Arquivo da tag: Cogumelos

Jantar de fim de ano da Confraria Velusué: inspiração para a semana após muita comida e belos vinhos!

Poucas coisas são mais divertidas do que quando um grupo de pessoas amigas se reúne para beber e comer bem. É garantia de bons momentos e muitas risadas. Este é o princípio que rege a Velusué, confraria de vinhos para a qual fui convidado pela minha sogra Marcia. Os encontros, este foi meu terceiro e os outros dois vocês relembram aqui e aqui, são sempre extremamente divertidos e acima de tudo saborosos.

Este ano, pela primeira vez, o presidente e chef Beto abriu sua cozinha para demais membros. E mesmo sendo um calouro tive a honra de passar a tarde por lá, acompanhar a finalização de muitos amuses e pratos e dar minha contribuição com os cogumelos do Que Marravilha!. Foi uma tarde especial.

Neste post não teremos receitas. É para servir apenas de inspiração. Daqui podem sair ideias de apresentação e também de pratos. Alguns aprendi e futuramente com certeza colocarei no blog. A mesa de antipasto, por exemplo tinha um belo hummus caseiro, babaganuche, punheta de bacalhau, tomates secos que foram hidratados em casa com azeite aromatizado, rolinhos de berinjela com ricota temperada…

20131214_214928 20131214_212034

Este mereceu um close e será reproduzido aqui em casa, e consequentemente no blog, ainda este ano. Alhos confitados em azeite com alecrim, tomilho e pimenta rosa. Espetacular.

20131214_212116

O primero amuse da noite foi um gazpacho com manjericão macerado em azeite e mussarela de búfala. Outra que estará aqui no blog em breve.

IMG-20131216-WA0003

Em seguida creme de baroa feito com a água do camarão coroado pelo próprio camarão salteado com alho, pimenta rosa e coentro.

20131214_221022

O auge da noite, na minha opinião, foi a polentinha. Cremosa e saborosa em função do caldo de legumes caseiro, foi servida com uma gema crua de codorna e trufas negras. Absurdo.

20131214_223536

Outro ponto alto foi o chorizo português picante rapidamente salteado em frigideira com mel de figo, iguaria que não conhecia. Maravilhoso e um show de contrastes.

20131214_225248

Os principais foram três. O frango recheado com damasco e envolto em bacon ou presunto de parma veio com uma redução de mel, shoyu e suco de laranja.

20131214_230502

O bacalhau de forno vinha com cenouras, batatas e coroado por ovos batidos, parmesão e bastante azeite.

20131215_001739

Já os meus cogumelos foram servidos ao lado de escalopes de mignon com Aceto Balsâmico envelhecido.

IMG-20131216-WA0004

Nos vinhos, a foto mostra que a festa foi boa. Entre os espumantes destaque absoluto para o Salton Gerações Antônio Domenico Salton. Uma beleza de cor intensa e aromas bem interessantes. Nos tintos, fomos do Uruguai até a Austrália. Mas o destaque foram dois franceses. Um da região de Bordeaux, o Le Colombier de Brown. O outro foi o Le Château Musset Chevalier, um Saint Emilion Grand Cru. Espetacular.

20131215_022259

Espero ter inspirado os amigos e amigas leitores assim como fui pelo Chef Beto e seus confrades. Como disse, algumas das receitas em breve postarei aqui completinhas. Aqui a ideia foi só deixá-los com certa inveja. Uma boa semana a todos. Saúde!

Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)!

Os Cogumelos Recheados do Que Marravilha! Aprenda a receita que ensinei a Claude Troisgros! E boas férias!

Se alguém não ficou sabendo, participei do Que Marravilha Revanche! com o chef Claude Troisgros. A experiência foi inesquecível e o programa ficou fantástico (os bastidores podem ser relembrados aqui e aqui). Se alguém não viu, as reprises acontecem ainda nesta sexta às 11h30 e 18h, no sábado (dia 20) às 12h e no domingo (dia 21), às 10h30. O prato que “ensinei” ao Claude foi o meu já tradicional cogumelo recheado. Quem já provou sabe como é bom. Até mesmo o renomado chef curtiu! Então agora repasso a receita para vocês e peço: façam em casa. Vale muito a pena.

Após o forno, o queijo gratinou e seu cogumelo está pronto.. Delicioso.. Dá trabalho, mas vale MUITO a pena!

MARRAVILHA de cogumelos recheados! Confira o passo a passo abaixo e aproveite!

