Arquivo mensal: março 2014

De Claude Troisgros para Luiza e Leandro: palestra com o francês e a inigualável coxinha de terça do Da Gema!

A noite de terça-feira começou com alta gastronomia nas palavras. Em palestra promovida pela Aliança Francesa da Tijuca e aberta ao público, Claude Troisgros falou sobre a história de sua família que foi uma das precursoras da Nouvelle Cuisine. De lá, chegou até o dia em que desembarcou no Rio de Janeiro onde fincou raiz e construiu um legado sólido que faz jus ao sobrenome que carrega. Distribuiu a simpatia que lhe é peculiar, mostrou que o francês está enferrujado arrancando risadas e aplausos em mais de uma hora de conversa.

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Mas o papo naturalmente deixou todos os presentes com fome. Afinal de contas, era foie gras pra cá, tacacá pra lá, mostrando como as gastronomias francesa e brasileira estão presentes no coração de Claude. E em uma terça-feira na Tijuca o destino só pode ser um: Da Gema. Afinal de contas, é apenas neste dia que você consegue comer a melhor coxinha de galinha do mundo (R$ 4,50)!

Por que eu digo isso? Sempre gostei de coxinha. E sou daqueles que vira o salgado de cabeça pra baixo e começa a comer, sem qualquer trocadilho, pela bunda onde o recheio se concentra. Quando chego no biquinho onde a massa se concentra, costumo jogar fora. Luiza e Leandro, que criaram essa maravilha e as demais que são servidas pro lá, desenvolveram uma massa que é tão gostosa quanto o farto e bem temperado recheio. Leve e saborosa, a massa é a estrela para mim. E só nas terças-feiras!

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Mas nem só de Coxinha vive o Da Gema (quarta também é dia temático e eu já falei por aqui). Figura carimbada no Comida di Buteco, concurso que, por sinal, começa mês que vem, o bar tem criações criativas e deliciosas. O Pastel de Feijão Gordo (R$ 4,50), por exemplo, é um absurdo. O recheio é uma verdadeira feijoada rica, farta e repleta de carnes saborosas. Demais mesmo.

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Do pastel para o Atoleiro Carioca (R$ 25), para mim, apesar de não vencedor, o melhor petisco do Da Gema para o concurso. Nacos e peito bovino e linguiça de porco com aipim que chega macio em seu molho de cozimento. Clássica comida caseira. Por cima um surpreendente e delicioso pesto de agrião. O pão que rodeia o prato é perfeito para sugar o molho que fica na panelinha.

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Outro clássico é a Rabadinha com Polenta (R$ 25). Nacos crocantes de polenta frita coroadas como reis por rabada saborosa e bem temperada. Precisa mesmo dizer como isso é gostoso?

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Teve tempo ainda para o Pela Égua (R$ 13). Canjiquinha com queijo coberta por couve e pelo molho de linguiça da casa que entra em outros petiscos como o Tricolor, outra belíssima pedida por lá.

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A única derrapada do Da Gema costuma ser a demora nos pedidos. A cozinha é pequena e faz tudo na hora, o que em certos momentos gera essa espera. É, claro, algo que não é o ideal. Mas vale a paciência. Quando chega você costuma esquecer. E aproveita. Feita por Claude ou pela Luiza, o que vale é a boa comida!

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Da Gema
– Rua Barão de Mesquita, 615 – lojas C e D, Tijuca, Rio de Janeiro – RJ -(21) 2208-9414
Terça e quarta, das 17h à meia-noite; Quinta, das 17h à 1h; Sex, das 15h às 1h; Sábado, do meio-dia às 2h; Domingo, do meio-dia às 22h

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Quinta de São José: vinhos especiais do Douro em uma tarde com o enólogo João Brito e Cunha

É sempre um prazer degustar um vinho com o enólogo e winemaker que produziu o conteúdo das garrafas. Nós podemos buscar identificar aromas e características que entram na nossa cabeça a cada gole, mas só o produtor tem a capacidade de explicar exatamente o que ele pretendia com aquele corte, com o processo de envelhecimento e te guiar pelos caminhos de cada taça. Tive este privilégio ao conhecer o português João Brito e Cunha e seus vinhos, da vinícola Quinta de São José, no Douro. Fizemos uma degustação de praticamente toda a sua linha na Cavist, em Ipanema, acompanhado de um belo almoço.

