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‘Quer ser feliz? Vá ao Momo!’ Agora entendi finalmente o bordão do amigo Gabriel da Muda. Que bar!

Outro dia o amigo Gabriel da Muda, hoje um dos grandes foodies do Rio de Janeiro (termo um pouco irritante confesso, mas que acaba representando bem os amantes da gastronomia que caçam bons lugares para comer e beber bem), postou em seu Instagram uma foto do espetacular frango assado do Rex, na Praça da Bandeira. Na legenda, uma espetada: “Beijo pros críticos de gastronomia que não atravessam o túnel”. Não sou tão radical, mas o fato é que existem grandes lugares para o lado de lá do Rebouças. Mas hoje vou ficar em apenas um deles: o Bar do Momo.

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O Momo conheci outro dia justamente com o Gabriel. Por ser quase um vizinho do bar, é um dos maiores frequentadores do local e acabou sendo indiretamente um divulgador das delícias que saem na hora da minúscula cozinha comandada pelo simpático Toninho ou pelo seu pai, o Tonhão. Cardápio? Esquece. Lá não tem. O que você encontra é o bom e velho boca a boca.

“E aí, Toninho? Tudo certo, meu camarada? Que que sai daí hoje?”. Essa frase é ouvida com frequência pelas mesas que ficam na calçada. Entre várias opções, uma é presença garantida faça chuva ou faça sol: o bolinho de arroz com linguiça. Frito na hora, como tudo por lá aliás, o bolinho é crocante por fora, cremoso por dentro, extremamente bem temperado e feito com muito esmero. O meu eu achava gostoso, mas vi que não chega nem perto (relembre aqui).

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É muito bom mesmo. Mas será que pode ficar melhor? Com certeza. Em uma das inúmeras vezes que esteve por lá, Gabriel da Muda levou Rafael Costa e Silva para conhecer Toninho. O ex-número 1 da cozinha do Mugaritz, que em breve inaugura o seu Lasai na Conde de Irajá, se meteu nas panelas do Momo e criou a incrível Tortilla de Bolinho de Arroz. A massa é a mesma do petisco, mas ganhou a adição de ovos quase como o tradicional prato espanhol. Inacreditável de tão gostoso.

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No campo dos jilós, Toninho também brilha. Ele vem cozido e recheado com uma carne assada que desmanchava na boca de tão macia. E o molho? Saboroso e untuoso, daqueles que o pão para limpar o prato se torna item obrigatório.

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Ainda tenho muitas iguarias para provar por lá: pastéis, lasanha de abobrinha com costela, entre outras ideias que fervilham na cabeça do Toninho. De fato fiquei apaixonado pelo bar e entendi porque em recado constante no Instagram do Da Muda. Nas palavras do próprio: “Quer ser feliz? Vá ao Momo!”. Ah! Mas quando for leve dinheiro porque lá não aceita nenhum tipo de cartão!

Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

Bar do Momo
– Rua General Espírito Santo Cardoso 50, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ
(21) 2570-9389
Todos os dias a partir das 9h até 23h. Domingo até 18h.

The Carioca: transformando um lobby de hotel em uma atração com boas ideias de petiscos e belas sobremesas

Em um primeiro momento o conceito parece inusitado. Afinal de contas, o lobby de um hotel acaba naturalmente se tornando uma rota de passagem. Mas por que não transformá-lo em uma atração a mais seja para o hóspede ou simplesmente para quem quiser tomar um drink e comer algo em um ambiente com ar condicionado de cara para a praia de Copacabana? Esta foi a ideia da cadeia JW Marriott ao inaugurar oficialmente – já estava em soft opening há dois meses – o The Carioca no lobby de sua unidade na Avenida Atlântica.

O ambiente é extremamente bem decorado, composto por mesas e cadeiras confortáveis e iluminados pela luz natural durante o dia, quando estive lá. Chama atenção também o lustre imponente que fica sobre o bar e remete ao mar já que é feito com material que se parece com conchas.

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Passada a estranheza inicial, como disse é um lobby por onde passam hóspedes e também participantes de possíveis eventos, fomos ao cardápio desenvolvido pelo chef paulista de formação francesa Ramiro Bertassin. Apesar do nome em inglês, talvez herança da cadeia de hotéis americana, dá para sentir um pedaço do Rio seja pela roupa dos garçons, com blusas listradas e chapéus, ou mesmo pelos porta copos com imagens da cidade que podem ser levados para casa pelos clientes.

Chama atenção também a quantidade de ingredientes e conceitos brasileiros. Segundo o próprio chef, muitas das criações foram frutos de andanças pela cidade e pela praia. Primeira prova disso é o biscoito de polvilho. Em formato de grissini, ganhou páprica que confere cor e notas picantes sem perder a característica do Globo que se come nas areias.

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Quer mais uma? O queijo coalho tem o mesmo queimadinho das churrasqueiras, mas vem coroado por geleia de cachaça e uma couve crocante. Ou seja, você tem salgado, doce, defumado e um toque de amargor dado pela couve. Bem interessante.

