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Mira!, almoço praticamente impecável em ambiente muito agradável na Casa Daros

É um prazer muito grande entrar em um restaurante e sair feliz após uma bela refeição. Este, aliás, é o objetivo de qualquer um que sai de sua casa para almoçar ou jantar fora. E passei exatamente por isso no Mira!. Em duas semanas estive duas vezes na casa para almoçar. O repeteco se deu por ter encontrado tudo que você espera em um restaurante: boa comida, bom serviço, clima e atmosfera agradáveis e preços justos.

O Mira! é a terceira casa sob comando da Chef Roberta Ciasca e dos seus sócios Stef Quinquis e Danni Camilo, também do Miam Miam e do Oui Oui, no Rio. Aliás, todas localizadas em Botafogo. Esta fica no térreo da Casa Daros, espaço cultural/museu que conta com exposições que se renovam constantemente – a próxima está sendo montada agora, mas no pátio interno os artoons do mexicano Pablo Helguera valem e muito a visita pelo bom humor e sarcasmo. Pegando o clima da casa, a decoração é minimalista, os móveis são bonitos e o espaço é bem clean e amplo.

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Mas voltemos ao que interessa por aqui: comida. O cardápio de almoço é curto, mas eficiente. Estão lá boas opções de grelhado que podem ser combinados com um eficiente buffet de saladas, algumas criações da chef, um ou outro sanduíche além de duas sugestões que sempre se renovam dia a dia. Enquanto isso, um dos drinks da casa: Oui Oui Portonic (R$ 20), Porto Branco, Tônica e Limão Siciliano. Refrescante e agradável. Na sequência veio o Miam Miam também (R$ 20), com saquê, maracujá e grenadine. Igualmente gostoso. O Grenadine deu uma boa quebrada no cítrico do maracujá.

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Na primeira investida dei de cara com hambúrguer entre as sugestões (R$ 38). Não tive nem dúvidas, afinal de contas vocês já sabem como sou fã do sanduíche aqui. Feito com contra-filé, veio coroado com queijo meia cura, cogumelos, chips de baroa e um excelente molho tártaro caseiro. Carne no ponto certo, saboroso e suculento. Desde já fica o pedido: coloquem este hambúrguer no cardápio. A cidade precisa de boas opções e esta definitivamente seria uma.

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O outro prato foi o picadinho, que fica na sessão de grelhados. Ele foi combinado com um acompanhamento (R$ 44), um Risoni ao limão que estava muito saboroso, mas poderia ter ficado um pouco mais al dente. O picadinho em si estava delicioso. A apresentação é interessante e o molho extremamente bem temperado. Chega com uma farofinha crocante.

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Na segunda investida, para comemorar o aniversário de 41 anos de casados do Seu Cavalierão e da Dona Cavalierona, um novo drink para experimentar: Cosmopolitan Sparkling (R$ 19). A clássica receita que ganhou o mundo com Sex and the City veio com uma bossa: água com gás em copo longo. Bem bacana, mas acho que a concentração do drink em si poderia ter sido maior.

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O casal Cavalierão/Cavalierona foi nos grelhados com buffet de saladas (R$ 47). Ela no Bife Ancho com um excelente aioli (este pedido tem um acréscimo de R$16 em cima do preço). A carne veio macia e extremamente suculenta. Ele no peixe do dia que, apesar de ser um pedaço um tanto quanto pequeno, veio no ponto perfeito. As saladas estavam todas muito gostosas. Uma simples de folhas, grãos com cogumelos, caponata, legumes crocantes, vinagrete de cebola… Belas opções.

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Luna foi de sauté de lulas e camarões à provençal com Risoni ao Limão. Os frutos do mar estavam macios, o tempero de alho, manteiga e ervas na medida certa, sem sobrepor aos sabores das estrelas principais.