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Com o refrescante branco Ázeo na taça, João, que veio ao Brasil a convite da importadora WineMundi, representante dos seus vinhos por aqui, contou um pouco da história do Douro e em particular de sua vinícola. Com uma produção pequena, procura dar uma identidade a cada vinho. Além disso, o espaço de dez hectares conta também com uma pousada para estimular o enoturismo na região.

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Mas voltemos à taça. O Ázeo foi uma revelação para mim, já que não conhecia as castas Viusinho e Rabigato. No primeiro gole o vinho se mostrou agressivo. Mas bastaram cinco minutos para o frescor tomar conta e os aromas frutados tomarem conta. Harmonizou perfeitamente com um carpaccio de Hadoque defumado com raspas de limão siciliano.

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A brincadeira seguir em frente com o Quinta de São José tinto. Feito com as uvas clássicas da região, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, é um bom vinho de entrada. Foi harmonizado com bacalhau envolto por um crisp de parmesão, receita que, por sinal, já mostrei como se faz aqui.

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O terceiro ganhou a mesa. O Quinta de São José Reserva 2010 é um belo vinho. Feito com Touriga Nacional de vinhas velhas da quinta, passa por barricas de carvalho francês por um ano e ganha bastante complexidade. Bem frutado, mas com taninos equilibrados. No prato, duo de cordeiro com manteiga de ervas e legumes salteados. Estivesse o cordeiro um pouco mais mal passado o prato seria perfeito. Mas o casamento com o vinho foi realmente espetacular.

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Com esta mesma pedida, provamos ainda o Grande Reserva da Quinta de São José, que veio em garrafa Magnum do ano de 2011. A opinião na mesa foi praticamente a mesma. É, de fato, um vinho especial feito com as vinhas mais velhas das castas Touriga Nacional e Touriga Franca e fermentados em lagares após serem pisadas como antigamente. Se tivéssemos bebido esta safra daqui a três anos pelo menos a experiência seria ainda mais especial. Afinal de contas, estamos diante de um vinho que tem potencial de guarda. Mas na taça estivemos diante de um vinho complexo, com mineralidade no ponto certo, novamente frutas no nariz e equilíbrio ideal. 

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No fim, o São José Vintage Port com banana caramelada, doce de leite, sorvete de canela e farofa de paçoca. Fim de uma tarde especial, de muito conhecimento, boa conversa e, como sempre, boa comida!

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Bolinha de Queijo: o clássico dos clássicos dos salgadinhos com apenas três ingredientes! Fritura é vida!

Certa vez um amigo meu brincou e me disse: “Se um dia alguma receita sua der errado a solução é simples. Basta fritar que com certeza ficará gostosa”. Após as risadas a gente vai e percebe que ele tem razão. Quem não gosta de uma fritura? Risotto, por exemplo. É um prato de muito sucesso sempre. Mas alguém foi lá e inventou um dia fazer um bolinho com as sobras até nascer o espetacular Arancini. Mas hoje a história aqui não são as sobras ou algo que deu errado, e sim um clássico eterno: Bolinha de Queijo.

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Na boa, traz para mim uma pessoa que não goste de bolinha de queijo – tirando os alérgicos à lactose. E esta receita aqui é simplesmente espetacular não só pelo sabor, mas principalmente pela simplicidade. Não tem massa, não tem empanado… É praticamente só queijo! E é perfeita para algumas variações – vou sugerir duas. Vamos aos ingredientes.

100g de polvilho doce
500g de queijo ralado grosso (usei 250g de parmesão e 250g de mussarela, mas pode ser minas curado, gruyère ou qualquer um que você prefira)
3 ovos
Sal (Atenção! Só use se seu queijo pedir)

Variações:
Mortadela
Orégano

Em uma tigela, use as mãos e vá misturando tudo até obter uma massa homogênea. Pode parecer queijo demais em um primeiro momento, mas cá entre nós, queijo nunca é demais.

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Com a massa pronta, você pode simplesmente enrolar no tamanho que você quiser: menor para festas, maior para comer em casa. Fica a seu critério.

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Mas as variações são sempre legais para dar um sabor a mais. Resolvi testar duas delas: mortadela e orégano. Piquei duas fatias de uma boa mortadela italiana que tinha aqui e misturei em um pouco da massa. Depois é só enrolar. Fiz o mesmo com orégano, mas aqui é tudo muito livre. Pode ser feito com presunto, salame ou qualquer tipo de erva.

