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St. Gallen, um parque para cervejeiros, lança chope de verão, uma Witbier leve e refrescante

A Vila St. Gallen, em Teresópolis, era um daqueles lugares que estava querendo conhecer há bastante tempo. E a espera acabou no último sábado. Fui convidado para o lançamento do chope de verão da cervejaria. E o tiro foi certeiro. A Witbier desenvolvida pelo mestre cervejeiro Gabriel di Martino combina perfeitamente com o calor que tem feito em qualquer canto do estado do Rio de Janeiro, inclusive na serra!

Desenvolvida com gengibre e casca de laranja, a cerveja é extremamente refrescante. No nariz, o aroma dos ingredientes principais ficam claros com notas cítricas que também são sentidas no paladar. Com 4,5% de teor alcoólico, a cerveja levinha desce perfeitamente em um dia de calor.

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O chope fica em cartaz até o fim do verão. O copo de 200ml sai por R$ 9 e o de 400ml por R$ 15. Você também pode pedir ele na bota de 1 litro por R$ 35. Como parte da tradição, além do chope, a St. Gallen convidou um chef para desenvolver um petisco que harmonize com a criação. A responsável desta vez foi Katia Barbosa, do Aconchego Carioca. E mais uma vez ela deu um tiro certo com a porção de camarões empanados em flocos de arroz servidos com molho de bobó apimentado (R$ 39). Estava tão bonito que me fez comer camarão depois de 20 anos! O molhinho dava um levante incrível na pedida repleta de texturas – o macio do fruto do mar e o crocante do empanado.

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A farra continuou com um dos pratos servidos na casa: kassler defumado com salada de batata, purê de ervilhas e repolho fermentado em suco de maçã. O purê estava perfeito, assim como o kassler que veio macio, saboroso e com um gostoso molho de mostarda.

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A sobremesa foi strudel de maçã caramelizado na mesa com maçarico e acompanhado de sorvete feito a base da Therezópolis Rubine (o mesmo que eu já havia falado aqui).

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Mas antes dos lançamentos, fizemos um tour pelo espaço regado a Therezópolis Gold direto das torneiras. O local é um verdadeiro complexo de entretenimento para os que amam cervejas. No salão principal, o Bierfest, opções da culinária alemã em ambiente decorado que fica de frente para uma micro cervejaria que não é meramente decoração. Do lado de fora fica o Biergarten que reproduz a vila que dá nome ao local. Tem lojinhas com produtos de lá, chocolates e uma loja de roupas. Como parte da ambientação rola até uma capela com cantos gregorianos. Um show!

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Provamos alguns dos petiscos como o salmão defumado com brotos no pão de cevada, o croquete de queijos crocantes com geleia de damasco e pimenta, e as linguiças alemãs com molho de mostarda e mel. O croquete, em especial, estava sensacional. Já o salmão ficaria perfeito se o pão viesse torradinho.

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Além do salão principal, o complexo conta ainda com mais dois restaurantes, o recém lançado Bistrô 1912 e a Abadia, especializada em racletes e fondues que fogem do comum utilizando diferentes métodos de cocção e até carnes de caça. Estes vão ficar para futuras visitas.

No fim, ainda tive a oportunidade de experimentar a primeira receita da IPA que o Gabriel di Martino está desenvolvendo para a próxima estação. O mestre cervejeiro de inacreditáveis 23 anos acertou a mão mais uma vez, mas disse que esta ainda não é a receita definitiva. Lupulada como uma IPA deve ser, mas um pouco mais acessível ao grande público. A ideia é tê-la em garrafa em um futuro próximo. Vamos aguardar. Enquanto o dia não chega, vamos matando a sede com muita Witbier. E até a próxima!

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Vila St. Gallen
Rua Augusto do Amaral Peixoto, 166 Alto – Teresópolis – RJ
Tel: (21) 2642 1575
Qua e qui, das 19h à 1h, Sex das 19h às 1h30, Sáb, das 12h às 1h30 e Dom, das 12h às 23h30

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Sorvete de cerveja? É isso aí. Confira os lançamentos da Sorvete Brasil com a cervejaria St. Gallen e beba de colher!