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Mas o melhor a gente deixa para o final. Pedi os Kebabs de Cordeiro com creme fresco de limão, tomate e batata assados, mix de vagens e cenoura com especiarias (R$ 48). Não há uma vírgula para se falar deste prato. Os kebabs vieram mal passados como eu havia pedido e com equilíbrio perfeito nas especiarias. O creme casava perfeitamente. Os vegetais crocantes, os tomates frescos… Muito, mas muito bom mesmo.

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As sobremesas chegam em copinhos e estavam gostosas também, sobretudo a Tapioca com doce de leite e farofa de coco com castanha (R$ 14). A torta desmontada de limão é criativa, mas não me encantou tanto quanto a anterior.

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Saí de lá encantado e com a certeza de que ganhei uma boa opção de almoço na cidade. A casa fecha cedo, às 23h. E, atenção, só abre a partir de quarta-feira! Após as 17h, entra um menu de tapas que estou louco para conhecer. Para os que não são de drinks, a carta de vinhos é bem honesta e a de cerveja, assinada pela mestre cervejeira Cilene Saorin, é completa. Estas foram as duas primeiras investidas do que pelo visto serão muitas. E, como não poderia deixar de ser, vida longa ao casal!

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Mira!
Rua General Severiano, 159 – Museu Casa Daros, Botafogo – Rio de Janeiro
Quarta à Sexta – 12hs às 23hs, Sábado – 12hs às 19hs, Domingo – 12hs às 18hs

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Escobar: os retornos provaram que a estreia foi um ponto muito fora da curva. Opções leves e refrescantes

A primeira investida foi um desastre. O atendimento caótico tirou qualquer tipo de prazer que se poderia ter na boa comida e bebida. Saí de lá dizendo que não voltaria. Mas, simpáticos, os sócios nos convidaram para retornar e explicar os motivos para aquela tarde complicada. Após este encontro, estive lá em outras duas oportunidades e de fato confirmei que minha estreia no Escobar tinha sido um ponto muito fora da curva.

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Desta vez a equipe estava completa e o atendimento se deu sem qualquer transtorno. E é isso o importante, já que mesmo na estreia difícil deu para ter a certeza de que o cardápio era bem feito. Nesta última vez, a casa estava cheia e fomos acomodados no bar. Não me importei nem um pouco. Sou fã de um balcão e ali é uma diversão acompanhar a alquimia dos drinks. Então para nós, um Clericot refrescante (R$ 60 a jarra de um litro).

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A ideia era aplacar o calor que tinha feito ao longo do dia. Então fomos apenas de ceviches, tiraditos e afins. Aliás, uma ideia perfeita e bem levinha para os dias infernais do Rio de Janeiro, O primeiro foi o Tiradito de Namorado (R$ 26). De todos os itens do cardápio, é o que mais gosto. Fatias finas do peixe fresco, limão galego, brotos, pimenta biquinho e um crocante de pão árabe. Maravilha.

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Em seguida fomos para os ceviches. Primeiro o de robalo (R$ 22). O toque vem de uma salsa de tomate com hortelã que se junta aos ingredientes tradicionais. O crocante de batata doce dá textura e sabor também.

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O ceviche de bonito (R$ 24) é menos tradicional, mas não menos gostoso. O vinagrete oriental é feito com maracujá e a acidez se mostra bem equilibrada.

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Comemos também o de camarão com vieiras e leite de coco (R$ 32). Foi o que menos gostei, apesar da boa textura das vieiras.

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Fechamos com a causa de camarões (R$ 28). O purê de baroa com um toque de aji amarillo estava espetacular. Cremoso e saboroso assim como o aioli que vem espalhado pelo prato. Comeria mais do molho. Confesso que me deu vontade de passar o dedo.

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De sobremesa, panquecas recheadas com sorvete de doce de leite. Fininhas e gostosas. O sorvete não é tão doce e faz bom contraste com o próprio doce de leite que vem como decoração no prato. Comer os dois juntos na mesma colherada traz equilíbrio perfeito.

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Foi bom ter baixado a guarda e voltado. Como disse na estreia, é um lugar próximo e conveniente para mim. Além disso, da comida não tive o que falar. Passado o caos da inauguração, a equipe se mostrou azeitada e a tendência é realmente não encontrarmos mais os problemas de antes. É o que realmente espero. Até a próxima!

