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Spoletando: risadas e uma deliciosa Lasanha Bolonhesa ao lado do figura Gianni Carboni. Divirtam-se!

No início do ano tive a honra de conhecer o chef italiano e figuraça Gianni Carboni, responsável pela supervisão dos cardápios da rede Spoleto. Cozinhamos lado a lado uma lasanha bolonhesa verde e amarela, em homenagem ao Brasil na Copa do Mundo. A receita e o resultado deste bate papo sobre futebol e gastronomia você confere no vídeo abaixo. Divirtam-se, porque certamente eu me diverti muito!

Da Gema, Momo, Varnhagen e Benditho: as primeiras visitas do Comida di Buteco trouxeram alegria e decepção!

O primeiro fim de semana passou! Bastou ver pelas fotos no Instagram, além de comentários em Twitter e Facebook, que a sétima edição carioca do Comida di Buteco já mexeu mesmo com o dia a dia da cidade. E eu encarei meus quatro primeiros em um sábado de maçarico ligado. Ainda faltam muitos e a maratona promete ser longa. Mas vamos em frente que petisco gostoso e cerveja gelada não vão faltar! Abaixo fotos e comentários dos bares na ordem em que foram visitados.

Confira aqui a relação completa dos bares e seus petiscos para o Comida di Buteco

Bar Varnhagen

Este bar é quase uma instituição da cidade. Balcão clássico de vidro, bebidas variadas expostas, pastéis, salgados, cardápio do lado de fora escrito com giz… Mas mais do que a “roupa”, eram as criações e a impecável mão para tempero da simpática Dona Natalina que cativava um público fiel além dos que visitavam de vez em quando. No primeiro ano de Comida di Buteco sem a portuguesa no comando das panelas – ela faleceu no ano passado -, o petisco desenvolvido pela família e equipe do Varnhagen foi o Copa Cubana (R$ 28).

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É uma porção de copa-lombo de porco com banana milanesa e molho a base de maionese. A carne estava macia e bem temperada. A banana crocante por fora e macia por dentro. O molho tinha um tempero interessante. Mas no geral é um petisco comum, sem grandes invencionices.

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Benditho Bar

Acabou se mostrando a grande decepção do dia. O Risotinho dos Deuses (R$ 28) se trata de um arroz de abóbora com carne seca, coalho e couve refogada. A foto de divulgação está muito bonita. Mas ao pedirmos o prato não foi o que encontramos – basta comparar a primeira, que é a minha, com a segunda. O petisco chega no prato em uma forma retangular, coberta por um inexpressivo pedaço de queijo coalho frito. O arroz não tinha sabor de carne seca, que veio frita e insossa por cima. O único sabor presente era o adocicado da abóbora. É preciso ajustar muita coisa para obter algum tipo de destaque.

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Da Gema

Mais um acerto deste bar que, entra ano e sai ano, está sempre citado entre os favoritos da competição. O Matuto trata-se de uma porção de filé de sobrecoxa de frango ensopado acompanhado de farofa de quiabo (R$ 25). O golaço do Da Gema já começa na apresentação. O prato chega embrulhado em um pano quadriculado com os garfos presos no nó, o que remete a clássica quentinha da roça. Ao desembrulhar, damos de cara com os nacos do frango em molho saboroso que lembra justamente comida de fazenda ou aquele que a mamãe fazia quando criança. E tem ainda o detalhe da pimenta que agora chega em uma latinha.

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Mas o melhor é justamente o acompanhamento. A farofa de quiabo está incrível e possui um show de texturas. A começar pela farinha de milho flocado que já é crocante por si só. Mas o quiabo chega em pedaços e no ponto ideal: sem baba escorrendo e contrastando com o frango macio. Uma beleza!

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Momo

Toninho, que comanda as panelas deste autêntico botequim, montou uma combinação que é simplesmente impossível de dar errado. O seu Farol de Milha (R$ 25), consiste em pedaços de carne assada cobertos com queijo meia cura e ovo caipira frito. Não há muito mais o que dizer. Vai lá ao Momo e seja feliz. Fure a gema incrivelmente saborosa e molhe a torradinha de alho que acompanha o prato na mistura dela com o molho da carne. Demais mesmo.

