser combinados com um eficiente buffet de saladas, algumas criações da chef, um ou outro sanduíche além de duas sugestões que sempre se renovam dia a dia. Enquanto isso, um dos drinks da casa: Oui Oui Portonic (R$ 20), Porto Branco, Tônica e Limão Siciliano. Refrescante e agradável. Na sequência veio o Miam Miam também (R$ 20), com saquê, maracujá e grenadine. Igualmente gostoso. O Grenadine deu uma boa quebrada no cítrico do maracujá.

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Na primeira investida dei de cara com hambúrguer entre as sugestões (R$ 38). Não tive nem dúvidas, afinal de contas vocês já sabem como sou fã do sanduíche aqui. Feito com contra-filé, veio coroado com queijo meia cura, cogumelos, chips de baroa e um excelente molho tártaro caseiro. Carne no ponto certo, saboroso e suculento. Desde já fica o pedido: coloquem este hambúrguer no cardápio. A cidade precisa de boas opções e esta definitivamente seria uma.

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O outro prato foi o picadinho, que fica na sessão de grelhados. Ele foi combinado com um acompanhamento (R$ 44), um Risoni ao limão que estava muito saboroso, mas poderia ter ficado um pouco mais al dente. O picadinho em si estava delicioso. A apresentação é interessante e o molho extremamente bem temperado. Chega com uma farofinha crocante.

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Na segunda investida, para comemorar o aniversário de 41 anos de casados do Seu Cavalierão e da Dona Cavalierona, um novo drink para experimentar: Cosmopolitan Sparkling (R$ 19). A clássica receita que ganhou o mundo com Sex and the City veio com uma bossa: água com gás em copo longo. Bem bacana, mas acho que a concentração do drink em si poderia ter sido maior.

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O casal Cavalierão/Cavalierona foi nos grelhados com buffet de saladas (R$ 47). Ela no Bife Ancho com um excelente aioli (este pedido tem um acréscimo de R$16 em cima do preço). A carne veio macia e extremamente suculenta. Ele no peixe do dia que, apesar de ser um pedaço um tanto quanto pequeno, veio no ponto perfeito. As saladas estavam todas muito gostosas. Uma simples de folhas, grãos com cogumelos, caponata, legumes crocantes, vinagrete de cebola… Belas opções.

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Luna foi de sauté de lulas e camarões à provençal com Risoni ao Limão. Os frutos do mar estavam macios, o tempero de alho, manteiga e ervas na medida certa, sem sobrepor aos sabores das estrelas principais.

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Mas o melhor a gente deixa para o final. Pedi os Kebabs de Cordeiro com creme fresco de limão, tomate e batata assados, mix de vagens e cenoura com especiarias (R$ 48). Não há uma vírgula para se falar deste prato. Os kebabs vieram mal passados como eu havia pedido e com equilíbrio perfeito nas especiarias. O creme casava perfeitamente. Os vegetais crocantes, os tomates frescos… Muito, mas muito bom mesmo.

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As sobremesas chegam em copinhos e estavam gostosas também, sobretudo a Tapioca com doce de leite e farofa de coco com castanha (R$ 14). A torta desmontada de limão é criativa, mas não me encantou tanto quanto a anterior.

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Saí de lá encantado e com a certeza de que ganhei uma boa opção de almoço na cidade. A casa fecha cedo, às 23h. E, atenção, só abre a partir de quarta-feira! Após as 17h, entra um menu de tapas que estou louco para conhecer. Para os que não são de drinks, a carta de vinhos é bem honesta e a de cerveja, assinada pela mestre cervejeira Cilene Saorin, é completa. Estas foram as duas primeiras investidas do que pelo visto serão muitas. E, como não poderia deixar de ser, vida longa ao casal!

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Mira!
Rua General Severiano, 159 – Museu Casa Daros, Botafogo – Rio de Janeiro
Quarta à Sexta – 12hs às 23hs, Sábado – 12hs às 19hs, Domingo – 12hs às 18hs

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O maravilhoso retorno ao Bazzar deixou a pergunta: por que demorei tanto tempo?

Precisava voltar ao Bazzar. Minha estreia no restaurante não foi inesquecível e saí de lá com uma pulga atrás da orelha. Por diversas vezes pensava: “hoje é o dia de voltar!”. Mas acabava adiando. Em outras, o amigo Gabriel da Muda chegou a me ligar para armar o retorno, mas em todas as oportunidades acabava tendo algum compromisso. E sofria com as fotos lindas no Instagram dele e de demais entusiastas do lugar, além, é claro, da Cris Beltrão, que comanda o empreendimento de muito sucesso. Mas finalmente voltei. E como bem disse o Rei no milionário comercial da marca de carnes, foi para ficar.

