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De Claude Troisgros para Luiza e Leandro: palestra com o francês e a inigualável coxinha de terça do Da Gema!

A noite de terça-feira começou com alta gastronomia nas palavras. Em palestra promovida pela Aliança Francesa da Tijuca e aberta ao público, Claude Troisgros falou sobre a história de sua família que foi uma das precursoras da Nouvelle Cuisine. De lá, chegou até o dia em que desembarcou no Rio de Janeiro onde fincou raiz e construiu um legado sólido que faz jus ao sobrenome que carrega. Distribuiu a simpatia que lhe é peculiar, mostrou que o francês está enferrujado arrancando risadas e aplausos em mais de uma hora de conversa.

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Mas o papo naturalmente deixou todos os presentes com fome. Afinal de contas, era foie gras pra cá, tacacá pra lá, mostrando como as gastronomias francesa e brasileira estão presentes no coração de Claude. E em uma terça-feira na Tijuca o destino só pode ser um: Da Gema. Afinal de contas, é apenas neste dia que você consegue comer a melhor coxinha de galinha do mundo (R$ 4,50)!

Por que eu digo isso? Sempre gostei de coxinha. E sou daqueles que vira o salgado de cabeça pra baixo e começa a comer, sem qualquer trocadilho, pela bunda onde o recheio se concentra. Quando chego no biquinho onde a massa se concentra, costumo jogar fora. Luiza e Leandro, que criaram essa maravilha e as demais que são servidas pro lá, desenvolveram uma massa que é tão gostosa quanto o farto e bem temperado recheio. Leve e saborosa, a massa é a estrela para mim. E só nas terças-feiras!

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Mas nem só de Coxinha vive o Da Gema (quarta também é dia temático e eu já falei por aqui). Figura carimbada no Comida di Buteco, concurso que, por sinal, começa mês que vem, o bar tem criações criativas e deliciosas. O Pastel de Feijão Gordo (R$ 4,50), por exemplo, é um absurdo. O recheio é uma verdadeira feijoada rica, farta e repleta de carnes saborosas. Demais mesmo.

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Do pastel para o Atoleiro Carioca (R$ 25), para mim, apesar de não vencedor, o melhor petisco do Da Gema para o concurso. Nacos e peito bovino e linguiça de porco com aipim que chega macio em seu molho de cozimento. Clássica comida caseira. Por cima um surpreendente e delicioso pesto de agrião. O pão que rodeia o prato é perfeito para sugar o molho que fica na panelinha.

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Outro clássico é a Rabadinha com Polenta (R$ 25). Nacos crocantes de polenta frita coroadas como reis por rabada saborosa e bem temperada. Precisa mesmo dizer como isso é gostoso?

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Teve tempo ainda para o Pela Égua (R$ 13). Canjiquinha com queijo coberta por couve e pelo molho de linguiça da casa que entra em outros petiscos como o Tricolor, outra belíssima pedida por lá.

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A única derrapada do Da Gema costuma ser a demora nos pedidos. A cozinha é pequena e faz tudo na hora, o que em certos momentos gera essa espera. É, claro, algo que não é o ideal. Mas vale a paciência. Quando chega você costuma esquecer. E aproveita. Feita por Claude ou pela Luiza, o que vale é a boa comida!

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Da Gema
– Rua Barão de Mesquita, 615 – lojas C e D, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ -(21) 2208-9414
Terça e quarta, das 17h à meia-noite; Quinta, das 17h à 1h; Sex, das 15h às 1h; Sábado, do meio-dia às 2h; Domingo, do meio-dia às 22h

Bolinha de Queijo: o clássico dos clássicos dos salgadinhos com apenas três ingredientes! Fritura é vida!

Certa vez um amigo meu brincou e me disse: “Se um dia alguma receita sua der errado a solução é simples. Basta fritar que com certeza ficará gostosa”. Após as risadas a gente vai e percebe que ele tem razão. Quem não gosta de uma fritura? Risotto, por exemplo. É um prato de muito sucesso sempre. Mas alguém foi lá e inventou um dia fazer um bolinho com as sobras até nascer o espetacular Arancini. Mas hoje a história aqui não são as sobras ou algo que deu errado, e sim um clássico eterno: Bolinha de Queijo.

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Na boa, traz para mim uma pessoa que não goste de bolinha de queijo – tirando os alérgicos à lactose. E esta receita aqui é simplesmente espetacular não só pelo sabor, mas principalmente pela simplicidade. Não tem massa, não tem empanado… É praticamente só queijo! E é perfeita para algumas variações – vou sugerir duas. Vamos aos ingredientes.

100g de polvilho doce
500g de queijo ralado grosso (usei 250g de parmesão e 250g de mussarela, mas pode ser minas curado, gruyère ou qualquer um que você prefira)
3 ovos
Sal (Atenção! Só use se seu queijo pedir)

Variações:
Mortadela
Orégano

Em uma tigela, use as mãos e vá misturando tudo até obter uma massa homogênea. Pode parecer queijo demais em um primeiro momento, mas cá entre nós, queijo nunca é demais.

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Com a massa pronta, você pode simplesmente enrolar no tamanho que você quiser: menor para festas, maior para comer em casa. Fica a seu critério.

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Mas as variações são sempre legais para dar um sabor a mais. Resolvi testar duas delas: mortadela e orégano. Piquei duas fatias de uma boa mortadela italiana que tinha aqui e misturei em um pouco da massa. Depois é só enrolar. Fiz o mesmo com orégano, mas aqui é tudo muito livre. Pode ser feito com presunto, salame ou qualquer tipo de erva.

