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Antiga Mercearia e Bar.. Uma grande novidade na Cobal do Humaitá, seja para compras ou para sentar e curtir!

Gosto muito da Cobal do Humaitá. É perto da minha casa e conta com dois lugares que curto ir: Puebla e Joaquina (que inacreditavelmente nunca falei por aqui). Mas recentemente uma novidade conquistou um lugar cativo entre os meus preferidos: Antiga Mercearia e Bar. Uma sacada genial, na verdade.

Durante todo o dia é uma mercearia que vende os mais variados produtos. Por lá você encontra geleias, massas, artigos importados, molhos e por aí vai. Além disso, no varejo você compra temperos, biscoitos doces, salgados, e até milho gigante do Peru, um espetáculo junto de um ceviche. E, é claro, o carro chefe: cervejas! As marcas são muitas e a ênfase fica nas nacionais. Bebe-se ali ou em casa.

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Mas a casa, extremamente bem decorada e que chama atenção de quem está no corredor que liga o lado da Voluntários com o da São Clemente, conta ainda com uma cozinha afiada. O cardápio de petiscos é enxuto, fazendo com que tudo esteja bem feito. São bolinhos, espetinhos, alguns pratinhos que chegam em uma marmitinha e também algumas porções.

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Estive por lá em várias oportunidades, o que me fez provar muita coisa diferente. Enquanto ninguém se decide, desce logo um chope e uma azeitoninha comprada a granel. São cinco torneiras sendo que duas são fixas com os artesanais que levam o nome da casa. São três tamanhos diferentes do Antiga Pilsen ou do Antiga Weiss. O primeiro é servido em um copinho de geleia personalizado. Alguns podem estranhar, mas achei criativo e diferente. Já o segundo vem no tradicional copo de trigo. Ambos muito gostosos.

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Comecei com o bolinho de feijoada (R$ 4,90). Não é o do Aconchego, é claro. Mas de todos que estão cada vez mais presentes nos cardápios pela cidade, este fez frente ao original. Casquinha saborosa, muito bem recheado com couve e linguiça. Um acerto.

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O croquete vem com propaganda no cardápio (R$ 4,80). Gostoso, mas não inesquecível. Ligeiramente mais adocicado que o do Alemão, por exemplo, mas casou bem com a mostarda escura.

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Em seguida o Bolinho de Bacalhau (R$ 4,80). Todos sabem como sou viciado (lembram do circuito Cadeg?) e este estava realmente bem gostoso.

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Pedi ainda dois bolinhos de aipim. O primeiro com catupiry e o segundo recheado com carne seca (R$ 4,50 cada). Chamou atenção em ambos a qualidade da massa: bem leve e saborosa. O primeiro é simples, para quem gosta de catupiry mesmo. O segundo tinha um recheio bem temperado, com cebola e salsa.

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Saindo das frituras, o espetinho de filé mignon veio no ponto certo de sabor e maciez (R$ 14,90). A farofinha que acompanhou estava saborosa.

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Já no campo dos petiscos, o pão de alho gratinado poderia ter ficado um tantinho a mais no forno, mas tem potencial (R$ 9,90). Só não peça caso você esteja em um encontro romântico.

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A última pedida foi a porção dos canapés de filé a milanesa (R$ 27,90). A combinação original do Astor é tiro certo. Torradas, queijo e um quadrado do milanesa. Sinceramente é muito difícil fazer isso dar errado.

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Como disse, gostei da novidade. E o público do Rio também, já que o movimento da casa tem estado cada vez maior. E acho merecido. Ideias criativas e bem executadas merecem ser premiadas. O atendimento, confuso no início, o que é perfeitamente normal, tem estado cada vez mais azeitado. Corrigido isso, a promissora casa tem tudo para ter uma vida longa, seja tomando algo por lá ou simplesmente passando para umas compras rápidas.

Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá.

Antiga Mercearia e Bar
Cobal do Humaitá – Rua Voluntários da Pátria, 446 – loja 7, Humaitá, Rio de Janeiro – RJ
(21) 2226-6553
Domingo a quinta, das 9h à meia-noite. Sexta e sábado, das 9h às 3h.

