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Zee Champanheria: casa nova com bons preços nas borbulhas agita a Conde Bernardotte!

No post do Rapadura já havia dito que sou fã da Rua Conde Bernardotte, no Leblon. Como a Luninha mora perto, é sempre uma boa opção para ir a pé em tempos de Lei Seca. E agora, além dos clássicos Academia da Cachaça, Herr Pfeffer e Adão, a área ganhou mais uma opção que foge do roteiro cerveja e chope: a Zee Champanheria. Localizada entre o Adão e o Informal, o espaço conta com mesinhas do lado de fora e um sofá em clima de lounge na parte de dentro.

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Mas de cara já vem logo o pensamento: “champanheria no Leblon deve custar os olhos da cara”. Sentei também com este receio, mas não foi o que encontrei ao ter em mãos a boa carta da casa. Claro que os rótulos top com cifras altas para quem quiser estão lá, mas existem outros com um belo custo benefício. O Valduga 130, por exemplo, sai por R$ 95. Trata-se de um maravilhoso nacional, já vencedor de algumas premiações, e está com um ótimo preço. Foi o segundo da noite.

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Antes dele iniciamos com a Cava Codorníu clássica (R$ 78). Leve e refrescante, este espanhol caiu muito bem na noite de calor do verão carioca. Por fim tomamos um rosé argentino da Navarro Correas (R$ 87). Este brut é feito todo com malbec e se mostrou bem frutado. Uma boa pedida também.

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Para acompanhar, o cardápio, reduzido e competente, conta com boas opções de petiscos e risottos. Mas aqui achei que as cifras poderiam ser um pouco menores. Começamos com uma deliciosa porção de queijo coalho em crosta de gergelim com geleia de pimenta (R$ 30). Chegou na mesa quentinho, fresquinho e muito crocante e aqui eles foram empanados e fritos e não grelhados com as sementes. Interessante.

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Em seguida, seis mini hambúrgueres (R$ 32). A estrela da noite. Fico sempre com pé atrás ao pedir hambúrguer em tamanho reduzido. Sempre acho que a carne vai vir bem passada. Mas não foi o caso. Todos estavam feitos de maneira impecável. Temperados na medida, com queijo bola derretido e cebolas caramelizadas. Os pães variam: três clássicos e três australianos. Bola dentro.

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Os risottos também chegaram bem fresquinhos, e aqui realmente para apenas uma pessoa. São quatro opções e provamos dois deles. A base me pareceu a mesma, com um ou outro ingrediente diferente. No de camarão com cachaça (R$ 36), ervilhas davam um toque. Já no de ragú de cordeiro (R$36), a estrela poderia ter vindo em quantidade maior. Mas o sabor não decepcionou.

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Provamos ainda como cortesia da casa o Clericot. Ele ainda não consta no cardápio, mas já pode ser pedido e tem a cara do verão já que se mostrou um drink extremamente refrescante. Feito com espumante brut rosé, vodka redberry da Ciroc, abacaxi, kiwi e morango, tem tudo para cair nas graças de quem for lá conferir.

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No fim, mais um item que ainda não está no cardápio, mas já pode ser pedido: um bom souflê de chocolate acompanhado de sorvete (R$ 20). Finalizou bem uma boa noite de descoberta.

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A Zee tem menos de um mês de funcionamento e espero que tenha com vida longa. Acho bacana a aposta e a proposta em um lugar tomado por casas em que o chope e a cerveja são as prioridades. É uma opção. E rolam ainda algumas promoções, como taça em dobro de terça a quinta e sobremesa cortesia nos domingos para quem pedir dois risottos. É para se perder nas bolinhas e brindar! Até a próxima!

Zee Champanheria

– Rua Conde Bernadotte – 26, loja 124, Leblon, Rio de Janeiro – RJ- (21) 3437-3613
Terça a sábado, das 18h às 1h. Domingo, das 13h às 22h.

Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)!

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Rapadura: boa alternativa na Conde Bernardotte. Comida nordestina e Serramalte gelada!