Este post não seguirá o padrão do meu blog. Colocarei no início a receita como a enviada para o site do GNT e logo abaixo a sequência de fotos ilustrando o passo a passo do prato com as explicações nas legendas. Espero que entendam tudo direitinho. Qualquer dúvida podem me perguntar lá no Facebook ou no Twitter. Portanto: divirtam-se!

E aproveito para dizer que embarco nesta sexta para a Europa em viagem de férias. O blog irá ficar parado pelos próximos 20 dias, mas voltará já já com muitas novidades! Obrigado pelo carinho de todos e sigam curtindo o GastroEsporte!

Cogumelos a GastroEsporte!
Ingredientes:
800g de cogumelos Paris limpos
3 dentes de alho picados
1 pimenta dedo-de-moça picada
300ml de creme de leite fresco
Salsa picada (a gosto)
Tomilho picado (a gosto)
Cebolinha francesa picada (a gosto)
Sal (a gosto)
Pimenta-do-reino (a gosto)
Azeite
1 colher (sopa) de manteiga
100g de queijo parmesão ralado
Ingrediente curinga: 1 dose de cachaça

Modo de preparo:
– Limpe os cogumelos com pano úmido. Retire os talos e reserve. Com um boleador, ou mesmo uma colher, retire um pouco do interior do cogumelo para abrir espaço para o recheio.
– Em uma frigideira bem quente, coloque azeite e frite rapidamente os cogumelos. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Em seguida, coloque em uma travessa e reserve.
– Para fazer o recheio, pique bem os talos, o alho, a pimenta dedo-de-moça, a salsa, a cebolinha francesa e o tomilho. Esquente bem a mesma frigideira em que fritou os cogumelos e coloque azeite. Acrescentes os talos. Assim que começar a refogar, coloque o alho, a pimenta dedo-de-moça e a colher de manteiga. Tempere com sal e pimenta-do-reino. – Inclua a dose de cachaça e flambe com cuidado. Após o álcool evaporar, coloque o creme de leite e as ervas.
– Coloque o recheio no interior dos cogumelos grelhados, polvilhe o parmesão por cima e leve ao forno preaquecido, a 200ºC, para gratinar.

Após limpar os cogumelos com o pano úmido, tire os talos e reserve.. Com um boleador ou uma colher de café, raspe o interior dos cogumelos e descarte..

Após limpar os cogumelos com o pano úmido, tire os talos e reserve.. Com um boleador ou uma colher de café, raspe o interior dos cogumelos e descarte..

Ingredientes básicos do recheio.. Alho bem e dedo de moça bem picados ao lado dos talos dos cogumelos também miúdos.. Sal, pimenta do reino e a cachaça para flambar.. Faltou na foto a salsa, o tomilho e o creme de leite FRESCO..

Ingredientes básicos do recheio.. Alho bem e dedo de moça bem picados ao lado dos talos dos cogumelos também miúdos.. Sal, pimenta do reino e a cachaça para flambar.. Faltou na foto a salsa, o tomilho e o creme de leite FRESCO..

Na frigideira MUITO quente, doure os cogumelos dos dois lados.. Isso dá uma caramelização ao prato e confere muito sabor.. Tempere com sal e pimenta..

Na frigideira MUITO quente, doure os cogumelos dos dois lados.. Isso dá uma caramelização ao prato e confere muito sabor.. Tempere com sal e pimenta..

Entre primeiro com os talos na frigideira BEM quente.. Quando começar a refogar, abra espaço e coloque o alho e a dedo de moça.. E siga refogando... Minutos depois é a hora de flambar a cachaça com CUIDADO!!!

Entre primeiro com os talos na frigideira BEM quente.. Quando começar a refogar, abra espaço e coloque o alho e a dedo de moça.. E siga refogando… Minutos depois é a hora de flambar a cachaça com CUIDADO!!!

Após flambar, entre com o creme de leite fresco e com as ervas bem picadinhas... Mexa bem, deixe reduzir, corrija o sal e desligue o fogo.. Seu recheio está pronto!

Após flambar, entre com o creme de leite fresco e com as ervas bem picadinhas… Mexa bem, deixe reduzir, corrija o sal e desligue o fogo.. Seu recheio está pronto!

Arrume os cogumelos em uma travessa e entre com o recheio em cada um deles.. Enquanto isso, deixe o forno aquecendo a 220 graus...

Arrume os cogumelos em uma travessa e entre com o recheio em cada um deles.. Enquanto isso, deixe o forno aquecendo a 220 graus…

Após rechear os cogumelos, rale um parmesão de qualidade por cima e coloque no forno para gratinar...

Após rechear os cogumelos, rale um parmesão de qualidade por cima e coloque no forno para gratinar…

Após o forno, o queijo gratinou e seu cogumelo está pronto.. Delicioso.. Dá trabalho, mas vale MUITO a pena!