Escobar

– Rua General San Martin – 359, Leblon, Rio de Janeiro – RJ – (21) 2259-9482 / (21) 2274-8871
Segunda a quinta, das 11h45m às 15h30m e das 18h à 1h30m. Quinta a sábado, das 18h às 3h.

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Escobar: o que tinha tudo para dar certo se tornou uma tarde extremamente desastrosa e desagradável

Tinha tudo para ser uma grande tarde. Fui para o Escobar com uma expectativa alta em função do que conheço do trabalho do Chef Checho Gonzales. Ao lado de amigos, a ideia era ter um agradável almoço na folga de sábado com boa comida e bons drinks. No entanto, o caldo entornou. Uma sucessão de equívocos, desculpas esfarrapadas e absurdos acabou com os nossos planos causando um desagradável clima de estresse, revolta e decepção na nossa mesa.

Sentamos às 14h. O restaurante, com salão extremamente bem decorado e sóbrio além de contar com um bar que fica no centro convidando você a tomar um drink preparado diante dos seus olhos dependendo de onde você senta, não estava cheio. Ainda esperando mais duas pessoas, éramos três neste momento, pedimos duas bebidas da criativa carta desenvolvida pelo mixologista Gustavo Stemler.

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Um deles foi mais tradicional: Bloody Mary (R$ 28). Não sou fã, mas provei e de fato estava espetacular. Já eu fui em uma das criações: chope molecular. O meu levava Pisco Capel, hibiscos, limão siciliano e colarinho de Negroni (R$ 19). Muito diferente, uma delícia quando bebia os dois componentes juntos. Mas nada deste prazer veio sem antes do primeiro “shot” de estresse.

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Posicionado de frente para o bar, pude ver a finalização dos drinks na minha frente. Mas quem disse que assim que foram posicionados no balcão alguém foi lá buscar para trazer? Foram quase dez minutos vendo eles parados lá até o momento em que tivemos de nos levantar e ir lá buscar. Isso mesmo: ir lá buscar. O barman nada entendeu. Ao informarmos o que tivemos de fazer, fomos comunicados de algumas ausências na equipe. Procuramos entender e seguimos com a tarde.

Agora com a mesa completa, fomos escolher mais um drink. Pedimos a jarra de 1 litro de Clericot (Vinho branco, frutas vermelhas, abacaxi e alecrim – R$ 60). A situação acima se repetiu sem tirar nem pôr: uma excelente combinação, extremamente refrescante, mas que novamente tivemos de praticamente nos levantar para pedir que alguém trouxesse a jarra e as taças.

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O clima na mesa começou a ficar pesado, mas eu estava extremamente esperançoso na comida e tentava amenizar. Às 15h fizemos o pedido. Foram quatro menus do Restaurant Week e uma pedida à la carte. Neste meio tempo, o clima na casa já era tão caótico que presenciamos dois casais entrarem, ficarem em pé esperando algum tipo de atendimento e irem embora após serem completamente ignorados.

45 minutos depois, chegaram as entradas. Vamos repetir: 45 minutos. O que eram as entradas? Ceviches e tiraditos. Absolutamente nada levava forno, fogão ou um preparo elaborado. 45 minutos para dois ceviches de robalo, um de camarão e dois tiraditos de namorado. Como eu já esperava, a comida estava muito boa. O ceviche estava equilibrado, muito bem temperado e o peixe na textura certa. O tiradito veio com fatias no tamanho certo e a combinação de brotos, limão galego, pimenta biquinho e palha de pão árabe foi muito boa e criativa. Mas a demora nos tirou parte do prazer.

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Após a entrada, os minutos foram passando e o clima passou a ser de preocupação. Afinal de contas, duas na mesa trabalhavam às 17h. Já passava das 16h e nada dos pratos principais. Chamávamos os funcionários e cada um dava uma versão. Na mesa ao nosso lado, o prato principal antes da entrada. Caos. Um dos chefs desceu para ajudar no atendimento tamanha era a confusão. Para tentar amenizar ele nos mandou uma cortesia: Guacamole com chips de batata doce. Mais uma vez tudo muito gostoso. O abacate extremamente fresco e temperado. Os chips, apesar de oleosos, muito saborosos.

