Arquivo mensal: janeiro 2014

Costela de Cordeiro: paciência, aromas, sabor… A magia de um assado como antigamente!

Na minha casa nunca me meti nos assados. Os que me acompanham sabem que gosto de dar pitaco em absolutamente tudo que a Dona Cavalierona faz no fogão. Os embates viram quase uma briga de BBB. Mas quando a gente fala dos assados eu nunca meto o bedelho. Afinal de contas, seja um lagarto, um peito de boi, um pernil de porco ou mesmo um frango, a mão da Dona Cavalierona é forte. E o fogo é baixo, sempre apurando e cuidando daquela carne deixando o cheiro da casa absurdo e o molho diferenciado.

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Mas tudo na vida tem uma primeira vez. E lá fui eu começar logo com uma costela de cordeiro. Assim como o French Rack, o amigo Felipe chegou com a costela da Quirós Gourmet e eu parti para a cozinha logo de manhã. Claro que tive a Dona Cavalierona ao meu lado. Desta vez os pitacos foram delas, mas os embates raros. Estava ali para aprender. E agora compartilho com vocês. A receita foi com duas peças de 1,5kg de costela. Se fora fazer com uma, diminua pela metade as quantidades.

Marinada da costela:
3 kg de costela de cordeiro
500 ml de vinho branco (pode ser tinto)
2 colheres de sopa de páprica picante
1 colher de sopa de cominho
10 dentes de alho
5 cebolas picadas grosseiramente
2 cenouras
2 talos de aipo
2 pimentas dedo de moça
Sal e pimenta do reino
Tomilho e Alecrim

Para finalizar o molho:
250 ml de vinho branco (o que restou da garrafa)
500 ml de caldo de legumes ou frango
3 colheres de sopa de farinha de trigo

Coloque todos os ingredientes da marinada em um saco, feche bem e deixe na geladeira por pelo menos quatro horas. Se a costela estiver bem carnuda vale deixar de um dia para o outro.

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Pré aqueça seu forno em temperatura alta e coloque toda a marinada em uma assadeira. Neste ponto você pode colocar mais cebola, alho, ervas, cenoura… O que você julgar que faça um bom molho. Lembre que após assar, esta será a base.

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Leve ao forno por 1 hora em temperatura bem alta (coloquei 230°). O objetivo aqui é dar cor à costela. Depois da primeira meia hora, dê uma virada para os dois lados ficarem bem dourados. Se a assadeira secar, coloque um pouco do caldo para desde o início ir formando o seu molho.

Após a primeira hora ela estará já apetitosa. Mas você quer que ela solte do osso de tão macia. Aí vem a dose de paciência tão neessária dos assados. Para que pressão? Para que queimar etapas? Curta a cozinha. Fique inebriado pelo cheiro. Encha a taça ou o copo e cuide de sua costela.

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A temperatura cai para 120°. Cubra a assadeira com papel alumínio e relaxe. De hora em hora de uma olhada, controle a água com o caldo. E pronto. Ela ficou assim por mais quatro horas, totalizando cinco de cozimento. A sequência de fotos mostra a evolução após duas, três quatro e cinco horas.

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Ficou completamente macia e a assadeira com aquele fundinho caramelizado das cebolas, cenoura, aipo, alho, ervas e temperos. Aquilo é ouro. É o seu molho. E chegou a hora de finalizá-lo. Leve a assadeira ao fogão, jogue o vinho branco e comece a ir soltando o fundo. Evaporou o álcool? Junte a farinha de trigo, deixe cozinhar um pouco e entre com o caldo. Quando reduzir, passe por uma peneira espremendo bem as partes sólidas e caramelizadas (eu usei aquele passevit, mas se não tiver a peneira já ajuda).

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O resultado final foi esse. Ela acompanhou o arroz de lentilha que você já aprendeu aqui e não durou nem 20 minutos na mesa. Taça cheia, prato cheio, amigos reunidos… É a maravilha dos assados fazendo o seu papel!

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Arroz de lentilhas: receita da Dona Cavalierona para trazer sorte o ano todo e não só no réveillon!

Arroz de Lentilhas. Normalmente esse prato espetacular é consumido em duas ocasiões: quando você vai a um restaurante árabe ou no ano novo, afinal de contas reza a lenda que traz sorte e dinheiro (é isso mesmo?). Mas por que isso acontece se é algo tão gostoso? E digo mais, tão simples de fazer. E é por isso que vou compartilhar aqui a receita da Dona Cavalierona que, na minha visão, supera a da grande Carmen, cozinheira do amigo índio Li. A minha comadre Nanda e senhora Li, do Pimenta e Limão, não concorda. Mas cada um com o voto da própria casa né?

