Arquivo da categoria: Críticas

Sabores mediterrâneos no Cipriani

Por Luna Vale
Ir a um dos restaurantes do Copacabana Palace é sempre certeza de bom serviço e boa comida. Por isso, não pensei duas vezes ao ser convidada pelo pessoal do Embarque na Viagem para participar de um jantar e escrever a respeito para os dois sites.  Se a cozinha do chef Luca Orini, do Cipriani, não deixa a desejar, imagine então um jantar com o chef Corrado Corti, do restaurante La Terrazza, que veio diretamente de Portofino, na Itália, para participar de mais uma edição do Master Series. O evento, promovido pelo hotel, convida chefs internacionais para participarem um intercâmbio nos restaurantes da casa.

Até este ‘sábado (23), o chef italiano estará preparando um cardápio exclusivo com 20 opções de pratos, entre entradas, principais e sobremesas com foco na culinária Mediterrânea, disponíveis no Cipriani. Para harmonização do jantar, o sommelier Ed Arruda preparou uma carta de vinhos com rótulos exclusivos.

Os trabalhos foram abertos com um levíssimo creme de iogurte com pepino, dill e lagostins no ponto correto de cocção. Tomate, finas fatias de cebola roxa e um crispy de gergelim complementavam a entrada trazendo textura e ainda mais sabor. A pedida casou perfeitamente com o o espumante italiano Villa Crespia Franciacorta Brut de sabor levemente tostado e uma bela coloração dourada.

O primeiro prato foi um dos pontos altos da noite. Fazendo jus à sua cozinha mediterrânea, o chef serviu um robalo ao molho com a combinação clássica e fresca de tomates, alcaparras, azeitonas pretas e pinoli . A ousadia em meio ao básico veio na forma de uma interessante crosta negra feita com tinta de lula.

Em seguida, a melhor harmonização do jantar: o risoto Carnaroli com vongole, creme de limão siciliano com acidez na medida e pesto de manjericão foi a companhia perfeita para o italiano Skerk Orgrade 2011. Ao encher as taças, a coloração bem alaranjada do vinho branco chamou atenção, mas a acidez e frescor casaram muito bem.

Finalizou a etapa principal um medalhão de vitela com foie gras ao molho feito com redução do vinho Sciacchetrà, acompanhado de maçã cozida, creme de abóbora e aspargos. O ponto da carne estava perfeito, mas o fígado acabou passando um pouco o que tirou a suculência característica.

A sobremesa, na minha opinião, sempre a melhor parte da refeição, não deixou a desejar. O crème brûlée de pistache chegou à mesa com uma textura de panna cotta (não à toa, em italiano se chama “crema cotta”) ladeado por um levíssimo sorvete de baunilha e um crumble de limão siciliano.

Acho que posso dizer que estreei no jornalismo culinário em grande estilo, certo? Como diria o Rafa, saúde! E até a próxima! =)
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Da Gema, Momo, Varnhagen e Benditho: as primeiras visitas do Comida di Buteco trouxeram alegria e decepção!

O primeiro fim de semana passou! Bastou ver pelas fotos no Instagram, além de comentários em Twitter e Facebook, que a sétima edição carioca do Comida di Buteco já mexeu mesmo com o dia a dia da cidade. E eu encarei meus quatro primeiros em um sábado de maçarico ligado. Ainda faltam muitos e a maratona promete ser longa. Mas vamos em frente que petisco gostoso e cerveja gelada não vão faltar! Abaixo fotos e comentários dos bares na ordem em que foram visitados.

Confira aqui a relação completa dos bares e seus petiscos para o Comida di Buteco

Bar Varnhagen

Este bar é quase uma instituição da cidade. Balcão clássico de vidro, bebidas variadas expostas, pastéis, salgados, cardápio do lado de fora escrito com giz… Mas mais do que a “roupa”, eram as criações e a impecável mão para tempero da simpática Dona Natalina que cativava um público fiel além dos que visitavam de vez em quando. No primeiro ano de Comida di Buteco sem a portuguesa no comando das panelas – ela faleceu no ano passado -, o petisco desenvolvido pela família e equipe do Varnhagen foi o Copa Cubana (R$ 28).

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É uma porção de copa-lombo de porco com banana milanesa e molho a base de maionese. A carne estava macia e bem temperada. A banana crocante por fora e macia por dentro. O molho tinha um tempero interessante. Mas no geral é um petisco comum, sem grandes invencionices.

