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Segunda edição do Noi Leblon Sunset acontece nesta segunda (11/01). Confira os detalhes

Na primeira edição já deu para perceber que o evento entraria para o calendário regular dos amantes de cerveja. Cerveja, música e um clima totalmente descontraído em plena segunda-feira simplesmente não tem como dar errado. E é hoje (11/01) que acontece a partir das 18h o segundo Noi Leblon Sunset. Criado pela cervejaria oriunda de Niterói, o convescote tem como convidados da vez as locais 3Cariocas, 2Cabeças e Hocus Pocus. Todas estarão com suas criações plugadas nas torneiras ao lado das donas da casa.

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Esqueça a formalidade de mesas e cadeiras. O salão do bar da Noi na Rua Conde Bernadotte, no Leblon, fica limpo e ganha espaço para quem quiser dançar. No comando das carrapetas estarão os DJs Lo Bianco e Breno Werneck.

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Para não beber de barriga vazia, a cozinha da casa preparou três petiscos: lingüiça Canastrinha da Serra com aipim frito, fileto de peixe crocante com molho tártaro e pão de alho, e steak tips de chorizo com barbecue de Noi Amara e fritas.

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Na última edição o clima foi esse das fotos acima. Nos vemos lá. A Noi fica no número 26 da Rua Conde Bernadotte. Nos vemos lá mais tarde. Até a próxima! Saúde!

De Claude Troisgros para Luiza e Leandro: palestra com o francês e a inigualável coxinha de terça do Da Gema!

A noite de terça-feira começou com alta gastronomia nas palavras. Em palestra promovida pela Aliança Francesa da Tijuca e aberta ao público, Claude Troisgros falou sobre a história de sua família que foi uma das precursoras da Nouvelle Cuisine. De lá, chegou até o dia em que desembarcou no Rio de Janeiro onde fincou raiz e construiu um legado sólido que faz jus ao sobrenome que carrega. Distribuiu a simpatia que lhe é peculiar, mostrou que o francês está enferrujado arrancando risadas e aplausos em mais de uma hora de conversa.

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Mas o papo naturalmente deixou todos os presentes com fome. Afinal de contas, era foie gras pra cá, tacacá pra lá, mostrando como as gastronomias francesa e brasileira estão presentes no coração de Claude. E em uma terça-feira na Tijuca o destino só pode ser um: Da Gema. Afinal de contas, é apenas neste dia que você consegue comer a melhor coxinha de galinha do mundo (R$ 4,50)!

Por que eu digo isso? Sempre gostei de coxinha. E sou daqueles que vira o salgado de cabeça pra baixo e começa a comer, sem qualquer trocadilho, pela bunda onde o recheio se concentra. Quando chego no biquinho onde a massa se concentra, costumo jogar fora. Luiza e Leandro, que criaram essa maravilha e as demais que são servidas pro lá, desenvolveram uma massa que é tão gostosa quanto o farto e bem temperado recheio. Leve e saborosa, a massa é a estrela para mim. E só nas terças-feiras!

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Mas nem só de Coxinha vive o Da Gema (quarta também é dia temático e eu já falei por aqui). Figura carimbada no Comida di Buteco, concurso que, por sinal, começa mês que vem, o bar tem criações criativas e deliciosas. O Pastel de Feijão Gordo (R$ 4,50), por exemplo, é um absurdo. O recheio é uma verdadeira feijoada rica, farta e repleta de carnes saborosas. Demais mesmo.

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Do pastel para o Atoleiro Carioca (R$ 25), para mim, apesar de não vencedor, o melhor petisco do Da Gema para o concurso. Nacos e peito bovino e linguiça de porco com aipim que chega macio em seu molho de cozimento. Clássica comida caseira. Por cima um surpreendente e delicioso pesto de agrião. O pão que rodeia o prato é perfeito para sugar o molho que fica na panelinha.

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Outro clássico é a Rabadinha com Polenta (R$ 25). Nacos crocantes de polenta frita coroadas como reis por rabada saborosa e bem temperada. Precisa mesmo dizer como isso é gostoso?

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Teve tempo ainda para o Pela Égua (R$ 13). Canjiquinha com queijo coberta por couve e pelo molho de linguiça da casa que entra em outros petiscos como o Tricolor, outra belíssima pedida por lá.

