Arquivo mensal: janeiro 2014

Costela de Cordeiro: paciência, aromas, sabor… A magia de um assado como antigamente!

Na minha casa nunca me meti nos assados. Os que me acompanham sabem que gosto de dar pitaco em absolutamente tudo que a Dona Cavalierona faz no fogão. Os embates viram quase uma briga de BBB. Mas quando a gente fala dos assados eu nunca meto o bedelho. Afinal de contas, seja um lagarto, um peito de boi, um pernil de porco ou mesmo um frango, a mão da Dona Cavalierona é forte. E o fogo é baixo, sempre apurando e cuidando daquela carne deixando o cheiro da casa absurdo e o molho diferenciado.

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Mas tudo na vida tem uma primeira vez. E lá fui eu começar logo com uma costela de cordeiro. Assim como o French Rack, o amigo Felipe chegou com a costela da Quirós Gourmet e eu parti para a cozinha logo de manhã. Claro que tive a Dona Cavalierona ao meu lado. Desta vez os pitacos foram delas, mas os embates raros. Estava ali para aprender. E agora compartilho com vocês. A receita foi com duas peças de 1,5kg de costela. Se fora fazer com uma, diminua pela metade as quantidades.

Marinada da costela:
3 kg de costela de cordeiro
500 ml de vinho branco (pode ser tinto)
2 colheres de sopa de páprica picante
1 colher de sopa de cominho
10 dentes de alho
5 cebolas picadas grosseiramente
2 cenouras
2 talos de aipo
2 pimentas dedo de moça
Sal e pimenta do reino
Tomilho e Alecrim

Para finalizar o molho:
250 ml de vinho branco (o que restou da garrafa)
500 ml de caldo de legumes ou frango
3 colheres de sopa de farinha de trigo

Coloque todos os ingredientes da marinada em um saco, feche bem e deixe na geladeira por pelo menos quatro horas. Se a costela estiver bem carnuda vale deixar de um dia para o outro.

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Pré aqueça seu forno em temperatura alta e coloque toda a marinada em uma assadeira. Neste ponto você pode colocar mais cebola, alho, ervas, cenoura… O que você julgar que faça um bom molho. Lembre que após assar, esta será a base.

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Leve ao forno por 1 hora em temperatura bem alta (coloquei 230°). O objetivo aqui é dar cor à costela. Depois da primeira meia hora, dê uma virada para os dois lados ficarem bem dourados. Se a assadeira secar, coloque um pouco do caldo para desde o início ir formando o seu molho.

Após a primeira hora ela estará já apetitosa. Mas você quer que ela solte do osso de tão macia. Aí vem a dose de paciência tão neessária dos assados. Para que pressão? Para que queimar etapas? Curta a cozinha. Fique inebriado pelo cheiro. Encha a taça ou o copo e cuide de sua costela.

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A temperatura cai para 120°. Cubra a assadeira com papel alumínio e relaxe. De hora em hora de uma olhada, controle a água com o caldo. E pronto. Ela ficou assim por mais quatro horas, totalizando cinco de cozimento. A sequência de fotos mostra a evolução após duas, três quatro e cinco horas.

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Ficou completamente macia e a assadeira com aquele fundinho caramelizado das cebolas, cenoura, aipo, alho, ervas e temperos. Aquilo é ouro. É o seu molho. E chegou a hora de finalizá-lo. Leve a assadeira ao fogão, jogue o vinho branco e comece a ir soltando o fundo. Evaporou o álcool? Junte a farinha de trigo, deixe cozinhar um pouco e entre com o caldo. Quando reduzir, passe por uma peneira espremendo bem as partes sólidas e caramelizadas (eu usei aquele passevit, mas se não tiver a peneira já ajuda).

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O resultado final foi esse. Ela acompanhou o arroz de lentilha que você já aprendeu aqui e não durou nem 20 minutos na mesa. Taça cheia, prato cheio, amigos reunidos… É a maravilha dos assados fazendo o seu papel!

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Arroz de lentilhas: receita da Dona Cavalierona para trazer sorte o ano todo e não só no réveillon!

Arroz de Lentilhas. Normalmente esse prato espetacular é consumido em duas ocasiões: quando você vai a um restaurante árabe ou no ano novo, afinal de contas reza a lenda que traz sorte e dinheiro (é isso mesmo?). Mas por que isso acontece se é algo tão gostoso? E digo mais, tão simples de fazer. E é por isso que vou compartilhar aqui a receita da Dona Cavalierona que, na minha visão, supera a da grande Carmen, cozinheira do amigo índio Li. A minha comadre Nanda e senhora Li, do Pimenta e Limão, não concorda. Mas cada um com o voto da própria casa né?