Após o forno, o queijo gratinou e seu cogumelo está pronto.. Delicioso.. Dá trabalho, mas vale MUITO a pena!

Mais informações, como vocês já sabem, sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos! Ah! Lembrando que agora o Gastronomia por Esporte também está no Facebook! Cliquem e curtam a página! Por lá vocês vão conferir todas as novidades do blog! http://www.facebook.com/gastroesporte

Obs: sou marrento, mas na TV pareceu bem mais! Hahahaha!
Obs2: sou tão humilde que reconheço que o filé do Claude Troisgros ficou muito melhor que o meu. Se você quiser vai lá no site do GNT aprender o dele. Mas se quiser o meu é só clicar aqui.

Bastidores do Que Marravilha! parte 2: meu cogumelo ficou melhor e o churrasquinho no estúdio! E resenha com Troisgros!

O primeiro dia já tinha sido sensacional. Cozinhar para Claude Troisgros foi realmente incrível. Mas o programa continua e o último dia de gravação foi tão inesquecível quanto os anteriores. Era a hora de ver o que o Chef Marravilha faria com o meu prato. O resultado final vocês só poderão conferir quando o programa for ao ar. Mas digo uma coisa com propriedade: meu cogumelo superou o do chef! O mesmo não posso dizer do filé em crosta de ervas.. O dele foi incrível!

No fim todo mundo feliz com o sucesso do programa.. Chef Claude, Chef Batista e nós.. Alegria!

No fim todo mundo feliz com o sucesso do programa.. Chef Claude, Chef Batista e nós.. Alegria!

Já havia dito que o programa mudou o formato, mas não vou revelar os detalhes das notas e da surpresa com o prato com a nossa foto, esse aí de baixo. Isso vocês verão lá.

Será que foi esse o prato que o chef ganhou da família? O nosso levamos como recordação...

Será que foi esse o prato que o chef ganhou da família? O nosso levamos como recordação…

A ideia aqui, mais uma vez é mostrar apenas um pouco dos bastidores. Como por exemplo a impressionante estrutura do estúdio que simula o restaurante do Chef. Ainda não conheci o Olympe, mas ao que consta é nesta mesma linha.

Tudo pronto para começar a gravação no estúdio que serve como restaurante para o Chef..

Tudo pronto para começar a gravação no estúdio que serve como restaurante para o Chef..

Picture 001

Outra visão do estúdio sendo preparado para nos receber…

Essa é a porta do "restaurante" onde jantamos.. Impressionante a estrutura!

Essa é a porta do “restaurante” onde jantamos.. Impressionante a estrutura!

Esse é o fundo da cozinha.. Quem vê nem imagina como é bem feito..

Esse é o fundo da cozinha.. Quem vê nem imagina como é bem feito..

Gravamos uma introdução e depois fomos confinados em um camarim enquanto Claude Troisgros e seu fiel escudeiro Batista preparam o prato. Fomos proibidos de acompanhar uma cena sequer para não estragar a surpresa. Mas o nervosismo e a ansiedade eram grandes demais para ficar em uma sala. Então lá fomos em busca de uma cervejinha nos arredores para acalmar. Eis que descubro um churrasco da equipe que faz toda a estrutura do Que Marravilha! funcionar. Obviamente fomos todos lá curtir.

Linguiças, pão de alho... Nos bastidores também há muita comida boa!!!

Linguiças, pão de alho… Nos bastidores também há muita comida boa!!!

Rona meteu uma boleiragem no preparo do pão de alho.. A Brahma foi conseguida na contravenção!

Rona meteu uma boleiragem no preparo do pão de alho.. A Brahma foi conseguida na contravenção!

Pão de alho, linguiça, contra-filé… Uma maravilha! A Brahma foi exclusividade minha (foi mal, diretor! Não resisti!). Até a Dona Cavalierona linda em sua maquiagem se divertiu com a competente e animada equipe. Momento de descontração total!

Dona Cavalierona curtindo o churrasquinho e o som do pagodinho que animou os bastidores...

Dona Cavalierona curtindo o churrasquinho e o som do pagodinho que animou os bastidores…

Cortado o barato, voltamos para a hora em que degustamos o prato delicioso. Mas isso vocês conferem em abril.

Chef Claude nos serve e dá uma passada rápida nas mudanças realizadas no meu prato.. Hora de comer!

Chef Claude nos serve e dá uma passada rápida nas mudanças realizadas no meu prato.. Hora de comer!