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Enroladas, coloque-as na geladeira para firmar bem e não perderem o formato na hora da fritura. Em seguida, frite sob imersão em óleo quente e seja feliz! Afinal de contas, bolinho é vida!

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Lembrando aqui que elas podem ser congeladas sem o menor problema! Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

Mira!, almoço praticamente impecável em ambiente muito agradável na Casa Daros

É um prazer muito grande entrar em um restaurante e sair feliz após uma bela refeição. Este, aliás, é o objetivo de qualquer um que sai de sua casa para almoçar ou jantar fora. E passei exatamente por isso no Mira!. Em duas semanas estive duas vezes na casa para almoçar. O repeteco se deu por ter encontrado tudo que você espera em um restaurante: boa comida, bom serviço, clima e atmosfera agradáveis e preços justos.

O Mira! é a terceira casa sob comando da Chef Roberta Ciasca e dos seus sócios Stef Quinquis e Danni Camilo, também do Miam Miam e do Oui Oui, no Rio. Aliás, todas localizadas em Botafogo. Esta fica no térreo da Casa Daros, espaço cultural/museu que conta com exposições que se renovam constantemente – a próxima está sendo montada agora, mas no pátio interno os artoons do mexicano Pablo Helguera valem e muito a visita pelo bom humor e sarcasmo. Pegando o clima da casa, a decoração é minimalista, os móveis são bonitos e o espaço é bem clean e amplo.

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Mas voltemos ao que interessa por aqui: comida. O cardápio de almoço é curto, mas eficiente. Estão lá boas opções de grelhado que podem ser combinados com um eficiente buffet de saladas, algumas criações da chef, um ou outro sanduíche além de duas sugestões que sempre se renovam dia a dia. Enquanto isso, um dos drinks da casa: Oui Oui Portonic (R$ 20), Porto Branco, Tônica e Limão Siciliano. Refrescante e agradável. Na sequência veio o Miam Miam também (R$ 20), com saquê, maracujá e grenadine. Igualmente gostoso. O Grenadine deu uma boa quebrada no cítrico do maracujá.

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Na primeira investida dei de cara com hambúrguer entre as sugestões (R$ 38). Não tive nem dúvidas, afinal de contas vocês já sabem como sou fã do sanduíche aqui. Feito com contra-filé, veio coroado com queijo meia cura, cogumelos, chips de baroa e um excelente molho tártaro caseiro. Carne no ponto certo, saboroso e suculento. Desde já fica o pedido: coloquem este hambúrguer no cardápio. A cidade precisa de boas opções e esta definitivamente seria uma.

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O outro prato foi o picadinho, que fica na sessão de grelhados. Ele foi combinado com um acompanhamento (R$ 44), um Risoni ao limão que estava muito saboroso, mas poderia ter ficado um pouco mais al dente. O picadinho em si estava delicioso. A apresentação é interessante e o molho extremamente bem temperado. Chega com uma farofinha crocante.

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Na segunda investida, para comemorar o aniversário de 41 anos de casados do Seu Cavalierão e da Dona Cavalierona, um novo drink para experimentar: Cosmopolitan Sparkling (R$ 19). A clássica receita que ganhou o mundo com Sex and the City veio com uma bossa: água com gás em copo longo. Bem bacana, mas acho que a concentração do drink em si poderia ter sido maior.

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O casal Cavalierão/Cavalierona foi nos grelhados com buffet de saladas (R$ 47). Ela no Bife Ancho com um excelente aioli (este pedido tem um acréscimo de R$16 em cima do preço). A carne veio macia e extremamente suculenta. Ele no peixe do dia que, apesar de ser um pedaço um tanto quanto pequeno, veio no ponto perfeito. As saladas estavam todas muito gostosas. Uma simples de folhas, grãos com cogumelos, caponata, legumes crocantes, vinagrete de cebola… Belas opções.

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Luna foi de sauté de lulas e camarões à provençal com Risoni ao Limão. Os frutos do mar estavam macios, o tempero de alho, manteiga e ervas na medida certa, sem sobrepor aos sabores das estrelas principais.

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Mas o melhor a gente deixa para o final. Pedi os Kebabs de Cordeiro com creme fresco de limão, tomate e batata assados, mix de vagens e cenoura com especiarias (R$ 48). Não há uma vírgula para se falar deste prato. Os kebabs vieram mal passados como eu havia pedido e com equilíbrio perfeito nas especiarias. O creme casava perfeitamente. Os vegetais crocantes, os tomates frescos… Muito, mas muito bom mesmo.