Vamos em frente então. Você vai precisar de:

500g de lentilha
1 cebola partida ao meio
1 calabresa
1 pedaço de bacon
Sal
1,7 l de água
400g de arroz branco já cozido

Para a cebola crocante:
1,5kg de cebolas em rodela
1l de óleo para fritar

O arroz já vai estar pronto. Basta fazer do seu jeito. Então vamos para a lentilha. Coloque todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo alto para ferver. Assim que isso acontecer, baixe o fogo até o grão cozinhar. Esse proceso dura mais ou menos 20 minutos. O objetivo é ficar al dente.

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Durante esse tempo, é uma boa hora para a parte mais cruel da receita: cortar em rodelas 1,5 quilo de cebola. Não adianta, você vai chorar. Mas enquanto rolam as lágrimas (ninguém disse que ser cozinheiro é fácil), foque no objetivo final. Aquela cebolinha queimada por cima do arroz é o segredo do sucesso.

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Feito isso, voltemos à lentilha que a este ponto já está cozida. Descarte a cebola e corte em pedaços a calabresa e o bacon. Agora é simples: basta misturar a lentilha e o arroz. Se você achar que ficou muito líquido, não coloque tudo. A ideia é deixá-lo molhadinho, mas não ensopado. Cubra com papel alumínio e mantenha aquecido em forno bem baixinho enquanto vamos para a cebola.

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Aqui o trabalho é braçal mesmo. Em uma frigideira funda e larga, esquente muito bem o óleo e vá aos poucos fritando a cebola previamente fatiada. Tome cuidado que por ter água, a cebola costuma fazer o olho borbulhar muito. E ninguém quer uma queimadura. Quando começar a ficar bem pretinha, tire e escorra bem. Nada mais.

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Jogue por cima do arroz aquecido e está pronto. Sirva com o que você quiser. Neste dia, foi ao lado de um cordeiro assado que no fim da semana eu vou ensinar para vocês aqui. É comer e boa sorte, afinal de contas, as simpatias devem servir para todos os dias do ano!

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St. Gallen, um parque para cervejeiros, lança chope de verão, uma Witbier leve e refrescante

A Vila St. Gallen, em Teresópolis, era um daqueles lugares que estava querendo conhecer há bastante tempo. E a espera acabou no último sábado. Fui convidado para o lançamento do chope de verão da cervejaria. E o tiro foi certeiro. A Witbier desenvolvida pelo mestre cervejeiro Gabriel di Martino combina perfeitamente com o calor que tem feito em qualquer canto do estado do Rio de Janeiro, inclusive na serra!

Desenvolvida com gengibre e casca de laranja, a cerveja é extremamente refrescante. No nariz, o aroma dos ingredientes principais ficam claros com notas cítricas que também são sentidas no paladar. Com 4,5% de teor alcoólico, a cerveja levinha desce perfeitamente em um dia de calor.

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O chope fica em cartaz até o fim do verão. O copo de 200ml sai por R$ 9 e o de 400ml por R$ 15. Você também pode pedir ele na bota de 1 litro por R$ 35. Como parte da tradição, além do chope, a St. Gallen convidou um chef para desenvolver um petisco que harmonize com a criação. A responsável desta vez foi Katia Barbosa, do Aconchego Carioca. E mais uma vez ela deu um tiro certo com a porção de camarões empanados em flocos de arroz servidos com molho de bobó apimentado (R$ 39). Estava tão bonito que me fez comer camarão depois de 20 anos! O molhinho dava um levante incrível na pedida repleta de texturas – o macio do fruto do mar e o crocante do empanado.

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A farra continuou com um dos pratos servidos na casa: kassler defumado com salada de batata, purê de ervilhas e repolho fermentado em suco de maçã. O purê estava perfeito, assim como o kassler que veio macio, saboroso e com um gostoso molho de mostarda.

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A sobremesa foi strudel de maçã caramelizado na mesa com maçarico e acompanhado de sorvete feito a base da Therezópolis Rubine (o mesmo que eu já havia falado aqui).

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Mas antes dos lançamentos, fizemos um tour pelo espaço regado a Therezópolis Gold direto das torneiras. O local é um verdadeiro complexo de entretenimento para os que amam cervejas. No salão principal, o Bierfest, opções da culinária alemã em ambiente decorado que fica de frente para uma micro cervejaria que não é meramente decoração. Do lado de fora fica o Biergarten que reproduz a vila que dá nome ao local. Tem lojinhas com produtos de lá, chocolates e uma loja de roupas. Como parte da ambientação rola até uma capela com cantos gregorianos. Um show!