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Já irritado com a demora, fui até o bar pedir lá diretamente o meu drink. E mais uma surpresa incrível: Mojito feito com rum com infusão de tomate seco, tomate cereja e manjericão (R$ 19). Diferente demais do que se encontra por aí.

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Foi um sopro de calma que acabou de vez às 16h30. Uma hora e meia depois de termos feito os pedidos, os pratos chegaram trocados na mesa. Sim. Pedimos quatro peixes em papilotte com cogumelos e sem que ninguém nos avisasse de absolutamente nada apareceram em nossa mesa quatro trutas com molho de tomate e especiarias. Ali a brincadeira acabou de vez. Me recusei a encostar no prato e não queria nem que fosse servido. Meu amigo pediu um bife grelhado que foi o pedaço de carne mais depressivo que já vi em toda minha vida. Não tive coragem de tirar foto assim como ele de provar. Só pensava em ir embora.

Ao perceber o clima de revolta, um dos donos veio na mesa e nos disse que o nosso prato pedido às 15h havia acabado. E o nosso foi substituído por outro sem que ninguém fosse consultado. Ele continuou dizendo que teve um problema de fornecimento nos peixes. Isso é algo que muito me espanta. Grande parte do cardápio da casa conta com peixe. Se isso foi identificado cedo, assim como o problema com o staff, não seria mais inteligente fechar as portas por um dia para normalizar as coisas e evitar este tipo de situação constrangedora? Em seguida, nos disse que não iria cobrar o que havia sido consumido como se fosse um favor quando na verdade isto era o mínimo que ele deveria fazer.

Como disse, tinha tudo para ser uma grande tarde. O que comi, e principalmente o que bebi, estava muito bom. A gente chega da casa da Luna em cinco minutos andando lá. Ou seja, tinha tudo para me tornar um cliente assíduo. No entanto, tudo o que aconteceu me fez querer tomar distância. Saímos de lá frustrados, irritados e extremamente decepcionados. Uma pena. Nem o Checho e nem o Gustavo merecem colocar em risco a reputação de ambos em algo que beirou o amador.

Escobar

– Rua General San Martin – 359, Leblon, Rio de Janeiro – RJ – (21) 2259-9482 / (21) 2274-8871
Segunda a quinta, das 11h45m às 15h30m e das 18h à 1h30m. Quinta a sábado, das 18h às 3h.

O retorno ao Botero serviu para confirmar: bom bar, bons petiscos e drinks que surpreenderam…

Já havia comentado na época do Comida di Buteco que o Botero surgia como um grande bar no Rio de Janeiro. Isso porque tinha provado apenas o petisco concorrente e mais um pastelzinho. Mas estava devendo uma visita com mais calma. Ela aconteceu e não me arrependi. A casa no Mercadinho São José vale e muito a ida. O cardápio curto e bem executado contém petiscos interessantes. A cerveja está sempre muito gelada. Para quem não curte a bebida, os drinks surpreendem. E a trilha sonora ainda esbanja qualidade.

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Enquanto nada é escolhido, uma Serramalte bem gelada (R$ 8). Difícil beber essa bela cerveja por aí. E para começar os trabalhos, bons pasteis: rabada com agrião e costela com molho bordelaise (R$ 4,50 cada). O segundo estava melhor. Faltou um pouquinho de sal ao primeiro, que estava com sabor promissor (sou fã de rabada!).

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Eis que fomos surpreendidos pelo barman com duas cortesias. A primeira um drink que ainda não está no cardápio. Na taça de martini, uma curiosa combinação de rum, banana, coco e abacaxi surpreendeu. Já o segundo está lá na carta e vale muito a pedida: tequila, grenadine, cointreau, maracujá e gotas de tabasco (R$ 18). A sensação da pimenta deu toque bem especial à combinação.