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No copo, o drink The Carioca faz bonito. Leva maracujá, guaraná, cachaça e hortelã. Refrescante e com o nível de álcool no ponto certo. Opção não alcoólica, a Grape Lemonade é uma boa escolha para quem for o motorista da rodada, mas quiser beber algo diferente. Provamos também o ceviche que manteve a receita clássica sem grandes invencionices. Fresco e bem feito.

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Em seguida, vieram as bruschettas de cogumelos com brie gratinado. A única ressalva que faço é o fato de o pão não ter vindo tão crocante. De resto, o sabor estava impecável. Cogumelos frescos que contrastaram bem com o queijo que chegou com um toque defumado do brulée.

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Das criações mais leves para as frituras. O bolinho de arroz com gruyere e carne seca foi muito interessante e é um item que irá entrar no cardápio. O aipim frito trufado veio macio e com o óleo sem mascarar o seu sabor. O mesmo não posso dizer dos pastéis. Provamos o de carne seca com queijo que poderia ter vindo mais recheado e crocante. De bom o vinagrete com azeite de pimenta deu um toque bem gostoso.

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Mas quem se sobressaiu de vez nesta leva foi o croquete de pupunha. Espetacular. Crocante por fora e cremoso e saboroso por dentro. Apesar de ser um creme, ainda se sente a textura firme do pupunha e seu sabor ligeiramente adocicado. O complemento é uma muito bem feita geleia de pimenta.

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Fomos então para os sanduíches. Provamos o hambúrguer de rabada, feito com a carne desfiada. Estava bem saboroso, bem temperado e vinha com brotos de beterraba e pimenta biquinho. Ou seja, bom contraste de sabores. Já os sliders de pupunha foram uma ideia perfeita para aproveitar novamente um dos melhores petiscos da noite: o croquete. Na base uma passada de mostarda de dijon traz o picante que forma bom contraste com o salgado de tom adocicado que faz as vezes de carne e com a mussarela de búfala. Os dois sanduíches vieram em um pão de milho leve e com erva doce.

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As sobremesas foram um desbunde. Como disse, a formação do Ramiro é em pâtisserie e aqui ele se destaca sem qualquer irregularidade. Primeiro a Brasileirinha, levíssima mousse de chocolate com cachaça com creme de cajá e crumble de castanha. Como diz o nome, nada pode ser mais brasileiro. A cachaça se faz presente, mas sem dominar o doce.

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Os bolinhos de chuva chegam fofinhos e com três opções de calda: chocolate, melaço de cana e um doce de leite caseiro que leva cumaru que chamou muita atenção pela leveza, cremosidade e sabor. Este doce, aliás, forma a base da versão de Ramiro para o clássico francês creme brulée. Muito gostoso. Por fim, provamos ainda a queijadinha com frutas vermelhas que não me pegou ainda mais depois desta sequência.

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Todas as porções provadas, como visto nas fotos, são para dividir. Esta é a proposta da casa. E os preços ficam entre R$ 25 e R$ 40. Os drinks ficam até R$ 30. A casa conta também com cervejas artesanais brasileiras e algumas importadas.

Infelizmente não sobrou espaço para os pratos principais, mas o Brasil se faz presente no confit de galinha com quiabo ou na costela de tambaqui. Vou ter de voltar para experimentar. Afinal de contas, um lobby de hotel nunca foi tão atrativo. Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)

The Carioca
Todos os dias – 06h às 0h – (21) 2545-6551/2545-6557
JW Marriott – Avenida Atlântica, 2600 – Lobby.

Bolinho de Arroz: petisco perfeito para fazer com as sobras e acompanhar uma cerveja gelada!

No último fim de semana, o batizado da minha sobrinha, a pequena Clara, foi celebrado com uma feijoada. Ao perceber as sobras na geladeira, vi uma grande panela com arroz branco já cozido. Na hora veio na cabeça a ideia de como aproveitar sem deixar tudo aquilo estragar: Bolinho de Arroz. Na boa, quem não curte esse petisco maravilhoso de preferência acompanhando uma gelada? Então anota aí que a receita é molezinha!

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Você vai precisar de: duas xícaras de arroz branco já cozido, uma cebola picada e refogada (para dar um gostinho adocicado), meia xícara de salsa picada, dois ovos, uma xícara de farinha de trigo, seis colheres de sopa de parmesão ralado e 180 gramas de calabresa picada (este é opcional.. se você é vegetariano pode cortar) além de óleo para fritar. 

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Com tudo separado não tem muito mistério. Em uma vasilha grande basta misturar bem. Comecei com o arroz, a farinha e os ovos. Depois de integrar tudo entrei com os demais ingredientes. Tempere com sal e pimenta do reino e termine de misturar.

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Feito isso dê o formato que você quiser enquanto o óleo esquenta. Pode ser redondo cônico… Eu fiz em formato de quenelle moldando com duas colheres. Depois é só fritar até ficar dourado. Perfeito com a cervejinha! Prático não? Até a próxima!

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