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Dica rápida para turbinar a carne moída que sobrou do dia anterior: um ovo e a alegria da gema escorrendo!

Estive um pouco afastado dos fogões nas últimas semanas. Até mesmo nas folgas, quando costumo abrir uma garrafa, separar alguns ingredientes e me debruçar diante de novas experimentações, não parei e me dediquei a esta forma de terapia. Mas no dia a dia sempre procuro dar um levante em comidas simples. E esta não é nem uma receita, mas sim uma dica.

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Não preciso repetir aqui como gosto de ovo e de carne moída. Então por que não juntar os dois? A receita do Boi Ralado você relembra aqui. Então o que você precisa agora é uma frigideira pequena, o que sobrou da sua carne do dia anterior e um belo ovo.

Posicione a carne na frigideira. Se por acaso ela ficou mais seca (por favor sigam a receita e façam a carne moída molhadinha sempre!!!), coloque um pinguinho de água, caldo de carne ou até molho de tomate. O objetivo é fazer um vapor para cozinhar o ovo. Espalhou, com uma colher faça buracos quase deixando o fundo da frigideira aparecer. Aí vão entrar os ovos. Se for colocar três ovos, faça três buracos e por aí vai.

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Acabou. Não há mais mistério. Ligue o fogo no mínimo e tampe a frigideira. O tempo vai depender de como você gosta do seu ovo. Costumo deixar por cinco minutos, para a gema ficar bem molinha. Quando você a explode, ela se mistura na carne moída molhadinha formando um molho espetacular. Ao lado de uma boa salada fresca é algo absurdo. Mas o tempo pode variar também em função do seu fogão. Basta ficar de olho e ver o ponto!

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Este é o mesmo princípio de uma outra receita que já coloquei aqui, o Popeye à Mineira. Uma maravilha também. Então repitam e depois é só me dizer como ficou. E até a próxima! Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

O Picadinho de Roberta Sudbrack. Faça esse favor para você mesmo e vá conhecer!

Não preciso dizer novamente que sou fã da Roberta Sudbrack. Já fiz aula, já fui jantar, já reproduzi receitas inspiradas no que aprendi com ela… Mas na última sexta-feira vivi mais uma experiência na casa laranja: o picadinho. O prato que leva o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é primoroso. Servido apenas no almoço das sextas, faz parte de um menu fechado que inclui salada e sobremesa. Como era sexta-feira santa, a segunda opção de menu tinha como prato principal o bacalhau que a chef aprendeu com sua vó Iracema. Mas chega de introduções. Vamos logo aos detalhes!

O RS.. A casinha laranja que chama atenção de qualquer um..

O RS.. A casinha laranja que chama atenção de qualquer um..

A tarde começou como sempre com o pão da casa quentinho, manteiga com flor de sal e o delicioso salame do sul do país cortado fininho. Tudo delicado e acompanhando um Cave Geisse Nature bem gelado (R$160).

Como éramos cinco e todos queriam provar todas as opções, foram dois menus do picadinho, que saiu por R$ 120, e três do bacalhau, que custava R$ 180. A salada do primeiro era de folhas bem frescas coroadas com um queijo de cabra gratinado que estava muito saboroso.

Mix de folhas com o queijo de cabra gratinado... Também bem harmonizado..

Mix de folhas com o queijo de cabra gratinado… Também bem harmonizado..

Já quem pediu o bacalhau foi presenteado com uma salada impecável. Chicória frisée com certo amargor que era balanceado com abóbora assada em cubos. Macia e docinha, a abóbora equilibrou o prato que continha ainda o salgadinho e a presença do parmigiano ralado.

Chicória frisée, cubos de abóbora docinhos, azeite e parmigiano... Tudo muito equilibrado..

Chicória frisée, cubos de abóbora docinhos, azeite e parmigiano… Tudo muito equilibrado..

