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Rapadura: boa alternativa na Conde Bernardotte. Comida nordestina e Serramalte gelada!

Perto da casa da Luna, a Rua Conde Bernardotte costuma me abrigar quando quero tomar um chope rápido. Mas começava a ficar enjoado das opções. Rota 66, por exemplo, não me agrada nem um pouco. Desacato raramente vou. Acabo ficando sempre na Academia da Cachaça, quando estou com fome, ou no Informal, quando quero apenas beber. Mas a rua agora ganhou uma nova opção que muito me agradou: Rapadura. A cozinha tem pegada nordestina e além do bem tirado chope Brahma, você encontra por lá Serramalte (R$ 9), cerveja da qual sou fã e que está cada vez mais difícil beber no Rio.

O lugar, que fica colado na Academia da Cachaça, tem decoração muito bacana. As pinturas, os chapéus no teto, os detalhes dos doces, o cardápio.. Tudo remete ao Nordeste e foi feito com muito bom gosto.

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Mas vamos ao que interessa: comida. Estive duas vezes no local nas últimas semanas e por isso pude provar muitas das opções de petiscos. Ainda não conferi o almoço executivo ou os pratos oferecidos na casa. Alguns surpreenderam muito positivamente. Outros derraparam um pouco contrastando inclusive com a descrição do cardápio.

Abrimos com os caldinhos. São duas opções: Feijão (R$ 10) e Mocotó (R$ 12). O primeiro estava gostoso, apesar de um pouco espesso. Achei criativo o acompanhamento: um pastel sem recheio que fez as vezes do tradicional pãozinho. Já o segundo estava saboroso, mas pouco lembrava um untuoso caldo de mocotó. Senti falta de mais pedaços do principal ingrediente.

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Mantive a linha dos caldos e provei as Favas a Moda Sertaneja (R$ 15). A porção é maior, as favas estavam bem cozidas e o caldo saboroso pela presença de costelinha, bacon e linguiça. Mas assim como o de Mocotó, poderia ter mais das estrelas na porção.

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Fomos então para as Almofadinhas. Tratam-se de dois salgados com recheio cremoso de rabada com agrião (R$ 10). A rabada estava cremosa e saborosa, e a massa, aquela tradicional de risole, não estava das mais pesadas. Boa pedida.

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A primeira visita continuou com uma porção de Carne Seca Acebolada com farofa (R$ 21), que não estava nada demais. Comum como as que a gente encontra hoje em quase todos os bares da cidade. Pedimos também a dupla de pastéis de carne (R$ 8). Ao invés de carne moída, anunciou-se um ragú. Mas infelizmente o recheio estava seco e pouco saboroso.

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Finalizamos a primeira noite com a Salada Sertaneja (R$ 28,5). Mix de folhas com uma porção da carne seca acebolada ali de cima e com fatias de abóbora assadas no melaço de cana com especiarias. Não fosse este último detalhe seria uma salada meramente comum, mas as abóboras deram um toque especial.

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Na segunda investida provei mais algumas opções. E obviamente, com muitas Serramalte. Iniciei com os Quadradinhos de Tapioca com queijo Coalho (R$ 19,5). Na porção, alguns estavam bem crocantes e com bastante queijo. O molho de pimenta agridoce dava um toque bacana. Outros estavam bem mais massudos.

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Em seguida outro pedido inconstante. O chamado Pau de Arara são mini bruschetas de linguiça com queijo (R$ 27,5). O cardápio diz que os pães são dourados em manteiga de ervas, mas no meu caso isso não foi nem visto e nem notado. Os pães, por sinal, estavam moles, deixando claro que não foram nem dourados. O que amenizou a frustração foi a linguiça, esta bem saborosa.

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Para compensar, o último petisco da noite estava bem saboroso. Carne de Sol Acebolada na chapa com pimenta biquinho e farofa (R$ 41). Os nacos de carne estavam macios e saborosos e a cebola, bem refogada, ligeiramente adocicada. A acidez com pouca ardência da pimenta biquinho unia bem os sabores.