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Benditho Bar

Acabou se mostrando a grande decepção do dia. O Risotinho dos Deuses (R$ 28) se trata de um arroz de abóbora com carne seca, coalho e couve refogada. A foto de divulgação está muito bonita. Mas ao pedirmos o prato não foi o que encontramos – basta comparar a primeira, que é a minha, com a segunda. O petisco chega no prato em uma forma retangular, coberta por um inexpressivo pedaço de queijo coalho frito. O arroz não tinha sabor de carne seca, que veio frita e insossa por cima. O único sabor presente era o adocicado da abóbora. É preciso ajustar muita coisa para obter algum tipo de destaque.

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Da Gema

Mais um acerto deste bar que, entra ano e sai ano, está sempre citado entre os favoritos da competição. O Matuto trata-se de uma porção de filé de sobrecoxa de frango ensopado acompanhado de farofa de quiabo (R$ 25). O golaço do Da Gema já começa na apresentação. O prato chega embrulhado em um pano quadriculado com os garfos presos no nó, o que remete a clássica quentinha da roça. Ao desembrulhar, damos de cara com os nacos do frango em molho saboroso que lembra justamente comida de fazenda ou aquele que a mamãe fazia quando criança. E tem ainda o detalhe da pimenta que agora chega em uma latinha.

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Mas o melhor é justamente o acompanhamento. A farofa de quiabo está incrível e possui um show de texturas. A começar pela farinha de milho flocado que já é crocante por si só. Mas o quiabo chega em pedaços e no ponto ideal: sem baba escorrendo e contrastando com o frango macio. Uma beleza!

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Momo

Toninho, que comanda as panelas deste autêntico botequim, montou uma combinação que é simplesmente impossível de dar errado. O seu Farol de Milha (R$ 25), consiste em pedaços de carne assada cobertos com queijo meia cura e ovo caipira frito. Não há muito mais o que dizer. Vai lá ao Momo e seja feliz. Fure a gema incrivelmente saborosa e molhe a torradinha de alho que acompanha o prato na mistura dela com o molho da carne. Demais mesmo.

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E aproveite para provar o petisco que ele colocou no concurso paralelo do Doritos: costela desfiada coberta com creme de aipim e queijo parmesão. Uma beleza!

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Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima e vamos em frente nos balcões da cidade.

Tragga: uma tarde caótica tirou qualquer possibilidade de prazer diante do hambúrguer

Você sai de casa para um restaurante basicamente em busca de dois objetivos: comer bem e ter uma manhã/tarde/noite agradável. Dependendo da escolha em um Rio de Janeiro de preços cada vez mais altos, você paga bem caro para isso. E quando você não consegue alcançar estes objetivos, a frustração é sempre muito grande. Foi exatamente – e infelizmente – o que aconteceu na última sexta-feira quando fui almoçar no Tragga, casa de carnes em Botafogo.

Sentados no segundo andar do bonito salão, de decoração quente em função da madeira como uma casa de carnes pede, eu e um amigo logo sentimos que a tarde poderia ser longa. A casa estava cheia e apenas um garçom era responsável por todo o andar de cima. Reflexo disso foram os quase 20 minutos para uma garrafa de água com gás chegar na mesa, que ainda não tinha nem prato, talheres e guardanapo. Isso após lembrar o garçom que, coitado, não tem culpa alguma, mais de uma vez.

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A justificativa do maitre, que só subiu após meu amigo chamá-lo para explicar como andavam as coisas no andar de cima, ao ser questionado era a ausência de funcionários. Aí voltamos a uma discussão que já tivemos aqui no blog: vale a pena abrir um segundo andar ciente de que o serviço seria caótico desde o início do dia? Será que o risco de ter clientes insatisfeitos com um atendimento caótico é melhor do que ter uma fila de espera justificável para que o ritmo normal da casa possa acontecer é válido?

Cogitamos pagar a água e sair, mas a minha curiosidade em provar o hambúrguer da casa era maior. Com isso pedimos entradas: uma Empanada Salteña (carne, batata, pimenta e pimentão R$ 8) e uma Morcilla (R$ 26). Mais espera, mais estresse, mais justificativas que não amenizavam a irritação e nem o fato de estarmos sentados há uma hora sem termos mastigado absolutamente nada. Depois de mais reclamação, chegaram duas empanadas como forma de cortesia. O recheio estava bem temperado, mas faltava umidade, cremosidade… Além disso, a massa se mostrou pesada e a empanada como conjunto uma grande decepção.

