Arquivo da categoria: comida de rua

Da Roberta: a nova, saborosa e informal investida da chef

Pensando friamente, o cenário até outro dia era bem improvável. Lembra da Tubira, aquela ruela no Leblon repleta de oficinas que contrasta com o ~glamour~ da vizinha Dias Ferreira no Leblon? Pois é. Escoltada pelo sucesso do espaço da Jeffrey, a cerveja do pato, a recém-eleita melhor chef da América Latina Roberta Sudbrack escolheu uma antiga loja de reparos para inaugurar o Da Roberta, sua segunda casa na cidade.

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Esqueça a formalidade do RS. Esqueça também as elegantes e delicadas criações que a fizeram ser laureada com uma estrela no guia Michelin. A ideia ali é uma só: excelentes sanduíches em um clima informal para comer em pé com uma cerveja gelada na mão.

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Prova do novo conceito já é vista antes mesmo de fazer qualquer pedido na cozinha instalada em um caminhão. A decoração conta com luminárias que pendem do teto, grafites em todas as paredes e mobiliário modernoso. Nas caixas de som nada da sobriedade de sua premiada casa: boa seleção de pop e rock dos anos 80 e 90 nas alturas.

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Mas de nada adianta um clima convidativo se a comida não valer a pena. E em se tratando da Roberta é difícil este ponto não atender às expectativas. Abri os trabalhos com o pita recheado por falafel saboroso e crocante, alface, cenoura, pepino, molho de iogurte e uma berinjela surreal.

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O já famoso SudDog também marca presença por lá. Fez boa dupla com SudBeer, produzida em parceria com a Jeffrey logo ali ao lado. A gelada leva na receita cajá, tomilho e gengibre e, se não é exatamente leve como a já consagrada witbier Niña, se mostrou igualmente refrescante.

Uma das opções de acompanhamento são batatas fritas macias por dentro e crocantes por fora coroadas com um interessante aioli de urucum, reforçando a brasilidade que a chef gosta tanto de propagar.

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Para o final deixamos a estrela. Corte encontrado em qualquer esquina de Nova York, em vários pontos de São Paulo e praticamente inexistente no nosso Rio, o pastrami chegou com tudo. Molhadinho, temperado, desmanchando na boca, ele chega coberto por queijo, mostarda e emoldurado pelo maravilhoso pão da S.P.A. Pane. A foto não ajuda, mas vai por mim: estava delicioso.

Abaixo seguem os preços da casa que abre oficialmente para o público a partir desta quarta (16). Nos esbarramos por lá! Até a próxima! Saúde!

Da Roberta: Bar de Comida de Rua

Rua Tubira 8/loja A – Leblon

Tel: 21 – 22391103

Comida: – Dogs, linguiças, pitas e pastrami

Funcionamento: De Terça a Domingo de 12h às 22h

Forma de Pagamento: dinheiro ou cartão de débito (Visa e Mastercard)

Manobrista: Não possui. Estacionamento próximo

Preços

Dogs e linguiças

de R$18,00 a R$25,00

Pitas

De R$15,00 a R$26,00

Pastrami

De R$27,00 a R$29

Complementos

SudBatata frita com aioli de urucum –  R$9.00

Salada – R$12,00

Sobremesa

Bolo Molhado de chocolate – R$16,00

Obs: Como vocês perceberam: ele voltou… o nosso blog voltou! Sexta tem mais!

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Os bolinhos de bacalhau do (a) Cadeg. Venceu a tradição, mas boas opções não faltam

Sou fã incondicional do (a) Cadeg, como já havia comentado em um dos primeiros posts do Gastronomia por Esporte. É o que temos no Rio que mais se assemelha a um mercado central. Mas além do local, sou também um grande admirador de um bom bolinho de bacalhau. E por lá você pode encontrar muitas casas que vendem o salgado que leva basicamente batata e o peixe, além dos temperos e da boa mão do cozinheiro. Sem ela algo aparentemente simples vai desandar.

A avenida principal tomada por gente... O movimento em dezembro no (a) Cadeg é muito maior...

A avenida principal tomada por gente… O movimento em dezembro no (a) Cadeg é constante..

Em uma manhã agradável ao lado do amigo Chico Rezende, o Torcedor, fui com a missão de provar os bolinhos do (a) Cadeg. Foram cinco que renderam experiências muito diferentes. Mas, no fim das contas, o campeão segue sendo o mais tradicional deles todos: o Cantinho das Concertinas. E é por isso que vamos começar por ele.