Terminada a gravação, a resenha com o Chef comeu solta. Abriu-se ainda uma saideira na qual tive a honra de ser seu maitre. Entre as dicas de Paris, para onde irei em dois meses, muitas risadas e a certeza de que a simpatia é uma característica marcante de Claude Troisgros.

Após a gravação, tive a honra de encher a taça do Chef.. Merecido..

Após a gravação, tive a honra de encher a taça do Chef.. Merecido..

Agora é esperar… Os dias de estrela da TV acabaram e a expectativa para ver como ficou o programa estão muito altas. Assim que tiver a data divulgo por aqui. E agora mais do que nunca chegou a hora de conferir o Olympe que vai reabrir das obras já já. Mais informações sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos!

Que Marravilha!!! Os bastidores de um dia inesquecível na minha cozinha com Claude Troisgros!

Certos momentos na sua vida são inesquecíveis. Sou um fã da comida, da simpatia e dos programas de Claude Troisgros. E nunca imaginava que um dia poderia ser chamado para participar de um episódio do Que Marravilha! (Obrigado, Luninha!!!). Muito menos que seria para a nova temporada na qual você cozinha para o chef na sua casa uma criação sua.  Pois é.. Foi isso o que aconteceu. Perna bamba, nervosismo, ansiedade.. O misto de sentimentos e sensações foi incrível. E no fim ver e perceber sinceridade nas palavras de um dos maiores após comer o que você fez foi um dos, como disse no início, grande momentos da minha vida.

O elenco do Que Marravilha! com a estrela.. A simpatia de Claude Troisgros é impressionante..

O elenco do Que Marravilha! com a estrela.. A simpatia de Claude Troisgros é impressionante..

O prato selecionado foi um cogumelo recheado com creme feito com os próprios cogumelos. Ao lado o já comentado aqui filé em crosta de ervas. A receita da estrela vou dar depois. Mas quem já comeu, e agora incluo Chef Claude, gostou muito. Fiz esse post apenas para revelar a novidade e mostrar um pouco dos bastidores. Ah! O programa vai ao ar em abril!

O cogumelo recheado ao lado do filé.. Este prato foi de improviso.. O que apresentei ao Claude estava mais bonito. Mas o sabor estava fantástico em ambos!

O cogumelo recheado ao lado do filé.. Este prato foi de improviso.. O que apresentei ao Claude estava mais bonito. Mas o sabor estava fantástico em ambos!

A cozinha virou estúdio. Impressionante a quantidade de equipamentos e a produção que envolve cenário e tudo mais.

Impressiona a quantidade de equipamentos na cozinha... Estrutura incrível..

Impressiona a quantidade de equipamentos na cozinha… Estrutura incrível..

Lá no fundo o fogão.. a produção cuida de todos os detalhes: decoração, cores, posicionamento..

Lá no fundo o fogão.. a produção cuida de todos os detalhes: decoração, cores, posicionamento..

O quarto virou sala de controle. O outro virou camarim. A estrutura é absurda…. Incrível! E impressiona.

O quarto foi tomado por caixas, telas, monitores, fios, cabos.. incrível demais a produção..

O quarto foi tomado por caixas, telas, monitores, fios, cabos.. incrível demais a produção..

Durante a gravação, a cozinha era minha, de Claude e de poucos membros da equipe. Mas a Luna conseguiu fazer um flagra deste momento surreal! Sim… Dividi a cozinha com o grande Troisgros! E o mais legal é ver o interesse do chef com o prato. Fora que a naturalidade com que ele fica diante das câmeras deixa qualquer um relaxado e confortável. Em dois minutos de gravação o nervosismo já tinha passado e ele parecia um grande amigo que costuma frequentar a minha casa toda semana.

Um flagra da Luninha no meio da gravação.. Inacreditável dividir a cozinha com Claude Troisgros!

Um flagra da Luninha no meio da gravação.. Inacreditável dividir a cozinha com Claude Troisgros!

No fim, todos caíram dentro do cogumelo: família, produção, suporte…

Após a maratona de mais de oito horas de gravação, família e equipe caíram dentro do cogumelo!

Após a maratona de mais de oito horas de gravação, família e equipe caíram dentro do cogumelo!

Ainda temos mais um dia de gravação e vou contar aqui para vocês. A próxima etapa é sentar em seu restaurante/estúdio e ver o que ele fará com a minha receita. Mas isso é apenas mais um detalhe de uma experiência completamente inesquecível! Mais informações sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos!

O ovo da Sudbrack! Suei, mas saiu e foi aprovado em reunião de amigos!