Vamos em frente então. Você vai precisar de:

500g de lentilha
1 cebola partida ao meio
1 calabresa
1 pedaço de bacon
Sal
1,7 l de água
400g de arroz branco já cozido

Para a cebola crocante:
1,5kg de cebolas em rodela
1l de óleo para fritar

O arroz já vai estar pronto. Basta fazer do seu jeito. Então vamos para a lentilha. Coloque todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo alto para ferver. Assim que isso acontecer, baixe o fogo até o grão cozinhar. Esse proceso dura mais ou menos 20 minutos. O objetivo é ficar al dente.

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Durante esse tempo, é uma boa hora para a parte mais cruel da receita: cortar em rodelas 1,5 quilo de cebola. Não adianta, você vai chorar. Mas enquanto rolam as lágrimas (ninguém disse que ser cozinheiro é fácil), foque no objetivo final. Aquela cebolinha queimada por cima do arroz é o segredo do sucesso.

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Feito isso, voltemos à lentilha que a este ponto já está cozida. Descarte a cebola e corte em pedaços a calabresa e o bacon. Agora é simples: basta misturar a lentilha e o arroz. Se você achar que ficou muito líquido, não coloque tudo. A ideia é deixá-lo molhadinho, mas não ensopado. Cubra com papel alumínio e mantenha aquecido em forno bem baixinho enquanto vamos para a cebola.

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Aqui o trabalho é braçal mesmo. Em uma frigideira funda e larga, esquente muito bem o óleo e vá aos poucos fritando a cebola previamente fatiada. Tome cuidado que por ter água, a cebola costuma fazer o olho borbulhar muito. E ninguém quer uma queimadura. Quando começar a ficar bem pretinha, tire e escorra bem. Nada mais.

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Jogue por cima do arroz aquecido e está pronto. Sirva com o que você quiser. Neste dia, foi ao lado de um cordeiro assado que no fim da semana eu vou ensinar para vocês aqui. É comer e boa sorte, afinal de contas, as simpatias devem servir para todos os dias do ano!

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St. Gallen, um parque para cervejeiros, lança chope de verão, uma Witbier leve e refrescante

A Vila St. Gallen, em Teresópolis, era um daqueles lugares que estava querendo conhecer há bastante tempo. E a espera acabou no último sábado. Fui convidado para o lançamento do chope de verão da cervejaria. E o tiro foi certeiro. A Witbier desenvolvida pelo mestre cervejeiro Gabriel di Martino combina perfeitamente com o calor que tem feito em qualquer canto do estado do Rio de Janeiro, inclusive na serra!

Desenvolvida com gengibre e casca de laranja, a cerveja é extremamente refrescante. No nariz, o aroma dos ingredientes principais ficam claros com notas cítricas que também são sentidas no paladar. Com 4,5% de teor alcoólico, a cerveja levinha desce perfeitamente em um dia de calor.

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O chope fica em cartaz até o fim do verão. O copo de 200ml sai por R$ 9 e o de 400ml por R$ 15. Você também pode pedir ele na bota de 1 litro por R$ 35. Como parte da tradição, além do chope, a St. Gallen convidou um chef para desenvolver um petisco que harmonize com a criação. A responsável desta vez foi Katia Barbosa, do Aconchego Carioca. E mais uma vez ela deu um tiro certo com a porção de camarões empanados em flocos de arroz servidos com molho de bobó apimentado (R$ 39). Estava tão bonito que me fez comer camarão depois de 20 anos! O molhinho dava um levante incrível na pedida repleta de texturas – o macio do fruto do mar e o crocante do empanado.

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A farra continuou com um dos pratos servidos na casa: kassler defumado com salada de batata, purê de ervilhas e repolho fermentado em suco de maçã. O purê estava perfeito, assim como o kassler que veio macio, saboroso e com um gostoso molho de mostarda.

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A sobremesa foi strudel de maçã caramelizado na mesa com maçarico e acompanhado de sorvete feito a base da Therezópolis Rubine (o mesmo que eu já havia falado aqui).

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Mas antes dos lançamentos, fizemos um tour pelo espaço regado a Therezópolis Gold direto das torneiras. O local é um verdadeiro complexo de entretenimento para os que amam cervejas. No salão principal, o Bierfest, opções da culinária alemã em ambiente decorado que fica de frente para uma micro cervejaria que não é meramente decoração. Do lado de fora fica o Biergarten que reproduz a vila que dá nome ao local. Tem lojinhas com produtos de lá, chocolates e uma loja de roupas. Como parte da ambientação rola até uma capela com cantos gregorianos. Um show!