Bar Urca à noite: cerveja gelada, vista da mureta, amigos e muita sardinha! Tradição do Rio!

Poucos programas são tão tradicionais no Rio de Janeiro como encarar uma Original, as empadas e pastéis sempre frescos na mureta em frente ao Bar Urca. E fundamentalmente isso é feito na hora do almoço ou então no fim de tarde. Nos fins de semana, é missão praticamente impossível conseguir um espaço sequer para sentar e se deslumbrar com a vista magnífica e privilegiada da cidade. Mas na última semana descobri dois novos encantos que, confesso, não conhecia na casa sempre tão falada.

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O primeiro deles pode parecer inusitado, mas simplesmente nunca tinha sentado à noite na mureta. Em uma quinta-feira, ao lado dos camaradas do GLOBOESPORTE.COM, foram muitas risadas regadas de Original simplesmente trincando a R$ 9 cada. Mas antes disso, uma paradinha no balcão para descobrir outra coisa inédita: as sardinhas fritas.

Sou completamente viciado em sardinhas. E no Bar Urca basta você pedir ali no balcão que ela é frita na hora e chega sequinha para você. Estavam carnudas, bem temperadas e com o empanado na medida certa a R$ 2,80 cada uma. Com gotinhas de limão e um fio de azeite, acabei me perdendo nelas. Foi disparado o melhor que comi naquela noite.

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Sim, teve espaço para os pastéis (entre R$ 2,50 e R$ 2,80 dependendo do sabor). Encarei também um bom bolinho de bacalhau com tempero na medida certa por R$ 2,70 (e você lembra aqui que eu gosto pouco de bolinho, não é?). Como disse, são gostos e possuem o mérito de chegarem sempre quentinhos pois a rotatividade é grande. A empada de queijo (R$ 4,20) também estava gostosa. Massa leve e recheio saboroso, apesar de um pouco pesado.

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Resumindo, o Bar Urca também tem poesia e encantos além de um fim de tarde no domingo. E convenhamos que quando você está entre bons amigos tudo fica mais fácil. Vale a visita. E a sardinha!

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Bar Urca
Rua Candido Gaffre 205 – Urca, Rio de Janeiro
Tel: 21-2295-8744
Todos os dias de 11h30 às 23h

Praça Xavier de Brito: cavalinhos e bolinho de bacalhau em um domingo carioca…

Alguma coisa está errada se você é carioca, passou sua infância no Rio de Janeiro e não conhece a Praça Xavier de Brito, na Tijuca. De repente pelo apelido você se lembra: a Praça dos Cavalinhos. Não? Então tire um sábado ou um domingo e leve seus filhos, sobrinhos, primos, afilhados ou afins para uma volta de charrete, alguns minutos no pula pula, nos carrinhos elétricos e, principalmente, nos cavalos. Ah! E depois da canseira, lugar bom para repor as energias é o Rei do Bacalhau que fica de frente para a praça.

A fachada do restaurante que dá de frente para a pracinha.. Mesas na varanda, balcão e salão..

A fachada do restaurante que dá de frente para a pracinha.. Mesas na varanda, balcão e salão..

No meu caso, fui de titio com meu irmão e suas duas filhotas: Pequena Maya e Clara Bochechuda. Então, a canseira maior é dele. Eu acompanhei aqui e ali e logo fui para o balcão. Chope Brahma na tulipa muito bem tirado por R$ 5. Para acompanhar, o bolinho de bacalhau frito de maneira constante e sempre quentinho (R$ 4).

Chope Brahma bem tirado e bolinho de bacalhau quentinho.. Perfeito para repor as energias!

Chope Brahma bem tirado e bolinho de bacalhau quentinho.. Perfeito para repor as energias!

Um dos meus lugares favoritos em bares: o balcão.. De lá você acompanha a movimentação da casa..

Um dos meus lugares favoritos em bares: o balcão.. De lá você acompanha a movimentação da casa..