Tudo no Bazzar é agradável. A começar pela beleza da casa: iluminada, bem decorada e com direito ao Bubble Bar logo após a entrada onde as sugestões de drinks e taças borbulhantes são muitas. Aliás, acho que minha próxima parada vai ser por ali mesmo.

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Acomodado, não há como dizer não ao couvert. Pães fresquinhos, sempre quentinhos e constantemente repostos. A focaccia de ervas estava macia e saborosa, assim como o pão de limão. As torradinhas extremamente crocantes podiam ser degustadas com azeites aromatizados com ervas ou laranja, manteiga com flor de sal e um extremamente aromático chutney de tomate. Um show. Na taça o frescor do Lagarde Viognier ajudava a amenizar o calor que voltou a fazer no nosso Rio.

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As opções no cardápio são apetitosas. A descrição vai te deixando louco. Mas a minha pedida não está por lá: o hambúrguer (R$ 26,90). Feito com picanha – a carne e a gordura são moídas separadamente -, veio no ponto certo: mal passado no centro e grelhado por fora, coroado com fatias de queijo cheddar. Um hambúrguer simples, sem grandes invencionices, mas extremamente bem feito, o que tem sido cada vez mais difícil de achar no Rio.

As batatas fininhas, uma marca registradas, vieram crocantes por fora e macias por dentro. Outra vez com preparo que mostrou muito cuidado. Ao lado, chutney de tomate e os molhos da casa: mostarda e barbecue. Uma delícia que mereceu até close. Obrigado pela dica, da Muda!

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Mandinha, minha companhia no almoço, é outra fã do Bazzar. Mas ela sempre pede o mesmo prato: Mignon com molho de Damasco e Risoto de Brie. Convenci ela a mudar e acho que o novo prato virou o favorito. O Risotto Acquerello com queijo Manchego curado e Pata Negra (R$ 59,80) estava completamente impecável. Um show de sabores provenientes dos fortes ingredientes que combinaram de maneira perfeita: o arroz envelhecido por sete anos, o queijo de personalidade e a fatia do Pata Negra. Muito, mas muito gostoso mesmo!

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Não aguentava mais nada, mas arrumamos um espaço para provar a Torta de Limão. Não é meu doce favorito, mas estava muito bem feito com direito a brulée em cima e farofinha do lado. Encerramos muito bem o almoço.

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Caminhando de volta, feliz após uma refeição incrível, a pergunta lá de cima voltou: por que demorei tanto tempo para retornar ao Bazzar? Não sei responder. Mas agora tenho a certeza de que o espaço de tempo até a próxima visita será menor. Muito menor!

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Bazzar

– Rua Barão da Torre – 538, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ, (21) 3202-2884
Diariamente, do meio-dia à 1h.

Para que Heinz parte II. O Ketchup caseiro da Renata Vanzetto é prático, rápido e delicioso. Perfeito com o hambúrguer!

O Ketchup Heinz é bom? Sem dúvidas. Mas por que não fazer o seu em casa com menos conservantes e dando até um ou outro toque de sabor diferente? Já havia dado uma dica aqui, mas lendo matéria sobre a chef Renata Vanzetto e o hambúrguer do seu Ema, me deparei com uma outra receita extremamente prática e rápida. E lá fui eu para a cozinha, afinal de contas, um bom hambúrguer caseiro, que você relembra aqui o do pessoal do Comuna, merece um ketchup de qualidade.

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São poucos ingredientes e o melhor: só se suja o liquidificador e uma panela. Você vai precisar de:

1 lata de tomate pelado
1 colher de sopa de açúcar mascavo
1 colher de sopa de molho inglês
1 colher de café de molho de pimenta
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto (fiz com balsâmico e ficou uma beleza)
1 colher de café de canela
Sal e pimenta a gosto

Separados os ingredientes, basta juntar tudo no liquidificador e bater até se tornar um molho homogêneo. Repare que neste momento os aromas já começam a subir. Passe tudo para uma panela e acenda no menor fogo possível. Deixe entre 10 e 15 minutos até reduzir e concentrar. Mexa de vez em quando para não agarrar no fundo ou queimar o seu ketchup. E acabou.

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Após esfriar, passe para um pote de vidro e conserve em geladeira. Ficou fantástico ao lado do hambúrguer, mas vale usar no que você quiser. Lá no fundo você sente um toque apimentado, mas ao mesmo tempo adocicado pelo açúcar e pela canela. Prático e delicioso, uma boa alternativa para os industrializados.

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Peneira 19: café brasileiríssimo produzido pelo Café do Centro é exclusividade do grupo Forneria. Bela xícara após o almoço!

