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Para que Heinz parte II. O Ketchup caseiro da Renata Vanzetto é prático, rápido e delicioso. Perfeito com o hambúrguer!

O Ketchup Heinz é bom? Sem dúvidas. Mas por que não fazer o seu em casa com menos conservantes e dando até um ou outro toque de sabor diferente? Já havia dado uma dica aqui, mas lendo matéria sobre a chef Renata Vanzetto e o hambúrguer do seu Ema, me deparei com uma outra receita extremamente prática e rápida. E lá fui eu para a cozinha, afinal de contas, um bom hambúrguer caseiro, que você relembra aqui o do pessoal do Comuna, merece um ketchup de qualidade.

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São poucos ingredientes e o melhor: só se suja o liquidificador e uma panela. Você vai precisar de:

1 lata de tomate pelado
1 colher de sopa de açúcar mascavo
1 colher de sopa de molho inglês
1 colher de café de molho de pimenta
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto (fiz com balsâmico e ficou uma beleza)
1 colher de café de canela
Sal e pimenta a gosto

Separados os ingredientes, basta juntar tudo no liquidificador e bater até se tornar um molho homogêneo. Repare que neste momento os aromas já começam a subir. Passe tudo para uma panela e acenda no menor fogo possível. Deixe entre 10 e 15 minutos até reduzir e concentrar. Mexa de vez em quando para não agarrar no fundo ou queimar o seu ketchup. E acabou.

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Após esfriar, passe para um pote de vidro e conserve em geladeira. Ficou fantástico ao lado do hambúrguer, mas vale usar no que você quiser. Lá no fundo você sente um toque apimentado, mas ao mesmo tempo adocicado pelo açúcar e pela canela. Prático e delicioso, uma boa alternativa para os industrializados.

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Ressaca da Folia? Agora que o ano ‘começou’, uma receita leve: Truta assada com Manteiga de Ervas.

A piada é batida, mas no fundo todo mundo pensa nela e vai além: acaba fazendo algo a respeito. Afinal de contas, temos duas épocas em que você acorda, relembra dos excessos e pensa: “agora o ano começou e vou mudar meus hábitos”. A primeira é obviamente o dia 2 de janeiro, depois de comer sem parar no Natal e beber os 300 chopes de fim de ano além da noite da virada. Já a segunda é justamente agora: o pós carnaval. Pode confessar: o que você bebeu nos dias de folia, blocos e duas “piriguetes” geladas por R$ 5 não foi brincadeira.

“Mas isso acabou. Agora é foco total, alimentação melhor e pelo menos um mês aí sem beber cerveja para limpar o organismo”. Já que todos pensamos assim, vamos com uma receita bem leve para ajudar: Filé de truta com manteiga de ervas. Ah? Manteiga?! Mas não era Rehab? Vamos com calma, não é? Se for radical demais você surta de vez!

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Você vai precisar de:
1 filé de truta (pode ser feito com outro peixe cortado em filé, mas usei a Truta que trouxe de Mauá)
1 cebola média em rodelas
3 rodelas de limão
50ml de vinho branco
Sal e Pimenta do Reino

Para a manteiga:
2 colheres de sopa de manteiga
Ervas frescas de sua preferência (usei salsa, tomilho e alecrim)

A truta que comprei já veio limpinha e aberta, só com a pele e o rabo. Tempere ela com sal, pimenta e umas gotinhas de limão. Em uma travessa, espalhe as rodelas de cebola e limão para que o peixe não encoste no fundo. Também jogue sal e pimenta, além do vinho branco. A manteiga de ervas você faz misturando as ervas picadas na manteiga amolecida até ficar homogênea.

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O peixe vai repousar por cima dessa cama. Espalhe a manteiga de ervas e feche a truta de modo que a pele fique por fora e coloque o restante do seu tempero. Aí é forno médio para alto, 210 graus, o tempo suficiente para a pele ficar crocante e o peixe suculento por dentro.

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Na onda do Detox, que aliás já inspirou esse belo Gazpacho que você relembra aqui, o peixinho foi servido com uma saladinha fresca de alface e tomate temperada com o próprio molho, que ganhou um toque adocicado da cebola e do limão assados. Leve e perfeito. E Feliz Ano Novo!

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Arancini: um petisco perfeito para utilizar as sobras do risotto do dia anterior!

Na semana passada coloquei por aqui a receita do croquete de linguiça toscana. Uma maravilha, mas na verdade aquilo é impossível não ficar gostoso. Afinal de contas envolve linguiça, mostarda e fritura! Sei que a vibe de hoje em dia é aquela vida saudável de saladas, alimentos sem glúten, sem lactose… Mas não adianta. Quando chega aquele petisco crocante e saboroso tudo isso vai embora. Então vamos a mais um bolinho que pelos ingredientes você vai ver que é impossível não ficar espetacular. Estamos falando do Arancini, ou bolinho de risotto.