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Provamos alguns dos petiscos como o salmão defumado com brotos no pão de cevada, o croquete de queijos crocantes com geleia de damasco e pimenta, e as linguiças alemãs com molho de mostarda e mel. O croquete, em especial, estava sensacional. Já o salmão ficaria perfeito se o pão viesse torradinho.

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Além do salão principal, o complexo conta ainda com mais dois restaurantes, o recém lançado Bistrô 1912 e a Abadia, especializada em racletes e fondues que fogem do comum utilizando diferentes métodos de cocção e até carnes de caça. Estes vão ficar para futuras visitas.

No fim, ainda tive a oportunidade de experimentar a primeira receita da IPA que o Gabriel di Martino está desenvolvendo para a próxima estação. O mestre cervejeiro de inacreditáveis 23 anos acertou a mão mais uma vez, mas disse que esta ainda não é a receita definitiva. Lupulada como uma IPA deve ser, mas um pouco mais acessível ao grande público. A ideia é tê-la em garrafa em um futuro próximo. Vamos aguardar. Enquanto o dia não chega, vamos matando a sede com muita Witbier. E até a próxima!

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Vila St. Gallen
Rua Augusto do Amaral Peixoto, 166 Alto – Teresópolis – RJ
Tel: (21) 2642 1575
Qua e qui, das 19h à 1h, Sex das 19h às 1h30, Sáb, das 12h às 1h30 e Dom, das 12h às 23h30

Pousada Infinito: refúgio em Mauá com um café da manhã simplesmente inesquecível!

A dica de hoje não é um restaurante ou uma receita. Vou fugir um pouco do habitual, mas sem perder a essência do blog. Isso porque no primeiro fim de semana do ano fui para Mauá com Luninha. Opções de locais para ficar não faltam e a pesquisa sempre é longa. Mas o amigo Leleco, aquele do Brownie, deu a dica e descobrimos a Pousada Infinito (confira aqui o site oficial). Localizada no lado mineiro de Maringá, a pousada é administrada pelo casal Peres e Tânia, ao lado do filho Rodrigo e da nora Tatiana.

É daqueles lugares em que tudo é pensado e feito para você descansar sem ter maiores preocupações. A decoração é minimalista, os são chalés amplos e confortáveis. E a família, muito simpática e atenciosa, faz com que você se sinta quase como um convidado da casa deles.

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Mas por que estou falando de uma pousada em um blog de gastronomia? Porque além do que já citei, o café da manhã é simplesmente inacreditável. Esqueça buffet, ovo mexido ressecado, bolos sem graça, suco de caixinha… O cuidado é enorme e um verdadeiro banquete se desenrola ao longo de algumas etapas. Todas, por sinal, explicadas didaticamente pelo seu Peres. E preparadas com muito esmero pela Tânia.

A “festa” começa sempre com dois sucos e frutas. O de laranja é fixo e o outro muda diariamente. Tivemos abacaxi com hortelã no sábado e mamão com caju no domingo. Dentro do mamão, fatias de figo, carambola, ameixa, pêssego, uva e morango. Tudo muito fresco.

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Em seguida vem a etapa do ovo. E vocês já sabem como eu sou viciado em ovo. E lá é caipira mesmo, com direito a gema laranja e extremamente saborosa. Assim como o suco, esta parte também muda. No sábado ele veio frito no centro de uma fatia de pão de ervas. Um show de sabores. Se a gema estivesse um pouquinho mais mole seria a perfeição. Ah! E ainda veio uma mini quiche de alho poró.

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No domingo, veio mexido com cubos de tomate e ervas recheando um pão folha crocante. Tudo extremamente saboroso e equilibrado. Como complemento, dois pedacinhos de uma inusitada e saborosa linguiça de truta, peixe de rio que você encontra em qualquer esquina de Mauá. Neste dia veio ainda um caldinho de baroa na canequinha.

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Acabou? Longe disso. Pães fresquinhos, incluindo aqui um waffle com massa de pão de queijo, chegam quentinhos para serem comidos com geleia, manteiga de primeiríssima linha e requeijão. Tudo, como seu Peres fez questão de deixar claro, fresquinho e feito na região. Ah, frios fininhos também chegam nessa hora junto com uma jarrinha de chocolate quente.