A casa comandada pelo galego simpático Carlinhos é dos pontos mais tradicionais com a roda de fado além da sardinha e do bacalhau feitos na brasa nos sábados extremamente concorridos. E o bolinho segue imbatível. Frito constantemente, está sempre quentinho e custa R$3 a unidade. Crocante e com a proporção perfeita entre batata e bacalhau, o bolinho tem tempero na medida certa e desce perfeitamente com o bom azeite português servido. Tiro certo.

Imbatível.. O Cantinho das Concertinas continua fazendo os melhores bolinhos.. E durante a semana sem caos!

Imbatível.. O Cantinho das Concertinas continua fazendo os melhores bolinhos.. E durante a semana sem caos!

Ao lado da casa fica a Gruta São Sebastião. Também ao custo de R$3 a unidade, o bolinho não chamou tanto a atenção principalmente por ter mais batata em sua composição. O que realmente ficou na memória e de maneira negativa foi o azeite servido. Em um lugar com variedades do óleo a preços tão bons, se torna um crime colocar na mesa um azeite de qualidade tão baixa como aquela. Gosto realmente horroroso que mata o bolinho.

O primeiro bolinho não se destacou nem para cima e nem para baixo.. Estava gostoso, mas não inesquecível..

O primeiro bolinho não se destacou nem para cima e nem para baixo.. Estava gostoso, mas não inesquecível..

Mais na frente encontramos o Empório Gourmet Show. A delicatessen que vende muitas iguarias, vinhos, cervejas e uma penca de produtos importados inaugurou no sendo andar um restaurante. O cardápio até chama atenção, mas a missão era bolinho de bacalhau. E o da casa, que inaugurou filial no Complexo Gastronômico do Lagoon, já comentado aqui, foi o pior do dia. Assim que chegou na mesa já deu para prever que não estaria gostoso. Apenas morno, deixou a impressão de que já estava frito há muito tempo. Pesado e duro, foi uma decepção incrível. E justamente na casa que quer impor uma linha mais gastronômica. Ah! E ainda é menor e mais caro que os anteriores: R$3,90 a unidade.

A aparência já deixava claro de que o bolinho não estaria o ideal.. No sabor a mesma coisa: o pior deles.

A aparência já deixava claro de que o bolinho não estaria o ideal.. No sabor a mesma coisa: o pior deles.

Mais para o final da avenida principal, o Empório Quintana do simpático chef Leonel também chama atenção. Além de vender bons produtos, o chef desenvolveu um cardápio interessante que me chamou atenção e deixou curioso. Mas vamos ao bolinho: frito na hora, chegou extremamente crocante por fora e macio por dentro. Proporção boa entre batata e bacalhau. Estaria perfeito se tivesse um tiquinho a mais de sal, mas a prudência em relação ao teor do próprio peixe falou mais alto. Também sai a R$3,90 a unidade.

Crocante, sequinho e com boa proporção.. Faltou apenas um pingo de sal para ficar ideal.. Belo bolinho...

Crocante, sequinho e com boa proporção.. Faltou apenas um pingo de sal para ficar ideal.. Belo bolinho…

O último encerrou muito bem a empreitada. Apesar de ter a carne como principal item do cardápio, o Costelão do Cadeg serviu um excelente bolinho. E olha que estava receoso, já que comi lá uma vez há bastante tempo e não saí satisfeito. Mas o bolinho desenvolvido pelo chef Gilberto Fellows e frito na hora bem temperado e saboroso me fez pensar em voltar para almoçar. Vendido em porção (R$20 por dez unidades), desceu maravilhosamente com o chope Eisenbahn.

A surpresa.. Não imaginava que fosse comer um bolinho tão bom no Costelão, especializado em carnes..

A surpresa.. Não imaginava que fosse comer um bolinho tão bom no Costelão, especializado em carnes..

Passamos ainda pelo Galeto Brasa, mas a aparência nada convidativa do bolinho já frito no balcão somado a um almoço ruim que já tive por lá nos fizeram desistir da avaliação. A Adega Cesari, logo no início, estava sem bolinhos e também acabou não sendo avaliada. Surpreende também o Barsa, casa gourmet com pegada lusitana, não servir a iguaria. Mas podem ir na punheta de bacalhau sem medo. Vale muito.