Sempre gostei de receber meus amigos em casa para um vinho e também para que eles pudessem servir como cobaia das minhas receitas. Mas agora tenho recebido convites para cozinhar na casa dos outros. É também um prazer enorme e tem a grande vantagem de não ter de me preocupar com louça (uma das coisas que mais detesto na vida). Sendo assim, panela, faca, alguns temperos, colher de pau e uma garrafinha (eu não cozinho de bico seco!) separadas… Vamos em frente. Além disso, após a inesquecível aula com Roberta Sudbrack, levo meu avental novo e o primeiro chapéu! Inspirado na chef, escolhi justamente o prato que aprendi naquela tarde para abrir os nossos trabalhos. Agora a missão é tentar passar para vocês: torrada com cogumelos e ovo poché.

A montagem é simples: torrada, cogumelos, ovo e, neste caso, o salame.. Receita simples, eficaz e muito gourmet...

A montagem é simples: torrada, cogumelos, ovo e, neste caso, o salame.. Receita simples, eficaz e muito gourmet…

Na cozinha é fundamental ter confiança e acreditar no que você pode fazer. Com isso na cabeça, comprei apenas seis ovos caipiras – éramos seis para o jantar. Ou seja? A conta exata. Não tinha espaço para falhas. Mas elas acabaram acontecendo. Se até Ivonete, a nossa fiel escudeira na casa da Roberta, errou, como eu vou passar impune? O fato me deixou tão irritado que nem a cerveja e a trilha sonora do anfitrião conseguiam me acalmar. Tivemos então de arrumar mais alguns para completar. E o importante é que no fim tudo deu certo. Então vamos em frente!

Duas questões são fundamentais nesse preparo. A primeira é a qualidade do ovo. Esqueça aquele branco do mercado e invista em um caipira. Ele será a estrela do prato. A segunda é a temperatura da água. Em uma panela grande, esquente uma boa quantidade de água com um pingo de vinagre. Não é para deixar ferver e sim esquentar até o ponto em que você consiga manter seu dedo dentro por uns 20 segundos. Neste momento coloque os ovos, previamente quebrados em um potinho para ver se não está estragado, um a um e dê uma mexida de leve na água apenas para eles não grudarem no fundo da panela (assumo: foi assim que perdi três ovos). Agora, amigos, é paciência. A temperatura deve ser mantida baixa. Esfriou? Liga o fogo. Esquentou? Desliga e joga um pouco de água em temperatura ambiente para amenizar. E sempre mexendo de leve. Depois de uns 15 minutos mais ou menos você vai ter essa beleza aí de baixo.

Sim.. Não ficou tão belo quanto o da Sudbrack, mas para a primeira vez deu orgulho!

Sim.. Não ficou tão belo quanto o da Sudbrack, mas para a primeira vez deu orgulho!

Vamos para as torradas. Simples. Pão de forma – no dia da aula ela cortou em formato redondo com um aro e eu acabei não fazendo isso -, manteiga e frigideira para tostar. Depois de pronta mantenha aquecida no forno até o momento de colocar no prato!

É legal grelhar o pão na frigideira ao invés de usar torradeira... A manteiga fica mais entranhada...

É legal grelhar o pão na frigideira ao invés de usar torradeira… A manteiga fica mais entranhada…

Agora os cogumelos (olha eles aí de novo!). O ideal é fazer um mix com shitake, shimeji, paris, cardoncelo… Mas como foi tudo resolvido em cima da hora, tive de ficar apenas no shitake, o único que tinha no mercado. Fatiar bem fino mesmo para ficar delicado no prato. O objetivo aqui é valorizar o sabor dele, mas não a ponto de ele “brigar” com o ovo. Panela bem quente mesmo, azeite, manteiga e os cogumelos (lembrando sempre que não se deve colocar grandes quantidades na frigideira). Sal, pimenta do reino e deixe refogar. Com ele já douradinho, junte um caldo de carne bem reduzido (farei a receita em post futuro do demi glace) apenas para soltar o fundo da panela e deixar mais cremoso. E é isso. Mais simples impossível!

Shitake já sem o talo e fatiado fino.. Importante o corte para não brigar com a delicadeza do ovo..

Shitake já sem o talo e fatiado fino.. Importante o corte para não brigar com a delicadeza do ovo..

Hora da montagem. Pegue a torrada quente e crocante, posicione os cogumelos fazendo um vulcãozinho para evitar que a ovo escorregue no prato. Entre com o ovo ali e  por cima disso, a fatia de lardo. Mas, como já havia dito, esta é uma iguaria italiana que eu nem pesquisei ainda onde comprar. Roberta disse que poderia ser substituída por parma ou jamón. Inacreditavelmente o mercado não tinha nenhum dos dois. Então neste dia o salgadinho foi dado com um salame hamburguês cortado fininho. E a finalização veio com sal rosa do Himalaia moído na hora.

