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‘Quer ser feliz? Vá ao Momo!’ Agora entendi finalmente o bordão do amigo Gabriel da Muda. Que bar!

Outro dia o amigo Gabriel da Muda, hoje um dos grandes foodies do Rio de Janeiro (termo um pouco irritante confesso, mas que acaba representando bem os amantes da gastronomia que caçam bons lugares para comer e beber bem), postou em seu Instagram uma foto do espetacular frango assado do Rex, na Praça da Bandeira. Na legenda, uma espetada: “Beijo pros críticos de gastronomia que não atravessam o túnel”. Não sou tão radical, mas o fato é que existem grandes lugares para o lado de lá do Rebouças. Mas hoje vou ficar em apenas um deles: o Bar do Momo.

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O Momo conheci outro dia justamente com o Gabriel. Por ser quase um vizinho do bar, é um dos maiores frequentadores do local e acabou sendo indiretamente um divulgador das delícias que saem na hora da minúscula cozinha comandada pelo simpático Toninho ou pelo seu pai, o Tonhão. Cardápio? Esquece. Lá não tem. O que você encontra é o bom e velho boca a boca.

“E aí, Toninho? Tudo certo, meu camarada? Que que sai daí hoje?”. Essa frase é ouvida com frequência pelas mesas que ficam na calçada. Entre várias opções, uma é presença garantida faça chuva ou faça sol: o bolinho de arroz com linguiça. Frito na hora, como tudo por lá aliás, o bolinho é crocante por fora, cremoso por dentro, extremamente bem temperado e feito com muito esmero. O meu eu achava gostoso, mas vi que não chega nem perto (relembre aqui).

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É muito bom mesmo. Mas será que pode ficar melhor? Com certeza. Em uma das inúmeras vezes que esteve por lá, Gabriel da Muda levou Rafael Costa e Silva para conhecer Toninho. O ex-número 1 da cozinha do Mugaritz, que em breve inaugura o seu Lasai na Conde de Irajá, se meteu nas panelas do Momo e criou a incrível Tortilla de Bolinho de Arroz. A massa é a mesma do petisco, mas ganhou a adição de ovos quase como o tradicional prato espanhol. Inacreditável de tão gostoso.

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No campo dos jilós, Toninho também brilha. Ele vem cozido e recheado com uma carne assada que desmanchava na boca de tão macia. E o molho? Saboroso e untuoso, daqueles que o pão para limpar o prato se torna item obrigatório.

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Ainda tenho muitas iguarias para provar por lá: pastéis, lasanha de abobrinha com costela, entre outras ideias que fervilham na cabeça do Toninho. De fato fiquei apaixonado pelo bar e entendi porque em recado constante no Instagram do Da Muda. Nas palavras do próprio: “Quer ser feliz? Vá ao Momo!”. Ah! Mas quando for leve dinheiro porque lá não aceita nenhum tipo de cartão!

Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

Bar do Momo
– Rua General Espírito Santo Cardoso 50, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ
(21) 2570-9389
Todos os dias a partir das 9h até 23h. Domingo até 18h.

A quarta dos sanduíches no Da Gema. Belo hambúrguer e um Bolovo inesquecível.

Já havia falado rapidamente sobre o Da Gema na época do Comida di buteco. Sou fã incondicional da casa comandada pelos sempre muito simpáticos Luiza e Leandro. A dupla criou um dos melhores cardápios de botequim que se encontra hoje pela cidade. Mas inquietos que são, lançaram recentemente dois dias temáticos. Na terça, relembram petiscos clássicos de bares tendo destaque absoluto para uma coxinha de galinha inesquecível e já tão falada e badalada. Mas a outra novidade acontece todas as quartas-feiras com sanduíches remodelados e um bolovo que fico salivando só de lembrar.

Não vou nem perder meu tempo com a decoração que exalta as criações da dupla e também o Rio de Janeiro. Nem ao criativo Samba da Gema, composto pelo amigo e um dos maiores gourmets da cidade Gabriel da Muda. Vamos ao que interessa: comida e bebida. Além das tradicionais Brahma, Antártica, Original e Heineken, o Da Gema agora conta com algumas artesanais brasileiras. Fã incondicional de IPA que sou, bebi uma Schornstein (R$ 25).