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E aproveite para provar o petisco que ele colocou no concurso paralelo do Doritos: costela desfiada coberta com creme de aipim e queijo parmesão. Uma beleza!

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Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima e vamos em frente nos balcões da cidade.

Tragga: uma tarde caótica tirou qualquer possibilidade de prazer diante do hambúrguer

Você sai de casa para um restaurante basicamente em busca de dois objetivos: comer bem e ter uma manhã/tarde/noite agradável. Dependendo da escolha em um Rio de Janeiro de preços cada vez mais altos, você paga bem caro para isso. E quando você não consegue alcançar estes objetivos, a frustração é sempre muito grande. Foi exatamente – e infelizmente – o que aconteceu na última sexta-feira quando fui almoçar no Tragga, casa de carnes em Botafogo.

Sentados no segundo andar do bonito salão, de decoração quente em função da madeira como uma casa de carnes pede, eu e um amigo logo sentimos que a tarde poderia ser longa. A casa estava cheia e apenas um garçom era responsável por todo o andar de cima. Reflexo disso foram os quase 20 minutos para uma garrafa de água com gás chegar na mesa, que ainda não tinha nem prato, talheres e guardanapo. Isso após lembrar o garçom que, coitado, não tem culpa alguma, mais de uma vez.

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A justificativa do maitre, que só subiu após meu amigo chamá-lo para explicar como andavam as coisas no andar de cima, ao ser questionado era a ausência de funcionários. Aí voltamos a uma discussão que já tivemos aqui no blog: vale a pena abrir um segundo andar ciente de que o serviço seria caótico desde o início do dia? Será que o risco de ter clientes insatisfeitos com um atendimento caótico é melhor do que ter uma fila de espera justificável para que o ritmo normal da casa possa acontecer é válido?

Cogitamos pagar a água e sair, mas a minha curiosidade em provar o hambúrguer da casa era maior. Com isso pedimos entradas: uma Empanada Salteña (carne, batata, pimenta e pimentão R$ 8) e uma Morcilla (R$ 26). Mais espera, mais estresse, mais justificativas que não amenizavam a irritação e nem o fato de estarmos sentados há uma hora sem termos mastigado absolutamente nada. Depois de mais reclamação, chegaram duas empanadas como forma de cortesia. O recheio estava bem temperado, mas faltava umidade, cremosidade… Além disso, a massa se mostrou pesada e a empanada como conjunto uma grande decepção.

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O mesmo pode ser dito da Morcilla. A entrada fou responsável pela demora, segundo a equipe o preparo dela é mais demorado do que as demais entradas. Mas sinceramente não sei o motivo, já que comi Morcillas em outros lugares e em nenhum demorou quase uma hora para chegar na mesa. Além disso, o embutido de sangue foi tão decepcionante que quase 70% dele voltou para a cozinha. Faltava sabor, além da falta de delicadeza na apresentação.

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Novamente cogitamos levantar, mas fomos em frente. Pedi o que me levou até ali: o hambúrguer (R$ 44,90). Feito com bife Ancho poderia ter amenizado um pouco o caos que foi a tarde de sexta. Mas, apesar de a carne ter vindo saborosa e no ponto certo, também teve seus problemas. Primeiro os pontos positivos: o bacon, os pimentões assados e o bom bernaise se destacaram. Entre os problemas, o queijo do reino não funciona. São duas fatias grossas que não derretem e acabam brigando com a carne. O pão é outra grave questão: macio demais o que fez com que ficasse muito molhado e se despedaçando. Chega com batatas rústicas e saladinha.

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Quase três horas após sentar, o clima já estava pesado e a insatisfação com o almoço era tanta que nem cogitamos pedir uma sobremesa. E acho que a vontade da equipe também era encerrar logo aquele período já que ao pedir a conta de longe com o gestual habitual, o maitre nem se deu ao trabalho de nos perguntar se queríamos um café.

No fim das contas, o Tragga não cumpriu nem de perto os dois objetivos lá de cima que levam as pessoas a sair de casa rumo a um restaurante. É uma pena mesmo. Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima.