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Enroladas, coloque-as na geladeira para firmar bem e não perderem o formato na hora da fritura. Em seguida, frite sob imersão em óleo quente e seja feliz! Afinal de contas, bolinho é vida!

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Lembrando aqui que elas podem ser congeladas sem o menor problema! Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

‘Quer ser feliz? Vá ao Momo!’ Agora entendi finalmente o bordão do amigo Gabriel da Muda. Que bar!

Outro dia o amigo Gabriel da Muda, hoje um dos grandes foodies do Rio de Janeiro (termo um pouco irritante confesso, mas que acaba representando bem os amantes da gastronomia que caçam bons lugares para comer e beber bem), postou em seu Instagram uma foto do espetacular frango assado do Rex, na Praça da Bandeira. Na legenda, uma espetada: “Beijo pros críticos de gastronomia que não atravessam o túnel”. Não sou tão radical, mas o fato é que existem grandes lugares para o lado de lá do Rebouças. Mas hoje vou ficar em apenas um deles: o Bar do Momo.

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O Momo conheci outro dia justamente com o Gabriel. Por ser quase um vizinho do bar, é um dos maiores frequentadores do local e acabou sendo indiretamente um divulgador das delícias que saem na hora da minúscula cozinha comandada pelo simpático Toninho ou pelo seu pai, o Tonhão. Cardápio? Esquece. Lá não tem. O que você encontra é o bom e velho boca a boca.

“E aí, Toninho? Tudo certo, meu camarada? Que que sai daí hoje?”. Essa frase é ouvida com frequência pelas mesas que ficam na calçada. Entre várias opções, uma é presença garantida faça chuva ou faça sol: o bolinho de arroz com linguiça. Frito na hora, como tudo por lá aliás, o bolinho é crocante por fora, cremoso por dentro, extremamente bem temperado e feito com muito esmero. O meu eu achava gostoso, mas vi que não chega nem perto (relembre aqui).

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É muito bom mesmo. Mas será que pode ficar melhor? Com certeza. Em uma das inúmeras vezes que esteve por lá, Gabriel da Muda levou Rafael Costa e Silva para conhecer Toninho. O ex-número 1 da cozinha do Mugaritz, que em breve inaugura o seu Lasai na Conde de Irajá, se meteu nas panelas do Momo e criou a incrível Tortilla de Bolinho de Arroz. A massa é a mesma do petisco, mas ganhou a adição de ovos quase como o tradicional prato espanhol. Inacreditável de tão gostoso.

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No campo dos jilós, Toninho também brilha. Ele vem cozido e recheado com uma carne assada que desmanchava na boca de tão macia. E o molho? Saboroso e untuoso, daqueles que o pão para limpar o prato se torna item obrigatório.

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Ainda tenho muitas iguarias para provar por lá: pastéis, lasanha de abobrinha com costela, entre outras ideias que fervilham na cabeça do Toninho. De fato fiquei apaixonado pelo bar e entendi porque em recado constante no Instagram do Da Muda. Nas palavras do próprio: “Quer ser feliz? Vá ao Momo!”. Ah! Mas quando for leve dinheiro porque lá não aceita nenhum tipo de cartão!

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Bar do Momo
– Rua General Espírito Santo Cardoso 50, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ
(21) 2570-9389
Todos os dias a partir das 9h até 23h. Domingo até 18h.

Croquete de Linguiça do Barteco em casa. Petisco delicioso, fácil de fazer e perfeito com uma cerveja gelada!

Tem hora que ler a Revista Gula me deixa mal. Calma, eu explico. Sou fã da publicação, mas por ser sediada em São Paulo, muitas das matérias se baseiam em personagens da cena gastronômica do nosso Estado vizinho. Mas de vez em quando me inspiro em uma das receitas e tento ao menos amenizar a vontade. Foi o caso do croquete de linguiça do Chef Daniel Brum, do tão falado e recém-inaugurado Barteco. No segundo seguinte ao ponto final já me movimentei para reproduzir o petisco. E digo mais: ficou espetacular!

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Os ingredientes são poucos e o preparo relativamente simples. Então vamos lá e aqui reproduzo fielmente a receita como foi apresentada na revista. A única diferença é que não fiz o molho sugerido.

Massa:
1kg de linguiça toscana
50g de mostarda l’ancienne (aquela com as sementes)
1 cebola picada
50g de manteiga
100g de farinha de trigo

Para empanar
50g de farinha de trigo
1 ovo batido
50g de farinha de rosca

Antes de ir para o fogão, retire toda a carne da linguiça da tripa e dê uma picada. Na panela coloque a manteiga para derreter e refogue a cebola. Após murchar, aumente o fogo e entre com a linguiça fora da tripa.

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Enquanto a carne vai pegando cor e a gordura derretendo, vá soltando os pedaços com a sua colher de pau. O objetivo é deixar a massa mais uniforme. Quando secar, coloque a mostarda. Misture bem e entre com a farinha. Cozinhe por mais 10 minutos para tirar aquele gosto de farinha crua e está pronto.

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Neste momento fiquei inseguro. A massa me parecia com pouca liga. Mas o objetivo é esse: deixar os ingredientes falarem por si só sem mascará-los com mais farinha ou até mesmo um ovo.

Com os componentes do empanado em potes separados, vá modelando os seus croquetes. Primeiro entre na farinha de trigo, em seguida no ovo e por último na farinha de rosca. Aí é só fritar em imersão com óleo bem quente.

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O croquete de fato é extremamente gostoso. Com uma cerveja do lado, animou e muito a tarde de domingo. Saudável? Não é não. Mas de vez em quando vale enfiar o pé na jaca! E agora o próximo passo é comer direto na fonte. Mas isso só nas próximas investidas por terras paulistanas…

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