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Como disse acima, o Rapadura é uma grata novidade. A comida não é perfeita, mas surge como uma boa alternativa informal ali na Conde Bernardotte. Acredito que os pequenos detalhes podem e devem ser tranquilamente corrigidos, mas só de não ficar refém da Academia da Cachaça para comer bem naquela rua já é para ser comemorado.

Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

OBS: Peço mil desculpas pela ausência no blog nas últimas semanas. Como todos sabem, a gastronomia para mim é um esporte. E em função do trabalho foram três viagens consecutivas e muitas matérias pela frente. Mas agora o blog volta com sua programação normal!

Comida di Buteco: mais três bares visitados… Tradição da Adega Pérola saltou aos olhos e Sat’s é sempre Sat’s!

O primeiro dia foi movimentado. Foram cinco bares em uma tarde tranquila de domingo. Quem não leu os comentários pode clicar aqui e matar a curiosidade. Como disse lá, meu tempo é curto já que embarco na sexta para curtir as férias. Mas enquanto isso a gente mata a curiosidade de mais concorrentes desta edição do Comida di Buteco. Então, na última segunda, fui acompanhado do amigo e referência Pedro Ivo conhecer mais três concorrentes. E diria que foram excelentes surpresas.

Abrimos a noite no Caldo Beleza. O petisco, chamado Linguiça Abestada, é quase um caldo em pedaços. Aipim, linguiça e costelinha de porco bem cozidas e servidas em caldo untuoso (R$ 25). Estava tudo macio e saboroso. O sal ficava equilibrado quando se provava todos os componentes juntos. A pimenta biquinho que vinha decorando caiu bem. Jogou contra a falta do pão para comer junto e a temperatura da cerveja: tanto a Heineken em lata como o chope Brahma não estavam trincando.

Aipim, costelinha e linguiça em caldo rico, untuoso e saboroso.. Quase uma sopa em pedaços...

Aipim, costelinha e linguiça em caldo rico, untuoso e saboroso.. Quase uma sopa em pedaços…

Rumamos então para o Adega Pérola, dos bares mais tradicionais da cidade. E aqui a fama e a experiência jogaram a favor. A Linguiça de Baco foi um belo petisco (R$ 20). Trata-se de rodelas de linguiça cozidas em vinho tinto e cobertas com gorgonzola derretido e cebola. O vinho utilizado no preparo, que certamente é dos mais baratos, acabou equilibrando e casando muito bem com a força do queijo e o sabor intenso da linguiça. Uma excelente pedida acompanhada de chope Brahma, desta vez bem gelado.

Linguiça cozida no vinho tinto, cebola e gorgonzola.. Tudo harmonizou muito bem na Adega Pérola..

Linguiça cozida no vinho tinto, cebola e gorgonzola.. Tudo harmonizou muito bem na Adega Pérola..

Finalizamos a noite no Galeto Sat’s, ponto mais do que tradicional para quem quer tomar aquela saideira em paz. Recebido de braços abertos pela simpatia que é o Serginho, provamos o Bacalhau Agasalhado (R$ 35). Trata-se de uma generosa porção da linguiça de bacalhau que já dava as caras no cardápio da casa, mas desta vez foi produzida em versão mais delicada que o habitual. Invenção criativa, saborosa e que vem acompanhada de pimentões, cebola, azeitona e ovos de codorna. O sabor é diferente e instiga a comer mais. Bebemos novamente o chope Brahma sempre bem gelado. De quebra ainda conheci o simpático Bruno, que comanda o Botero, e reencontrei a querida Luiza do Da Gema, com sua equipe!

Se você não conhece o Sat’s, vá, experimente o petisco e de quebra prove o galeto com molho de limão e o pão de alho que são imperdíveis. Em breve irei escrever com calma sobre este bar que gosto muito.

Linguiça de bacalhau, pimentões, cebola, azeitona e ovos de codorna.. Criatividade e sabor no Sat's..

Linguiça de bacalhau, pimentões, cebola, azeitona e ovos de codorna.. Criatividade e sabor no Sat’s..

A jornada continua e sempre será contada por aqui até o dia em que embarcar! Os endereços e horários de funcionamento das casas que visitei e dos demais participantes você confere lá no site oficial do Comida di Buteco.