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A única derrapada do Da Gema costuma ser a demora nos pedidos. A cozinha é pequena e faz tudo na hora, o que em certos momentos gera essa espera. É, claro, algo que não é o ideal. Mas vale a paciência. Quando chega você costuma esquecer. E aproveita. Feita por Claude ou pela Luiza, o que vale é a boa comida!

Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

Da Gema
– Rua Barão de Mesquita, 615 – lojas C e D, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ -(21) 2208-9414
Terça e quarta, das 17h à meia-noite; Quinta, das 17h à 1h; Sex, das 15h às 1h; Sábado, do meio-dia às 2h; Domingo, do meio-dia às 22h

‘Quer ser feliz? Vá ao Momo!’ Agora entendi finalmente o bordão do amigo Gabriel da Muda. Que bar!

Outro dia o amigo Gabriel da Muda, hoje um dos grandes foodies do Rio de Janeiro (termo um pouco irritante confesso, mas que acaba representando bem os amantes da gastronomia que caçam bons lugares para comer e beber bem), postou em seu Instagram uma foto do espetacular frango assado do Rex, na Praça da Bandeira. Na legenda, uma espetada: “Beijo pros críticos de gastronomia que não atravessam o túnel”. Não sou tão radical, mas o fato é que existem grandes lugares para o lado de lá do Rebouças. Mas hoje vou ficar em apenas um deles: o Bar do Momo.

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O Momo conheci outro dia justamente com o Gabriel. Por ser quase um vizinho do bar, é um dos maiores frequentadores do local e acabou sendo indiretamente um divulgador das delícias que saem na hora da minúscula cozinha comandada pelo simpático Toninho ou pelo seu pai, o Tonhão. Cardápio? Esquece. Lá não tem. O que você encontra é o bom e velho boca a boca.

“E aí, Toninho? Tudo certo, meu camarada? Que que sai daí hoje?”. Essa frase é ouvida com frequência pelas mesas que ficam na calçada. Entre várias opções, uma é presença garantida faça chuva ou faça sol: o bolinho de arroz com linguiça. Frito na hora, como tudo por lá aliás, o bolinho é crocante por fora, cremoso por dentro, extremamente bem temperado e feito com muito esmero. O meu eu achava gostoso, mas vi que não chega nem perto (relembre aqui).

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É muito bom mesmo. Mas será que pode ficar melhor? Com certeza. Em uma das inúmeras vezes que esteve por lá, Gabriel da Muda levou Rafael Costa e Silva para conhecer Toninho. O ex-número 1 da cozinha do Mugaritz, que em breve inaugura o seu Lasai na Conde de Irajá, se meteu nas panelas do Momo e criou a incrível Tortilla de Bolinho de Arroz. A massa é a mesma do petisco, mas ganhou a adição de ovos quase como o tradicional prato espanhol. Inacreditável de tão gostoso.

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No campo dos jilós, Toninho também brilha. Ele vem cozido e recheado com uma carne assada que desmanchava na boca de tão macia. E o molho? Saboroso e untuoso, daqueles que o pão para limpar o prato se torna item obrigatório.

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Ainda tenho muitas iguarias para provar por lá: pastéis, lasanha de abobrinha com costela, entre outras ideias que fervilham na cabeça do Toninho. De fato fiquei apaixonado pelo bar e entendi porque em recado constante no Instagram do Da Muda. Nas palavras do próprio: “Quer ser feliz? Vá ao Momo!”. Ah! Mas quando for leve dinheiro porque lá não aceita nenhum tipo de cartão!

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Bar do Momo
– Rua General Espírito Santo Cardoso 50, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ
(21) 2570-9389
Todos os dias a partir das 9h até 23h. Domingo até 18h.

Curtinha: conheça a Hija de Punta, cerva lançada pelo Gonzalo. Lupulada e refrescante!

Na esteira das cervejas artesanais que ganham cada vez mais espaço pelas casas da cidade, o Gonzalo, casa de carnes uruguaias que você já conheceu aqui, resolveu lançar a sua marca. A missão foi dada ao mestre cervejeiro Leonardo Rangel e assim nasceu a Hija de Punta, que é produzida na Mistura Clássica, em Volta Redonda. Na última quinta-feira dia 12, o rótulo foi lançado no Brewteco, bar de cervejas recém inaugurado na Dias Ferreira e no qual pretendo voltar com calma.