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O mesmo pode ser dito da Morcilla. A entrada fou responsável pela demora, segundo a equipe o preparo dela é mais demorado do que as demais entradas. Mas sinceramente não sei o motivo, já que comi Morcillas em outros lugares e em nenhum demorou quase uma hora para chegar na mesa. Além disso, o embutido de sangue foi tão decepcionante que quase 70% dele voltou para a cozinha. Faltava sabor, além da falta de delicadeza na apresentação.

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Novamente cogitamos levantar, mas fomos em frente. Pedi o que me levou até ali: o hambúrguer (R$ 44,90). Feito com bife Ancho poderia ter amenizado um pouco o caos que foi a tarde de sexta. Mas, apesar de a carne ter vindo saborosa e no ponto certo, também teve seus problemas. Primeiro os pontos positivos: o bacon, os pimentões assados e o bom bernaise se destacaram. Entre os problemas, o queijo do reino não funciona. São duas fatias grossas que não derretem e acabam brigando com a carne. O pão é outra grave questão: macio demais o que fez com que ficasse muito molhado e se despedaçando. Chega com batatas rústicas e saladinha.

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Quase três horas após sentar, o clima já estava pesado e a insatisfação com o almoço era tanta que nem cogitamos pedir uma sobremesa. E acho que a vontade da equipe também era encerrar logo aquele período já que ao pedir a conta de longe com o gestual habitual, o maitre nem se deu ao trabalho de nos perguntar se queríamos um café.

No fim das contas, o Tragga não cumpriu nem de perto os dois objetivos lá de cima que levam as pessoas a sair de casa rumo a um restaurante. É uma pena mesmo. Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima.

 

De Claude Troisgros para Luiza e Leandro: palestra com o francês e a inigualável coxinha de terça do Da Gema!

A noite de terça-feira começou com alta gastronomia nas palavras. Em palestra promovida pela Aliança Francesa da Tijuca e aberta ao público, Claude Troisgros falou sobre a história de sua família que foi uma das precursoras da Nouvelle Cuisine. De lá, chegou até o dia em que desembarcou no Rio de Janeiro onde fincou raiz e construiu um legado sólido que faz jus ao sobrenome que carrega. Distribuiu a simpatia que lhe é peculiar, mostrou que o francês está enferrujado arrancando risadas e aplausos em mais de uma hora de conversa.

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Mas o papo naturalmente deixou todos os presentes com fome. Afinal de contas, era foie gras pra cá, tacacá pra lá, mostrando como as gastronomias francesa e brasileira estão presentes no coração de Claude. E em uma terça-feira na Tijuca o destino só pode ser um: Da Gema. Afinal de contas, é apenas neste dia que você consegue comer a melhor coxinha de galinha do mundo (R$ 4,50)!

Por que eu digo isso? Sempre gostei de coxinha. E sou daqueles que vira o salgado de cabeça pra baixo e começa a comer, sem qualquer trocadilho, pela bunda onde o recheio se concentra. Quando chego no biquinho onde a massa se concentra, costumo jogar fora. Luiza e Leandro, que criaram essa maravilha e as demais que são servidas pro lá, desenvolveram uma massa que é tão gostosa quanto o farto e bem temperado recheio. Leve e saborosa, a massa é a estrela para mim. E só nas terças-feiras!

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Mas nem só de Coxinha vive o Da Gema (quarta também é dia temático e eu já falei por aqui). Figura carimbada no Comida di Buteco, concurso que, por sinal, começa mês que vem, o bar tem criações criativas e deliciosas. O Pastel de Feijão Gordo (R$ 4,50), por exemplo, é um absurdo. O recheio é uma verdadeira feijoada rica, farta e repleta de carnes saborosas. Demais mesmo.

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Do pastel para o Atoleiro Carioca (R$ 25), para mim, apesar de não vencedor, o melhor petisco do Da Gema para o concurso. Nacos e peito bovino e linguiça de porco com aipim que chega macio em seu molho de cozimento. Clássica comida caseira. Por cima um surpreendente e delicioso pesto de agrião. O pão que rodeia o prato é perfeito para sugar o molho que fica na panelinha.