No fim das contas, venceu a tradição das Concertinas. Mas as demais investidas mostraram que está cada vez melhor comer por lá. E mais do que nunca, você que ainda não conhece o (a) Cadeg, está mais do que na hora de perder um dia por lá. E chegue cedo! O dia por lá começa às 4h!

Mais informações sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos! Ah! Lembrando que agora o Gastronomia por Esporte também está no Facebook! Cliquem e curtam a página! Por lá vocês vão conferir todas as novidades do blog! www.facebook.com/gastroesporte

O Cadeg ou A Cadeg? Com ou sem polêmica, bons produtos, bons preços e tudo para o seu fim de ano!

A discussão começou despretensiosamente no Twitter e foi ganhando cada vez mais participantes. Cada um defendia suas convicções com afinco. A polêmica? “O” Cadeg ou “A” Cadeg? Vamos atacar a raiz do problema e mostrar os pontos. Primeiro a tradução literal: Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara. Portando “o” Cadeg, certo? Sim. Mas para muitos não. Por que?! Antigamente o mesmo local era conhecido como Central de Abastecimento… Ou seja, “a” Cadeg. Deixando de lado as discussões, a visita ao local, que fica em Benfica, é sempre um grande programa e também uma oportunidade perfeita para dar aquela economizada em muitos pontos das ceias de fim de ano.

A avenida principal tomada por gente... O movimento em dezembro no (a) Cadeg é muito maior...

A avenida principal tomada por gente… O movimento em dezembro no (a) Cadeg é muito maior…

Agora prepare-se. Em dezembro o movimento triplica. E com o calor que tem feito no Rio de Janeiro, é preciso disposição e sobretudo cabeça no lugar. Especialmente se você acordou tarde e resolveu chegar por lá ao meio dia. Aì, amigo, é gente a dar com o pau. O ideal é chegar um pouquinho mais cedo e deixar para abrir os trabalhos a essa hora. Lembre-se, a vida por lá começa muito cedo mesmo!

Mas vale a pena. Diferentes tipos e cortes de bacalhau? Tem por lá e a preços muito mais acessíveis do que o normal. Pode comprar só o lombo, ele já desfiado, já dessalgado, português, norueguês.. As possibilidades são muitas.

As opções de bacalhau também são muitas, perfeitas para a ceia natalina...

As opções de bacalhau também são muitas, perfeitas para a ceia de fim de ano…

Frutas, vegetais… Você encontra também. Cogumelos, por exemplo, só compro por lá. O preço é muito mais em conta do que nos mercados pela cidade.

Frutas e vegetais frescos não faltam.. Os cogumelos saem mais baratos por aqui também..

Frutas e vegetais frescos não faltam.. Os cogumelos saem mais baratos por aqui também..

Da mesma maneira que as tradicionais castanhas, nozes, avelãs, frutas secas e demais itens que ao menos servem para decorar a mesa natalina estão por lá. Se quiser comprar fio de ovos, uma das criações mais abomináveis do ser humano, também acham.

Castanhas, avelãs, nozes, frutas secas... Nada disso falta no (a) Cadeg..

Castanhas, avelãs, nozes, frutas secas… Nada disso falta no (a) Cadeg..

Agora o que realmente vale muito a pena são os vinhos. As lojas são muitas, mas sempre termino na Griffe dos Vinhos. Fica na avenida principal ao lado do Barsa. São muitos rótulos, de todos os países e com preços mais do que convidativos. Espumantes então nem se fala. Exemplo impressionante é o Valduga 130. Bebida excelente por R$ 47,90. Vi no Leblon por R$ 69,90. Vale a pena, não? Mas fica a dica: a Griffe só trabalha com dinheiro ou cartão de débito.

O custo benefício dos vinhos no (a) Cadeg é absurda.... E na Griffe as opções são muitas...

O custo benefício dos vinhos no (a) Cadeg é absurda…. E na Griffe as opções são muitas e você ainda pode degustar algumas provinhas no fundo da loja…

O Mercado de Flores é ponto certo também da Dona Cavalierona. Não entendo nada de flor, mas quem manjar de decoração pode comprar por lá.

O Mercado de Flores é outra atração... Mas atenção, ao meio dia, como visto na foto, eles fecham..

O Mercado de Flores é outra atração… Mas atenção, ao meio dia, como visto na foto, eles fecham..