Como disse no post do (a) Cadeg, sou um viciado em bolinhos de bacalhau. E este estava no mesmo nível dos melhores daquele dia. Bem temperado, salgadinho na medida e com uma proporção boa do peixe com a batata. Tudo coroado por um azeite português que se não era extra virgem ao menos não era um óleo vagabundo. E quem comanda de perto por ali é Seu Armando, portuga dono do local.

Com saída rápida, é raro você chegar no balcão e encontrar um bolinho frio.. A reposição é constante!

Com saída rápida, é raro você chegar no balcão e encontrar um bolinho frio.. A reposição é constante!

Não comemos prato. Ficamos apenas na dobradinha chope e bolinho. Mas os pratos chamaram atenção. Vi passar um Bacalhau a Zé do Pipo e um a Gomes de Sá. Ambos custavam entre R$ 100 e R$ 120, mas eram muito bem servidos e pareciam extremamente saborosos. A vitrine do balcão expõe também as sobremesas. Doces tradicionais portugueses entre R$ 5 e R$ 7.

Barriga de freira, pastel de belém, quindim... A vitrine de doces chama atenção!

Barriga de freira, pastel de belém, quindim… A vitrine de doces chama atenção!

Energias repostas, fomos lá acompanhar as meninas que se esbaldaram na pracinha em um típico programa carioca. O sorriso da Maya no cavalo mostra que vale a pena. Já a Bochecha ainda estranhou um pouco e no primeiro passo ameaçou o choro. Não importa. Mais alguns meses e as lágrimas viram alegria rapidinho. Enquanto isso, tome bolinho!

Maya abre o sorriso antes do passeio no Aladdin... Clima da praça é maravilhoso para crianças..

Maya abre o sorriso antes do passeio no Aladdin… Clima da praça é maravilhoso para crianças..

Clara ainda meio tensa em cima do Aladdin.. Foi só dar o primeiro passo que o choro começou!

Clara ainda meio tensa em cima do Aladdin.. Foi só dar o primeiro passo que o choro começou!

Charretes disputam espaço com os cavalinhos na pracinha...

Charretes disputam espaço com os cavalinhos na pracinha…

A charrete leva a família.. Mais uma etapa do domingo de folga com as crianças..

A charrete leva a família.. Mais uma etapa do domingo de folga com as crianças..

A Praça Xavier de Brito conta com muitas opções para as crianças e um bonito chafariz..

A Praça Xavier de Brito conta com muitas opções para as crianças e um bonito chafariz..

Mais informações, como vocês já sabem, sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos! Ah! Lembrando que agora o Gastronomia por Esporte também está no Facebook! Cliquem e curtam a página! Por lá vocês vão conferir todas as novidades do blog! http://www.facebook.com/gastroesporte

Os bolinhos de bacalhau do (a) Cadeg. Venceu a tradição, mas boas opções não faltam

Sou fã incondicional do (a) Cadeg, como já havia comentado em um dos primeiros posts do Gastronomia por Esporte. É o que temos no Rio que mais se assemelha a um mercado central. Mas além do local, sou também um grande admirador de um bom bolinho de bacalhau. E por lá você pode encontrar muitas casas que vendem o salgado que leva basicamente batata e o peixe, além dos temperos e da boa mão do cozinheiro. Sem ela algo aparentemente simples vai desandar.

A avenida principal tomada por gente... O movimento em dezembro no (a) Cadeg é muito maior...

A avenida principal tomada por gente… O movimento em dezembro no (a) Cadeg é constante..

Em uma manhã agradável ao lado do amigo Chico Rezende, o Torcedor, fui com a missão de provar os bolinhos do (a) Cadeg. Foram cinco que renderam experiências muito diferentes. Mas, no fim das contas, o campeão segue sendo o mais tradicional deles todos: o Cantinho das Concertinas. E é por isso que vamos começar por ele.

A casa comandada pelo galego simpático Carlinhos é dos pontos mais tradicionais com a roda de fado além da sardinha e do bacalhau feitos na brasa nos sábados extremamente concorridos. E o bolinho segue imbatível. Frito constantemente, está sempre quentinho e custa R$3 a unidade. Crocante e com a proporção perfeita entre batata e bacalhau, o bolinho tem tempero na medida certa e desce perfeitamente com o bom azeite português servido. Tiro certo.