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Outro clássico é a Rabadinha com Polenta (R$ 25). Nacos crocantes de polenta frita coroadas como reis por rabada saborosa e bem temperada. Precisa mesmo dizer como isso é gostoso?

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Teve tempo ainda para o Pela Égua (R$ 13). Canjiquinha com queijo coberta por couve e pelo molho de linguiça da casa que entra em outros petiscos como o Tricolor, outra belíssima pedida por lá.

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A única derrapada do Da Gema costuma ser a demora nos pedidos. A cozinha é pequena e faz tudo na hora, o que em certos momentos gera essa espera. É, claro, algo que não é o ideal. Mas vale a paciência. Quando chega você costuma esquecer. E aproveita. Feita por Claude ou pela Luiza, o que vale é a boa comida!

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Da Gema
– Rua Barão de Mesquita, 615 – lojas C e D, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ -(21) 2208-9414
Terça e quarta, das 17h à meia-noite; Quinta, das 17h à 1h; Sex, das 15h às 1h; Sábado, do meio-dia às 2h; Domingo, do meio-dia às 22h

Quinta de São José: vinhos especiais do Douro em uma tarde com o enólogo João Brito e Cunha

É sempre um prazer degustar um vinho com o enólogo e winemaker que produziu o conteúdo das garrafas. Nós podemos buscar identificar aromas e características que entram na nossa cabeça a cada gole, mas só o produtor tem a capacidade de explicar exatamente o que ele pretendia com aquele corte, com o processo de envelhecimento e te guiar pelos caminhos de cada taça. Tive este privilégio ao conhecer o português João Brito e Cunha e seus vinhos, da vinícola Quinta de São José, no Douro. Fizemos uma degustação de praticamente toda a sua linha na Cavist, em Ipanema, acompanhado de um belo almoço.

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Com o refrescante branco Ázeo na taça, João, que veio ao Brasil a convite da importadora WineMundi, representante dos seus vinhos por aqui, contou um pouco da história do Douro e em particular de sua vinícola. Com uma produção pequena, procura dar uma identidade a cada vinho. Além disso, o espaço de dez hectares conta também com uma pousada para estimular o enoturismo na região.

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Mas voltemos à taça. O Ázeo foi uma revelação para mim, já que não conhecia as castas Viusinho e Rabigato. No primeiro gole o vinho se mostrou agressivo. Mas bastaram cinco minutos para o frescor tomar conta e os aromas frutados tomarem conta. Harmonizou perfeitamente com um carpaccio de Hadoque defumado com raspas de limão siciliano.

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A brincadeira seguir em frente com o Quinta de São José tinto. Feito com as uvas clássicas da região, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, é um bom vinho de entrada. Foi harmonizado com bacalhau envolto por um crisp de parmesão, receita que, por sinal, já mostrei como se faz aqui.

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O terceiro ganhou a mesa. O Quinta de São José Reserva 2010 é um belo vinho. Feito com Touriga Nacional de vinhas velhas da quinta, passa por barricas de carvalho francês por um ano e ganha bastante complexidade. Bem frutado, mas com taninos equilibrados. No prato, duo de cordeiro com manteiga de ervas e legumes salteados. Estivesse o cordeiro um pouco mais mal passado o prato seria perfeito. Mas o casamento com o vinho foi realmente espetacular.

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Com esta mesma pedida, provamos ainda o Grande Reserva da Quinta de São José, que veio em garrafa Magnum do ano de 2011. A opinião na mesa foi praticamente a mesma. É, de fato, um vinho especial feito com as vinhas mais velhas das castas Touriga Nacional e Touriga Franca e fermentados em lagares após serem pisadas como antigamente. Se tivéssemos bebido esta safra daqui a três anos pelo menos a experiência seria ainda mais especial. Afinal de contas, estamos diante de um vinho que tem potencial de guarda. Mas na taça estivemos diante de um vinho complexo, com mineralidade no ponto certo, novamente frutas no nariz e equilíbrio ideal. 

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No fim, o São José Vintage Port com banana caramelada, doce de leite, sorvete de canela e farofa de paçoca. Fim de uma tarde especial, de muito conhecimento, boa conversa e, como sempre, boa comida!

