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Vinhos âmbar no Copacabana Palace: um novo mundo a ser descoberto

Brancos, rosés e tintos. Na linhagem dos não especialistas, estas são as três divisões clássicas dos vinhos. Mas a medida que você vai estudando, viajando, e, é claro, bebendo, vai descobrindo novas “tonalidades” e, acima de tudo, sabores. É o caso dos vinhos âmbar ou, para tentar popularizar o sofisticado, vinhos laranja. Em linhas gerais, porque os detalhes técnicos eu deixo para o amigo Pedro “Talheres”, um branco produzido de forma semelhante a um tinto – ou seja, o suco da uva fica em contato com as cascas e é isso o que garante a cor diferenciada.

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A cor já chama atenção, mas o que impressiona são os aromas e sabores provenientes do armazenamento em alguns casos em ânforas de barro, forma tradicional de conservar vinhos na antiguidade. Tonéis de carvalho ou cimento também podem ser utilizados nestes vinhos que, em sua maioria, chegam da Itália.

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É o caso dos oito exemplares que serão disponibilizados em taça no bar do Cipriani, no Belmond Copacabana Palace, entre esta quinta (14) e sábado (16). Os rótulos foram selecionados por Ed Arruda, sommelier executivo da casa. As taças custam a partir de R$ 35 e podem ser acompanhadas por um delicioso menu de quatro etapas, entre elas o espetacular foie gras aí de baixo que coroa uma crocante fatia de brioche de cacau e uma geleia de cebola. Conforto a cada bocada.

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Aproveitem. Sério. É coisa de maluco! Até a próxima! Saúde!

Bar do Cipriani, das 19 às 00h. Valor: a partir de R$ 35 por taça / Menu degustação R$ 45. Reserva: 21 2548 7070. Endereço: Avenida Atlântica 1702.

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Sabores mediterrâneos no Cipriani

Por Luna Vale
Ir a um dos restaurantes do Copacabana Palace é sempre certeza de bom serviço e boa comida. Por isso, não pensei duas vezes ao ser convidada pelo pessoal do Embarque na Viagem para participar de um jantar e escrever a respeito para os dois sites.  Se a cozinha do chef Luca Orini, do Cipriani, não deixa a desejar, imagine então um jantar com o chef Corrado Corti, do restaurante La Terrazza, que veio diretamente de Portofino, na Itália, para participar de mais uma edição do Master Series. O evento, promovido pelo hotel, convida chefs internacionais para participarem um intercâmbio nos restaurantes da casa.

Até este ‘sábado (23), o chef italiano estará preparando um cardápio exclusivo com 20 opções de pratos, entre entradas, principais e sobremesas com foco na culinária Mediterrânea, disponíveis no Cipriani. Para harmonização do jantar, o sommelier Ed Arruda preparou uma carta de vinhos com rótulos exclusivos.

Os trabalhos foram abertos com um levíssimo creme de iogurte com pepino, dill e lagostins no ponto correto de cocção. Tomate, finas fatias de cebola roxa e um crispy de gergelim complementavam a entrada trazendo textura e ainda mais sabor. A pedida casou perfeitamente com o o espumante italiano Villa Crespia Franciacorta Brut de sabor levemente tostado e uma bela coloração dourada.

O primeiro prato foi um dos pontos altos da noite. Fazendo jus à sua cozinha mediterrânea, o chef serviu um robalo ao molho com a combinação clássica e fresca de tomates, alcaparras, azeitonas pretas e pinoli . A ousadia em meio ao básico veio na forma de uma interessante crosta negra feita com tinta de lula.

Em seguida, a melhor harmonização do jantar: o risoto Carnaroli com vongole, creme de limão siciliano com acidez na medida e pesto de manjericão foi a companhia perfeita para o italiano Skerk Orgrade 2011. Ao encher as taças, a coloração bem alaranjada do vinho branco chamou atenção, mas a acidez e frescor casaram muito bem.

Finalizou a etapa principal um medalhão de vitela com foie gras ao molho feito com redução do vinho Sciacchetrà, acompanhado de maçã cozida, creme de abóbora e aspargos. O ponto da carne estava perfeito, mas o fígado acabou passando um pouco o que tirou a suculência característica.

A sobremesa, na minha opinião, sempre a melhor parte da refeição, não deixou a desejar. O crème brûlée de pistache chegou à mesa com uma textura de panna cotta (não à toa, em italiano se chama “crema cotta”) ladeado por um levíssimo sorvete de baunilha e um crumble de limão siciliano.

Acho que posso dizer que estreei no jornalismo culinário em grande estilo, certo? Como diria o Rafa, saúde! E até a próxima! =)