Stout, Wit, Lager, Pilsen, Ale, Tripel, IPA… Os estilos são inúmeros e a cultura da cerveja cresce cada vez mais no Brasil principalmente. Hoje é fácil achar pela cidade os mais variados tipos da bebida. Mas e sorvete? Isso realmente nunca tinha visto. Mas fui surpreendido pelos lançamentos da Sorvete Brasil em parceria com a St. Gallen. A linha inclui dois sabores. Mas na verdade acho que esta nem é a palavra que cabe. Na verdade são dois estilos, já que é impressionante como as características da St. Gallen Imperial Stout e da Therezópolis Rubine, esta uma Bock, estão intactas na bola do sorvete fabricado com elas.

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O processo de feitura é todo a frio. Com isso, o álcool presente na bebida não se perde durante as etapas. Para deixar ainda mais claro que a cerveja não é apenas um detalhe e sim a protagonista, para cada cinco litros do sorvete são utilizados quatro da bebida.

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Ou seja, de fato é um sorvete alcoólico. No stout, por exemplo, estão presentes de maneira intensa os aromas de café em função do malte tostado. É no mínimo curioso dar uma colherada e ter a sensação de que está se bebendo a cerveja encorpada e de espuma densa com 8% de graduação. Esta é apenas para os fãs do estilo. Os que não curtem creio que vão torcer o nariz.

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O sorvete com a Rubine como base é mais suave e tende a agradar um público maior. A Bock possui notas claras de caramelo e isso somente ajudou a deixar a criação mais leve, apesar de a graduação ser de 6,5%. A cor também é bonita, já que a cerveja tem um vermelho intenso.

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Os sabores podem ser encontrados nas lojas da Sorvete Brasil espalhadas pela cidade e custam R$ 9 a bola, assim como os demais sabores. Inicialmente, a novidade ficará em cartaz apenas no verão.

Você também pode provar na Vila St. Gallen, em Teresópolis, lugar que, por sinal, sou louco para conhecer. Lá elas não irão sair de cartaz se tornando parte do cardápio do restaurante da casa. Vale muito conferir e não se esqueçam: se beber, ou comer sorvete, vá de táxi! Até a próxima!

Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

Curtinha: conheça a Hija de Punta, cerva lançada pelo Gonzalo. Lupulada e refrescante!

Na esteira das cervejas artesanais que ganham cada vez mais espaço pelas casas da cidade, o Gonzalo, casa de carnes uruguaias que você já conheceu aqui, resolveu lançar a sua marca. A missão foi dada ao mestre cervejeiro Leonardo Rangel e assim nasceu a Hija de Punta, que é produzida na Mistura Clássica, em Volta Redonda. Na última quinta-feira dia 12, o rótulo foi lançado no Brewteco, bar de cervejas recém inaugurado na Dias Ferreira e no qual pretendo voltar com calma.

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A novidade se mostrou um acerto antes mesmo de abrir a garrafa. O rótulo é criativo e tem a cara do verão Rio de Janeiro, apesar de remeter a Punta del Leste em função do conceito uruguaio dos criados. No sabor outra surpresa extremamente agradável. No nariz, esta Lager mostra uma sucessão de aromas principalmente cítricos com notas claras de maracujá além de ser bem lupulada. Na boca muita refrescância. Em certos momentos você pensa estar bebendo uma cerveja com teor alcoólico alto, mas a Hija tem apenas 4,8%. Tiro certo.

Quem quiser conferir, a novidade entra no cardápio do Gonzalo na próxima terça-feira, dia 17. A long neck será vendida por R$ 16. Outras casas, como o próprio Brewteco, também devem receber remessas do rótulo. Assim que souber a relação completa coloco lá na página do Facebook, Saúde!

Mondial de la Bière: mais um festival imperdível para os cervejeiros. Dá até para ir do céu ao inferno!

O Beer Experience abriu o caminho para os amantes de cervejas artesanais e importadas. E agora o Rio de Janeiro recebe mais um parque de diversões para os boêmios com a primeira edição no país do Mondial de la Bière, que começou na quinta-feira 14 e vai até o próximo domingo 17, no Terreirão do Samba. O festiaval, inaugurado em 1994 em Montreal, no Canadá, e que desde 2009 conta com edições na Europa, onde já passou por duas cidades na França, Estrasburgo e Mulhouse, conta com diversos expositores que cobram preços que vão desde R$ 2 (Bohemia) até R$ 50 (a famosa e tão falada Deus) por uma tulipa de 200ml dos mais de 600 rótulos em exposição.