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A novidade se mostrou um acerto antes mesmo de abrir a garrafa. O rótulo é criativo e tem a cara do verão Rio de Janeiro, apesar de remeter a Punta del Leste em função do conceito uruguaio dos criados. No sabor outra surpresa extremamente agradável. No nariz, esta Lager mostra uma sucessão de aromas principalmente cítricos com notas claras de maracujá além de ser bem lupulada. Na boca muita refrescância. Em certos momentos você pensa estar bebendo uma cerveja com teor alcoólico alto, mas a Hija tem apenas 4,8%. Tiro certo.

Quem quiser conferir, a novidade entra no cardápio do Gonzalo na próxima terça-feira, dia 17. A long neck será vendida por R$ 16. Outras casas, como o próprio Brewteco, também devem receber remessas do rótulo. Assim que souber a relação completa coloco lá na página do Facebook, Saúde!

A quarta dos sanduíches no Da Gema. Belo hambúrguer e um Bolovo inesquecível.

Já havia falado rapidamente sobre o Da Gema na época do Comida di buteco. Sou fã incondicional da casa comandada pelos sempre muito simpáticos Luiza e Leandro. A dupla criou um dos melhores cardápios de botequim que se encontra hoje pela cidade. Mas inquietos que são, lançaram recentemente dois dias temáticos. Na terça, relembram petiscos clássicos de bares tendo destaque absoluto para uma coxinha de galinha inesquecível e já tão falada e badalada. Mas a outra novidade acontece todas as quartas-feiras com sanduíches remodelados e um bolovo que fico salivando só de lembrar.

Não vou nem perder meu tempo com a decoração que exalta as criações da dupla e também o Rio de Janeiro. Nem ao criativo Samba da Gema, composto pelo amigo e um dos maiores gourmets da cidade Gabriel da Muda. Vamos ao que interessa: comida e bebida. Além das tradicionais Brahma, Antártica, Original e Heineken, o Da Gema agora conta com algumas artesanais brasileiras. Fã incondicional de IPA que sou, bebi uma Schornstein (R$ 25).

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O bolovo. Esqueça o que você tem na cabeça. Nada daquela massa pesada e do ovo cozido e duro no meio. Aqui ele vem envolto simplesmente por uma carne picada na ponta da faca com ervas aromáticas como alecrim e com o ovo no meio ainda com a gema mole (R$ 10). Tudo isso coroado por um molho de mostarda com mel que se mistura com a gema. Absurdo. De verdade, um absurdo. Um show de contrastes.

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Dele parti para o cachorro quente (R$ 16). O pão estava mole demais, mas a linguicinha mineira assada é especial. Além disso, o molho caseiro a base de tomate e pimentões vermelho e amarelo estava muito saboroso. E o sanduba ainda vem acompanhado de um belíssimo molho bérnaise.

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Saem as linguiças e o pão comprido para o hambúrguer e seu pão redondo (R$ 18). O cardápio diz peito, mas a cozinha alterou a receita e agora usa fraldinha. Aqui, a carne novamente picada na ponta da faca (como deve ser este tipo de hambúrguer sem maiores temperos – lembra deste post?). Desta maneira o sanduíche ganha em textura e sabor, já que leva em sua composição apenas sal e pimenta.

A carne veio mal passada, outra vez como tem de ser, e coroada por queijo e uma compota de berinjela. Olhando pensei que fosse cebola roxa, mas o processo de criação do prato terminou com esta cor que acaba te enganando. Um sabor excelente, meio adocicado e ácido ao mesmo tempo. Demais. As batatas que acompanham são largas e vieram quentinhas. O molho é o mesmo bérnaise do dogão.

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Nas quartas-feiras ainda rola um sanduba de carne assada com geleia de pimenta caseira. Mas não sobrou espaço para provar. E no fim, antes da conta, o amigo Brunet pediu um dos meus pratos favoritos na casa: Polentinha com Rabada. Tive de roubar uma e coroar uma noite maravilhosa. Agradeça aos santos que fazem a proteção da casa e volte sempre. Vida longa ao Da Gema!