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As sobremesas chegam em copinhos e estavam gostosas também, sobretudo a Tapioca com doce de leite e farofa de coco com castanha (R$ 14). A torta desmontada de limão é criativa, mas não me encantou tanto quanto a anterior.

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Saí de lá encantado e com a certeza de que ganhei uma boa opção de almoço na cidade. A casa fecha cedo, às 23h. E, atenção, só abre a partir de quarta-feira! Após as 17h, entra um menu de tapas que estou louco para conhecer. Para os que não são de drinks, a carta de vinhos é bem honesta e a de cerveja, assinada pela mestre cervejeira Cilene Saorin, é completa. Estas foram as duas primeiras investidas do que pelo visto serão muitas. E, como não poderia deixar de ser, vida longa ao casal!

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Mira!
Rua General Severiano, 159 – Museu Casa Daros, Botafogo – Rio de Janeiro
Quarta à Sexta – 12hs às 23hs, Sábado – 12hs às 19hs, Domingo – 12hs às 18hs

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O maravilhoso retorno ao Bazzar deixou a pergunta: por que demorei tanto tempo?

Precisava voltar ao Bazzar. Minha estreia no restaurante não foi inesquecível e saí de lá com uma pulga atrás da orelha. Por diversas vezes pensava: “hoje é o dia de voltar!”. Mas acabava adiando. Em outras, o amigo Gabriel da Muda chegou a me ligar para armar o retorno, mas em todas as oportunidades acabava tendo algum compromisso. E sofria com as fotos lindas no Instagram dele e de demais entusiastas do lugar, além, é claro, da Cris Beltrão, que comanda o empreendimento de muito sucesso. Mas finalmente voltei. E como bem disse o Rei no milionário comercial da marca de carnes, foi para ficar.

Tudo no Bazzar é agradável. A começar pela beleza da casa: iluminada, bem decorada e com direito ao Bubble Bar logo após a entrada onde as sugestões de drinks e taças borbulhantes são muitas. Aliás, acho que minha próxima parada vai ser por ali mesmo.

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Acomodado, não há como dizer não ao couvert. Pães fresquinhos, sempre quentinhos e constantemente repostos. A focaccia de ervas estava macia e saborosa, assim como o pão de limão. As torradinhas extremamente crocantes podiam ser degustadas com azeites aromatizados com ervas ou laranja, manteiga com flor de sal e um extremamente aromático chutney de tomate. Um show. Na taça o frescor do Lagarde Viognier ajudava a amenizar o calor que voltou a fazer no nosso Rio.

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As opções no cardápio são apetitosas. A descrição vai te deixando louco. Mas a minha pedida não está por lá: o hambúrguer (R$ 26,90). Feito com picanha – a carne e a gordura são moídas separadamente -, veio no ponto certo: mal passado no centro e grelhado por fora, coroado com fatias de queijo cheddar. Um hambúrguer simples, sem grandes invencionices, mas extremamente bem feito, o que tem sido cada vez mais difícil de achar no Rio.

As batatas fininhas, uma marca registradas, vieram crocantes por fora e macias por dentro. Outra vez com preparo que mostrou muito cuidado. Ao lado, chutney de tomate e os molhos da casa: mostarda e barbecue. Uma delícia que mereceu até close. Obrigado pela dica, da Muda!

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Mandinha, minha companhia no almoço, é outra fã do Bazzar. Mas ela sempre pede o mesmo prato: Mignon com molho de Damasco e Risoto de Brie. Convenci ela a mudar e acho que o novo prato virou o favorito. O Risotto Acquerello com queijo Manchego curado e Pata Negra (R$ 59,80) estava completamente impecável. Um show de sabores provenientes dos fortes ingredientes que combinaram de maneira perfeita: o arroz envelhecido por sete anos, o queijo de personalidade e a fatia do Pata Negra. Muito, mas muito gostoso mesmo!

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Não aguentava mais nada, mas arrumamos um espaço para provar a Torta de Limão. Não é meu doce favorito, mas estava muito bem feito com direito a brulée em cima e farofinha do lado. Encerramos muito bem o almoço.

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Caminhando de volta, feliz após uma refeição incrível, a pergunta lá de cima voltou: por que demorei tanto tempo para retornar ao Bazzar? Não sei responder. Mas agora tenho a certeza de que o espaço de tempo até a próxima visita será menor. Muito menor!