A história é bacana. Amante de café, Denise Schirch buscava junto com João Paulo Diniz um novo café para os restaurantes do Grupo Forneria, do qual ela é diretora e ele proprietário. Amante da bebida, a dupla estava cansada dos tradicionais italianos e foi atrás de um grão bem brasileiro. Procurou então o pessoal do Café do Centro, responsável por plantações no interior de Minas. Foram diversas provas, mas o escolhido veio de maneira inusitada. Ao ganhar um pacote de presente que continha grãos que não eram comercializados, eles avisaram ao grupo que aquele era o escolhido. Nascia assim o Peneira 19 e a parceria. Agora, em qualquer unidade do grupo especializado em cozinha italiana, em São Paulo ou no Rio, o cafezinho é brasileiríssimo.

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Com grãos maiores, o nome inclusive vem do tamanho da peneira em que ele é passado, a 19, este novo blend possui notas adocicadas, um aroma de caramelo e até certa cremosidade. No Rio de Janeiro, ele pode ser conferido na Forneria São Sebastião. Mas antes de chegar lá, degustamos o menu executivo da casa. Entrada, prato principal e sobremesa saem por R$ 65. Enquanto você escolhe, grissinis crocantes e fresquinhos, com ou sem alecrim, chegam na mesa.

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As opções são variadas. De entrada, escolhi um clássico: carpaccio. As finas e frescas fatias de carne vinham coroadas com folhas, uma tapenade de azeitonas pretas e pinolis que deram textura ao prato. Um excelente começo.

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Provei ainda a caprese, com mussarela de búfala bem fresca e cremosa. E também a focaccia de tomate e de parmesão. Uma boa massa de pizza da casa assada no forno a lenha bem crocante e saborosa.

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O começo foi muito animador, mas a única derrapada da tarde aconteceu no prato principal. Assim como na entrada, as opções eram animadoras, mas apaixonado por hambúrguer que sou resolvi apostar no da casa. A carne de picanha vem envolta em massa de pizza e coberta com cheddar. E foi aí que morou o problema. Como é assado, o ponto da carne fica difícil de ser controlado e acabou passando um pouco. Saboroso estava, mas prefiro a carne mal passada.

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Melhor opção seria a o Tortelli fresco recheada com mussarela e um bom molho de tomate que também provei. Em uma casa italiana, melhor ficar entre os pratos italianos!

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Para encerrar, Tiramissú, afinal de contas estávamos ali para degustar o Peneira 19. Então, o ideal era harmonizar com um doce que leva café em sua preparação. E a dupla brilhou. O Tiramissú estava bem leve e suave enquanto o café soltava a cada gole os seus aromas.

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No fim, o simpático especialista em café Vitor Leardi, do Café do Centro, explicou que o fundo da xícara mostrava ainda mais todas as características do Peneira 19 e de qualquer um que você venha a degustar. E de fato foi uma experiência interessante. As notas de cor e sabor ficam mais perceptíveis proporcionando uma experiência completa do início ao fim. Façam e me digam depois. E que venham os próximos!

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Forneria São Sebastião

Rua Anibal de Mendonça, 112, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ (21) 2540-8045

De domingo a quinta, do meio-dia à 1h; sexta e sábado, do meio-dia às 2h.

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Z Deli Sanduíches: hambúrgueres de respeito com um inusitado e genial bacon bovino feito de língua. Vale a visita em São Paulo!

São Paulo é sempre uma grande diversão para quem gosta de comer e beber. E há tempos eu lia sobre os sanduíches estilo déli e hambúrgueres do Z Deli. E não poderia deixar de conferir na minha última investida pela pauliceia. A surpresa foi extremamente positiva e teve direito ainda a uma curiosidade. Os sócios da casa são judeus e por isso não servem bacon – o que acaba sendo uma contradição, já que a religião também não permite também a mistura de carnes com laticínios e isso eles fazem muito bem. Para amenizar os amantes do porco, eles criaram um bacon bovino feito de língua. É isso aí!

Mas antes de chegar lá, é preciso certa paciência já que o lugar é bem pequeno e concorrido. O negócio é arrumar um espacinho na mesa da calçada e pedir uma entradinha para abrir os trabalhos com uma Brooklyn East India Pale Ale (R$ 12 a long neck).

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No nosso caso optamos por uma sugestão da semana que na minha opinião deveria ficar fixa por lá. Batatas fritas cobertas por sour cream, yellow cheese (um jeito chique de chamar o cheddar cremoso), cebolinha e lascas de pastrami frito (R$ 18). Delicioso o contraste de sabores. E as batatas, elas de verdade, estavam muito bem feitas (foto acima).

Mas vamos aos hambúrgueres. Primeiro o Jalapeños (R$ 28). A carne, um blend moído na própria cozinha, veio no ponto perfeito – obviamente mal passado -, com uma mistura de pimentas e um naco de gorgonzola. Impecável, mas recomendado para quem gosta de sanduíches picantes.