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Resolvi pedir a lasanha de jiló (R$12). Gostosa, mas não inesquecível. Acho que faltou um pouco mais de molho para atenuar o amargor. Mas a farinha de paio conferiu um salgadinho e a textura.

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As bruschettas são campeãs já. Na época do Comida di Buteco eram três sabores. Agora o cardápio voltou a deixar apenas um: tomate, parmesão, ovo de codorna com gema molinha, farelo de paio e tomilho (R$ 19 seis unidades). Sempre um prazer a cada mordida.

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Fomos ainda com linguicinha de pernil com mini cebolas e batatinhas salteadas na manteiga de garrafa (R$ 28). O petisco vinha acompanhado de um chutney de pimenta que equilibrava de maneira perfeita e um molho de mostarda em grãos que estava gostoso. Ao olhar no cardápio imaginei algo bem gorduroso, mas tudo funcionou muito bem.

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O mesmo posso dizer do Stracotto, uma porção de carne cozida durante bom tempo na cerveja e servida em seu próprio molho (R$28). Além da cesta de pães, uma cabeça de alho assado acompanha o petisco e harmoniza perfeitamente. O doce do alho traz o equilíbrio. A estrela da noite.

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Conheci o bar há pouco tempo, mas virei fã. É sempre bom ter um lugar onde você pode comer e beber bem e ainda aproveitar de um ambiente descolado. Vale a visita. Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

Lima Restobar: um peruano que o Rio de Janeiro precisava. Drinks excelentes e cozinha que foge do comum!

A gastronomia peruana está ganhando cada vez mais força no mundo. Mas no Rio de Janeiro havia uma carência de lugares onde você pode perceber que o Perú é mais do que ceviches. Agora, além do Intihuassi, que não achei absolutamente nada de especial nas três vezes em que lá estive, surgiu o Lima Restobar. A casa que fica em Botafogo conta com equipe formada quase toda por peruanos que trouxeram sabores criativos, boas receitas e também drinks a base de Pisco que primam pela criatividade.

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A noite foi animada. Com mesa grande formada por amigos, até a comadre Pimenta e Limão que não estava tão “funcional” ainda, tive a oportunidade de provar muitos itens do cardápio e comprovar a variedade e complexidade de sabores. Mas todos saíram da lista de entradas. Como a ideia era jogar conversa fora, ficamos apenas petiscando sem chegar aos principais do menú.

Enquanto escolhíamos, um tradicional Pisco Sour (R$ 19,90). Gostoso, mas com tantos drinks inventivos na carta, nem é preciso parar nele. Vá direto ao El Bambino (R$ 19), que leva pisco, maracujá, limão, manjericão e blue curaçao. O último item é algo que não suporto, mas o drink estava fantástico.

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Já que é o prato mais típico, vamos aos ceviches e suas variações. São quatro opções. Pedimos um trio (R$ 42). O tradicional, com peixe branco e leite de tigre, estava lá, mas com um milho crocante que deu um bom contraste. Mas as outras receitas chamaram mais atenção. O Olivo Olvido leva peixe, polvo, uma tapenade de azeitonas e espuma de pimentão. A azeitona se fazia presente, mas sem mascarar os demais sabores, o que é um ponto muito positivo. A espuma se fez notar bem ao longe.

O Atum Criollo foge do peixe branco e conta com itens que tornam este ceviche muito interessante. O gengibre curtido traz frescor, o pepino japonês entra com textura e o maracujá faz bom contraste com o molho de ostras. Excelente pedida!

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Copos vazios, fomos para a segunda rodada de drinks. O Bohemio pareceu forte no primeiro gole. Mas depois suavizou e mostrou equilíbrio. Leva pisco, framboesa, pomelo e limão (R$ 19). Já o El Pituco conta com Pisco de morango, limão e mais morango (R$ 18,80). É o que mais se assemelha à nossa tradicional caipirinha.