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Provamos alguns dos petiscos como o salmão defumado com brotos no pão de cevada, o croquete de queijos crocantes com geleia de damasco e pimenta, e as linguiças alemãs com molho de mostarda e mel. O croquete, em especial, estava sensacional. Já o salmão ficaria perfeito se o pão viesse torradinho.

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Além do salão principal, o complexo conta ainda com mais dois restaurantes, o recém lançado Bistrô 1912 e a Abadia, especializada em racletes e fondues que fogem do comum utilizando diferentes métodos de cocção e até carnes de caça. Estes vão ficar para futuras visitas.

No fim, ainda tive a oportunidade de experimentar a primeira receita da IPA que o Gabriel di Martino está desenvolvendo para a próxima estação. O mestre cervejeiro de inacreditáveis 23 anos acertou a mão mais uma vez, mas disse que esta ainda não é a receita definitiva. Lupulada como uma IPA deve ser, mas um pouco mais acessível ao grande público. A ideia é tê-la em garrafa em um futuro próximo. Vamos aguardar. Enquanto o dia não chega, vamos matando a sede com muita Witbier. E até a próxima!

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Vila St. Gallen
Rua Augusto do Amaral Peixoto, 166 Alto – Teresópolis – RJ
Tel: (21) 2642 1575
Qua e qui, das 19h à 1h, Sex das 19h às 1h30, Sáb, das 12h às 1h30 e Dom, das 12h às 23h30

Pousada Infinito: refúgio em Mauá com um café da manhã simplesmente inesquecível!

A dica de hoje não é um restaurante ou uma receita. Vou fugir um pouco do habitual, mas sem perder a essência do blog. Isso porque no primeiro fim de semana do ano fui para Mauá com Luninha. Opções de locais para ficar não faltam e a pesquisa sempre é longa. Mas o amigo Leleco, aquele do Brownie, deu a dica e descobrimos a Pousada Infinito (confira aqui o site oficial). Localizada no lado mineiro de Maringá, a pousada é administrada pelo casal Peres e Tânia, ao lado do filho Rodrigo e da nora Tatiana.

É daqueles lugares em que tudo é pensado e feito para você descansar sem ter maiores preocupações. A decoração é minimalista, os são chalés amplos e confortáveis. E a família, muito simpática e atenciosa, faz com que você se sinta quase como um convidado da casa deles.

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Mas por que estou falando de uma pousada em um blog de gastronomia? Porque além do que já citei, o café da manhã é simplesmente inacreditável. Esqueça buffet, ovo mexido ressecado, bolos sem graça, suco de caixinha… O cuidado é enorme e um verdadeiro banquete se desenrola ao longo de algumas etapas. Todas, por sinal, explicadas didaticamente pelo seu Peres. E preparadas com muito esmero pela Tânia.

A “festa” começa sempre com dois sucos e frutas. O de laranja é fixo e o outro muda diariamente. Tivemos abacaxi com hortelã no sábado e mamão com caju no domingo. Dentro do mamão, fatias de figo, carambola, ameixa, pêssego, uva e morango. Tudo muito fresco.

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Em seguida vem a etapa do ovo. E vocês já sabem como eu sou viciado em ovo. E lá é caipira mesmo, com direito a gema laranja e extremamente saborosa. Assim como o suco, esta parte também muda. No sábado ele veio frito no centro de uma fatia de pão de ervas. Um show de sabores. Se a gema estivesse um pouquinho mais mole seria a perfeição. Ah! E ainda veio uma mini quiche de alho poró.

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No domingo, veio mexido com cubos de tomate e ervas recheando um pão folha crocante. Tudo extremamente saboroso e equilibrado. Como complemento, dois pedacinhos de uma inusitada e saborosa linguiça de truta, peixe de rio que você encontra em qualquer esquina de Mauá. Neste dia veio ainda um caldinho de baroa na canequinha.

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Acabou? Longe disso. Pães fresquinhos, incluindo aqui um waffle com massa de pão de queijo, chegam quentinhos para serem comidos com geleia, manteiga de primeiríssima linha e requeijão. Tudo, como seu Peres fez questão de deixar claro, fresquinho e feito na região. Ah, frios fininhos também chegam nessa hora junto com uma jarrinha de chocolate quente.

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Para finalizar, duas etapas simplesmente sensacionais. O iogurte caseiro é tão leve que lembra chantilly na textura. Inacreditável. Cheguei a repetir, principalmente o que veio com calda de acaí – no domingo foi de maracujá. E os bolinhos. O de laranja tava tão molhadinho que a mesa do lado disse que lembrava um petit gateau. Não é para tanto, mas aquele conforto que um bolo bem feito traz pela manhã você encontrava.