Perto da casa da Luna, a Rua Conde Bernardotte costuma me abrigar quando quero tomar um chope rápido. Mas começava a ficar enjoado das opções. Rota 66, por exemplo, não me agrada nem um pouco. Desacato raramente vou. Acabo ficando sempre na Academia da Cachaça, quando estou com fome, ou no Informal, quando quero apenas beber. Mas a rua agora ganhou uma nova opção que muito me agradou: Rapadura. A cozinha tem pegada nordestina e além do bem tirado chope Brahma, você encontra por lá Serramalte (R$ 9), cerveja da qual sou fã e que está cada vez mais difícil beber no Rio.

O lugar, que fica colado na Academia da Cachaça, tem decoração muito bacana. As pinturas, os chapéus no teto, os detalhes dos doces, o cardápio.. Tudo remete ao Nordeste e foi feito com muito bom gosto.

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Mas vamos ao que interessa: comida. Estive duas vezes no local nas últimas semanas e por isso pude provar muitas das opções de petiscos. Ainda não conferi o almoço executivo ou os pratos oferecidos na casa. Alguns surpreenderam muito positivamente. Outros derraparam um pouco contrastando inclusive com a descrição do cardápio.

Abrimos com os caldinhos. São duas opções: Feijão (R$ 10) e Mocotó (R$ 12). O primeiro estava gostoso, apesar de um pouco espesso. Achei criativo o acompanhamento: um pastel sem recheio que fez as vezes do tradicional pãozinho. Já o segundo estava saboroso, mas pouco lembrava um untuoso caldo de mocotó. Senti falta de mais pedaços do principal ingrediente.

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Mantive a linha dos caldos e provei as Favas a Moda Sertaneja (R$ 15). A porção é maior, as favas estavam bem cozidas e o caldo saboroso pela presença de costelinha, bacon e linguiça. Mas assim como o de Mocotó, poderia ter mais das estrelas na porção.

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Fomos então para as Almofadinhas. Tratam-se de dois salgados com recheio cremoso de rabada com agrião (R$ 10). A rabada estava cremosa e saborosa, e a massa, aquela tradicional de risole, não estava das mais pesadas. Boa pedida.

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A primeira visita continuou com uma porção de Carne Seca Acebolada com farofa (R$ 21), que não estava nada demais. Comum como as que a gente encontra hoje em quase todos os bares da cidade. Pedimos também a dupla de pastéis de carne (R$ 8). Ao invés de carne moída, anunciou-se um ragú. Mas infelizmente o recheio estava seco e pouco saboroso.

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Finalizamos a primeira noite com a Salada Sertaneja (R$ 28,5). Mix de folhas com uma porção da carne seca acebolada ali de cima e com fatias de abóbora assadas no melaço de cana com especiarias. Não fosse este último detalhe seria uma salada meramente comum, mas as abóboras deram um toque especial.

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Na segunda investida provei mais algumas opções. E obviamente, com muitas Serramalte. Iniciei com os Quadradinhos de Tapioca com queijo Coalho (R$ 19,5). Na porção, alguns estavam bem crocantes e com bastante queijo. O molho de pimenta agridoce dava um toque bacana. Outros estavam bem mais massudos.

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Em seguida outro pedido inconstante. O chamado Pau de Arara são mini bruschetas de linguiça com queijo (R$ 27,5). O cardápio diz que os pães são dourados em manteiga de ervas, mas no meu caso isso não foi nem visto e nem notado. Os pães, por sinal, estavam moles, deixando claro que não foram nem dourados. O que amenizou a frustração foi a linguiça, esta bem saborosa.

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Para compensar, o último petisco da noite estava bem saboroso. Carne de Sol Acebolada na chapa com pimenta biquinho e farofa (R$ 41). Os nacos de carne estavam macios e saborosos e a cebola, bem refogada, ligeiramente adocicada. A acidez com pouca ardência da pimenta biquinho unia bem os sabores.

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Como disse acima, o Rapadura é uma grata novidade. A comida não é perfeita, mas surge como uma boa alternativa informal ali na Conde Bernardotte. Acredito que os pequenos detalhes podem e devem ser tranquilamente corrigidos, mas só de não ficar refém da Academia da Cachaça para comer bem naquela rua já é para ser comemorado.

Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

OBS: Peço mil desculpas pela ausência no blog nas últimas semanas. Como todos sabem, a gastronomia para mim é um esporte. E em função do trabalho foram três viagens consecutivas e muitas matérias pela frente. Mas agora o blog volta com sua programação normal!