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Quinta de São José: vinhos especiais do Douro em uma tarde com o enólogo João Brito e Cunha

É sempre um prazer degustar um vinho com o enólogo e winemaker que produziu o conteúdo das garrafas. Nós podemos buscar identificar aromas e características que entram na nossa cabeça a cada gole, mas só o produtor tem a capacidade de explicar exatamente o que ele pretendia com aquele corte, com o processo de envelhecimento e te guiar pelos caminhos de cada taça. Tive este privilégio ao conhecer o português João Brito e Cunha e seus vinhos, da vinícola Quinta de São José, no Douro. Fizemos uma degustação de praticamente toda a sua linha na Cavist, em Ipanema, acompanhado de um belo almoço.

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Com o refrescante branco Ázeo na taça, João, que veio ao Brasil a convite da importadora WineMundi, representante dos seus vinhos por aqui, contou um pouco da história do Douro e em particular de sua vinícola. Com uma produção pequena, procura dar uma identidade a cada vinho. Além disso, o espaço de dez hectares conta também com uma pousada para estimular o enoturismo na região.

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Mas voltemos à taça. O Ázeo foi uma revelação para mim, já que não conhecia as castas Viusinho e Rabigato. No primeiro gole o vinho se mostrou agressivo. Mas bastaram cinco minutos para o frescor tomar conta e os aromas frutados tomarem conta. Harmonizou perfeitamente com um carpaccio de Hadoque defumado com raspas de limão siciliano.

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A brincadeira seguir em frente com o Quinta de São José tinto. Feito com as uvas clássicas da região, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, é um bom vinho de entrada. Foi harmonizado com bacalhau envolto por um crisp de parmesão, receita que, por sinal, já mostrei como se faz aqui.

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O terceiro ganhou a mesa. O Quinta de São José Reserva 2010 é um belo vinho. Feito com Touriga Nacional de vinhas velhas da quinta, passa por barricas de carvalho francês por um ano e ganha bastante complexidade. Bem frutado, mas com taninos equilibrados. No prato, duo de cordeiro com manteiga de ervas e legumes salteados. Estivesse o cordeiro um pouco mais mal passado o prato seria perfeito. Mas o casamento com o vinho foi realmente espetacular.

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Com esta mesma pedida, provamos ainda o Grande Reserva da Quinta de São José, que veio em garrafa Magnum do ano de 2011. A opinião na mesa foi praticamente a mesma. É, de fato, um vinho especial feito com as vinhas mais velhas das castas Touriga Nacional e Touriga Franca e fermentados em lagares após serem pisadas como antigamente. Se tivéssemos bebido esta safra daqui a três anos pelo menos a experiência seria ainda mais especial. Afinal de contas, estamos diante de um vinho que tem potencial de guarda. Mas na taça estivemos diante de um vinho complexo, com mineralidade no ponto certo, novamente frutas no nariz e equilíbrio ideal. 

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No fim, o São José Vintage Port com banana caramelada, doce de leite, sorvete de canela e farofa de paçoca. Fim de uma tarde especial, de muito conhecimento, boa conversa e, como sempre, boa comida!

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Peneira 19: café brasileiríssimo produzido pelo Café do Centro é exclusividade do grupo Forneria. Bela xícara após o almoço!

A história é bacana. Amante de café, Denise Schirch buscava junto com João Paulo Diniz um novo café para os restaurantes do Grupo Forneria, do qual ela é diretora e ele proprietário. Amante da bebida, a dupla estava cansada dos tradicionais italianos e foi atrás de um grão bem brasileiro. Procurou então o pessoal do Café do Centro, responsável por plantações no interior de Minas. Foram diversas provas, mas o escolhido veio de maneira inusitada. Ao ganhar um pacote de presente que continha grãos que não eram comercializados, eles avisaram ao grupo que aquele era o escolhido. Nascia assim o Peneira 19 e a parceria. Agora, em qualquer unidade do grupo especializado em cozinha italiana, em São Paulo ou no Rio, o cafezinho é brasileiríssimo.

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Com grãos maiores, o nome inclusive vem do tamanho da peneira em que ele é passado, a 19, este novo blend possui notas adocicadas, um aroma de caramelo e até certa cremosidade. No Rio de Janeiro, ele pode ser conferido na Forneria São Sebastião. Mas antes de chegar lá, degustamos o menu executivo da casa. Entrada, prato principal e sobremesa saem por R$ 65. Enquanto você escolhe, grissinis crocantes e fresquinhos, com ou sem alecrim, chegam na mesa.

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As opções são variadas. De entrada, escolhi um clássico: carpaccio. As finas e frescas fatias de carne vinham coroadas com folhas, uma tapenade de azeitonas pretas e pinolis que deram textura ao prato. Um excelente começo.

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Provei ainda a caprese, com mussarela de búfala bem fresca e cremosa. E também a focaccia de tomate e de parmesão. Uma boa massa de pizza da casa assada no forno a lenha bem crocante e saborosa.

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O começo foi muito animador, mas a única derrapada da tarde aconteceu no prato principal. Assim como na entrada, as opções eram animadoras, mas apaixonado por hambúrguer que sou resolvi apostar no da casa. A carne de picanha vem envolta em massa de pizza e coberta com cheddar. E foi aí que morou o problema. Como é assado, o ponto da carne fica difícil de ser controlado e acabou passando um pouco. Saboroso estava, mas prefiro a carne mal passada.

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Melhor opção seria a o Tortelli fresco recheada com mussarela e um bom molho de tomate que também provei. Em uma casa italiana, melhor ficar entre os pratos italianos!

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Para encerrar, Tiramissú, afinal de contas estávamos ali para degustar o Peneira 19. Então, o ideal era harmonizar com um doce que leva café em sua preparação. E a dupla brilhou. O Tiramissú estava bem leve e suave enquanto o café soltava a cada gole os seus aromas.

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No fim, o simpático especialista em café Vitor Leardi, do Café do Centro, explicou que o fundo da xícara mostrava ainda mais todas as características do Peneira 19 e de qualquer um que você venha a degustar. E de fato foi uma experiência interessante. As notas de cor e sabor ficam mais perceptíveis proporcionando uma experiência completa do início ao fim. Façam e me digam depois. E que venham os próximos!

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Forneria São Sebastião

Rua Anibal de Mendonça, 112, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ (21) 2540-8045

De domingo a quinta, do meio-dia à 1h; sexta e sábado, do meio-dia às 2h.

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