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Da Gema
– Rua Barão de Mesquita, 615 – lojas C e D, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ -(21) 2208-9414
Terça e quarta, das 17h à meia-noite; Quinta, das 17h à 1h; Sex, das 15h às 2h; Sábado, do meio-dia às 4h; Domingo, do meio-dia às 22h

Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

Antiga Mercearia e Bar.. Uma grande novidade na Cobal do Humaitá, seja para compras ou para sentar e curtir!

Gosto muito da Cobal do Humaitá. É perto da minha casa e conta com dois lugares que curto ir: Puebla e Joaquina (que inacreditavelmente nunca falei por aqui). Mas recentemente uma novidade conquistou um lugar cativo entre os meus preferidos: Antiga Mercearia e Bar. Uma sacada genial, na verdade.

Durante todo o dia é uma mercearia que vende os mais variados produtos. Por lá você encontra geleias, massas, artigos importados, molhos e por aí vai. Além disso, no varejo você compra temperos, biscoitos doces, salgados, e até milho gigante do Peru, um espetáculo junto de um ceviche. E, é claro, o carro chefe: cervejas! As marcas são muitas e a ênfase fica nas nacionais. Bebe-se ali ou em casa.

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Mas a casa, extremamente bem decorada e que chama atenção de quem está no corredor que liga o lado da Voluntários com o da São Clemente, conta ainda com uma cozinha afiada. O cardápio de petiscos é enxuto, fazendo com que tudo esteja bem feito. São bolinhos, espetinhos, alguns pratinhos que chegam em uma marmitinha e também algumas porções.

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Estive por lá em várias oportunidades, o que me fez provar muita coisa diferente. Enquanto ninguém se decide, desce logo um chope e uma azeitoninha comprada a granel. São cinco torneiras sendo que duas são fixas com os artesanais que levam o nome da casa. São três tamanhos diferentes do Antiga Pilsen ou do Antiga Weiss. O primeiro é servido em um copinho de geleia personalizado. Alguns podem estranhar, mas achei criativo e diferente. Já o segundo vem no tradicional copo de trigo. Ambos muito gostosos.

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Comecei com o bolinho de feijoada (R$ 4,90). Não é o do Aconchego, é claro. Mas de todos que estão cada vez mais presentes nos cardápios pela cidade, este fez frente ao original. Casquinha saborosa, muito bem recheado com couve e linguiça. Um acerto.

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O croquete vem com propaganda no cardápio (R$ 4,80). Gostoso, mas não inesquecível. Ligeiramente mais adocicado que o do Alemão, por exemplo, mas casou bem com a mostarda escura.

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Em seguida o Bolinho de Bacalhau (R$ 4,80). Todos sabem como sou viciado (lembram do circuito Cadeg?) e este estava realmente bem gostoso.

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Pedi ainda dois bolinhos de aipim. O primeiro com catupiry e o segundo recheado com carne seca (R$ 4,50 cada). Chamou atenção em ambos a qualidade da massa: bem leve e saborosa. O primeiro é simples, para quem gosta de catupiry mesmo. O segundo tinha um recheio bem temperado, com cebola e salsa.

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Saindo das frituras, o espetinho de filé mignon veio no ponto certo de sabor e maciez (R$ 14,90). A farofinha que acompanhou estava saborosa.

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Já no campo dos petiscos, o pão de alho gratinado poderia ter ficado um tantinho a mais no forno, mas tem potencial (R$ 9,90). Só não peça caso você esteja em um encontro romântico.

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A última pedida foi a porção dos canapés de filé a milanesa (R$ 27,90). A combinação original do Astor é tiro certo. Torradas, queijo e um quadrado do milanesa. Sinceramente é muito difícil fazer isso dar errado.

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Como disse, gostei da novidade. E o público do Rio também, já que o movimento da casa tem estado cada vez maior. E acho merecido. Ideias criativas e bem executadas merecem ser premiadas. O atendimento, confuso no início, o que é perfeitamente normal, tem estado cada vez mais azeitado. Corrigido isso, a promissora casa tem tudo para ter uma vida longa, seja tomando algo por lá ou simplesmente passando para umas compras rápidas.