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Não tem mistério. Na entrada você ganha o seu copo e de lá vá direto comprar fichas para poder começar a beber. Aí é só se jogar no espaçoso local onde os stands foram montados. Na parte externa, me chamou atenção uma mesa de totó e outra de sinuca. Ideia muito bacana.

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Bebi muita coisa interessante como por exemplo as IPAS, meu estilo favorito, da Bodebrown. A Perigosa é um espetáculo (R$ 5 a tulipa). A Cacau IPA já não curti tanto. Além disso, a Kombi da cervejaria de onde saem as torneiras é um show.

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Outras bem legais foram as da Wals. A quadrupel deu um show (R$ 7), assim como a IPA da Júpiter (R$ 8). Uma que me surpreendeu também foi a Jeffrey, cervejaria carioca que conta com um único rótulo. Trata-se de uma Witbier extremamente leve e refrescante que tem em sua composição limão e coentro (R$ 7). Demais mesmo.

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Agora um outro show dá o stand do Armazem do Nono. É lá que você vai encontrar uma extensa lista de cervejas importadas. As nacionais não estão lá. Na mesma noite rezei com a Deus e desci para o inferno com a belga Diabolici. Prefiro o céu! Conheci também a Gordon Finest Titanium com incríveis 14% de álcool e um forte aroma de whisky em função do malte e um sabor levemente adocicado. Definitivamente não é a cerveja para você beber em um churrasco.

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Para comer algumas boas atrações. A Adega do Pimenta oferece Currywurst (R$ 25), salsichão com salada de batata e chucrute (R$ 25) e cachorro quente (R$ 20). Tem também Brasserie Ameno e Aconchego Carioca. Gastronomia, por sinal, é tema também da outra grande atração do evento: diversos workshops que são pagos a parte para entender melhor a cultura cervejeira. As informações todas de preços, como comprar ingressos e tudo mais você confere no site oficial do evento.

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Resumindo, como disse no início, é um parque de diversões. Torço para que tudo dê certo e nossa cidade continue recebendo cada vez mais e mais eventos como esse. Os boêmios agradecem. E vá de taxi!

Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

Antiga Mercearia e Bar.. Uma grande novidade na Cobal do Humaitá, seja para compras ou para sentar e curtir!

Gosto muito da Cobal do Humaitá. É perto da minha casa e conta com dois lugares que curto ir: Puebla e Joaquina (que inacreditavelmente nunca falei por aqui). Mas recentemente uma novidade conquistou um lugar cativo entre os meus preferidos: Antiga Mercearia e Bar. Uma sacada genial, na verdade.

Durante todo o dia é uma mercearia que vende os mais variados produtos. Por lá você encontra geleias, massas, artigos importados, molhos e por aí vai. Além disso, no varejo você compra temperos, biscoitos doces, salgados, e até milho gigante do Peru, um espetáculo junto de um ceviche. E, é claro, o carro chefe: cervejas! As marcas são muitas e a ênfase fica nas nacionais. Bebe-se ali ou em casa.

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Mas a casa, extremamente bem decorada e que chama atenção de quem está no corredor que liga o lado da Voluntários com o da São Clemente, conta ainda com uma cozinha afiada. O cardápio de petiscos é enxuto, fazendo com que tudo esteja bem feito. São bolinhos, espetinhos, alguns pratinhos que chegam em uma marmitinha e também algumas porções.

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Estive por lá em várias oportunidades, o que me fez provar muita coisa diferente. Enquanto ninguém se decide, desce logo um chope e uma azeitoninha comprada a granel. São cinco torneiras sendo que duas são fixas com os artesanais que levam o nome da casa. São três tamanhos diferentes do Antiga Pilsen ou do Antiga Weiss. O primeiro é servido em um copinho de geleia personalizado. Alguns podem estranhar, mas achei criativo e diferente. Já o segundo vem no tradicional copo de trigo. Ambos muito gostosos.

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Comecei com o bolinho de feijoada (R$ 4,90). Não é o do Aconchego, é claro. Mas de todos que estão cada vez mais presentes nos cardápios pela cidade, este fez frente ao original. Casquinha saborosa, muito bem recheado com couve e linguiça. Um acerto.

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O croquete vem com propaganda no cardápio (R$ 4,80). Gostoso, mas não inesquecível. Ligeiramente mais adocicado que o do Alemão, por exemplo, mas casou bem com a mostarda escura.

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Em seguida o Bolinho de Bacalhau (R$ 4,80). Todos sabem como sou viciado (lembram do circuito Cadeg?) e este estava realmente bem gostoso.