Momentos antes de servir, é importante aquecer água e colocar nos ovos que estão repousando.. Assim voltam a ficar quentes para a finalização.. E com o kit Sudbrack!

Momentos antes de servir, é importante aquecer água e colocar nos ovos que estão repousando.. Assim voltam a ficar quentes para a finalização.. E com o kit Sudbrack!

A entrada foi acompanhada de espumante geladinho. Combinou muito bem, mas cabe fácil também com tinto, que veio logo depois. O prato principal conto depois qual foi. Enquanto o dia não chega, vai lá para cozinha e tenta! Qualquer dúvida pode tirar por aqui ou pelo Twitter! Até mais!

O prato por outro ânuglo.. Sente a gema momentos antes de estourar!

O prato por outro ânuglo.. Sente a gema momentos antes de estourar!

OBS: Agora o Gastronomia por Esporte também está no Instagram sempre buscando colocar fotos bacanas.. Confere lá! @GastroEsporte (igual ao perfil do Twitter!!!)

O Cadeg ou A Cadeg? Com ou sem polêmica, bons produtos, bons preços e tudo para o seu fim de ano!

A discussão começou despretensiosamente no Twitter e foi ganhando cada vez mais participantes. Cada um defendia suas convicções com afinco. A polêmica? “O” Cadeg ou “A” Cadeg? Vamos atacar a raiz do problema e mostrar os pontos. Primeiro a tradução literal: Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara. Portando “o” Cadeg, certo? Sim. Mas para muitos não. Por que?! Antigamente o mesmo local era conhecido como Central de Abastecimento… Ou seja, “a” Cadeg. Deixando de lado as discussões, a visita ao local, que fica em Benfica, é sempre um grande programa e também uma oportunidade perfeita para dar aquela economizada em muitos pontos das ceias de fim de ano.

A avenida principal tomada por gente... O movimento em dezembro no (a) Cadeg é muito maior...

A avenida principal tomada por gente… O movimento em dezembro no (a) Cadeg é muito maior…

Agora prepare-se. Em dezembro o movimento triplica. E com o calor que tem feito no Rio de Janeiro, é preciso disposição e sobretudo cabeça no lugar. Especialmente se você acordou tarde e resolveu chegar por lá ao meio dia. Aì, amigo, é gente a dar com o pau. O ideal é chegar um pouquinho mais cedo e deixar para abrir os trabalhos a essa hora. Lembre-se, a vida por lá começa muito cedo mesmo!

Mas vale a pena. Diferentes tipos e cortes de bacalhau? Tem por lá e a preços muito mais acessíveis do que o normal. Pode comprar só o lombo, ele já desfiado, já dessalgado, português, norueguês.. As possibilidades são muitas.

As opções de bacalhau também são muitas, perfeitas para a ceia natalina...

As opções de bacalhau também são muitas, perfeitas para a ceia de fim de ano…

Frutas, vegetais… Você encontra também. Cogumelos, por exemplo, só compro por lá. O preço é muito mais em conta do que nos mercados pela cidade.

Frutas e vegetais frescos não faltam.. Os cogumelos saem mais baratos por aqui também..

Frutas e vegetais frescos não faltam.. Os cogumelos saem mais baratos por aqui também..

Da mesma maneira que as tradicionais castanhas, nozes, avelãs, frutas secas e demais itens que ao menos servem para decorar a mesa natalina estão por lá. Se quiser comprar fio de ovos, uma das criações mais abomináveis do ser humano, também acham.

Castanhas, avelãs, nozes, frutas secas... Nada disso falta no (a) Cadeg..

Castanhas, avelãs, nozes, frutas secas… Nada disso falta no (a) Cadeg..

Agora o que realmente vale muito a pena são os vinhos. As lojas são muitas, mas sempre termino na Griffe dos Vinhos. Fica na avenida principal ao lado do Barsa. São muitos rótulos, de todos os países e com preços mais do que convidativos. Espumantes então nem se fala. Exemplo impressionante é o Valduga 130. Bebida excelente por R$ 47,90. Vi no Leblon por R$ 69,90. Vale a pena, não? Mas fica a dica: a Griffe só trabalha com dinheiro ou cartão de débito.

O custo benefício dos vinhos no (a) Cadeg é absurda.... E na Griffe as opções são muitas...