Também são cada vez mais comuns, são as lojas que estão investindo em produtos com uma pegada gastronômica. É fácil encontrar Parmas italianos, Jamón espanhol, frios variados, azeites de várias regiões do mundo além de queijos e cervejas.

Lojas com uma pegada mais gastronômica estão crescendo no (a) Cadeg.. Produtos importados como azeites, frios e cervejas dividem o espaço..

Lojas com uma pegada mais gastronômica estão crescendo no (a) Cadeg.. Produtos importados como azeites, frios e cervejas dividem o espaço..

Após rodar e comprar, chega a hora da bonança. Opções para comer não faltam, dos mais diferentes preços e cardápios. Pé sujo, pé limpo, boteco, bistrô… Agora tem de tudo no (a) Cadeg. Quer comer com mais refinamento? Vá ao Barsa. Um contra-filé violento acebolado ou com bastante alho frito e farofa de ovo? Poleiro do Galeto. O Empório Quintana serve bons sanduíches. Mas também tem algumas opções que não recomendo como o Costelão e o Brasas Show. Mas isso é para outro post específico.

Desta vez estava com pressa e tinha um almoço ainda pela frente. Parei apenas para aplacar o calor e tomar uma Brahma gelada com uma linguicinha no Adega Cesari, logo de cara para o estacionamento. Em pé no balcão vi porções mais do que generosas de churrasco misto passando. Por lá, outra boa dica é o sanduíche de picanha suína. Uma beleza!

Após carregar caixas de espumante e sacolas debaixo de muito calor, uma linguicinha e uma Brahma na Adega Cesari.. Eu mereço!

Após carregar caixas de espumante e sacolas debaixo de muito calor, uma linguicinha e uma Brahma na Adega Cesari.. Eu mereço!

Portanto, polêmico ou não, vale a visita. É o lugar no Rio que mais se assemelha aos mercados centrais comuns em outras cidades do Brasil e que não temos por aqui. Se não quiser encarar o calor e a multidão de dezembro, espera um pouquinho e volte em 2013. No Cadeg ou na Cadeg… Aí é com você!

Cadeg
Rua Capitão Félix, 110 – Benfica, Rio de Janeiro – RJ, 20920-310 – (21) 3890-0202

São Salvador… Choro, comida e bebida em um programa perfeito para os domingos..

“Até que alguma luz acenda, este meu canto continua
Junto meu canto a cada pranto, a cada choro,
Até que alguém me faça coro pra cantar na rua”

Chico Buarque cantou esses versos em “Um Chorinho”. A canção sofrida combina com a dica do fim de semana apenas no nome. Isso porque poucos programas na cidade hoje em dia me deixam tão alegres quanto o chorinho na feirinha de domingo na Praça São Salvador, em Laranjeiras. Esqueça a praia, luta por vaga, areia quente… Na praça, além da música de qualidade, tocada em uma roda ao lado do coreto que em certos momentos pode conter mais de 30 músicos ao mesmo tempo, você pode experimentar inúmeros quitutes, fazer refeições substanciosas ou apenas ficar nos drinks e na cervejinha. Perfeito para crianças, adultos, jovens… Não há padrão algum no público. Para as mulheres, muitas barracas de roupas e objetos de decoração. Já a gente faz o que mais gosta mesmo: come e bebe.

Crianças, idosos, jovens... Não tem qualquer padrão.. O público de domingo da São Salvador é o mais eclético possível

Crianças, idosos, jovens… Não tem qualquer padrão.. O público de domingo da São Salvador é o mais eclético possível

Para abrir os trabalhos, a barraca mais famosa e badalada é a do Luizinho. Suas caipis, que podem ser feitas com cachaça, vodka ou sakê, vendem que nem água. Tangerina com gengibre e frutas vermelhas são as mais procuradas. os preços variam em função da bebida e do rótulo. Batidas fazem parte do menu, que conta também com cervejas geladas. Lata de Bohemia por R$4 ou long neck da mexicana Sol com limão no gargalo por R$ 5. Quer comprar CD? Tem inúmeros por lá, mas com preços não muito convidativos. O amigo Moacyr Luz costuma brincar e dizer que ele é o único no país que ganha dinheiro com venda de discos. Acho que a brincadeira tem um fundo de verdade.

Sempre com fila e muito movimento, a equipe do Luizinho (ali ao fundo) faz caipis variados, vendem cerveja e CDs..

Sempre com fila e muito movimento, a equipe do Luizinho (ali ao fundo) faz caipis variados, vendem cerveja e CDs..