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Pedi ainda dois bolinhos de aipim. O primeiro com catupiry e o segundo recheado com carne seca (R$ 4,50 cada). Chamou atenção em ambos a qualidade da massa: bem leve e saborosa. O primeiro é simples, para quem gosta de catupiry mesmo. O segundo tinha um recheio bem temperado, com cebola e salsa.

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Saindo das frituras, o espetinho de filé mignon veio no ponto certo de sabor e maciez (R$ 14,90). A farofinha que acompanhou estava saborosa.

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Já no campo dos petiscos, o pão de alho gratinado poderia ter ficado um tantinho a mais no forno, mas tem potencial (R$ 9,90). Só não peça caso você esteja em um encontro romântico.

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A última pedida foi a porção dos canapés de filé a milanesa (R$ 27,90). A combinação original do Astor é tiro certo. Torradas, queijo e um quadrado do milanesa. Sinceramente é muito difícil fazer isso dar errado.

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Como disse, gostei da novidade. E o público do Rio também, já que o movimento da casa tem estado cada vez maior. E acho merecido. Ideias criativas e bem executadas merecem ser premiadas. O atendimento, confuso no início, o que é perfeitamente normal, tem estado cada vez mais azeitado. Corrigido isso, a promissora casa tem tudo para ter uma vida longa, seja tomando algo por lá ou simplesmente passando para umas compras rápidas.

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Antiga Mercearia e Bar
Cobal do Humaitá – Rua Voluntários da Pátria, 446 – loja 7, Humaitá, Rio de Janeiro – RJ
(21) 2226-6553
Domingo a quinta, das 9h à meia-noite. Sexta e sábado, das 9h às 3h.

Beer Experience: 500 rótulos de cerveja na Leopoldina, um verdadeiro parque de diversões para os boêmios!

Os aromas vão ser os mais variados possíveis. Desde a suavidade das pilsens, passando pelo defumado das rauchbiers, o frutado das IPAs chegando até ao torrado das Stouts. O fundamental é: tem para todos os gostos possíveis. E o melhor, reunidos em um só lugar pela primeira vez no Rio de Janeiro após três edições de sucesso do evento em São Paulo. Estamos falando do Beer Experience, que acontece nesta sexta e sábado, dias 4 e 5 de outubro. Serão 30 expositores com mais de 500 rótulos de cervejas artesanais nacionais e importadas na Estação Leopoldina. De quebra ainda terão dois shows: Seu Jorge na sexta e Teresa Cristina no sábado (aí sim!).

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Preços vão de R$ 40 a R$ 150 (Lounge VIP com chope Karavelle e comidinhas liberados). Os detalhes de onde comprar e dos demais preços você confere clicando no site oficial do evento. A entrada dá direito de cara a um chope da Brooklyn, cervejaria americana excelente. E lá dentro tudo é um verdadeiro parque de diversões. Com cervejas a partir de R$ 3, você pode fazer uma autêntica viagem pelo Brasil e pelo mundo.

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Cervejarias nacionais de sucesso como a Coruja, Way, Dama, Colorado, Wals, Invicta, Backer, entre muitas outras estarão com stands comercializando os seus rótulos. Da mesma maneira que gringas como Estrella Damm, a própria Brooklyn, Harviestoun, Best, Magners, Affligen, entre outras vão pintar por lá. Uma festa para quem gosta.

Para comer terão opções que combinam com os mais variados tipos, segundo a produção, vendidos a preços populares. O evento conta ainda com uma loja para quem quiser levar alguma para beber em casa, além de copos, canecas e demais produtos relacionados ao mundo da cerveja.

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Portanto, a dica é uma só. Tome um Omeprazol, Sal de Frutas ou o que você achar melhor para dar aquela protegida no estômago e caia dentro do mundo das cervejas. E nos esbarramos por lá! No fim, como diria o meste Homer Simpson, a solução, mesmo que temporária é uma só! Até!

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Beer Experience 2013
Estação Leopoldina – Rua Francisco Bicalho, 0, São Cristóvão
4 de outubro (sexta-feira), das 18h às 2h;
5 de outubro (sábado), das 14h às 2 horas;
Os shows começam às 23h.

Rapadura: boa alternativa na Conde Bernardotte. Comida nordestina e Serramalte gelada!