Veio então o bacalhau. Cozido e em lascas, estava acompanhado por batatas assadas, cebolas caramelizadas no vinho do porto branco, fatias finíssimas e muito crocantes de pão, alho, brócolis e azeitonas. Novamente tudo em equilíbrio. A crocância do pão contrastava bem com a maciez da batata e do próprio peixe. Muito gostoso.

Saboroso, com contraste de texturas e temperado no ponto certo o bacalhau que homenageia a Vó Iracema!

Saboroso, com contraste de texturas e temperado no ponto certo o bacalhau que homenageia a Vó Iracema!

Mas não adianta. A estrela da sexta realmente foi o picadinho. Primeiro na apresentação. É muito legal tudo vir separado para você montar o seu prato. Arroz soltinho, banana crocante e muito doce e uma farofa de cenoura simplesmente espetacular. Novamente a simplicidade imperou. Manteiga na medida, muito gostosa mesmo.

A apresentação é bem bacana.. Tudo vem em potinhos e a estrela chega em uma cocotte da Le Creuset..

A apresentação é bem bacana.. Tudo vem em potinhos e a estrela chega em uma cocotte da Le Creuset..

Crocantes e bem docinhas, as bananas fazem parte do picadinho..

Crocantes e bem docinhas, as bananas fazem parte do picadinho..

Só que estes são os coadjuvantes. A estrela vem em uma cocotte da Le Creuset. Quando você tira a tampa lá está o ovo coroando o mignon cortado na ponta da faca e um molho aromático, rico e saboroso. Mas o ovo poché é tão bonito que te deixa meio hipnotizado. E o espetáculo de estourar e ver aquela gema quase laranja se misturando ao molho e deixando o prato realmente incrível é demais. Comendo você entende os motivos de o nosso ex-presidente ter segurado Roberta em sua cozinha por muito tempo.

O picadinho coroado com o ovo poché que é uma verdadeira estrela... Coisa de maluco..

O picadinho coroado com o ovo poché que é uma verdadeira estrela… Coisa de maluco..

Era chegada a hora das sobremesas. No menu do picadinho, um clássico: canelone de maçã com pistache e calda toffee. O crocante da massa dava a textura. O recheio doce contrastava com um caramelo quente e levemente salgado que estava impecável. Sim, eu abri mão do bolo abaixo pelo canelone.

Simples, delicado e impecável.. O canelone também é um show de sabores e contrastes..

Simples, delicado e impecável.. O canelone também é um show de sabores e contrastes..

O bolo? Era a sobremesa do segundo menu. Também já famoso, o bolo molhado é delicioso. Extremamente macio, derrete na sua boca e tem a potência dos chocolates Amma, da Bahia. A calda quente é algo a parte também. E a fatia é bastante generosa, perfeito para quem é maluco por chocolate.

Quente, cremoso e saboroso, o bolo molhado vem bem servido e é muito intenso..

Quente, cremoso e saboroso, o bolo molhado vem bem servido e é muito intenso..

No fim, junto com o café coado, os brigadeiros de colher. Para finalizar bem.

Não dá para terminar uma tarde ou uma noite no RS sem os brigadeiros...

Não dá para terminar uma tarde ou uma noite no RS sem os brigadeiros…

É barato? Não. Mas como já havia comentado em outras ocasiões, entrar na casa da Roberta Sudbrack é uma experiência imperdível para quem sente prazer pela comida. Portanto fica aqui a minha dica. Faça esse favor para você mesmo e vá um dia conhecer este picadinho. É certo de que você não irá se arrepender.

Mais informações, como vocês já sabem, sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos! Ah! Lembrando que agora o Gastronomia por Esporte também está no Facebook! Cliquem e curtam a página! Por lá vocês vão conferir todas as novidades do blog! http://www.facebook.com/gastroesporte

Roberta Sudbrack
– Rua Lineu de Paula Machado, 916, Jardim Botânico, Rio de Janeiro – RJ – (21) 3874-0139
Horário: Terça a quinta, das 19h30m à meia-noite; Sexta, do meio-dia às 15h e das 20h30m à meia-noite; Sábado, das 20h30m à meia-noite