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Bazzar

– Rua Barão da Torre – 538, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ, (21) 3202-2884
Diariamente, do meio-dia à 1h.

Para que Heinz parte II. O Ketchup caseiro da Renata Vanzetto é prático, rápido e delicioso. Perfeito com o hambúrguer!

O Ketchup Heinz é bom? Sem dúvidas. Mas por que não fazer o seu em casa com menos conservantes e dando até um ou outro toque de sabor diferente? Já havia dado uma dica aqui, mas lendo matéria sobre a chef Renata Vanzetto e o hambúrguer do seu Ema, me deparei com uma outra receita extremamente prática e rápida. E lá fui eu para a cozinha, afinal de contas, um bom hambúrguer caseiro, que você relembra aqui o do pessoal do Comuna, merece um ketchup de qualidade.

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São poucos ingredientes e o melhor: só se suja o liquidificador e uma panela. Você vai precisar de:

1 lata de tomate pelado
1 colher de sopa de açúcar mascavo
1 colher de sopa de molho inglês
1 colher de café de molho de pimenta
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto (fiz com balsâmico e ficou uma beleza)
1 colher de café de canela
Sal e pimenta a gosto

Separados os ingredientes, basta juntar tudo no liquidificador e bater até se tornar um molho homogêneo. Repare que neste momento os aromas já começam a subir. Passe tudo para uma panela e acenda no menor fogo possível. Deixe entre 10 e 15 minutos até reduzir e concentrar. Mexa de vez em quando para não agarrar no fundo ou queimar o seu ketchup. E acabou.

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Após esfriar, passe para um pote de vidro e conserve em geladeira. Ficou fantástico ao lado do hambúrguer, mas vale usar no que você quiser. Lá no fundo você sente um toque apimentado, mas ao mesmo tempo adocicado pelo açúcar e pela canela. Prático e delicioso, uma boa alternativa para os industrializados.

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Ressaca da Folia? Agora que o ano ‘começou’, uma receita leve: Truta assada com Manteiga de Ervas.

A piada é batida, mas no fundo todo mundo pensa nela e vai além: acaba fazendo algo a respeito. Afinal de contas, temos duas épocas em que você acorda, relembra dos excessos e pensa: “agora o ano começou e vou mudar meus hábitos”. A primeira é obviamente o dia 2 de janeiro, depois de comer sem parar no Natal e beber os 300 chopes de fim de ano além da noite da virada. Já a segunda é justamente agora: o pós carnaval. Pode confessar: o que você bebeu nos dias de folia, blocos e duas “piriguetes” geladas por R$ 5 não foi brincadeira.

“Mas isso acabou. Agora é foco total, alimentação melhor e pelo menos um mês aí sem beber cerveja para limpar o organismo”. Já que todos pensamos assim, vamos com uma receita bem leve para ajudar: Filé de truta com manteiga de ervas. Ah? Manteiga?! Mas não era Rehab? Vamos com calma, não é? Se for radical demais você surta de vez!

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Você vai precisar de:
1 filé de truta (pode ser feito com outro peixe cortado em filé, mas usei a Truta que trouxe de Mauá)
1 cebola média em rodelas
3 rodelas de limão
50ml de vinho branco
Sal e Pimenta do Reino

Para a manteiga:
2 colheres de sopa de manteiga
Ervas frescas de sua preferência (usei salsa, tomilho e alecrim)

A truta que comprei já veio limpinha e aberta, só com a pele e o rabo. Tempere ela com sal, pimenta e umas gotinhas de limão. Em uma travessa, espalhe as rodelas de cebola e limão para que o peixe não encoste no fundo. Também jogue sal e pimenta, além do vinho branco. A manteiga de ervas você faz misturando as ervas picadas na manteiga amolecida até ficar homogênea.

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O peixe vai repousar por cima dessa cama. Espalhe a manteiga de ervas e feche a truta de modo que a pele fique por fora e coloque o restante do seu tempero. Aí é forno médio para alto, 210 graus, o tempo suficiente para a pele ficar crocante e o peixe suculento por dentro.

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Na onda do Detox, que aliás já inspirou esse belo Gazpacho que você relembra aqui, o peixinho foi servido com uma saladinha fresca de alface e tomate temperada com o próprio molho, que ganhou um toque adocicado da cebola e do limão assados. Leve e perfeito. E Feliz Ano Novo!

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