Perto da casa da Luna, a Rua Conde Bernardotte costuma me abrigar quando quero tomar um chope rápido. Mas começava a ficar enjoado das opções. Rota 66, por exemplo, não me agrada nem um pouco. Desacato raramente vou. Acabo ficando sempre na Academia da Cachaça, quando estou com fome, ou no Informal, quando quero apenas beber. Mas a rua agora ganhou uma nova opção que muito me agradou: Rapadura. A cozinha tem pegada nordestina e além do bem tirado chope Brahma, você encontra por lá Serramalte (R$ 9), cerveja da qual sou fã e que está cada vez mais difícil beber no Rio.

O lugar, que fica colado na Academia da Cachaça, tem decoração muito bacana. As pinturas, os chapéus no teto, os detalhes dos doces, o cardápio.. Tudo remete ao Nordeste e foi feito com muito bom gosto.

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Mas vamos ao que interessa: comida. Estive duas vezes no local nas últimas semanas e por isso pude provar muitas das opções de petiscos. Ainda não conferi o almoço executivo ou os pratos oferecidos na casa. Alguns surpreenderam muito positivamente. Outros derraparam um pouco contrastando inclusive com a descrição do cardápio.

Abrimos com os caldinhos. São duas opções: Feijão (R$ 10) e Mocotó (R$ 12). O primeiro estava gostoso, apesar de um pouco espesso. Achei criativo o acompanhamento: um pastel sem recheio que fez as vezes do tradicional pãozinho. Já o segundo estava saboroso, mas pouco lembrava um untuoso caldo de mocotó. Senti falta de mais pedaços do principal ingrediente.

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Mantive a linha dos caldos e provei as Favas a Moda Sertaneja (R$ 15). A porção é maior, as favas estavam bem cozidas e o caldo saboroso pela presença de costelinha, bacon e linguiça. Mas assim como o de Mocotó, poderia ter mais das estrelas na porção.

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Fomos então para as Almofadinhas. Tratam-se de dois salgados com recheio cremoso de rabada com agrião (R$ 10). A rabada estava cremosa e saborosa, e a massa, aquela tradicional de risole, não estava das mais pesadas. Boa pedida.

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A primeira visita continuou com uma porção de Carne Seca Acebolada com farofa (R$ 21), que não estava nada demais. Comum como as que a gente encontra hoje em quase todos os bares da cidade. Pedimos também a dupla de pastéis de carne (R$ 8). Ao invés de carne moída, anunciou-se um ragú. Mas infelizmente o recheio estava seco e pouco saboroso.

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Finalizamos a primeira noite com a Salada Sertaneja (R$ 28,5). Mix de folhas com uma porção da carne seca acebolada ali de cima e com fatias de abóbora assadas no melaço de cana com especiarias. Não fosse este último detalhe seria uma salada meramente comum, mas as abóboras deram um toque especial.

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Na segunda investida provei mais algumas opções. E obviamente, com muitas Serramalte. Iniciei com os Quadradinhos de Tapioca com queijo Coalho (R$ 19,5). Na porção, alguns estavam bem crocantes e com bastante queijo. O molho de pimenta agridoce dava um toque bacana. Outros estavam bem mais massudos.

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Em seguida outro pedido inconstante. O chamado Pau de Arara são mini bruschetas de linguiça com queijo (R$ 27,5). O cardápio diz que os pães são dourados em manteiga de ervas, mas no meu caso isso não foi nem visto e nem notado. Os pães, por sinal, estavam moles, deixando claro que não foram nem dourados. O que amenizou a frustração foi a linguiça, esta bem saborosa.

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Para compensar, o último petisco da noite estava bem saboroso. Carne de Sol Acebolada na chapa com pimenta biquinho e farofa (R$ 41). Os nacos de carne estavam macios e saborosos e a cebola, bem refogada, ligeiramente adocicada. A acidez com pouca ardência da pimenta biquinho unia bem os sabores.

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Como disse acima, o Rapadura é uma grata novidade. A comida não é perfeita, mas surge como uma boa alternativa informal ali na Conde Bernardotte. Acredito que os pequenos detalhes podem e devem ser tranquilamente corrigidos, mas só de não ficar refém da Academia da Cachaça para comer bem naquela rua já é para ser comemorado.

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OBS: Peço mil desculpas pela ausência no blog nas últimas semanas. Como todos sabem, a gastronomia para mim é um esporte. E em função do trabalho foram três viagens consecutivas e muitas matérias pela frente. Mas agora o blog volta com sua programação normal!