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Comum na região da Sicília, onde foi criado no século X, é uma maneira perfeita para aproveitar as sobras do risotto que você comeu no jantar na noite anterior. Não lembra como faz o risotto? Clique aqui e aqui para relembrar duas opções que podem ficar perfeitas no seu Arancini. Feito isso, os demais ingredientes são: mussarela e tomilho para o recheio, e os itens para empanar: farinha de trigo, ovo e farinha de rosca.

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O risotto que sobrou aqui em casa foi de açafrão. Com ele gelado, fundamental para facilitar a modelagem do bolinho, coloque na sua mão, preencha com um pouco da mistura de queijo e tomilho, pegue mais um pouco do arroz e forme o seu petisco. Feito isso, faça o empanado passando primeiro na farinha de trigo, depois no ovo e por último na farinha de rosca. Em seguida é só fritar em óleo bem quente.

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Fácil, rápido e perfeito para abrir os trabalhos no seu fim de semana seja com uma cerveja bem gelada ou com uma boa taça de vinho. A cremosidade e o sabor do risoto se tornam crocantes. E o queijo derretido no meio é simplesmente fantástico.

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‘Quer ser feliz? Vá ao Momo!’ Agora entendi finalmente o bordão do amigo Gabriel da Muda. Que bar!

Outro dia o amigo Gabriel da Muda, hoje um dos grandes foodies do Rio de Janeiro (termo um pouco irritante confesso, mas que acaba representando bem os amantes da gastronomia que caçam bons lugares para comer e beber bem), postou em seu Instagram uma foto do espetacular frango assado do Rex, na Praça da Bandeira. Na legenda, uma espetada: “Beijo pros críticos de gastronomia que não atravessam o túnel”. Não sou tão radical, mas o fato é que existem grandes lugares para o lado de lá do Rebouças. Mas hoje vou ficar em apenas um deles: o Bar do Momo.

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O Momo conheci outro dia justamente com o Gabriel. Por ser quase um vizinho do bar, é um dos maiores frequentadores do local e acabou sendo indiretamente um divulgador das delícias que saem na hora da minúscula cozinha comandada pelo simpático Toninho ou pelo seu pai, o Tonhão. Cardápio? Esquece. Lá não tem. O que você encontra é o bom e velho boca a boca.

“E aí, Toninho? Tudo certo, meu camarada? Que que sai daí hoje?”. Essa frase é ouvida com frequência pelas mesas que ficam na calçada. Entre várias opções, uma é presença garantida faça chuva ou faça sol: o bolinho de arroz com linguiça. Frito na hora, como tudo por lá aliás, o bolinho é crocante por fora, cremoso por dentro, extremamente bem temperado e feito com muito esmero. O meu eu achava gostoso, mas vi que não chega nem perto (relembre aqui).

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É muito bom mesmo. Mas será que pode ficar melhor? Com certeza. Em uma das inúmeras vezes que esteve por lá, Gabriel da Muda levou Rafael Costa e Silva para conhecer Toninho. O ex-número 1 da cozinha do Mugaritz, que em breve inaugura o seu Lasai na Conde de Irajá, se meteu nas panelas do Momo e criou a incrível Tortilla de Bolinho de Arroz. A massa é a mesma do petisco, mas ganhou a adição de ovos quase como o tradicional prato espanhol. Inacreditável de tão gostoso.

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No campo dos jilós, Toninho também brilha. Ele vem cozido e recheado com uma carne assada que desmanchava na boca de tão macia. E o molho? Saboroso e untuoso, daqueles que o pão para limpar o prato se torna item obrigatório.

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Ainda tenho muitas iguarias para provar por lá: pastéis, lasanha de abobrinha com costela, entre outras ideias que fervilham na cabeça do Toninho. De fato fiquei apaixonado pelo bar e entendi porque em recado constante no Instagram do Da Muda. Nas palavras do próprio: “Quer ser feliz? Vá ao Momo!”. Ah! Mas quando for leve dinheiro porque lá não aceita nenhum tipo de cartão!

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Bar do Momo
– Rua General Espírito Santo Cardoso 50, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ
(21) 2570-9389
Todos os dias a partir das 9h até 23h. Domingo até 18h.

Croquete de Linguiça do Barteco em casa. Petisco delicioso, fácil de fazer e perfeito com uma cerveja gelada!

Tem hora que ler a Revista Gula me deixa mal. Calma, eu explico. Sou fã da publicação, mas por ser sediada em São Paulo, muitas das matérias se baseiam em personagens da cena gastronômica do nosso Estado vizinho. Mas de vez em quando me inspiro em uma das receitas e tento ao menos amenizar a vontade. Foi o caso do croquete de linguiça do Chef Daniel Brum, do tão falado e recém-inaugurado Barteco. No segundo seguinte ao ponto final já me movimentei para reproduzir o petisco. E digo mais: ficou espetacular!

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Os ingredientes são poucos e o preparo relativamente simples. Então vamos lá e aqui reproduzo fielmente a receita como foi apresentada na revista. A única diferença é que não fiz o molho sugerido.