 

Kibe Cru de Salmão: opção saudável e fácil de fazer para um dia a dia mais leve!

Está certo. Confesso que não sou o maior fã da alimentação saudável, apesar de comer saladas diariamente. Mas na hora de ir para os fogões, lá estão os molhos, manteigas, uma ou outra fritura… Então resolvi ir em busca de algo mais light, afinal de contas, de vez em quando é bom segurar a onda e pegar leve. Folheando algumas revistas em busca de inspiração, achei uma receita muito interessante na “Estação Zona Sul”: Kibe cru de salmão, feito pelo pessoal do Bar do Horto.

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Mas, abusado do jeito que sou, resolvi acrescentar uma ou outra coisinha. Então vamos aos ingredientes. Você vai precisar de:

– 200g de trigo para quibe
– 200ml de água fervendo para hidratar o trigo
– 200g de salmão fresco picado na ponta da faca
– 1 colher de sopa de alho poró picadinho
– 1 colher de sopa de cebola roxa picadinha
– Hortelã picada ao seu gosto
– Sal e pimenta do reino

Para o molho:

– 170ml de iogurte natural
– 150ml de creme de leite sem soro
– Raspas de limão siciliano
– Suco de meio limão siciliano
– 3 colheres de sopa de azeite
– Sal e pimenta do reino
– Hortelã picada ao seu gosto

O primeiro passo é hidratar o trigo para o quibe. Basta jogar a água fervendo e esperar dez minutos. Passado o tempo, solte com o garfo e leve a geladeira para esfriar.

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Em seguida adiante seu molho, que serve perfeitamente para saladas ou até mesmo grelhados. Para isso, basta misturar bem todos os ingredientes e deixar na geladeira até a hora de servir.

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Chegou a hora do trabalho com faca. Afie bem e se prepare para picar. Tudo tem de ficar miudinho para conferir delicadeza ao prato. Faça isso com o poró, o salmão, a cebola e a hortelã.

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Cansou de picar? Tome um gole da sua cerveja que já está acabando o trabalho. Opa! Cerveja?! Digo, um gole do seu suco verde detox! E misture bem todos os ingredientes: trigo, salmão, poró e cebola. Tempere com sal, pimenta, hortelã, um pouquinho de suco de limão e azeite. E sirva com o seu molho refrescante! Light, saudável e muito saboroso.

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Mas sempre há uma opção para quem quiser dar uma quebrada no clima leve. Molde seu quibe no formato de hambúrguer e grelhe com um fio de azeite em uma frigideira bem quente. Formou uma crosta? Vire, frite por mais dois minutos e coma com o molho. Delicia também!

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Deixando as brincadeiras de lado, qualquer prato pode ser extremamente saboroso se você se dedicar e buscar os melhores temperos. Em nenhum lugar do mundo esta combinação tem como sair errado. Não digo para abandonar a lactose, o bacon e o glúten. O mundo é feliz com esse trio. Mas se pudermos empurrar com a barriga (sim, com trocadilho), pelo menos até o fim de semana, já ajuda. Até a próxima!

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De Claude Troisgros para Luiza e Leandro: palestra com o francês e a inigualável coxinha de terça do Da Gema!

A noite de terça-feira começou com alta gastronomia nas palavras. Em palestra promovida pela Aliança Francesa da Tijuca e aberta ao público, Claude Troisgros falou sobre a história de sua família que foi uma das precursoras da Nouvelle Cuisine. De lá, chegou até o dia em que desembarcou no Rio de Janeiro onde fincou raiz e construiu um legado sólido que faz jus ao sobrenome que carrega. Distribuiu a simpatia que lhe é peculiar, mostrou que o francês está enferrujado arrancando risadas e aplausos em mais de uma hora de conversa.

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Mas o papo naturalmente deixou todos os presentes com fome. Afinal de contas, era foie gras pra cá, tacacá pra lá, mostrando como as gastronomias francesa e brasileira estão presentes no coração de Claude. E em uma terça-feira na Tijuca o destino só pode ser um: Da Gema. Afinal de contas, é apenas neste dia que você consegue comer a melhor coxinha de galinha do mundo (R$ 4,50)!