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O bolovo. Esqueça o que você tem na cabeça. Nada daquela massa pesada e do ovo cozido e duro no meio. Aqui ele vem envolto simplesmente por uma carne picada na ponta da faca com ervas aromáticas como alecrim e com o ovo no meio ainda com a gema mole (R$ 10). Tudo isso coroado por um molho de mostarda com mel que se mistura com a gema. Absurdo. De verdade, um absurdo. Um show de contrastes.

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Dele parti para o cachorro quente (R$ 16). O pão estava mole demais, mas a linguicinha mineira assada é especial. Além disso, o molho caseiro a base de tomate e pimentões vermelho e amarelo estava muito saboroso. E o sanduba ainda vem acompanhado de um belíssimo molho bérnaise.

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Saem as linguiças e o pão comprido para o hambúrguer e seu pão redondo (R$ 18). O cardápio diz peito, mas a cozinha alterou a receita e agora usa fraldinha. Aqui, a carne novamente picada na ponta da faca (como deve ser este tipo de hambúrguer sem maiores temperos – lembra deste post?). Desta maneira o sanduíche ganha em textura e sabor, já que leva em sua composição apenas sal e pimenta.

A carne veio mal passada, outra vez como tem de ser, e coroada por queijo e uma compota de berinjela. Olhando pensei que fosse cebola roxa, mas o processo de criação do prato terminou com esta cor que acaba te enganando. Um sabor excelente, meio adocicado e ácido ao mesmo tempo. Demais. As batatas que acompanham são largas e vieram quentinhas. O molho é o mesmo bérnaise do dogão.

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Nas quartas-feiras ainda rola um sanduba de carne assada com geleia de pimenta caseira. Mas não sobrou espaço para provar. E no fim, antes da conta, o amigo Brunet pediu um dos meus pratos favoritos na casa: Polentinha com Rabada. Tive de roubar uma e coroar uma noite maravilhosa. Agradeça aos santos que fazem a proteção da casa e volte sempre. Vida longa ao Da Gema!

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Da Gema
– Rua Barão de Mesquita, 615 – lojas C e D, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ -(21) 2208-9414
Terça e quarta, das 17h à meia-noite; Quinta, das 17h à 1h; Sex, das 15h às 2h; Sábado, do meio-dia às 4h; Domingo, do meio-dia às 22h

Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

Antiga Mercearia e Bar.. Uma grande novidade na Cobal do Humaitá, seja para compras ou para sentar e curtir!

Gosto muito da Cobal do Humaitá. É perto da minha casa e conta com dois lugares que curto ir: Puebla e Joaquina (que inacreditavelmente nunca falei por aqui). Mas recentemente uma novidade conquistou um lugar cativo entre os meus preferidos: Antiga Mercearia e Bar. Uma sacada genial, na verdade.

Durante todo o dia é uma mercearia que vende os mais variados produtos. Por lá você encontra geleias, massas, artigos importados, molhos e por aí vai. Além disso, no varejo você compra temperos, biscoitos doces, salgados, e até milho gigante do Peru, um espetáculo junto de um ceviche. E, é claro, o carro chefe: cervejas! As marcas são muitas e a ênfase fica nas nacionais. Bebe-se ali ou em casa.

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Mas a casa, extremamente bem decorada e que chama atenção de quem está no corredor que liga o lado da Voluntários com o da São Clemente, conta ainda com uma cozinha afiada. O cardápio de petiscos é enxuto, fazendo com que tudo esteja bem feito. São bolinhos, espetinhos, alguns pratinhos que chegam em uma marmitinha e também algumas porções.

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Estive por lá em várias oportunidades, o que me fez provar muita coisa diferente. Enquanto ninguém se decide, desce logo um chope e uma azeitoninha comprada a granel. São cinco torneiras sendo que duas são fixas com os artesanais que levam o nome da casa. São três tamanhos diferentes do Antiga Pilsen ou do Antiga Weiss. O primeiro é servido em um copinho de geleia personalizado. Alguns podem estranhar, mas achei criativo e diferente. Já o segundo vem no tradicional copo de trigo. Ambos muito gostosos.