Imbatível.. O Cantinho das Concertinas continua fazendo os melhores bolinhos.. E durante a semana sem caos!

Imbatível.. O Cantinho das Concertinas continua fazendo os melhores bolinhos.. E durante a semana sem caos!

Ao lado da casa fica a Gruta São Sebastião. Também ao custo de R$3 a unidade, o bolinho não chamou tanto a atenção principalmente por ter mais batata em sua composição. O que realmente ficou na memória e de maneira negativa foi o azeite servido. Em um lugar com variedades do óleo a preços tão bons, se torna um crime colocar na mesa um azeite de qualidade tão baixa como aquela. Gosto realmente horroroso que mata o bolinho.

O primeiro bolinho não se destacou nem para cima e nem para baixo.. Estava gostoso, mas não inesquecível..

O primeiro bolinho não se destacou nem para cima e nem para baixo.. Estava gostoso, mas não inesquecível..

Mais na frente encontramos o Empório Gourmet Show. A delicatessen que vende muitas iguarias, vinhos, cervejas e uma penca de produtos importados inaugurou no sendo andar um restaurante. O cardápio até chama atenção, mas a missão era bolinho de bacalhau. E o da casa, que inaugurou filial no Complexo Gastronômico do Lagoon, já comentado aqui, foi o pior do dia. Assim que chegou na mesa já deu para prever que não estaria gostoso. Apenas morno, deixou a impressão de que já estava frito há muito tempo. Pesado e duro, foi uma decepção incrível. E justamente na casa que quer impor uma linha mais gastronômica. Ah! E ainda é menor e mais caro que os anteriores: R$3,90 a unidade.

A aparência já deixava claro de que o bolinho não estaria o ideal.. No sabor a mesma coisa: o pior deles.

A aparência já deixava claro de que o bolinho não estaria o ideal.. No sabor a mesma coisa: o pior deles.

Mais para o final da avenida principal, o Empório Quintana do simpático chef Leonel também chama atenção. Além de vender bons produtos, o chef desenvolveu um cardápio interessante que me chamou atenção e deixou curioso. Mas vamos ao bolinho: frito na hora, chegou extremamente crocante por fora e macio por dentro. Proporção boa entre batata e bacalhau. Estaria perfeito se tivesse um tiquinho a mais de sal, mas a prudência em relação ao teor do próprio peixe falou mais alto. Também sai a R$3,90 a unidade.

Crocante, sequinho e com boa proporção.. Faltou apenas um pingo de sal para ficar ideal.. Belo bolinho...

Crocante, sequinho e com boa proporção.. Faltou apenas um pingo de sal para ficar ideal.. Belo bolinho…

O último encerrou muito bem a empreitada. Apesar de ter a carne como principal item do cardápio, o Costelão do Cadeg serviu um excelente bolinho. E olha que estava receoso, já que comi lá uma vez há bastante tempo e não saí satisfeito. Mas o bolinho desenvolvido pelo chef Gilberto Fellows e frito na hora bem temperado e saboroso me fez pensar em voltar para almoçar. Vendido em porção (R$20 por dez unidades), desceu maravilhosamente com o chope Eisenbahn.

A surpresa.. Não imaginava que fosse comer um bolinho tão bom no Costelão, especializado em carnes..

A surpresa.. Não imaginava que fosse comer um bolinho tão bom no Costelão, especializado em carnes..

Passamos ainda pelo Galeto Brasa, mas a aparência nada convidativa do bolinho já frito no balcão somado a um almoço ruim que já tive por lá nos fizeram desistir da avaliação. A Adega Cesari, logo no início, estava sem bolinhos e também acabou não sendo avaliada. Surpreende também o Barsa, casa gourmet com pegada lusitana, não servir a iguaria. Mas podem ir na punheta de bacalhau sem medo. Vale muito.

No fim das contas, venceu a tradição das Concertinas. Mas as demais investidas mostraram que está cada vez melhor comer por lá. E mais do que nunca, você que ainda não conhece o (a) Cadeg, está mais do que na hora de perder um dia por lá. E chegue cedo! O dia por lá começa às 4h!

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