Por que eu digo isso? Sempre gostei de coxinha. E sou daqueles que vira o salgado de cabeça pra baixo e começa a comer, sem qualquer trocadilho, pela bunda onde o recheio se concentra. Quando chego no biquinho onde a massa se concentra, costumo jogar fora. Luiza e Leandro, que criaram essa maravilha e as demais que são servidas pro lá, desenvolveram uma massa que é tão gostosa quanto o farto e bem temperado recheio. Leve e saborosa, a massa é a estrela para mim. E só nas terças-feiras!

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Mas nem só de Coxinha vive o Da Gema (quarta também é dia temático e eu já falei por aqui). Figura carimbada no Comida di Buteco, concurso que, por sinal, começa mês que vem, o bar tem criações criativas e deliciosas. O Pastel de Feijão Gordo (R$ 4,50), por exemplo, é um absurdo. O recheio é uma verdadeira feijoada rica, farta e repleta de carnes saborosas. Demais mesmo.

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Do pastel para o Atoleiro Carioca (R$ 25), para mim, apesar de não vencedor, o melhor petisco do Da Gema para o concurso. Nacos e peito bovino e linguiça de porco com aipim que chega macio em seu molho de cozimento. Clássica comida caseira. Por cima um surpreendente e delicioso pesto de agrião. O pão que rodeia o prato é perfeito para sugar o molho que fica na panelinha.

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Outro clássico é a Rabadinha com Polenta (R$ 25). Nacos crocantes de polenta frita coroadas como reis por rabada saborosa e bem temperada. Precisa mesmo dizer como isso é gostoso?

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Teve tempo ainda para o Pela Égua (R$ 13). Canjiquinha com queijo coberta por couve e pelo molho de linguiça da casa que entra em outros petiscos como o Tricolor, outra belíssima pedida por lá.

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A única derrapada do Da Gema costuma ser a demora nos pedidos. A cozinha é pequena e faz tudo na hora, o que em certos momentos gera essa espera. É, claro, algo que não é o ideal. Mas vale a paciência. Quando chega você costuma esquecer. E aproveita. Feita por Claude ou pela Luiza, o que vale é a boa comida!

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Da Gema
– Rua Barão de Mesquita, 615 – lojas C e D, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ -(21) 2208-9414
Terça e quarta, das 17h à meia-noite; Quinta, das 17h à 1h; Sex, das 15h às 1h; Sábado, do meio-dia às 2h; Domingo, do meio-dia às 22h

Bolinha de Queijo: o clássico dos clássicos dos salgadinhos com apenas três ingredientes! Fritura é vida!

Certa vez um amigo meu brincou e me disse: “Se um dia alguma receita sua der errado a solução é simples. Basta fritar que com certeza ficará gostosa”. Após as risadas a gente vai e percebe que ele tem razão. Quem não gosta de uma fritura? Risotto, por exemplo. É um prato de muito sucesso sempre. Mas alguém foi lá e inventou um dia fazer um bolinho com as sobras até nascer o espetacular Arancini. Mas hoje a história aqui não são as sobras ou algo que deu errado, e sim um clássico eterno: Bolinha de Queijo.

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Na boa, traz para mim uma pessoa que não goste de bolinha de queijo – tirando os alérgicos à lactose. E esta receita aqui é simplesmente espetacular não só pelo sabor, mas principalmente pela simplicidade. Não tem massa, não tem empanado… É praticamente só queijo! E é perfeita para algumas variações – vou sugerir duas. Vamos aos ingredientes.

100g de polvilho doce
500g de queijo ralado grosso (usei 250g de parmesão e 250g de mussarela, mas pode ser minas curado, gruyère ou qualquer um que você prefira)
3 ovos
Sal (Atenção! Só use se seu queijo pedir)

Variações:
Mortadela
Orégano

Em uma tigela, use as mãos e vá misturando tudo até obter uma massa homogênea. Pode parecer queijo demais em um primeiro momento, mas cá entre nós, queijo nunca é demais.

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Com a massa pronta, você pode simplesmente enrolar no tamanho que você quiser: menor para festas, maior para comer em casa. Fica a seu critério.