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Mas vamos aos quentes. Como disse, a mesa era grande e os petiscos foram muitos. Primeiro as duas Causas. A base é a mesma, uma massa feita com batata que achei um pouco pesada. Mas os recheios estavam muito bons. A La Oliva leva nacos de polvo braseados com pimenta, azeitona e pimentões. O sabor defumado estava excelente e o pimentão entrava com o adocicado.

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A outra Causa foi a Pituco (R$ 32). A massa é a mesma, mas ela vem coroada por um tartar de salmão e acompanhada por salada de cogumelos, rúcula e cebola. Saboroso, mas não tão empolgante quanto o anterior.

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Os Camarones en su Rio são camaróes grandes empanados em crocante massa de quinoa (R$ 32,80). A massa estava saborosa, mas a estrela do prato foi o ensopado de feijão que serve de molho. Bem temperado, foi grata surpresa.

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Uma das grandes surpresas da noite pra mim foi o El Aji de Gallina del Norte (R$ 23,50). São bruschettas em pão de azeitona que servem de base para um frango braseado e um creme de pimenta. Completamente excelente.

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O último pedido da noite – te falei que a mesa era grande – foi a Picaña Costeña (R$ 29,40). São almôndegas defumadas acompanhadas de cebolas caramelizadas bem docinhas, linguiça calabresa e um molho que leva alho, alcaparra e coentro. Muito saboroso também, mas ligeiramente acima no sal.

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Como disse no início, a noite foi uma grata surpresa. É muito bom ver chegar ao Rio de Janeiro um peruano que foge do lugar comum. E o ambiente leve da casa te permite sentar com amigos para beber e petiscar, como foi o meu caso. Ou então simplesmente curtir um jantar formal. Os pratos são convidativos e não vejo a hora de voltar para apreciá-los!

Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

Obs: Algumas fotos eu acabei perdendo em função de um problema no celular. As mais claras são de Divulgação. Obrigado e desculpe!

Bons Drink parte II. Outra dica fácil, refrescante e imperdível que roubei do Bar do Moa!

Até outro dia o terreno era completamente inédito para mim. Não só na preparação como também na degustação. Não sou muito de drinks. Sou um cara de vinhos e cervejas. Mas após aprender uma primeira receita na casa do amigo Luciano, que você pode lembrar aquia segunda já ficou mais fácil. Esta é mais uma dica que foi roubada do também amigo Moacyr Luz lá no “Bar do Moa”. Então repasso para vocês um drink muito simples de ser feito, extremamente refrescante e perfeito para abrir os trabalhos já neste feriado!

Encha o copo de gelo para manter seu drink bem refrescante, misture bem e pronto! Simples!

Encha o copo de gelo para manter seu drink bem refrescante, misture bem e pronto! Simples!

Você vai precisar de espumante, aperol (bebida tranquila de encontrar e que custa em média R$ 20 a garrafa), água tônica, fatias de laranja e gelo. Mais nada. As quantidades foram de olho, mas são duas partes de espumante para uma de tônica e uma de aperol. Usamos duas fatias de laranja em cada taça.

Tudo que você precisa para esse drink simples, refrescante e delicioso..

Tudo que você precisa para esse drink simples, refrescante e delicioso..

O preparo é extremamente simples. Entre com o espumante de preferência bem gelado. Em seguida coloque a dose de aperol, as laranjas, a tônica e o gelo. Misture bem e ponto final. É a hora de beber! Fácil, não? Use as fotos abaixo para se guiar, mas não tem nenhum erro!

Em taça de vinho branco, entre com uma dose grande de espumante bem gelado..

Em taça de vinho branco, entre com uma dose grande de espumante bem gelado..

Em seguida entre com uma dose de Aperol, um pouco menor do que a do espumante..

Em seguida entre com uma dose de Aperol, um pouco menor do que a do espumante..

Complete com a tônica, que compõe muito bem..

Entre com as fatias de laranja e complete com a tônica, que compõe muito bem..