Mais informações, como vocês já sabem, sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos! Ah! Lembrando que agora o Gastronomia por Esporte também está no Facebook! Cliquem e curtam a página! Por lá vocês vão conferir todas as novidades do blog! http://www.facebook.com/gastroesporte

Comida di Buteco 2013: as cinco primeiras visitas. Quem roubou a cena foi o estreante Botero!

Começou na última sexta-feira dia 12 a mais nova edição do Comida di Buteco. Com a Heineken como nova patrocinadora nas ampolas, 30 bares espalhados pela cidade criaram petiscos tendo como obrigação o uso de linguiça e/ou aipim. No domingo iniciei a minha peregrinação, que será curta este ano já que na sexta-feira embarco de férias para a Europa onde farei outro tipo de circuito! Mas até lá pretendo ir a mais alguns lugares. Vão aqui então as minhas primeiras impressões e os pitacos.

Vamos começar por quem roubou a cena. O estreante Botero, que tem movimentado o tradicional Mercadinho São José em Laranjeiras, serve uma porção de seis mini bruschettas criativa e extremamente saborosa (R$ 22). O primeiro par é a clássica de tomate com um ovo de codorna frito, farelo de paio e um toque de tomilho. Para ficar impecável mesmo só se a gema estivesse mole. A segunda não teve tanto brilho, mas também é gostosa: base de tomate e rodelas de linguiça. A última estava perfeita: costela desfiada bem molhadinha e suculenta com um creme de aipim por cima. O melhor do dia. Para beber Brahma Extra (foi mal Heineken).

O campeão do dia.. Bruschettas impecáveis do Botero que ainda conta com um cardápio excelente!

O campeão do dia.. Bruschettas impecáveis do Botero que ainda conta com um cardápio excelente!

De lá fomos para o Baixo Gago provar a Sinhá Moça, duas empadas com massa de aipim recheadas com linguiça acompanhadas por uma bela geleia de pimenta (R$ 19,90). Achei a massa um pouco pesada, apesar de saborosa. A descrição do petisco dizia que o recheio era cremoso, mas no nosso caso veio apenas linguiça picada. Avisamos ao muito atencioso garçom Thiago que providenciou em um potinho o creme que não veio dentro e que fez toda a diferença amenizando o tom picante do embutido e trazendo um toque de gorgonzola. Para beber Serramalte (foi mal de novo Heineken!).

Empadas de aipim com recheio de linguiça e bela geleia de pimenta..

Empadas de aipim com recheio de linguiça e bela geleia de pimenta..

Deixamos Laranjeiras e fomos para o Humaitá rumo ao Palhinha. Boa surpresa. Trata-se de uma porção de linguiça de javali flambada em cachaça envelhecida, cebola roxa e pimenta dedo de moça (R$ 29,90). A linguiça era normal, mas o acebolado estava muito saboroso e a pimenta deu um toque fundamental. A cachaça estava bem presente e aromática. Compõe ainda o petisco uma porção de grissinis de aipim com quijo que estavam saborosos, mas zero crocantes o que prejudicou. O molho de maionese dispensável está lá ao lado de geleia de pimentão. Uma Brahma para dentro (opa Heineken!).

Linguiça de javali com acebolado saboroso e grissinis de aipim.. Petisco do Palhinha foi bem...

Linguiça de javali com acebolado saboroso e grissinis de aipim.. Petisco do Palhinha foi bem…

Vamos então subir o morro. Na pacificada Ladeira dos Tabajaras, o estreante Bar do Bahiano serve bolinho de aipim com recheio de camarão (R$ 15). Como vocês já sabem, não como camarão por alergia. Mas provei a saborosa massa que é feita na acanhada cozinha do bar que fica na movimentada ladeira. Estava bem leve o salgado e o molho desta vez não foi dispensável e estava gostoso. Além disso, a visita vale pela simpatia dos funcionários e em especial do Bahiano. O orgulho que ele sente de estar no concurso foi de arrepiar. Voltarei para provar as outras opções do cardápio. Bebi Brahma outra vez!

Simples, mas eficiente, os croquetes de camarão com massa de aipim do Bahiano.. Molho saboroso..

Simples, mas eficiente, os croquetes de camarão com massa de aipim do Bahiano.. Molho saboroso..