Os que não conhecem o já folclórico Luizinho se preparem: na hora de comprar o ticket é normal a demora, afinal de contas ele gosta de contar piadas e explicar cada detalhe de cada CD. E aí se forma a fila. Mas relaxa, é tradição e você está ali para esquecer os problemas.

Não quer encarar ou prefere fugir das anedotas? Vá para as adjacências. Na antiga Adega da Praça, você compra long necks de Heineken por R$ 3,50 ou Stella por R$ 4. Latinha de Budweiser sai a R$ 10 na compra de três. Se quiser sentar, Brahma e Antartica de 600ml acompanham o pastel ou o copinho de torresmo. Na Rua Senador Correia, um acanhado café vende rótulos importados e nacionais também. Infelizmente não fiz foto, mas prometo citar futuramente por aqui. Até Cerpa Tijuca você bebe por lá sempre com boa música. Mas voltemos para a praça, assunto da nossa conversa.

A música é de muita qualidade.. Muitos instrumentos e todos em harmonia promovendo uma roda de choro de qualidade..

A música é de muita qualidade.. Muitos instrumentos e todos em harmonia promovendo uma roda de choro de qualidade..

Imagino que a essa hora já tenha batido uma fome. Para iniciar os trabalhos, próximo ao chafariz uma barraquinha vende bolinhos de aipim maravilhosos. Se não achar relaxa, bate um papo e escuta o choro. Ela vai passar com uma cesta na mão oferecendo. Os recheios são três: camarão, carne seca e o meu favorito: escarola com gorgonzola. A massa poderia ser mais leve sim, mas o conjunto é saboroso e funciona muito bem. O preço da unidade é R$ 3,50, e na barraca ela ainda vende queijos e geleias.

Também por lá você encontra belos bolinhos de aipim com recheios variados... Foca no de escarola com gorgonzola.. Delícia..

Também por lá você encontra belos bolinhos de aipim com recheios variados… Foca no de escarola com gorgonzola.. Delícia..

Não vou citar todas as opções… Passaria o dia inteiro escrevendo. Temos quibes de forno, empadas (também ali por perto… a mexicana é ótima para quem curte pimenta), quiches… Uma barraca de outra senhora simpática ainda vende pimentas, geléia de pimenta e tomate seco caseiro… Tudo muito gostoso, acho que por R$ 10 o pote. As crianças ainda podem se deliciar com pipoca e o tradicional Picolé Rochinha.

Barraca do clássico picolé Rochinha... Perfeito para refrescar as crianças...

Barraca do clássico picolé Rochinha… Perfeito para refrescar as crianças…

Vamos então para a sustância! Agora vocês vão entender porque cheguei ao Lamas com pouca fome. As opções são muitas, mas neste caso vou destacar apenas o Point dos Caldos. Localizado mais afastado do choro, próximo aos Bombeiros, a barraca serve delícias a preços mais do que convidativos e com a simpatia da Rai, a elétrica cozinheira de mão cheia que comanda a barraca. Entre os caldos, feijão, batata com bacalhau e abóbora. Sempre gostosos. Os preços variam entre R$ 5 e R$ 10. Já nas refeições, língua, arroz de brócolis com bacalhau, dobradinha, estrogonofe..

Quem comanda a bagunça é a simpática e elétrica Rai (diminutivo de Raimunda).. As delícias saem das suas mãos!

Quem comanda a bagunça é a simpática e elétrica Rai (diminutivo de Raimunda).. As delícias saem das suas mãos!

Mas nada para mim supera a rabada. E aqui é tradicional mesmo. É muito legal poder comer rabadas chiques que já vem desfiada, mas no Point dos Caldos é a moda antiga. Caldo bem temperado, untuoso e que casa perfeitamente com a polenta. IncrívelVocê está na praça! Mete a mão mesmo e tira todos os pedacinhos que ficam no osso, como manda o figurino.

Agrião fresco na rabada quente e clássica do Point dos Caldos.. Sempre bem temperada, macia e com um caldo maravilhoso..

Agrião fresco na rabada quente e clássica do Point dos Caldos.. Sempre bem temperada, macia e com um caldo maravilhoso..

A digestão você faz andando por ali mesmo. O choro termina entre 14h e 15h. Ou seja, dá para sair de lá e ainda encarar um almoço de domingo. E como disse Chico lá em cima, façamos coro e vamos cantar na rua! Um abraço!