Mais informações, como vocês já sabem, sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos! Ah! Lembrando que agora o Gastronomia por Esporte também está no Facebook! Cliquem e curtam a página! Por lá vocês vão conferir todas as novidades do blog! http://www.facebook.com/gastroesporte

Almoço no Complexo Lagoon.. Boa comida, família e uma vista impecável! Vale bastante a visita..

Comer com uma bela vista é sempre um prazer a mais. No Rio de Janeiro, lugares para isso não faltam. Opção recente, variada e agradável é o complexo gastronômico do Lagoon. Além do cinema, o local conta no primeiro andar com uma filial da delicatessen Empório Gourmet Show (também presente no Cadeg) na qual você pode comer e beber muitos dos produtos vendidos. O complexo conta ainda com uma casa de shows, a Miranda. Mas a bossa toda está no segundo andar onde você encontra quatro opções de restaurantes além de uma área em comum na varanda que conta com cardápio próprio e uma vista deslumbrante da Lagoa Rodrigo de Freitas.

A varanda é sempre a área mais concorrida em função da bela vista... É neste espaço que você pode pedir pratos de todas as casas..

A varanda é sempre a área mais concorrida em função da bela vista… É neste espaço que você pode pedir pratos de todas as casas..

As opções são Pax Delícia, Gula Gula, Giuseppe Grill Mar e Quadrifoglio Caffé. Cada um tem o seu salão próprio. Mas o que chama atenção é a quinta opção: um bar imenso que dá de frente para a porta dos quatro e a varanda onde você tem a visão privilegiada da Lagoa. Batizada de San Remo, a área em comum conta com cardápio próprio de petiscos, extensa carta de drinks e de vinhos além de parte do menu dos quatro restaurantes. Foi a opção escolhida para comemorarmos o sucesso da minha cunhada Bebel em seu mestrado.

No centro do complexo Lagoon, um bar faz parte da área comum e fica de frente para a entrada dos restaurantes..

No centro do complexo Lagoon, um bar faz parte da área comum e fica de frente para a entrada dos restaurantes..

A decoração é muito legal. Olha como fica interessante esse carro no qual o Giuseppe expõe os peixes e frutos do mar fresquinhos que são cobrados por peso.

O carro com peixes fresquíssimos além de frutas e vegetais do Giuseppe Grill Mar faz parte da decoração.. O cliente escolhe o peixe e paga por quilo..

O carro com peixes fresquíssimos além de frutas e vegetais do Giuseppe Grill Mar faz parte da decoração.. O cliente escolhe o peixe e paga por quilo..

Do cardápio do San Remo, chama atenção as muitas opções  e ceviche. Pedimos dois. O de peixe branco estava no ponto certo, apesar de o cardápio dizer que conta com fatias de lima e no prato em si vir apenas o suco (R$ 32). Cebola roxa, limão, coentro e pimenta biquinho bem equilibrados.

Ceviche de peixe branco com cebola roxa e pimenta biquinho.. No ponto certinho.. Só faltou a lima..

Ceviche de peixe branco com cebola roxa e pimenta biquinho.. No ponto certinho.. Só faltou a lima..

Já o de salmão estava bem abaixo (R$ 34). O peixe veio no ponto certo, mas o caldo estava muito mais ácido do que o anterior e o coentro dominou. Pena.

O ceviche de salmão levava os mesmos ingredientes, mas estava bem inferior.. Os sabores estavam sem harmonia..

O ceviche de salmão levava os mesmos ingredientes, mas estava bem inferior.. Os sabores estavam sem harmonia..

Para beber, Terranoble Chardonnay bem gelado (R$ 60). Fresquinho, frutado, caiu muito bem…

Terranoble Chardonnay.. Bom preço e um vinho bem fresco para a tarde...

Terranoble Chardonnay.. Bom preço e um vinho bem fresco para a tarde…

A turma dos drinks ficou na carta elaborada por Waldeck Rocha. As caipirinhas (que podem ser com variados tipos de cachaça ou vodka), são servidas no copo tradicional ou entãoi no que eles batizaram de piscinões. Depois de algumas dá até para se afogar. Olha essa de lima (R$ 25). Ah! O chope é Heineken.