Finalizamos o domingo subindo mais ladeiras. Do Tabajaras para o Chapéu Mangueira, no Leme, onde finalmente conheci o Bar do David, que já abocanhou um terceiro lugar e um vice campeonato. Este ano atacam de nacos de linguiça empanados em farinha de especiarias aos dois molhos acompanhados de chips de aipim (R$ 22,90). Os chips estavam bem gostosos. Um dos molhos era uma espécie de chimichurri muito saboroso. Já o outro não manteve o nível e poderia ficar de lado. As linguiças eram gostosas, mas não senti bem as especiarias. Ou seja, petisco de altos e baixos, mas que você acaba relevando também em função da simpatia do David. E lá bebemos a primeira Heineken do domingo!

Nacos de linguiça empanadas, chips de aipim e dois molhos para acompanhar.. Petisco do David..

Nacos de linguiça empanadas, chips de aipim e dois molhos para acompanhar.. Petisco do David..

Nesta semana pretendo dar as caras pela Zona Norte e conhecer o que for possível antes da viagem. Os endereços e horários de funcionamento das casas que visitei e dos demais participantes você confere lá no site oficial do Comida di Buteco.

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Feijoada do Amaral: 36 anos de tradição, uma grande festa, mas comida muito irregular

A folia passou, foi intensa, mas agora o Gastronomia por Esporte está de volta. Mas aqui o clima, com certo atraso, continua. A Feijoada do Amaral é dos eventos mais tradicionais do Rio. A festa reúne muita gente bonita, alguns famosos (não vi quase nenhum este ano) e quem estiver disposto a desembolsar R$ 550 pela camisa-convite. Acompanhado pelo amigo Chico Torcedor, lá fui eu fazer minha estreia no evento que acontece há 36 anos. E como não poderia deixar de ser, vamos fazer nossa crítica.

Uma das duas mesas com a feijoada.. Muitas opções de carne, mas nem todas gostosas..

Uma das duas mesas com a feijoada.. Muitas opções de carne, mas nem todas gostosas..

Em um evento para mais de mil pessoas, é praticamente impossível conseguir fazer uma comida de extrema qualidade. Mas eu esperava muito mais do badalado feijão que teve a assinatura do Chef Tião, que passeava pelo salão falando com todo mundo. Carnes irregulares e pouco tempero no feijão. O caldinho, por exemplo, só tinha graça mesmo se você colocasse torresmo ou um pouco do líquido da panela das carnes, coisas que eu fiz.

Chef Tião, o responsável pela feijuca, cuidou pessoalmente de tudo.. Este era o apenas correto caldinho..

Chef Tião, o responsável pela feijuca, cuidou pessoalmente de tudo.. Este era o apenas correto caldinho..

A variedade pelo menos era grande. Carne seca, paio, lombo, costela, linguiça e língua defumadas e frescas… Além delas, as que costumam fazer pessoas torcerem o nariz também estavam lá como rabo e orelha. O que achei incrível foi errarem o ponto de cozimento das linguiças. Firmes demais e pouco saborosas. Pena.

Outra visão do buffet longo.. Muitas opções de carnes..

Outra visão do buffet longo.. Muitas opções de carnes..

Rescaldados com a recente tragédia, a organização colocou muitos bombeiros no local..

Rescaldados com a recente tragédia, a organização colocou muitos bombeiros no local..

Me chamou atenção também uma panela de chã assado. Mas este estava muito ruim mesmo. Duro, com pouco tempero e bem seco apesar do caldo. Um erro incrível.

Registrei de perto antes de provar porque achei interessante a ideia.. Mas foi talvez o maior erro da feijoada..

Registrei de perto antes de provar porque achei interessante a ideia.. Mas foi talvez o maior erro da feijoada..

Como acompanhamento, um pernil assado que sim, estava muito gostoso. O molho tinha acidez e doçura bem equilibrados.

Pernil assado estava bem saboroso e com molho equilibrado.. O melhor da feijoada não estava no feijão!

Pernil assado estava bem saboroso e com molho equilibrado.. O melhor da feijoada não estava no feijão!

