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Na onda do ‘detox’, um Gazpacho diferente e leve para amenizar os excessos de 2013!

É senso comum dizer que o ano de fato começa a partir da segunda semana de janeiro. Todos lembram dos inúmeros chopes e vinhos de fim de ano, da comilança do Natal e do Reveillon com peso na consciência. E começam a comer saladas, sopas, produtos “detox”… Não sou adepto dessas práticas, mas vou ajudar os que isso desejam. A dica é uma versão bem modificada, mas simplesmente espetacular do tradicional Gazpacho.

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A sopa de origem espanhola leva tradicionalmente pelo menos quatro ingredientes: pão, tomate, pepino e pimentão vermelho, e geralmente todos crus. E é servida gelada. Mas aprendi com o amigo Beto uma alternativa muito interessante. Aqui o pepino e o pão (na preparação) são descartados. Além disso, os ingredientes vão para a panela. Então chega de falar e vamos a eles:

2 pimentões vermelhos
6 tomates médios sem pele
2 cebolas picadas
1 alho poró picado
2 colheres de chá de páprica picante
1 colher de chá de cominho
1 litro de caldo de frango ou legumes
Ervas a gosto (usei louro, alecrim e tomilho inteiros e descartei no fim)
Sal e pimenta do reino
Croutons e Azeite para finalizar

Vamos primeiro ao pré preparo. É necessário assar e descascar os pimentões. Para fazer isso, e conseguir o gostinho defumado e adocicado, basta queimá-los na boca do fogão. E a ideia é deixar preto mesmo. Sem medo! Feito isso, coloque-os imediatamente em um saco plástico, feche e deixe lá cinco minutos. Ao abrir, basta raspar a pele queimada e descartar as sementes. Depois pique em cubos e reserve.

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Agora é a vez dos tomates. Para tirar a pele, faça um X na bunda deles e jogue em água fervente. Dois minutos depois jogue-os em uma tigela com água gelada para interromper o cozimento. Feito isso, descasque a partir do X, pique e reserve.

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Pronto, agora é só começar. Esquente azeite em uma panela e refogue pacientemente em fogo baixo a cebola e o alho poró. Quando murchar, entre com sal, pimenta, páprica e cominho. Refogue mais um pouco e coloque o pimentão, as ervas e o tomate. Siga refogando, aqui vale aumentar um pouco o fogo, para que os sabores fiquem apurados.

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Entre com o caldo de frango já previamente aquecido, deixe ferver, diminua o fogo para o mínimo e esqueça a panela entre 20 e 30 minutos. Deixe a chama baixa fazer o seu papel. Os sabores vão se concentrar e o cheiro que vai subir pela sua cozinha será brincadeira.

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Passado o tempo, desligue o fogo, descarte as ervas e vamos para o liquidificador. Bata a sopa inteira até tudo ficar homogêneo, um creme de cor laranja. Leve para a geladeira e deixe de um dia para o outro. O ideal é servir apenas no dia seguinte. Assim tudo ficará ainda mais concentrado.

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Sirva gelado, em pequenos potes com um fio de um bom azeite extra-virgem e croutons para dar textura. Espetacular, levinho, muito light e perfeito para quem está se sentindo mal com tudo que comeu no fim de 2013. E os que quiserem podem até chamar de Detox!

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Jantar de fim de ano da Confraria Velusué: inspiração para a semana após muita comida e belos vinhos!

Poucas coisas são mais divertidas do que quando um grupo de pessoas amigas se reúne para beber e comer bem. É garantia de bons momentos e muitas risadas. Este é o princípio que rege a Velusué, confraria de vinhos para a qual fui convidado pela minha sogra Marcia. Os encontros, este foi meu terceiro e os outros dois vocês relembram aqui e aqui, são sempre extremamente divertidos e acima de tudo saborosos.

Este ano, pela primeira vez, o presidente e chef Beto abriu sua cozinha para demais membros. E mesmo sendo um calouro tive a honra de passar a tarde por lá, acompanhar a finalização de muitos amuses e pratos e dar minha contribuição com os cogumelos do Que Marravilha!. Foi uma tarde especial.

Neste post não teremos receitas. É para servir apenas de inspiração. Daqui podem sair ideias de apresentação e também de pratos. Alguns aprendi e futuramente com certeza colocarei no blog. A mesa de antipasto, por exemplo tinha um belo hummus caseiro, babaganuche, punheta de bacalhau, tomates secos que foram hidratados em casa com azeite aromatizado, rolinhos de berinjela com ricota temperada…

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Este mereceu um close e será reproduzido aqui em casa, e consequentemente no blog, ainda este ano. Alhos confitados em azeite com alecrim, tomilho e pimenta rosa. Espetacular.

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O primero amuse da noite foi um gazpacho com manjericão macerado em azeite e mussarela de búfala. Outra que estará aqui no blog em breve.

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Em seguida creme de baroa feito com a água do camarão coroado pelo próprio camarão salteado com alho, pimenta rosa e coentro.

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O auge da noite, na minha opinião, foi a polentinha. Cremosa e saborosa em função do caldo de legumes caseiro, foi servida com uma gema crua de codorna e trufas negras. Absurdo.

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Outro ponto alto foi o chorizo português picante rapidamente salteado em frigideira com mel de figo, iguaria que não conhecia. Maravilhoso e um show de contrastes.

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Os principais foram três. O frango recheado com damasco e envolto em bacon ou presunto de parma veio com uma redução de mel, shoyu e suco de laranja.

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O bacalhau de forno vinha com cenouras, batatas e coroado por ovos batidos, parmesão e bastante azeite.

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Já os meus cogumelos foram servidos ao lado de escalopes de mignon com Aceto Balsâmico envelhecido.

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Nos vinhos, a foto mostra que a festa foi boa. Entre os espumantes destaque absoluto para o Salton Gerações Antônio Domenico Salton. Uma beleza de cor intensa e aromas bem interessantes. Nos tintos, fomos do Uruguai até a Austrália. Mas o destaque foram dois franceses. Um da região de Bordeaux, o Le Colombier de Brown. O outro foi o Le Château Musset Chevalier, um Saint Emilion Grand Cru. Espetacular.

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Espero ter inspirado os amigos e amigas leitores assim como fui pelo Chef Beto e seus confrades. Como disse, algumas das receitas em breve postarei aqui completinhas. Aqui a ideia foi só deixá-los com certa inveja. Uma boa semana a todos. Saúde!

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