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Comecei com o bolinho de feijoada (R$ 4,90). Não é o do Aconchego, é claro. Mas de todos que estão cada vez mais presentes nos cardápios pela cidade, este fez frente ao original. Casquinha saborosa, muito bem recheado com couve e linguiça. Um acerto.

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O croquete vem com propaganda no cardápio (R$ 4,80). Gostoso, mas não inesquecível. Ligeiramente mais adocicado que o do Alemão, por exemplo, mas casou bem com a mostarda escura.

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Em seguida o Bolinho de Bacalhau (R$ 4,80). Todos sabem como sou viciado (lembram do circuito Cadeg?) e este estava realmente bem gostoso.

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Pedi ainda dois bolinhos de aipim. O primeiro com catupiry e o segundo recheado com carne seca (R$ 4,50 cada). Chamou atenção em ambos a qualidade da massa: bem leve e saborosa. O primeiro é simples, para quem gosta de catupiry mesmo. O segundo tinha um recheio bem temperado, com cebola e salsa.

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Saindo das frituras, o espetinho de filé mignon veio no ponto certo de sabor e maciez (R$ 14,90). A farofinha que acompanhou estava saborosa.

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Já no campo dos petiscos, o pão de alho gratinado poderia ter ficado um tantinho a mais no forno, mas tem potencial (R$ 9,90). Só não peça caso você esteja em um encontro romântico.

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A última pedida foi a porção dos canapés de filé a milanesa (R$ 27,90). A combinação original do Astor é tiro certo. Torradas, queijo e um quadrado do milanesa. Sinceramente é muito difícil fazer isso dar errado.

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Como disse, gostei da novidade. E o público do Rio também, já que o movimento da casa tem estado cada vez maior. E acho merecido. Ideias criativas e bem executadas merecem ser premiadas. O atendimento, confuso no início, o que é perfeitamente normal, tem estado cada vez mais azeitado. Corrigido isso, a promissora casa tem tudo para ter uma vida longa, seja tomando algo por lá ou simplesmente passando para umas compras rápidas.

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Antiga Mercearia e Bar
Cobal do Humaitá – Rua Voluntários da Pátria, 446 – loja 7, Humaitá, Rio de Janeiro – RJ
(21) 2226-6553
Domingo a quinta, das 9h à meia-noite. Sexta e sábado, das 9h às 3h.

Rapadura: boa alternativa na Conde Bernardotte. Comida nordestina e Serramalte gelada!

Perto da casa da Luna, a Rua Conde Bernardotte costuma me abrigar quando quero tomar um chope rápido. Mas começava a ficar enjoado das opções. Rota 66, por exemplo, não me agrada nem um pouco. Desacato raramente vou. Acabo ficando sempre na Academia da Cachaça, quando estou com fome, ou no Informal, quando quero apenas beber. Mas a rua agora ganhou uma nova opção que muito me agradou: Rapadura. A cozinha tem pegada nordestina e além do bem tirado chope Brahma, você encontra por lá Serramalte (R$ 9), cerveja da qual sou fã e que está cada vez mais difícil beber no Rio.

O lugar, que fica colado na Academia da Cachaça, tem decoração muito bacana. As pinturas, os chapéus no teto, os detalhes dos doces, o cardápio.. Tudo remete ao Nordeste e foi feito com muito bom gosto.

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Mas vamos ao que interessa: comida. Estive duas vezes no local nas últimas semanas e por isso pude provar muitas das opções de petiscos. Ainda não conferi o almoço executivo ou os pratos oferecidos na casa. Alguns surpreenderam muito positivamente. Outros derraparam um pouco contrastando inclusive com a descrição do cardápio.

Abrimos com os caldinhos. São duas opções: Feijão (R$ 10) e Mocotó (R$ 12). O primeiro estava gostoso, apesar de um pouco espesso. Achei criativo o acompanhamento: um pastel sem recheio que fez as vezes do tradicional pãozinho. Já o segundo estava saboroso, mas pouco lembrava um untuoso caldo de mocotó. Senti falta de mais pedaços do principal ingrediente.

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Mantive a linha dos caldos e provei as Favas a Moda Sertaneja (R$ 15). A porção é maior, as favas estavam bem cozidas e o caldo saboroso pela presença de costelinha, bacon e linguiça. Mas assim como o de Mocotó, poderia ter mais das estrelas na porção.