Ah! Tinha ainda linguicinha frita, torresmo, aipim e couve. Serviam de aperitivo e a saída foi tanta que em certo momento o aipim acabou e foi colocado com substituto batata frita.

Fizeram sucesso aperitivos como aipim frito, carne seca acebolada, linguicinha e torresmo..

Fizeram sucesso aperitivos como aipim frito, carne seca acebolada, linguicinha e torresmo..

Legal também foram as opções de farofa e pimenta. Eram quatro de cada. As farofas: alho, ovo, banana e de pimenta. Esta última estava muito gostosa e era feita com farinha de milho. Já as pimentas eram: malagueta, dedo de moça, de cheiro e misturadas com um caldo de feijão.  Para beber o ingresso incluia cerveja Devassa, a patrocinadora, refrigerantes Schin (pesado) e caipi com cachaça ou vodka.

Ao fundo as quatro opções de farofa.. A amarelinha era de pimenta e estava realmente muito boa!

Ao fundo as quatro opções de farofa.. Mas por favor.. Reparem apenas na farofa!!!

Doces como pudim, de abóbora com coco, de abacaxi, de banana além de brigadeiros equilibravam a glicose dos foliões.

Muitas opções de doces, mas nada a se destacar.. O pudim, inclusive, muito abaixo do que se espera..

Muitas opções de doces, mas nada a se destacar.. O pudim, inclusive, muito abaixo do que se espera..

Segundo consta, foram 200 quilos de feijão e mais de cem só de carnes. Apesar da comida estar extremamente irregular, o serviço funcionou e tudo era reposto com extrema rapidez. Mas o que vale lá mesmo é o evento. Se você está esperando comer uma boa feijoada, lá não é o lugar ideal. Mas se você quer se divertir, pode arrumar um jeito de ir no ano que vem.

O samba inicial foi muito bom. Mas o auge veio com o baile comandado por Latino. Sim. Ele é brega e suas músicas possuem letras extremamente pobres e bobas. Mas o cara tem carisma e levantou quem foi ao evento com muita energia. No fim das contas valeu. E é sempre engraçado ver o velho amigo Chico tirar fotos como uma celebridade.

Um verdadeiro showman esse tal de Latino.. Colocou todo mundo para pular com seus hits..

Um verdadeiro showman esse tal de Latino.. Colocou todo mundo para pular com seus hits..

Mais informações sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos!

O tradicional Serafim.. Chope gelado e muitas risadas com os amigos em Laranjeiras..

Dezembro é provavelmente o mês em que você mais bebe no ano. A cada dia aparece um chope comemorativo. Nesta semana, capitaneados pelo chefe Eduardo Peixoto, fomos os repórteres do GLOBOESPORTE.COM ao Serafim celebrar o ano de trabalho. Chope gelado e cremoso, maracujá e bons petiscos marcaram uma noite de muitas risadas em um dos botequins mais tradicionais de Laranjeiras, logo no início da Rua Alice.

Mesas na calçada da Rua Alice costumam ser as mais disputadas. E banner já mostra o bom preço do chope!

Mesas na calçada da Rua Alice costumam ser as mais disputadas. E banner já mostra o bom preço do chope!

Tudo no Serafa é bem tradicional. Não vá esperando luxo ou qualquer coisa do tipo. É bar mesmo. No balcão, sempre disputado, você pode ver petiscos como tremoços, azeitonas temperadas, batatinha calabresa…

Na vitrine do balcão acepipes clássicos como tremoços, azeitonas e batatinha calabresa..

Na vitrine do balcão acepipes clássicos como tremoços, azeitonas e batatinha calabresa..

Na parte quente, ficam expostos os nacos de torresmo, o bolinho de carne, empadinhas, pastéis…

Nacos de torresmo dividem espaço com empadinhas e os famosos bolinhos de carne e bacalhau da casa..

Nacos de torresmo dividem espaço com empadinhas e os famosos bolinhos de carne e bacalhau da casa..

No teto, a decoração portuguesa com alhos, cebolas e até piões pendurados no teto fazem o clima melhorar ainda mais perto das muitas garrafas de bebida. Ainda no balcão, placas dão o tom descontraído ao local. “Botequim do Serafim. Não é permitido entrar bêbado. Sair sim”. É um bom lema, que certamente acontece com frequência.