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No domingo, de chocolate com uma calda que entranhava pelo interior deixando tão molhadinho quanto. Finalizava de maneira perfeita uma manhã maravilhosa. Esse esqueci de fotografar!

O difícil depois deste banquete era levantar, calçar o tênis, encarar as esburacadas estradas e a caminhada pelo mato em busca das cachoeiras. Mas, além da digestão,  quando o resultado final é este visual tudo compensa. Simplesmente um fim de semana maravilhoso. E de paz. Muita paz!

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Pousada Infinito
Entrada transversal à Alameda Gastronômica Tia Sofia, Visconde de Mauá RJ – Maringá Minas
(24) 3387-1771/ (21) 9 9559-3108 / (21) 9 9981-8118

 

Alho confit: receita maravilhosa e muito versátil. Docinho, vai da entrada ao acompanhamento!

Eu sou um viciado em alho. Frito, cru, em conserva, assado… De qualquer jeito dá um levante em qualquer prato e é fundamental no preparo de outros tantos. Mas na receita de hoje, o alho é o protagonista. E não com seu sabor marcante e tradicional, mas docinho, macio e perfeito seja para ser sevido como uma entrada, acompanhando uma salada, um bife ou saborizando um risotto. Estamos falando do Alho Confit.

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Para os que nunca ouviram falar, confit é o nome de uma técnica em que você cozinha qualquer coisa em gordura e em temperatura baixa. Aqui, vamos cozinhar o alho em azeite com algumas ervas para potencializar ainda mais o sabor. É extremamente simples, mas demanda certa atenção. Você vai precisar de:

Os dentes grandes de 3 cabeças de alho
250ml de azeite
Ramos de alecrim
Ramos de tomilho
Uma pitada de sal
Grãos de pimenta rosa (opcional. Neste dia não tinha e não utilizei)

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Após descascar os dentes de alho, coloque os em uma panela junto com as ervas inteiras mesmo. Elas estão ali para dar o sabor e após o preparo serão descartadas. Feito isso, cubra tudo com o azeite.

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Agora começa o período de atenção. A ideia é colocar a panela no fogo mais baixo possível. E ficar de olho. O processo todo dura entre 20 e 30 minutos até os dentes de alho ficarem macios e docinhos.

Mas durante este tempo é preciso ter atenção. Mesmo em fogo baixo, o azeite em algum momento vai querer começar a ferver. E aí você não estará mais cozinhando e sim fritando e isso nós não queremos nesta receita. Começou a formar bolinhas na panela? Tire do fogo e deixe a temperatura diminuir naturalmente antes de voltar. O aroma que sobe é incrivelmente delicioso.

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Com o alho pronto, coloque em um pote de vidro e pronto. Como é feito e estará guardado em gordura, o alho dura bastante tempo antes de estragar. Acabaram os dentes? Use este saboroso azeite para temperar sua salada. É incrível.

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Risotto de Brie com Parma: a estreia do clássico foi um golaço. É só experimentar!

Já disse algumas vezes que sou fã de risotto. Um dos primeiros posts, aliás, foi o de cogumelos frescos que eu tanto gosto (relembre aqui). Este junto com o de tomate cereja, o de alho poró e o milanese são os que mais faço. Para mim, risotto é um prato de preparo relativamente simples, fácil de fazer em grande quantidade e que sempre dá uma presença quando sai bem feito. Dito isso, fui conhecer e estrear a cozinha do novo apartamento do meu primo. Ele queria um risotto e ofereci os sabores já citados. Mas ele não se empolgou e lançou o desafio pedindo um de Brie com Parma.

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Nunca havia feito, mas não costumo fugir dos desafios. Ao fazer descobri que não é nem de longe um bicho de sete cabeças. E contrariando o clima “Detox” da semana passada, aqui não tem espaço para os fãs de comidas lights e leves. Vamos aos ingredientes – as medidas alimentaram com MUITA sobra quatro pessoas.

500g de arroz arbório ou carnarolle
1 cebola média picada
1 taça de vinho branco
1 litro de caldo de frango ou legumes
200g de queijo brie em cubos
200g de presunto de parma
Duas colheres de sopa de manteiga
100 gramas de parmesão ralado
Sal e pimenta do reino

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Em uma panela, coloque o caldo para aquecer. Em outra, esquente um fio de azeite e um pouco da manteiga em fogo médio. Entre com a cebola para refogar, mas sempre de olho para não dourar. O objetivo aqui é cozinhá-la e não fritá-la.