O custo benefício dos vinhos no (a) Cadeg é absurda…. E na Griffe as opções são muitas e você ainda pode degustar algumas provinhas no fundo da loja…

O Mercado de Flores é ponto certo também da Dona Cavalierona. Não entendo nada de flor, mas quem manjar de decoração pode comprar por lá.

O Mercado de Flores é outra atração... Mas atenção, ao meio dia, como visto na foto, eles fecham..

O Mercado de Flores é outra atração… Mas atenção, ao meio dia, como visto na foto, eles fecham..

Também são cada vez mais comuns, são as lojas que estão investindo em produtos com uma pegada gastronômica. É fácil encontrar Parmas italianos, Jamón espanhol, frios variados, azeites de várias regiões do mundo além de queijos e cervejas.

Lojas com uma pegada mais gastronômica estão crescendo no (a) Cadeg.. Produtos importados como azeites, frios e cervejas dividem o espaço..

Lojas com uma pegada mais gastronômica estão crescendo no (a) Cadeg.. Produtos importados como azeites, frios e cervejas dividem o espaço..

Após rodar e comprar, chega a hora da bonança. Opções para comer não faltam, dos mais diferentes preços e cardápios. Pé sujo, pé limpo, boteco, bistrô… Agora tem de tudo no (a) Cadeg. Quer comer com mais refinamento? Vá ao Barsa. Um contra-filé violento acebolado ou com bastante alho frito e farofa de ovo? Poleiro do Galeto. O Empório Quintana serve bons sanduíches. Mas também tem algumas opções que não recomendo como o Costelão e o Brasas Show. Mas isso é para outro post específico.

Desta vez estava com pressa e tinha um almoço ainda pela frente. Parei apenas para aplacar o calor e tomar uma Brahma gelada com uma linguicinha no Adega Cesari, logo de cara para o estacionamento. Em pé no balcão vi porções mais do que generosas de churrasco misto passando. Por lá, outra boa dica é o sanduíche de picanha suína. Uma beleza!

Após carregar caixas de espumante e sacolas debaixo de muito calor, uma linguicinha e uma Brahma na Adega Cesari.. Eu mereço!

Após carregar caixas de espumante e sacolas debaixo de muito calor, uma linguicinha e uma Brahma na Adega Cesari.. Eu mereço!

Portanto, polêmico ou não, vale a visita. É o lugar no Rio que mais se assemelha aos mercados centrais comuns em outras cidades do Brasil e que não temos por aqui. Se não quiser encarar o calor e a multidão de dezembro, espera um pouquinho e volte em 2013. No Cadeg ou na Cadeg… Aí é com você!

Cadeg
Rua Capitão Félix, 110 – Benfica, Rio de Janeiro – RJ, 20920-310 – (21) 3890-0202

Risoto de cogumelos: a especialidade em um dia de comemoração!

Ao longo deste blog vocês verão que falarei bastante sobre risoto. Não só por ser o meu prato favorito, mas também porque é minha especialidade na cozinha. Modéstia à parte, acredito que acertei a mão nesta preparação. Vou tentar explicar por aqui a receita base de qualquer risoto. Neste caso, acompanhado de muitos amigos para brindar a inauguração do Gastronomia por Esporte no último fim de semana, fiz um de cogumelos frescos finalizado com azeite de trufas. Confort food de qualidade, amigos, resenha e algumas garrafas de vinho. Nada pode ser melhor!

Raminho de tomilho para dar um sabor e também atuar como decoração.. Detalhe para o fio de azeite trufado.. Mais que isso estraga!

Raminho de tomilho para dar um sabor e também atuar como decoração.. Detalhe para o fio de azeite trufado.. Mais que isso estraga!

Como disse, fiz de cogumelos, mas até o momento de misturar a estrela do prato, a base e a maneira de se preparar são as mesmas para qualquer receita. E é por isso que falarei primeiro sobre o arroz e depois sobre os fungos.

Vamos começar então. Em fogo médio refogue uma cebola bem picada em azeite e manteiga. O objetivo aqui é amolecer a cebola e não dourá-la. Em seguida entre com o arroz, arbório ou carnaroli, a escolha é sua. Eu uso como medida uma mão cheia por pessoa. Neste dia éramos dez e eu usei o pacote inteiro de um quilo. Acabou sobrando bastante e me deixando apreensivo, já que nunca havia uma quantidade tão grande ao mesmo tempo em minha panela. Por pouco chegou ao limite, mas no fim tudo deu certo.

Caldo aquecido ao lado e o arroz em seu início... Foi secando vai juntando caldo sempre aos poucos... Risoto é um prato que demanda paciência..

Caldo aquecido ao lado e o arroz em seu início… Foi secando vai juntando caldo sempre aos poucos… Risoto é um prato que demanda paciência.. No fundo os cogumelos.. Mais embaixo a gente chega lá!