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Mas as variações são sempre legais para dar um sabor a mais. Resolvi testar duas delas: mortadela e orégano. Piquei duas fatias de uma boa mortadela italiana que tinha aqui e misturei em um pouco da massa. Depois é só enrolar. Fiz o mesmo com orégano, mas aqui é tudo muito livre. Pode ser feito com presunto, salame ou qualquer tipo de erva.

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Enroladas, coloque-as na geladeira para firmar bem e não perderem o formato na hora da fritura. Em seguida, frite sob imersão em óleo quente e seja feliz! Afinal de contas, bolinho é vida!

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Lembrando aqui que elas podem ser congeladas sem o menor problema! Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

O maravilhoso retorno ao Bazzar deixou a pergunta: por que demorei tanto tempo?

Precisava voltar ao Bazzar. Minha estreia no restaurante não foi inesquecível e saí de lá com uma pulga atrás da orelha. Por diversas vezes pensava: “hoje é o dia de voltar!”. Mas acabava adiando. Em outras, o amigo Gabriel da Muda chegou a me ligar para armar o retorno, mas em todas as oportunidades acabava tendo algum compromisso. E sofria com as fotos lindas no Instagram dele e de demais entusiastas do lugar, além, é claro, da Cris Beltrão, que comanda o empreendimento de muito sucesso. Mas finalmente voltei. E como bem disse o Rei no milionário comercial da marca de carnes, foi para ficar.

Tudo no Bazzar é agradável. A começar pela beleza da casa: iluminada, bem decorada e com direito ao Bubble Bar logo após a entrada onde as sugestões de drinks e taças borbulhantes são muitas. Aliás, acho que minha próxima parada vai ser por ali mesmo.

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Acomodado, não há como dizer não ao couvert. Pães fresquinhos, sempre quentinhos e constantemente repostos. A focaccia de ervas estava macia e saborosa, assim como o pão de limão. As torradinhas extremamente crocantes podiam ser degustadas com azeites aromatizados com ervas ou laranja, manteiga com flor de sal e um extremamente aromático chutney de tomate. Um show. Na taça o frescor do Lagarde Viognier ajudava a amenizar o calor que voltou a fazer no nosso Rio.

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As opções no cardápio são apetitosas. A descrição vai te deixando louco. Mas a minha pedida não está por lá: o hambúrguer (R$ 26,90). Feito com picanha – a carne e a gordura são moídas separadamente -, veio no ponto certo: mal passado no centro e grelhado por fora, coroado com fatias de queijo cheddar. Um hambúrguer simples, sem grandes invencionices, mas extremamente bem feito, o que tem sido cada vez mais difícil de achar no Rio.

As batatas fininhas, uma marca registradas, vieram crocantes por fora e macias por dentro. Outra vez com preparo que mostrou muito cuidado. Ao lado, chutney de tomate e os molhos da casa: mostarda e barbecue. Uma delícia que mereceu até close. Obrigado pela dica, da Muda!

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Mandinha, minha companhia no almoço, é outra fã do Bazzar. Mas ela sempre pede o mesmo prato: Mignon com molho de Damasco e Risoto de Brie. Convenci ela a mudar e acho que o novo prato virou o favorito. O Risotto Acquerello com queijo Manchego curado e Pata Negra (R$ 59,80) estava completamente impecável. Um show de sabores provenientes dos fortes ingredientes que combinaram de maneira perfeita: o arroz envelhecido por sete anos, o queijo de personalidade e a fatia do Pata Negra. Muito, mas muito gostoso mesmo!

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Não aguentava mais nada, mas arrumamos um espaço para provar a Torta de Limão. Não é meu doce favorito, mas estava muito bem feito com direito a brulée em cima e farofinha do lado. Encerramos muito bem o almoço.

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Caminhando de volta, feliz após uma refeição incrível, a pergunta lá de cima voltou: por que demorei tanto tempo para retornar ao Bazzar? Não sei responder. Mas agora tenho a certeza de que o espaço de tempo até a próxima visita será menor. Muito menor!

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Bazzar

– Rua Barão da Torre – 538, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ, (21) 3202-2884
Diariamente, do meio-dia à 1h.