Massa:
1kg de linguiça toscana
50g de mostarda l’ancienne (aquela com as sementes)
1 cebola picada
50g de manteiga
100g de farinha de trigo

Para empanar
50g de farinha de trigo
1 ovo batido
50g de farinha de rosca

Antes de ir para o fogão, retire toda a carne da linguiça da tripa e dê uma picada. Na panela coloque a manteiga para derreter e refogue a cebola. Após murchar, aumente o fogo e entre com a linguiça fora da tripa.

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Enquanto a carne vai pegando cor e a gordura derretendo, vá soltando os pedaços com a sua colher de pau. O objetivo é deixar a massa mais uniforme. Quando secar, coloque a mostarda. Misture bem e entre com a farinha. Cozinhe por mais 10 minutos para tirar aquele gosto de farinha crua e está pronto.

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Neste momento fiquei inseguro. A massa me parecia com pouca liga. Mas o objetivo é esse: deixar os ingredientes falarem por si só sem mascará-los com mais farinha ou até mesmo um ovo.

Com os componentes do empanado em potes separados, vá modelando os seus croquetes. Primeiro entre na farinha de trigo, em seguida no ovo e por último na farinha de rosca. Aí é só fritar em imersão com óleo bem quente.

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O croquete de fato é extremamente gostoso. Com uma cerveja do lado, animou e muito a tarde de domingo. Saudável? Não é não. Mas de vez em quando vale enfiar o pé na jaca! E agora o próximo passo é comer direto na fonte. Mas isso só nas próximas investidas por terras paulistanas…

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Mousse de Chocolate com Biscoito: tudo no liquidificador para o doce da minha infância.

A idade e a experiência naturalmente fazem com que os gostos fiquem refinados. Afinal de contas, ao longo dos anos você vai descobrindo produtos, explorando sabores, possibilidades… É inegável que um bom chocolate com alta concentração de cacau é bastante atrativo. O que dizer da uma bela ganache com o tom certo de amargor cobrindo um bolo, por exemplo? Mas em certos momentos o passado fala mais alto. Aquela época em que tudo que você queria era um doce rápido e com gosto de chocolate. E poucas sobremesas me deixavam mais feliz do que a mousse de chocolate com biscoito.

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São poucos ingredientes, e quase você já deve ter em casa, e o melhor: praticamente nenhum trabalho já que você vai precisar apenas de um liquidificador.

1 pacote de biscoito maizena
1 lata de creme de leite
3 ovos
8 colheres de sopa de Achocolatado
1 tablete de margarina

O primeiro passo é triturar o biscoito. Gosto do meio termo, então pego dois terços do pacote e bato até virar uma farinha. Os que sobraram eu bato na função pulsar para ficar pedaçudo e dar um pouco de textura. Feito isso, coloque em uma travessa.

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Agora é o creme de chocolate. O preparo? Colocar tudo no liquidificador e bater até ficar uma mistura homogênea. Em seguida é só despejar em cima do biscoito triturado e colocar na geladeira. Acabou. Está pronta.

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Cada colherada vem repleta de lembranças daquela época em que as preocupações eram mínimas. É o tempo bom que não volta nunca mais. Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

Ribs on the Barbie, ou a costelinha barbecue. Com mel e o molho do Bazzar, o porquinho ficou um luxo!

No início da semana coloquei como tinha sido o clima do Super Bowl aqui em casa. Foram duas Ribs diferentes. A primeira, com Honey Mustard, você já conferiu e pode relembrar aqui. Mas vamos para a segunda, talvez a mais tradicional e emblemática dos Estados Unidos. Em qualquer canto por lá você encontrar gente segurando os ossos com a mão e ficando todo sujo de Barbecue. Ou então lá no Outback com as famosas Ribs on the Barbie. Portanto, por que não fazer em casa?

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Mas confesso que aqui preferi a praticidade. Ou seja, usei um molho Barbecue comprado pronto. E o escolhido foi o do Bazzar. Com especiarias e ervas, foge daquele gosto forte e em alguns momentos artificial em demasia de fumaça. Para deixar mais caramelizada, somei ainda mais duas colheres de sopa cheias de mel.

A marinada da costela você lembra da outra receita. O pote do molho do Bazzar tem 270g e eu usei metade dele misturado com o mel. Feito isso, basta espalhar seu molho pela costelinha e levar ao forno.

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O processo para assar também é o mesmo. Cubra com papel alumínio e entre com ela no forno bem baixo, cerca de 150°, por quatro horas. A cada hora dê um confere. Como aqui não coloquei a marinada junto como fiz na Honey Mustard, é bom ficar de olho sempre na água. Secou? Coloque mais um pouco. Após as quatro horas, aumente o forno e tire o papel para ela caramelizar. Se quiser colocar mais um pouquinho do molho também pode.

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No fim é só se lambuzar mesmo. Até porque, costelinha é para comer com a mão mesmo, estilo ogro! E, como disse anteriormente, o Super Bowl não precisa ser desculpa para essa maravilha.

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