Com os grãos começando a ficar transparentes, entre com o vinho branco. Novamente tudo depende da quantidade de pessoas. A ideia é envolver todo o arroz com a bebida. Começou a secar é a hora de ir adicionando sempre aos poucos o caldo, que deve estar aquecido e não em temperatura ambiente. Neste dia, confesso que usei o em cubo. Mas em breve ensinarei aqui como fazer um belo caldo de legumes ou de frango, os que devem ser usados em risoto de maneira geral.

Detalhe para a quantidade de risoto nesta panela.. Da próxima vez vou com uma maior.. Como disse, é para mexer o tempo todo!

Detalhe para a quantidade de risoto nesta panela.. Da próxima vez vou com uma maior.. Como disse, é para mexer o tempo todo!

Nesse ponto, meus amigos e amigas, é paciência. Secou? Coloca caldo. E agora o detalhe importante e fundamental: não pode nunca parar de mexer. É trabalho braçal mesmo. Só assim você vai ativar o amido do arroz e deixar seu risoto cremoso. Não falo aqui em tempo porque risoto é algo pessoal. Eu gosto dele al dente. Tem gente que prefere mais cozido mesmo. Quando chegar ao seu ponto ideal, desligue o fogo, jogue uma boa colher de manteiga e um bom punhado de parmesão (por favor vamos usar um de qualidade, de saquinho nem pensar). É legal deixar a panela semi tampada por alguns minutos, mas se a fome for grande, meta bronca!

Finalizado... Vinho ao lado, azeite de trufas na mesa e tudo pronto para começar a degustação!

Mais um ângulo do prato finalizado… Vinho ao lado, azeite de trufas e tudo pronto para começar a degustação!

Os cogumelos

Como disse no início, optei por fazer um risoto de cogumelos frescos. Fiz a preparação antes de começar o arroz. Iria usar paris, shitake e shimeji, mas acabei utilizando apenas os dois primeiros já que no mercado o último estava em falta. Arranque os talos, limpe a terra sempre presente, principalmente no paris, e corte em fatias não muito finas por questões de textura.

Shitakes e paris sem cabos, limpos e fatiados... Sempre bom preparar e organizar tudo antes... Ao fundo alho picado...

Shitakes e paris sem cabos, limpos e fatiados… Sempre bom preparar e organizar tudo antes… Ao fundo alho picado…

Em uma frigideira bem quente (nesse caso é para ser quente mesmo!!!!), jogue azeite, manteiga e os cogumelos. Repare que eles soltam bastante água e por isso a panela deve estar bem aquecida. Assim que começar a refogar, junte um pouco de alho. Coloco depois justamente pela temperatura da panela. Se o alho vai antes terminará queimado e amargo, comprometendo o resultado final. Detalhe importante é em relação a quantidade de cogumelos na panela. Nunca coloque tudo ao mesmo tempo justamente por causa da água.

Paris na panela bem quente e já com alho picado... Após estarem refogados, um pouco de vinho branco soltou o fundinho e fez um belo molho..

Paris na panela bem quente e já com alho picado… Após estarem refogados, um pouco de vinho branco soltou o fundinho e fez um belo molho..

E também não dá para misturar os cogumelos na preparação. Primeiro o shitake. Depois o paris, o shimeji e por aí vai… Na última leva, joguei um pingo de vinho branco para soltar o fundo da panela já com alguns pedacinhos de cogumelo. Formou-se um molhinho que deu um toque ainda mais especial no risoto. Se você quiser, pode simplesmente não misturar em nada e comer ele assim com uma salsa fresca por cima (por sinal, eu colocaria salsa antes de juntar, mas a anfitriã Amanda Kestelman esqueceu de comprar e eu juntei um pouco do tomilho que havia levado para decoração). Perfeito!

Os vinhos da noite.. Essa foto já foi no iPad.. Depois de tantos não foi fácil lembrar de pegar a máquina!

Os vinhos da noite.. Essa foto já foi no iPad.. Depois de tantos não foi fácil lembrar de pegar a máquina!

Como já expliquei, perto do fim do risoto, junte os cogumelos ao arroz para misturar e ele passar todo o sabor. Não coloque no meio da receita porque o cozimento irá continuar e você corre o risco de perder a textura. E pronto. É ir para mesa, brindar com os amigos e aproveitar. Espero que tenham gostado da primeira receita do Gastronomia por Esporte. Qualquer dúvida mande via Twitter ou no email gastronomiaporesporte@gmail.com. Obrigado e boa semana!