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Fomos então para as Almofadinhas. Tratam-se de dois salgados com recheio cremoso de rabada com agrião (R$ 10). A rabada estava cremosa e saborosa, e a massa, aquela tradicional de risole, não estava das mais pesadas. Boa pedida.

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A primeira visita continuou com uma porção de Carne Seca Acebolada com farofa (R$ 21), que não estava nada demais. Comum como as que a gente encontra hoje em quase todos os bares da cidade. Pedimos também a dupla de pastéis de carne (R$ 8). Ao invés de carne moída, anunciou-se um ragú. Mas infelizmente o recheio estava seco e pouco saboroso.

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Finalizamos a primeira noite com a Salada Sertaneja (R$ 28,5). Mix de folhas com uma porção da carne seca acebolada ali de cima e com fatias de abóbora assadas no melaço de cana com especiarias. Não fosse este último detalhe seria uma salada meramente comum, mas as abóboras deram um toque especial.

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Na segunda investida provei mais algumas opções. E obviamente, com muitas Serramalte. Iniciei com os Quadradinhos de Tapioca com queijo Coalho (R$ 19,5). Na porção, alguns estavam bem crocantes e com bastante queijo. O molho de pimenta agridoce dava um toque bacana. Outros estavam bem mais massudos.

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Em seguida outro pedido inconstante. O chamado Pau de Arara são mini bruschetas de linguiça com queijo (R$ 27,5). O cardápio diz que os pães são dourados em manteiga de ervas, mas no meu caso isso não foi nem visto e nem notado. Os pães, por sinal, estavam moles, deixando claro que não foram nem dourados. O que amenizou a frustração foi a linguiça, esta bem saborosa.

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Para compensar, o último petisco da noite estava bem saboroso. Carne de Sol Acebolada na chapa com pimenta biquinho e farofa (R$ 41). Os nacos de carne estavam macios e saborosos e a cebola, bem refogada, ligeiramente adocicada. A acidez com pouca ardência da pimenta biquinho unia bem os sabores.

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Como disse acima, o Rapadura é uma grata novidade. A comida não é perfeita, mas surge como uma boa alternativa informal ali na Conde Bernardotte. Acredito que os pequenos detalhes podem e devem ser tranquilamente corrigidos, mas só de não ficar refém da Academia da Cachaça para comer bem naquela rua já é para ser comemorado.

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OBS: Peço mil desculpas pela ausência no blog nas últimas semanas. Como todos sabem, a gastronomia para mim é um esporte. E em função do trabalho foram três viagens consecutivas e muitas matérias pela frente. Mas agora o blog volta com sua programação normal!

Boteco DOC: novidade muito agradável em Laranjeiras com hambúrgueres inesquecíveis!

Laranjeiras vem ganhando cada vez mais boas opções para quem gosta de comer e beber bem. O Botero, que já falei aqui e aqui, foi um dos principais responsáveis por trazer o Mercadinho São José de volta ao cenário. Agora, o Boteco D.O.C. vem fazendo barulho quase em frente à Paróquia Cristo Redentor. Comandado por Gabriel Carvalho, a casa inaugurada há pouco mais de um mês vem fazendo sucesso com seu cardápio bem feito, boa atmosfera e cervejas geladas.

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O pequeno salão é bem decorado e convidativo. As opções do curto, porém eficiente cardápio, estão em sua maioria na parede. Chegamos em um fim de tarde com iluminação perfeita. Quando ficou de noite, achei que tudo ficou um pouco escuro. Mas sem problemas. A calçada também é opção.

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Bebemos chope Noi (R$ 6,50), de Niterói, a encorpada Imperial (R$ 12) e Amstel Pulse (R$ 7,50). Para comer, iniciei a noite com o caldinho de Cassoulet (feijoada francesa a base de feijão branco). Bem temperado e com uma farofinha de panko e ervas que dava um toque especial (R$ 9).

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Os pastéis estavam impecáveis. São duas opções extremamente bem feitas. A primeira de queijo com confit de cebola roxa que dava adocicado perfeito para balancear a pedida. Já o de carne fugia ainda mais do comum. O recheio era um delicioso e encorpado Boeuf Bourguignon (R$ 4,50 cada). Para acompanhar um mel de tomilho bem saboroso.