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Antiga Mercearia e Bar
Cobal do Humaitá – Rua Voluntários da Pátria, 446 – loja 7, Humaitá, Rio de Janeiro – RJ
(21) 2226-6553
Domingo a quinta, das 9h à meia-noite. Sexta e sábado, das 9h às 3h.

O clássico Braseiro da Gávea. Bom? Sem sombra de dúvidas! Barato? Vale a discussão!

No prêmio Rio Show de Gastronomia, o Braseiro da Gávea foi premiado na categoria “Bom e Barato”, gerando certa discussão. Bom ninguém tem dúvidas de que esse clássico do Rio de Janeiro é. A picanha é realmente especial e raramente vem fora do ponto. Mas o barato é discutível. Comparados à alta gastronomia, os preços são sim honestos. Mas há inúmeras opções pela cidade onde se come bem mais barato (inclusive aqui mesmo já dei o exemplo do Caravelas do Visconde).

Mas deixemos a discussão de lado. Afinal de contas, achando barato ou não, o Braseiro é um lugar que merece ser visitado. Fica no coração do Baixo Gávea, reduto tradicional da cidade. A decoração é a mais simples possível, seja no salão ou na varanda de onde você pode ficar de olho nas noites movimentadas.

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Não há como dispensar as linguiças (R$ 3 a unidade) que circulam pelo salão nos espetos. Chegam ao lado de um molho a campanha mais simples impossível. Lá, inclusive, eles abrem mão do pimentão verde. Para beber chope Brahma por R$ 6.

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O pedido, na minha opinião, é um só: Picanha Braseiro. O corte vertical pega todas as partes da picanha. Ela vem fatiada e no ponto perfeito. A ponta, naturalmente mais macia, estava espetacular. A parte de cima também estava igualmente saborosa e com boa maciez. Chega na mesa acompanhada de Arroz de Brócolis, Batatas Fritas (de verdade, não as congeladas, o que é um ponto mais do que especial) e Farofa de ovo com banana. Sente o close abaixo! Essência do “FoodPorn” não?

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O prato sai por R$ 85. Neste dia, éramos três e foi a conta certa depois de uma linguiça e meia cada um. No fim, a conta, que incluiu seis chopes e dois refirgerantes, acabou saindo R$ 53 para cada um. Caro? Não. Mas se come mais barato? Sim. Fossemos dois certamente seria pesado.

A reflexão é de cada um e o debate mais do que válido. Acho que a discussão se faz necessária até em função dos preços que costumamos encontrar pela cidade. Mas caro ou barato, não dá para negar que bom o Braseiro é demais.

Braseiro da Gávea
– Praça Santos Dumont, 116, Gávea, Rio de Janeiro – RJ – (21) 2239-7494
Dom a qui, do meio-dia à 1h ; sex e sáb, do meio-dia às 3h

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Rapadura: boa alternativa na Conde Bernardotte. Comida nordestina e Serramalte gelada!

Perto da casa da Luna, a Rua Conde Bernardotte costuma me abrigar quando quero tomar um chope rápido. Mas começava a ficar enjoado das opções. Rota 66, por exemplo, não me agrada nem um pouco. Desacato raramente vou. Acabo ficando sempre na Academia da Cachaça, quando estou com fome, ou no Informal, quando quero apenas beber. Mas a rua agora ganhou uma nova opção que muito me agradou: Rapadura. A cozinha tem pegada nordestina e além do bem tirado chope Brahma, você encontra por lá Serramalte (R$ 9), cerveja da qual sou fã e que está cada vez mais difícil beber no Rio.

O lugar, que fica colado na Academia da Cachaça, tem decoração muito bacana. As pinturas, os chapéus no teto, os detalhes dos doces, o cardápio.. Tudo remete ao Nordeste e foi feito com muito bom gosto.

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Mas vamos ao que interessa: comida. Estive duas vezes no local nas últimas semanas e por isso pude provar muitas das opções de petiscos. Ainda não conferi o almoço executivo ou os pratos oferecidos na casa. Alguns surpreenderam muito positivamente. Outros derraparam um pouco contrastando inclusive com a descrição do cardápio.

Abrimos com os caldinhos. São duas opções: Feijão (R$ 10) e Mocotó (R$ 12). O primeiro estava gostoso, apesar de um pouco espesso. Achei criativo o acompanhamento: um pastel sem recheio que fez as vezes do tradicional pãozinho. Já o segundo estava saboroso, mas pouco lembrava um untuoso caldo de mocotó. Senti falta de mais pedaços do principal ingrediente.