Balcão clássico de boteco com decoração estilizada e as plaquinhas com recados para os bebuns...

Balcão clássico de boteco com decoração estilizada e as plaquinhas com recados para os bebuns…

O chope, estrela da casa, é tirado à moda antiga. Nada de torneira exclusiva para espuma. A chopeira também é tradicional, com gelo sendo socado pra dentro constantemente. E é justamente isso que deixa a bebida gelada e com uma boa espuma. Em promoção, a caldereta sai a R$ 4,50.

Cena comum no Serafim é ver o camarada socar gelo pra dentro da chopeira.. Processo fundamental e das antigas..

Cena comum no Serafim é ver o camarada socar gelo pra dentro da chopeira.. Processo fundamental e das antigas..

Entre os petiscos, há pastéis variados sempre fritos na hora. Queijo derretido, camarão, siri, bacalhau, carne… Os sabores são variados e custam R$ 3,50 cada.

Fritos na hora e bem recheados, os pastéis também fazem sucesso por lá..

Fritos na hora e bem recheados, os pastéis também fazem sucesso por lá..

O bolo de carne custa o mesmo preço. Olha, não sei como é feito, mas esta bolota aí da foto é bem gostosa, temperada e fica ainda melhor quando vem frito na hora. Tradicional da casa.

O bolo de carne, uma espécie de croquete... Tradicional e sempre gostoso no Serafim..

O bolo de carne, uma espécie de croquete… Tradicional e sempre gostoso no Serafim..

Momento bom também para provar o Maracujá. Os antigos donos nunca quiseram revelar a receita. Reza a lenda que é feito com o que sobra das garrafas de bebida variadas. Eu não sei, só sei que desce bem demais…

Ninguém faz ideia de como é feito.. Mas esse maracujá engana.. Depois de alguns você sai derrubado! E é uma delícia..

Ninguém faz ideia de como é feito.. Mas esse maracujá engana.. Depois de alguns você sai derrubado! E é uma delícia..

O bolinho de bacalhau, outra pedida tradicional, não estava no mesmo nível. Senti falta de tempero, apesar do bom gosto de bacalhau. A porção sai por R$ 18.

Em porção ou individual, o bolinho de bacalhau costuma ser gostoso. Mas nesta noite derrapou na falta de tempero..

Em porção ou individual, o bolinho de bacalhau costuma ser gostoso. Mas nesta noite derrapou na falta de tempero..

A volta por cima veio com uma porção de Capa de Filé aperitivo (R$ 25). A carne de segunda veio se desmanchando, com um molho encorpado e bem temperado, cebola e azeitona verde. Molhar o pão na travessa foi obrigatório.

Molho encorpado,cebola macia e capa de filé desmanchando... Comida de botequim com qualidade..

Molho encorpado,cebola macia e capa de filé desmanchando… Comida de botequim com qualidade..

Mas nem tudo são flores no Serafa. Como disse lá em cima, estamos falando de um boteco, e não de um restaurante. Mesmo assim, algumas situações mínimas são necessárias em qualquer lugar. A higiene é o principal. Em dois momentos da noite, duas baratinhas daquelas miúdas apareceram pelas paredes do salão. Uma delas chegou a cair no ombro de um camarada na mesa. O banheiro também é complicado. Ao puxar a descarga, o cano saiu do lugar e inundou o local, me deixando molhado. Feio demais.

Olha lá que beleza de chope... Cremoso e gelado, perfeito para comemorar um bom ano..

Olha lá que beleza de chope… Cremoso e gelado, perfeito para comemorar um bom ano..

Tirando os inconvenientes, o importante é que a noite reuniu grandes companheiros de trabalho que se tornaram amigos. Com chope gelado, a gente releva certas coisas em nome da confraternização. E, no fim das contas, cumprimos todos o que pede a plaquinha do balcão! Até a próxima!

Rapaziada do GLOBOESPORTE.COM com direito a alguns penetras.. No fim é o que vale!

Rapaziada do GLOBOESPORTE.COM com direito a alguns penetras.. No fim é o que vale!