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Mira!, almoço praticamente impecável em ambiente muito agradável na Casa Daros

É um prazer muito grande entrar em um restaurante e sair feliz após uma bela refeição. Este, aliás, é o objetivo de qualquer um que sai de sua casa para almoçar ou jantar fora. E passei exatamente por isso no Mira!. Em duas semanas estive duas vezes na casa para almoçar. O repeteco se deu por ter encontrado tudo que você espera em um restaurante: boa comida, bom serviço, clima e atmosfera agradáveis e preços justos.

O Mira! é a terceira casa sob comando da Chef Roberta Ciasca e dos seus sócios Stef Quinquis e Danni Camilo, também do Miam Miam e do Oui Oui, no Rio. Aliás, todas localizadas em Botafogo. Esta fica no térreo da Casa Daros, espaço cultural/museu que conta com exposições que se renovam constantemente – a próxima está sendo montada agora, mas no pátio interno os artoons do mexicano Pablo Helguera valem e muito a visita pelo bom humor e sarcasmo. Pegando o clima da casa, a decoração é minimalista, os móveis são bonitos e o espaço é bem clean e amplo.

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Mas voltemos ao que interessa por aqui: comida. O cardápio de almoço é curto, mas eficiente. Estão lá boas opções de grelhado que podem ser combinados com um eficiente buffet de saladas, algumas criações da chef, um ou outro sanduíche além de duas sugestões que sempre se renovam dia a dia. Enquanto isso, um dos drinks da casa: Oui Oui Portonic (R$ 20), Porto Branco, Tônica e Limão Siciliano. Refrescante e agradável. Na sequência veio o Miam Miam também (R$ 20), com saquê, maracujá e grenadine. Igualmente gostoso. O Grenadine deu uma boa quebrada no cítrico do maracujá.

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Na primeira investida dei de cara com hambúrguer entre as sugestões (R$ 38). Não tive nem dúvidas, afinal de contas vocês já sabem como sou fã do sanduíche aqui. Feito com contra-filé, veio coroado com queijo meia cura, cogumelos, chips de baroa e um excelente molho tártaro caseiro. Carne no ponto certo, saboroso e suculento. Desde já fica o pedido: coloquem este hambúrguer no cardápio. A cidade precisa de boas opções e esta definitivamente seria uma.

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O outro prato foi o picadinho, que fica na sessão de grelhados. Ele foi combinado com um acompanhamento (R$ 44), um Risoni ao limão que estava muito saboroso, mas poderia ter ficado um pouco mais al dente. O picadinho em si estava delicioso. A apresentação é interessante e o molho extremamente bem temperado. Chega com uma farofinha crocante.

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Na segunda investida, para comemorar o aniversário de 41 anos de casados do Seu Cavalierão e da Dona Cavalierona, um novo drink para experimentar: Cosmopolitan Sparkling (R$ 19). A clássica receita que ganhou o mundo com Sex and the City veio com uma bossa: água com gás em copo longo. Bem bacana, mas acho que a concentração do drink em si poderia ter sido maior.

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O casal Cavalierão/Cavalierona foi nos grelhados com buffet de saladas (R$ 47). Ela no Bife Ancho com um excelente aioli (este pedido tem um acréscimo de R$16 em cima do preço). A carne veio macia e extremamente suculenta. Ele no peixe do dia que, apesar de ser um pedaço um tanto quanto pequeno, veio no ponto perfeito. As saladas estavam todas muito gostosas. Uma simples de folhas, grãos com cogumelos, caponata, legumes crocantes, vinagrete de cebola… Belas opções.

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Luna foi de sauté de lulas e camarões à provençal com Risoni ao Limão. Os frutos do mar estavam macios, o tempero de alho, manteiga e ervas na medida certa, sem sobrepor aos sabores das estrelas principais.

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Mas o melhor a gente deixa para o final. Pedi os Kebabs de Cordeiro com creme fresco de limão, tomate e batata assados, mix de vagens e cenoura com especiarias (R$ 48). Não há uma vírgula para se falar deste prato. Os kebabs vieram mal passados como eu havia pedido e com equilíbrio perfeito nas especiarias. O creme casava perfeitamente. Os vegetais crocantes, os tomates frescos… Muito, mas muito bom mesmo.

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As sobremesas chegam em copinhos e estavam gostosas também, sobretudo a Tapioca com doce de leite e farofa de coco com castanha (R$ 14). A torta desmontada de limão é criativa, mas não me encantou tanto quanto a anterior.