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O Louis Burguer veio com a carne no mesmo ponto, queijo palmira, cebola roxa caramelizada e o espetacular bacon bovino (R$ 26). Aqui a dica: o bacon deve ser pedido como adicional e ele não é cobrado a mais por isso. Crocante, salgadinho, defumado… Uma loucura aquela criação que nem me fez sentir saudades do porco.

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No fim, ainda arrumamos espaço para um cheesecake com calda de frutas vermelhas que era uma pornografia de tão bonito e de tão gostoso (R$ 16). Esqueça aquele gosto artificial tanto no bolo como na calda. Aqui a parada é séria. Tudo muito equilibrado.

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Agora preciso de uma nova investida por lá. Afinal de contas, a casa tem Deli no nome e eu não provei o sanduba de pastrami, o rosbife e o salmão defumado. Mas confesso que essa missão não será nem um pouco complicada de cumprir. Até a próxima.

Z Deli Sanduíches

Rua Haddock Lobo, 1386 – Cerqueira César – São Paulo (SP), (11) – 3083-0021
Segunda a quinta – 12h à 0h, sexta e sábado de 12 à 1h, domingo 12h às 23h.

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A quarta dos sanduíches no Da Gema. Belo hambúrguer e um Bolovo inesquecível.

Já havia falado rapidamente sobre o Da Gema na época do Comida di buteco. Sou fã incondicional da casa comandada pelos sempre muito simpáticos Luiza e Leandro. A dupla criou um dos melhores cardápios de botequim que se encontra hoje pela cidade. Mas inquietos que são, lançaram recentemente dois dias temáticos. Na terça, relembram petiscos clássicos de bares tendo destaque absoluto para uma coxinha de galinha inesquecível e já tão falada e badalada. Mas a outra novidade acontece todas as quartas-feiras com sanduíches remodelados e um bolovo que fico salivando só de lembrar.

Não vou nem perder meu tempo com a decoração que exalta as criações da dupla e também o Rio de Janeiro. Nem ao criativo Samba da Gema, composto pelo amigo e um dos maiores gourmets da cidade Gabriel da Muda. Vamos ao que interessa: comida e bebida. Além das tradicionais Brahma, Antártica, Original e Heineken, o Da Gema agora conta com algumas artesanais brasileiras. Fã incondicional de IPA que sou, bebi uma Schornstein (R$ 25).

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O bolovo. Esqueça o que você tem na cabeça. Nada daquela massa pesada e do ovo cozido e duro no meio. Aqui ele vem envolto simplesmente por uma carne picada na ponta da faca com ervas aromáticas como alecrim e com o ovo no meio ainda com a gema mole (R$ 10). Tudo isso coroado por um molho de mostarda com mel que se mistura com a gema. Absurdo. De verdade, um absurdo. Um show de contrastes.

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Dele parti para o cachorro quente (R$ 16). O pão estava mole demais, mas a linguicinha mineira assada é especial. Além disso, o molho caseiro a base de tomate e pimentões vermelho e amarelo estava muito saboroso. E o sanduba ainda vem acompanhado de um belíssimo molho bérnaise.

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Saem as linguiças e o pão comprido para o hambúrguer e seu pão redondo (R$ 18). O cardápio diz peito, mas a cozinha alterou a receita e agora usa fraldinha. Aqui, a carne novamente picada na ponta da faca (como deve ser este tipo de hambúrguer sem maiores temperos – lembra deste post?). Desta maneira o sanduíche ganha em textura e sabor, já que leva em sua composição apenas sal e pimenta.

A carne veio mal passada, outra vez como tem de ser, e coroada por queijo e uma compota de berinjela. Olhando pensei que fosse cebola roxa, mas o processo de criação do prato terminou com esta cor que acaba te enganando. Um sabor excelente, meio adocicado e ácido ao mesmo tempo. Demais. As batatas que acompanham são largas e vieram quentinhas. O molho é o mesmo bérnaise do dogão.

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Nas quartas-feiras ainda rola um sanduba de carne assada com geleia de pimenta caseira. Mas não sobrou espaço para provar. E no fim, antes da conta, o amigo Brunet pediu um dos meus pratos favoritos na casa: Polentinha com Rabada. Tive de roubar uma e coroar uma noite maravilhosa. Agradeça aos santos que fazem a proteção da casa e volte sempre. Vida longa ao Da Gema!

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Da Gema
– Rua Barão de Mesquita, 615 – lojas C e D, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ -(21) 2208-9414
Terça e quarta, das 17h à meia-noite; Quinta, das 17h à 1h; Sex, das 15h às 2h; Sábado, do meio-dia às 4h; Domingo, do meio-dia às 22h

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