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Mas a estrela da noite foi na verdade um trio. Os mini hambúrgueres estavam impecavelmente bem feitos. Suculentos e rosados por dentro, vinham em um saboroso pãozinho. Na parte de baixo um ketchup caseiro que mais lembrava um bom molho de tomate. A parte de cima vinha torradinha na frigideira com manteiga. Estava tão bom que comi separadamente. A carne vem coroada ainda com cheddar e compota de cebola (R$ 14 – preço incrível).

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Pedimos ainda uma porção de Iscas de Polvo à Provençal (R$ 28,50). Macio, estava no ponto certo e vinha acompanhado de batata, alho, salsa e pimenta dedo de moça que dava o calorzinho necessário. Outro petisco/prato muito bem feito.

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As sobremesas também brilharam. Uma generosa porção de brigadeiro de colher quentinho e com um toque curioso e especial de gengibre (R$ 9). Já o salame de chocolate geladinho vinha coroado com uma calda quente (R$ 12).  Contraste gostoso.

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Fiquei com vontade de provar os demais itens do cardápio, que para mim tem em seu diminuto tamanho o tiro certo. É melhor fazer as poucas opções de maneira impecável do que encher de coisas e se complicar. Saí de lá satisfeito e feliz com a nova opção. Vida longa ao DOC!

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Boteco DOC
– Rua das Laranjeiras – 486, Cosme Velho, Rio de Janeiro – RJ – (21) 3486-2550
Ter a sex, do meio-dia à meia-noite. Sáb, do meio-dia à 1h. Dom, do meio-dia às 21h.

O retorno ao Botero serviu para confirmar: bom bar, bons petiscos e drinks que surpreenderam…

Já havia comentado na época do Comida di Buteco que o Botero surgia como um grande bar no Rio de Janeiro. Isso porque tinha provado apenas o petisco concorrente e mais um pastelzinho. Mas estava devendo uma visita com mais calma. Ela aconteceu e não me arrependi. A casa no Mercadinho São José vale e muito a ida. O cardápio curto e bem executado contém petiscos interessantes. A cerveja está sempre muito gelada. Para quem não curte a bebida, os drinks surpreendem. E a trilha sonora ainda esbanja qualidade.

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Enquanto nada é escolhido, uma Serramalte bem gelada (R$ 8). Difícil beber essa bela cerveja por aí. E para começar os trabalhos, bons pasteis: rabada com agrião e costela com molho bordelaise (R$ 4,50 cada). O segundo estava melhor. Faltou um pouquinho de sal ao primeiro, que estava com sabor promissor (sou fã de rabada!).

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Eis que fomos surpreendidos pelo barman com duas cortesias. A primeira um drink que ainda não está no cardápio. Na taça de martini, uma curiosa combinação de rum, banana, coco e abacaxi surpreendeu. Já o segundo está lá na carta e vale muito a pedida: tequila, grenadine, cointreau, maracujá e gotas de tabasco (R$ 18). A sensação da pimenta deu toque bem especial à combinação.

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Resolvi pedir a lasanha de jiló (R$12). Gostosa, mas não inesquecível. Acho que faltou um pouco mais de molho para atenuar o amargor. Mas a farinha de paio conferiu um salgadinho e a textura.

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As bruschettas são campeãs já. Na época do Comida di Buteco eram três sabores. Agora o cardápio voltou a deixar apenas um: tomate, parmesão, ovo de codorna com gema molinha, farelo de paio e tomilho (R$ 19 seis unidades). Sempre um prazer a cada mordida.

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Fomos ainda com linguicinha de pernil com mini cebolas e batatinhas salteadas na manteiga de garrafa (R$ 28). O petisco vinha acompanhado de um chutney de pimenta que equilibrava de maneira perfeita e um molho de mostarda em grãos que estava gostoso. Ao olhar no cardápio imaginei algo bem gorduroso, mas tudo funcionou muito bem.

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O mesmo posso dizer do Stracotto, uma porção de carne cozida durante bom tempo na cerveja e servida em seu próprio molho (R$28). Além da cesta de pães, uma cabeça de alho assado acompanha o petisco e harmoniza perfeitamente. O doce do alho traz o equilíbrio. A estrela da noite.