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Para finalizar, duas etapas simplesmente sensacionais. O iogurte caseiro é tão leve que lembra chantilly na textura. Inacreditável. Cheguei a repetir, principalmente o que veio com calda de acaí – no domingo foi de maracujá. E os bolinhos. O de laranja tava tão molhadinho que a mesa do lado disse que lembrava um petit gateau. Não é para tanto, mas aquele conforto que um bolo bem feito traz pela manhã você encontrava.

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No domingo, de chocolate com uma calda que entranhava pelo interior deixando tão molhadinho quanto. Finalizava de maneira perfeita uma manhã maravilhosa. Esse esqueci de fotografar!

O difícil depois deste banquete era levantar, calçar o tênis, encarar as esburacadas estradas e a caminhada pelo mato em busca das cachoeiras. Mas, além da digestão,  quando o resultado final é este visual tudo compensa. Simplesmente um fim de semana maravilhoso. E de paz. Muita paz!

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Pousada Infinito
Entrada transversal à Alameda Gastronômica Tia Sofia, Visconde de Mauá RJ – Maringá Minas
(24) 3387-1771/ (21) 9 9559-3108 / (21) 9 9981-8118

 

Alho confit: receita maravilhosa e muito versátil. Docinho, vai da entrada ao acompanhamento!

Eu sou um viciado em alho. Frito, cru, em conserva, assado… De qualquer jeito dá um levante em qualquer prato e é fundamental no preparo de outros tantos. Mas na receita de hoje, o alho é o protagonista. E não com seu sabor marcante e tradicional, mas docinho, macio e perfeito seja para ser sevido como uma entrada, acompanhando uma salada, um bife ou saborizando um risotto. Estamos falando do Alho Confit.

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Para os que nunca ouviram falar, confit é o nome de uma técnica em que você cozinha qualquer coisa em gordura e em temperatura baixa. Aqui, vamos cozinhar o alho em azeite com algumas ervas para potencializar ainda mais o sabor. É extremamente simples, mas demanda certa atenção. Você vai precisar de:

Os dentes grandes de 3 cabeças de alho
250ml de azeite
Ramos de alecrim
Ramos de tomilho
Uma pitada de sal
Grãos de pimenta rosa (opcional. Neste dia não tinha e não utilizei)

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Após descascar os dentes de alho, coloque os em uma panela junto com as ervas inteiras mesmo. Elas estão ali para dar o sabor e após o preparo serão descartadas. Feito isso, cubra tudo com o azeite.

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Agora começa o período de atenção. A ideia é colocar a panela no fogo mais baixo possível. E ficar de olho. O processo todo dura entre 20 e 30 minutos até os dentes de alho ficarem macios e docinhos.

Mas durante este tempo é preciso ter atenção. Mesmo em fogo baixo, o azeite em algum momento vai querer começar a ferver. E aí você não estará mais cozinhando e sim fritando e isso nós não queremos nesta receita. Começou a formar bolinhas na panela? Tire do fogo e deixe a temperatura diminuir naturalmente antes de voltar. O aroma que sobe é incrivelmente delicioso.

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Com o alho pronto, coloque em um pote de vidro e pronto. Como é feito e estará guardado em gordura, o alho dura bastante tempo antes de estragar. Acabaram os dentes? Use este saboroso azeite para temperar sua salada. É incrível.

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Risotto de Brie com Parma: a estreia do clássico foi um golaço. É só experimentar!

Já disse algumas vezes que sou fã de risotto. Um dos primeiros posts, aliás, foi o de cogumelos frescos que eu tanto gosto (relembre aqui). Este junto com o de tomate cereja, o de alho poró e o milanese são os que mais faço. Para mim, risotto é um prato de preparo relativamente simples, fácil de fazer em grande quantidade e que sempre dá uma presença quando sai bem feito. Dito isso, fui conhecer e estrear a cozinha do novo apartamento do meu primo. Ele queria um risotto e ofereci os sabores já citados. Mas ele não se empolgou e lançou o desafio pedindo um de Brie com Parma.

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Nunca havia feito, mas não costumo fugir dos desafios. Ao fazer descobri que não é nem de longe um bicho de sete cabeças. E contrariando o clima “Detox” da semana passada, aqui não tem espaço para os fãs de comidas lights e leves. Vamos aos ingredientes – as medidas alimentaram com MUITA sobra quatro pessoas.