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Mantive a linha dos caldos e provei as Favas a Moda Sertaneja (R$ 15). A porção é maior, as favas estavam bem cozidas e o caldo saboroso pela presença de costelinha, bacon e linguiça. Mas assim como o de Mocotó, poderia ter mais das estrelas na porção.

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Fomos então para as Almofadinhas. Tratam-se de dois salgados com recheio cremoso de rabada com agrião (R$ 10). A rabada estava cremosa e saborosa, e a massa, aquela tradicional de risole, não estava das mais pesadas. Boa pedida.

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A primeira visita continuou com uma porção de Carne Seca Acebolada com farofa (R$ 21), que não estava nada demais. Comum como as que a gente encontra hoje em quase todos os bares da cidade. Pedimos também a dupla de pastéis de carne (R$ 8). Ao invés de carne moída, anunciou-se um ragú. Mas infelizmente o recheio estava seco e pouco saboroso.

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Finalizamos a primeira noite com a Salada Sertaneja (R$ 28,5). Mix de folhas com uma porção da carne seca acebolada ali de cima e com fatias de abóbora assadas no melaço de cana com especiarias. Não fosse este último detalhe seria uma salada meramente comum, mas as abóboras deram um toque especial.

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Na segunda investida provei mais algumas opções. E obviamente, com muitas Serramalte. Iniciei com os Quadradinhos de Tapioca com queijo Coalho (R$ 19,5). Na porção, alguns estavam bem crocantes e com bastante queijo. O molho de pimenta agridoce dava um toque bacana. Outros estavam bem mais massudos.

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Em seguida outro pedido inconstante. O chamado Pau de Arara são mini bruschetas de linguiça com queijo (R$ 27,5). O cardápio diz que os pães são dourados em manteiga de ervas, mas no meu caso isso não foi nem visto e nem notado. Os pães, por sinal, estavam moles, deixando claro que não foram nem dourados. O que amenizou a frustração foi a linguiça, esta bem saborosa.

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Para compensar, o último petisco da noite estava bem saboroso. Carne de Sol Acebolada na chapa com pimenta biquinho e farofa (R$ 41). Os nacos de carne estavam macios e saborosos e a cebola, bem refogada, ligeiramente adocicada. A acidez com pouca ardência da pimenta biquinho unia bem os sabores.

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Como disse acima, o Rapadura é uma grata novidade. A comida não é perfeita, mas surge como uma boa alternativa informal ali na Conde Bernardotte. Acredito que os pequenos detalhes podem e devem ser tranquilamente corrigidos, mas só de não ficar refém da Academia da Cachaça para comer bem naquela rua já é para ser comemorado.

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OBS: Peço mil desculpas pela ausência no blog nas últimas semanas. Como todos sabem, a gastronomia para mim é um esporte. E em função do trabalho foram três viagens consecutivas e muitas matérias pela frente. Mas agora o blog volta com sua programação normal!

Boteco DOC: novidade muito agradável em Laranjeiras com hambúrgueres inesquecíveis!

Laranjeiras vem ganhando cada vez mais boas opções para quem gosta de comer e beber bem. O Botero, que já falei aqui e aqui, foi um dos principais responsáveis por trazer o Mercadinho São José de volta ao cenário. Agora, o Boteco D.O.C. vem fazendo barulho quase em frente à Paróquia Cristo Redentor. Comandado por Gabriel Carvalho, a casa inaugurada há pouco mais de um mês vem fazendo sucesso com seu cardápio bem feito, boa atmosfera e cervejas geladas.

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O pequeno salão é bem decorado e convidativo. As opções do curto, porém eficiente cardápio, estão em sua maioria na parede. Chegamos em um fim de tarde com iluminação perfeita. Quando ficou de noite, achei que tudo ficou um pouco escuro. Mas sem problemas. A calçada também é opção.

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Bebemos chope Noi (R$ 6,50), de Niterói, a encorpada Imperial (R$ 12) e Amstel Pulse (R$ 7,50). Para comer, iniciei a noite com o caldinho de Cassoulet (feijoada francesa a base de feijão branco). Bem temperado e com uma farofinha de panko e ervas que dava um toque especial (R$ 9).