Ideia criativa.. Para dividr, as caipivodkas podem ser pedidas em tamanho maior.. Essa foi de lima da pérsia..

Ideia criativa.. Para dividr, as caipivodkas podem ser pedidas em tamanho maior.. Essa foi de lima da pérsia..

Na hora dos pratos principais, os pedidos todos acabaram vindo do Pax Delícia. Neste caso, a vantagem é que os pratos chegam juntos. Se você pede de outro restaurante, corre o risco de chegarem separados já que cada cozinha tem seu tempo. Nem todos brilhantes, mas no geral comemos muito bem. Vou começar pela estrela da festa, que infelizmente não foi pedido por mim. O atum selado com mix de cogumelos e risoto de quinoa com laranja, ervilha, alho-poró e mascarpone estava perfeito (R$ 54). Peixe fresco, molho ideal e o risoto saboroso e criativo. Delicioso!

O melhor prato da noite.. Atum fresco e saboroso, cogumelos no ponto certo e quinoa bem diferente...

O melhor prato da noite.. Atum fresco e saboroso, cogumelos no ponto certo e quinoa bem diferente…

Outro prato pedido foi o mignon com molho de balsâmico e risoto de gorgonzola com pêra (R$ 48,50). Carne veio boa, o molho não mais do que correto e o risoto também sem muito destaque. Bom, mas nada demais.

O mignon estava no ponto certo, o risoto apenas correto e o molho de balsâmico precisava justamente de mais balsâmico!

O mignon estava no ponto certo, o risoto apenas correto e o molho de balsâmico precisava justamente de mais balsâmico!

O frango empanado com parmesão veio acompanhado de fetuccine de pupunha com molho de queijo (R$ 39). O empanado estava bem saboroso e o frango suculento. O palmito pedia mais sal, mas estava com boa textura. O molho que merecia mais carinho, mas no geral um bom prato apesar de ter sido o de pior apresentação.

O prato carecia de mais cor.. O molho de queijo apenas correto e o palmito com boa textura.. Mas o frango estava muito bom.. Suculento e saboroso..

O prato carecia de mais cor.. O molho de queijo apenas correto e o palmito com boa textura.. Mas o frango estava muito bom.. Suculento e saboroso..

O risoto de cogumelos frescos com funghi seco estava bom também (R$ 41,50). Mas aí vou puxar sardinha para mim e dizer que sou mais o meu, como você pode lembrar aqui. O funghi seco acaba dominando e mascarando o sabor dos demais cogumelos.

O risoto estava cremoso e no ponto certo.. Cogumelos bem gostosos apesar do excesso de funghi..

O risoto estava cremoso e no ponto certo.. Cogumelos bem gostosos apesar do excesso de funghi..

Pedi para mim um entrécôte black angus acompanhado de batatas rústicas (R$ 58). Este corte não é dos mais macios, mas compensa em sabor. Veio no ponto certo. Já as batatas destoaram e muito. Mal assadas, não tinham aquela casquinha crocante. Veio com uma cebola razoável e cubos de bacon que estava extremamente duros. Destoou da boa carne.

As batatas decepcionaram demais.. Mas a carne, um corte não tão macio, estava saborosa e no ponto..

As batatas decepcionaram demais.. Mas a carne, um corte não tão macio, estava saborosa e no ponto..

Mas, como disse em cima, o almoço foi festivo e o local combinou perfeitamente para isso. Neste clima, estas imperfeições passaram batidas. O que importava era brindar o sucesso e festejar em família. E fazer isso com uma vista como a da Lagoa fica muito mais fácil.

Todos reunidos em comemoração! Mesa bonita e farta!

Todos reunidos em comemoração! Mesa bonita e farta!

Mais informações sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos!

Lagoon Gourmet

– Avenida Borges de Medeiros – 1.424 , Lagoa, Rio de Janeiro – RJ / (21) 2249-8762
– Seg a sáb, 11h à meia-noite. Dom, 11h às 22h