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Conheci o bar há pouco tempo, mas virei fã. É sempre bom ter um lugar onde você pode comer e beber bem e ainda aproveitar de um ambiente descolado. Vale a visita. Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

Comida di Buteco: mais três bares visitados… Tradição da Adega Pérola saltou aos olhos e Sat’s é sempre Sat’s!

O primeiro dia foi movimentado. Foram cinco bares em uma tarde tranquila de domingo. Quem não leu os comentários pode clicar aqui e matar a curiosidade. Como disse lá, meu tempo é curto já que embarco na sexta para curtir as férias. Mas enquanto isso a gente mata a curiosidade de mais concorrentes desta edição do Comida di Buteco. Então, na última segunda, fui acompanhado do amigo e referência Pedro Ivo conhecer mais três concorrentes. E diria que foram excelentes surpresas.

Abrimos a noite no Caldo Beleza. O petisco, chamado Linguiça Abestada, é quase um caldo em pedaços. Aipim, linguiça e costelinha de porco bem cozidas e servidas em caldo untuoso (R$ 25). Estava tudo macio e saboroso. O sal ficava equilibrado quando se provava todos os componentes juntos. A pimenta biquinho que vinha decorando caiu bem. Jogou contra a falta do pão para comer junto e a temperatura da cerveja: tanto a Heineken em lata como o chope Brahma não estavam trincando.

Aipim, costelinha e linguiça em caldo rico, untuoso e saboroso.. Quase uma sopa em pedaços...

Aipim, costelinha e linguiça em caldo rico, untuoso e saboroso.. Quase uma sopa em pedaços…

Rumamos então para o Adega Pérola, dos bares mais tradicionais da cidade. E aqui a fama e a experiência jogaram a favor. A Linguiça de Baco foi um belo petisco (R$ 20). Trata-se de rodelas de linguiça cozidas em vinho tinto e cobertas com gorgonzola derretido e cebola. O vinho utilizado no preparo, que certamente é dos mais baratos, acabou equilibrando e casando muito bem com a força do queijo e o sabor intenso da linguiça. Uma excelente pedida acompanhada de chope Brahma, desta vez bem gelado.

Linguiça cozida no vinho tinto, cebola e gorgonzola.. Tudo harmonizou muito bem na Adega Pérola..

Linguiça cozida no vinho tinto, cebola e gorgonzola.. Tudo harmonizou muito bem na Adega Pérola..

Finalizamos a noite no Galeto Sat’s, ponto mais do que tradicional para quem quer tomar aquela saideira em paz. Recebido de braços abertos pela simpatia que é o Serginho, provamos o Bacalhau Agasalhado (R$ 35). Trata-se de uma generosa porção da linguiça de bacalhau que já dava as caras no cardápio da casa, mas desta vez foi produzida em versão mais delicada que o habitual. Invenção criativa, saborosa e que vem acompanhada de pimentões, cebola, azeitona e ovos de codorna. O sabor é diferente e instiga a comer mais. Bebemos novamente o chope Brahma sempre bem gelado. De quebra ainda conheci o simpático Bruno, que comanda o Botero, e reencontrei a querida Luiza do Da Gema, com sua equipe!

Se você não conhece o Sat’s, vá, experimente o petisco e de quebra prove o galeto com molho de limão e o pão de alho que são imperdíveis. Em breve irei escrever com calma sobre este bar que gosto muito.

Linguiça de bacalhau, pimentões, cebola, azeitona e ovos de codorna.. Criatividade e sabor no Sat's..

Linguiça de bacalhau, pimentões, cebola, azeitona e ovos de codorna.. Criatividade e sabor no Sat’s..

A jornada continua e sempre será contada por aqui até o dia em que embarcar! Os endereços e horários de funcionamento das casas que visitei e dos demais participantes você confere lá no site oficial do Comida di Buteco.

Mais informações, como vocês já sabem, sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos! Ah! Lembrando que agora o Gastronomia por Esporte também está no Facebook! Cliquem e curtam a página! Por lá vocês vão conferir todas as novidades do blog! http://www.facebook.com/gastroesporte