Sabores mediterrâneos no Cipriani

Por Luna Vale
Ir a um dos restaurantes do Copacabana Palace é sempre certeza de bom serviço e boa comida. Por isso, não pensei duas vezes ao ser convidada pelo pessoal do Embarque na Viagem para participar de um jantar e escrever a respeito para os dois sites.  Se a cozinha do chef Luca Orini, do Cipriani, não deixa a desejar, imagine então um jantar com o chef Corrado Corti, do restaurante La Terrazza, que veio diretamente de Portofino, na Itália, para participar de mais uma edição do Master Series. O evento, promovido pelo hotel, convida chefs internacionais para participarem um intercâmbio nos restaurantes da casa.

Até este ‘sábado (23), o chef italiano estará preparando um cardápio exclusivo com 20 opções de pratos, entre entradas, principais e sobremesas com foco na culinária Mediterrânea, disponíveis no Cipriani. Para harmonização do jantar, o sommelier Ed Arruda preparou uma carta de vinhos com rótulos exclusivos.

Os trabalhos foram abertos com um levíssimo creme de iogurte com pepino, dill e lagostins no ponto correto de cocção. Tomate, finas fatias de cebola roxa e um crispy de gergelim complementavam a entrada trazendo textura e ainda mais sabor. A pedida casou perfeitamente com o o espumante italiano Villa Crespia Franciacorta Brut de sabor levemente tostado e uma bela coloração dourada.

O primeiro prato foi um dos pontos altos da noite. Fazendo jus à sua cozinha mediterrânea, o chef serviu um robalo ao molho com a combinação clássica e fresca de tomates, alcaparras, azeitonas pretas e pinoli . A ousadia em meio ao básico veio na forma de uma interessante crosta negra feita com tinta de lula.

Em seguida, a melhor harmonização do jantar: o risoto Carnaroli com vongole, creme de limão siciliano com acidez na medida e pesto de manjericão foi a companhia perfeita para o italiano Skerk Orgrade 2011. Ao encher as taças, a coloração bem alaranjada do vinho branco chamou atenção, mas a acidez e frescor casaram muito bem.

Finalizou a etapa principal um medalhão de vitela com foie gras ao molho feito com redução do vinho Sciacchetrà, acompanhado de maçã cozida, creme de abóbora e aspargos. O ponto da carne estava perfeito, mas o fígado acabou passando um pouco o que tirou a suculência característica.

A sobremesa, na minha opinião, sempre a melhor parte da refeição, não deixou a desejar. O crème brûlée de pistache chegou à mesa com uma textura de panna cotta (não à toa, em italiano se chama “crema cotta”) ladeado por um levíssimo sorvete de baunilha e um crumble de limão siciliano.

Acho que posso dizer que estreei no jornalismo culinário em grande estilo, certo? Como diria o Rafa, saúde! E até a próxima! =)
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Uma ideia sobre “Sabores mediterrâneos no Cipriani

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