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Saí de lá encantado e com a certeza de que ganhei uma boa opção de almoço na cidade. A casa fecha cedo, às 23h. E, atenção, só abre a partir de quarta-feira! Após as 17h, entra um menu de tapas que estou louco para conhecer. Para os que não são de drinks, a carta de vinhos é bem honesta e a de cerveja, assinada pela mestre cervejeira Cilene Saorin, é completa. Estas foram as duas primeiras investidas do que pelo visto serão muitas. E, como não poderia deixar de ser, vida longa ao casal!

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Mira!
Rua General Severiano, 159 – Museu Casa Daros, Botafogo – Rio de Janeiro
Quarta à Sexta – 12hs às 23hs, Sábado – 12hs às 19hs, Domingo – 12hs às 18hs

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O maravilhoso retorno ao Bazzar deixou a pergunta: por que demorei tanto tempo?

Precisava voltar ao Bazzar. Minha estreia no restaurante não foi inesquecível e saí de lá com uma pulga atrás da orelha. Por diversas vezes pensava: “hoje é o dia de voltar!”. Mas acabava adiando. Em outras, o amigo Gabriel da Muda chegou a me ligar para armar o retorno, mas em todas as oportunidades acabava tendo algum compromisso. E sofria com as fotos lindas no Instagram dele e de demais entusiastas do lugar, além, é claro, da Cris Beltrão, que comanda o empreendimento de muito sucesso. Mas finalmente voltei. E como bem disse o Rei no milionário comercial da marca de carnes, foi para ficar.

Tudo no Bazzar é agradável. A começar pela beleza da casa: iluminada, bem decorada e com direito ao Bubble Bar logo após a entrada onde as sugestões de drinks e taças borbulhantes são muitas. Aliás, acho que minha próxima parada vai ser por ali mesmo.

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Acomodado, não há como dizer não ao couvert. Pães fresquinhos, sempre quentinhos e constantemente repostos. A focaccia de ervas estava macia e saborosa, assim como o pão de limão. As torradinhas extremamente crocantes podiam ser degustadas com azeites aromatizados com ervas ou laranja, manteiga com flor de sal e um extremamente aromático chutney de tomate. Um show. Na taça o frescor do Lagarde Viognier ajudava a amenizar o calor que voltou a fazer no nosso Rio.

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As opções no cardápio são apetitosas. A descrição vai te deixando louco. Mas a minha pedida não está por lá: o hambúrguer (R$ 26,90). Feito com picanha – a carne e a gordura são moídas separadamente -, veio no ponto certo: mal passado no centro e grelhado por fora, coroado com fatias de queijo cheddar. Um hambúrguer simples, sem grandes invencionices, mas extremamente bem feito, o que tem sido cada vez mais difícil de achar no Rio.

As batatas fininhas, uma marca registradas, vieram crocantes por fora e macias por dentro. Outra vez com preparo que mostrou muito cuidado. Ao lado, chutney de tomate e os molhos da casa: mostarda e barbecue. Uma delícia que mereceu até close. Obrigado pela dica, da Muda!

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Mandinha, minha companhia no almoço, é outra fã do Bazzar. Mas ela sempre pede o mesmo prato: Mignon com molho de Damasco e Risoto de Brie. Convenci ela a mudar e acho que o novo prato virou o favorito. O Risotto Acquerello com queijo Manchego curado e Pata Negra (R$ 59,80) estava completamente impecável. Um show de sabores provenientes dos fortes ingredientes que combinaram de maneira perfeita: o arroz envelhecido por sete anos, o queijo de personalidade e a fatia do Pata Negra. Muito, mas muito gostoso mesmo!

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Não aguentava mais nada, mas arrumamos um espaço para provar a Torta de Limão. Não é meu doce favorito, mas estava muito bem feito com direito a brulée em cima e farofinha do lado. Encerramos muito bem o almoço.

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Caminhando de volta, feliz após uma refeição incrível, a pergunta lá de cima voltou: por que demorei tanto tempo para retornar ao Bazzar? Não sei responder. Mas agora tenho a certeza de que o espaço de tempo até a próxima visita será menor. Muito menor!

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Bazzar

– Rua Barão da Torre – 538, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ, (21) 3202-2884
Diariamente, do meio-dia à 1h.