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Os pastéis estavam impecáveis. São duas opções extremamente bem feitas. A primeira de queijo com confit de cebola roxa que dava adocicado perfeito para balancear a pedida. Já o de carne fugia ainda mais do comum. O recheio era um delicioso e encorpado Boeuf Bourguignon (R$ 4,50 cada). Para acompanhar um mel de tomilho bem saboroso.

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Mas a estrela da noite foi na verdade um trio. Os mini hambúrgueres estavam impecavelmente bem feitos. Suculentos e rosados por dentro, vinham em um saboroso pãozinho. Na parte de baixo um ketchup caseiro que mais lembrava um bom molho de tomate. A parte de cima vinha torradinha na frigideira com manteiga. Estava tão bom que comi separadamente. A carne vem coroada ainda com cheddar e compota de cebola (R$ 14 – preço incrível).

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Pedimos ainda uma porção de Iscas de Polvo à Provençal (R$ 28,50). Macio, estava no ponto certo e vinha acompanhado de batata, alho, salsa e pimenta dedo de moça que dava o calorzinho necessário. Outro petisco/prato muito bem feito.

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As sobremesas também brilharam. Uma generosa porção de brigadeiro de colher quentinho e com um toque curioso e especial de gengibre (R$ 9). Já o salame de chocolate geladinho vinha coroado com uma calda quente (R$ 12).  Contraste gostoso.

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Fiquei com vontade de provar os demais itens do cardápio, que para mim tem em seu diminuto tamanho o tiro certo. É melhor fazer as poucas opções de maneira impecável do que encher de coisas e se complicar. Saí de lá satisfeito e feliz com a nova opção. Vida longa ao DOC!

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Boteco DOC
– Rua das Laranjeiras – 486, Cosme Velho, Rio de Janeiro – RJ – (21) 3486-2550
Ter a sex, do meio-dia à meia-noite. Sáb, do meio-dia à 1h. Dom, do meio-dia às 21h.

Bar Urca à noite: cerveja gelada, vista da mureta, amigos e muita sardinha! Tradição do Rio!

Poucos programas são tão tradicionais no Rio de Janeiro como encarar uma Original, as empadas e pastéis sempre frescos na mureta em frente ao Bar Urca. E fundamentalmente isso é feito na hora do almoço ou então no fim de tarde. Nos fins de semana, é missão praticamente impossível conseguir um espaço sequer para sentar e se deslumbrar com a vista magnífica e privilegiada da cidade. Mas na última semana descobri dois novos encantos que, confesso, não conhecia na casa sempre tão falada.

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O primeiro deles pode parecer inusitado, mas simplesmente nunca tinha sentado à noite na mureta. Em uma quinta-feira, ao lado dos camaradas do GLOBOESPORTE.COM, foram muitas risadas regadas de Original simplesmente trincando a R$ 9 cada. Mas antes disso, uma paradinha no balcão para descobrir outra coisa inédita: as sardinhas fritas.

Sou completamente viciado em sardinhas. E no Bar Urca basta você pedir ali no balcão que ela é frita na hora e chega sequinha para você. Estavam carnudas, bem temperadas e com o empanado na medida certa a R$ 2,80 cada uma. Com gotinhas de limão e um fio de azeite, acabei me perdendo nelas. Foi disparado o melhor que comi naquela noite.

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Sim, teve espaço para os pastéis (entre R$ 2,50 e R$ 2,80 dependendo do sabor). Encarei também um bom bolinho de bacalhau com tempero na medida certa por R$ 2,70 (e você lembra aqui que eu gosto pouco de bolinho, não é?). Como disse, são gostos e possuem o mérito de chegarem sempre quentinhos pois a rotatividade é grande. A empada de queijo (R$ 4,20) também estava gostosa. Massa leve e recheio saboroso, apesar de um pouco pesado.

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Resumindo, o Bar Urca também tem poesia e encantos além de um fim de tarde no domingo. E convenhamos que quando você está entre bons amigos tudo fica mais fácil. Vale a visita. E a sardinha!

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Bar Urca
Rua Candido Gaffre 205 – Urca, Rio de Janeiro
Tel: 21-2295-8744
Todos os dias de 11h30 às 23h