Após ficar transparente, entre com o arroz (lembrando que não é para lavá-lo em hipótese alguma). Refogue um pouco também para deixá-lo como a cebola, mais translúcido. Neste ponto é a hora de entrar com o vinho.

Assim que o álcool evaporar, é a hora de começar a colocar o caldo aos poucos. E é a hora da paciência também. Coloque sempre de duas em duas conchas mexendo sem parar. O objetivo é ajudar a soltar o amido dos grãos que dá a cremosidade ao prato. Secou? Coloque mais duas conchas até o arroz cozinhar. Esse processo demora de 15 a 20 minutos. Passados 15, prove e veja a textura. Tem gente que prefere o grão mais ‘al dente’ – o meu caso.

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Quando chegar ao ponto desejado é a hora de finalizar – lembre que esta é a hora em que você vai dar sabor ao seu risotto. Neste caso é de Brie e parma. Entre então com o queijo em cubos, o parma, o parmesão e a manteiga. Mexa bem para incorporar tudo, apague o fogo e tampe a panela por alguns minutos para que seu arroz descanse. Depois é só servir!

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Como visto nas fotos, coloquei além do parma na panela uma porção dele crocante por cima para dar mais sabor e textura. Não sabe como fazer? Clique aqui e relembre. Ou então faça no microondas. Basta colocar por 1 minuto e meio em potência alta e esperar esfriar. Ele ficará crocante. Bom apetite!

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Na onda do ‘detox’, um Gazpacho diferente e leve para amenizar os excessos de 2013!

É senso comum dizer que o ano de fato começa a partir da segunda semana de janeiro. Todos lembram dos inúmeros chopes e vinhos de fim de ano, da comilança do Natal e do Reveillon com peso na consciência. E começam a comer saladas, sopas, produtos “detox”… Não sou adepto dessas práticas, mas vou ajudar os que isso desejam. A dica é uma versão bem modificada, mas simplesmente espetacular do tradicional Gazpacho.

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A sopa de origem espanhola leva tradicionalmente pelo menos quatro ingredientes: pão, tomate, pepino e pimentão vermelho, e geralmente todos crus. E é servida gelada. Mas aprendi com o amigo Beto uma alternativa muito interessante. Aqui o pepino e o pão (na preparação) são descartados. Além disso, os ingredientes vão para a panela. Então chega de falar e vamos a eles:

2 pimentões vermelhos
6 tomates médios sem pele
2 cebolas picadas
1 alho poró picado
2 colheres de chá de páprica picante
1 colher de chá de cominho
1 litro de caldo de frango ou legumes
Ervas a gosto (usei louro, alecrim e tomilho inteiros e descartei no fim)
Sal e pimenta do reino
Croutons e Azeite para finalizar

Vamos primeiro ao pré preparo. É necessário assar e descascar os pimentões. Para fazer isso, e conseguir o gostinho defumado e adocicado, basta queimá-los na boca do fogão. E a ideia é deixar preto mesmo. Sem medo! Feito isso, coloque-os imediatamente em um saco plástico, feche e deixe lá cinco minutos. Ao abrir, basta raspar a pele queimada e descartar as sementes. Depois pique em cubos e reserve.

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Agora é a vez dos tomates. Para tirar a pele, faça um X na bunda deles e jogue em água fervente. Dois minutos depois jogue-os em uma tigela com água gelada para interromper o cozimento. Feito isso, descasque a partir do X, pique e reserve.

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Pronto, agora é só começar. Esquente azeite em uma panela e refogue pacientemente em fogo baixo a cebola e o alho poró. Quando murchar, entre com sal, pimenta, páprica e cominho. Refogue mais um pouco e coloque o pimentão, as ervas e o tomate. Siga refogando, aqui vale aumentar um pouco o fogo, para que os sabores fiquem apurados.

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Entre com o caldo de frango já previamente aquecido, deixe ferver, diminua o fogo para o mínimo e esqueça a panela entre 20 e 30 minutos. Deixe a chama baixa fazer o seu papel. Os sabores vão se concentrar e o cheiro que vai subir pela sua cozinha será brincadeira.

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Passado o tempo, desligue o fogo, descarte as ervas e vamos para o liquidificador. Bata a sopa inteira até tudo ficar homogêneo, um creme de cor laranja. Leve para a geladeira e deixe de um dia para o outro. O ideal é servir apenas no dia seguinte. Assim tudo ficará ainda mais concentrado.

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Sirva gelado, em pequenos potes com um fio de um bom azeite extra-virgem e croutons para dar textura. Espetacular, levinho, muito light e perfeito para quem está se sentindo mal com tudo que comeu no fim de 2013. E os que quiserem podem até chamar de Detox!

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