500g de arroz arbório ou carnarolle
1 cebola média picada
1 taça de vinho branco
1 litro de caldo de frango ou legumes
200g de queijo brie em cubos
200g de presunto de parma
Duas colheres de sopa de manteiga
100 gramas de parmesão ralado
Sal e pimenta do reino

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Em uma panela, coloque o caldo para aquecer. Em outra, esquente um fio de azeite e um pouco da manteiga em fogo médio. Entre com a cebola para refogar, mas sempre de olho para não dourar. O objetivo aqui é cozinhá-la e não fritá-la.

Após ficar transparente, entre com o arroz (lembrando que não é para lavá-lo em hipótese alguma). Refogue um pouco também para deixá-lo como a cebola, mais translúcido. Neste ponto é a hora de entrar com o vinho.

Assim que o álcool evaporar, é a hora de começar a colocar o caldo aos poucos. E é a hora da paciência também. Coloque sempre de duas em duas conchas mexendo sem parar. O objetivo é ajudar a soltar o amido dos grãos que dá a cremosidade ao prato. Secou? Coloque mais duas conchas até o arroz cozinhar. Esse processo demora de 15 a 20 minutos. Passados 15, prove e veja a textura. Tem gente que prefere o grão mais ‘al dente’ – o meu caso.

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Quando chegar ao ponto desejado é a hora de finalizar – lembre que esta é a hora em que você vai dar sabor ao seu risotto. Neste caso é de Brie e parma. Entre então com o queijo em cubos, o parma, o parmesão e a manteiga. Mexa bem para incorporar tudo, apague o fogo e tampe a panela por alguns minutos para que seu arroz descanse. Depois é só servir!

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Como visto nas fotos, coloquei além do parma na panela uma porção dele crocante por cima para dar mais sabor e textura. Não sabe como fazer? Clique aqui e relembre. Ou então faça no microondas. Basta colocar por 1 minuto e meio em potência alta e esperar esfriar. Ele ficará crocante. Bom apetite!

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Na onda do ‘detox’, um Gazpacho diferente e leve para amenizar os excessos de 2013!

É senso comum dizer que o ano de fato começa a partir da segunda semana de janeiro. Todos lembram dos inúmeros chopes e vinhos de fim de ano, da comilança do Natal e do Reveillon com peso na consciência. E começam a comer saladas, sopas, produtos “detox”… Não sou adepto dessas práticas, mas vou ajudar os que isso desejam. A dica é uma versão bem modificada, mas simplesmente espetacular do tradicional Gazpacho.

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A sopa de origem espanhola leva tradicionalmente pelo menos quatro ingredientes: pão, tomate, pepino e pimentão vermelho, e geralmente todos crus. E é servida gelada. Mas aprendi com o amigo Beto uma alternativa muito interessante. Aqui o pepino e o pão (na preparação) são descartados. Além disso, os ingredientes vão para a panela. Então chega de falar e vamos a eles:

2 pimentões vermelhos
6 tomates médios sem pele
2 cebolas picadas
1 alho poró picado
2 colheres de chá de páprica picante
1 colher de chá de cominho
1 litro de caldo de frango ou legumes
Ervas a gosto (usei louro, alecrim e tomilho inteiros e descartei no fim)
Sal e pimenta do reino
Croutons e Azeite para finalizar

Vamos primeiro ao pré preparo. É necessário assar e descascar os pimentões. Para fazer isso, e conseguir o gostinho defumado e adocicado, basta queimá-los na boca do fogão. E a ideia é deixar preto mesmo. Sem medo! Feito isso, coloque-os imediatamente em um saco plástico, feche e deixe lá cinco minutos. Ao abrir, basta raspar a pele queimada e descartar as sementes. Depois pique em cubos e reserve.

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Agora é a vez dos tomates. Para tirar a pele, faça um X na bunda deles e jogue em água fervente. Dois minutos depois jogue-os em uma tigela com água gelada para interromper o cozimento. Feito isso, descasque a partir do X, pique e reserve.

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Pronto, agora é só começar. Esquente azeite em uma panela e refogue pacientemente em fogo baixo a cebola e o alho poró. Quando murchar, entre com sal, pimenta, páprica e cominho. Refogue mais um pouco e coloque o pimentão, as ervas e o tomate. Siga refogando, aqui vale aumentar um pouco o fogo, para que os sabores fiquem apurados.

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Entre com o caldo de frango já previamente aquecido, deixe ferver, diminua o fogo para o mínimo e esqueça a panela entre 20 e 30 minutos. Deixe a chama baixa fazer o seu papel. Os sabores vão se concentrar e o cheiro que vai subir pela sua cozinha será brincadeira.

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Passado o tempo, desligue o fogo, descarte as ervas e vamos para o liquidificador. Bata a sopa inteira até tudo ficar homogêneo, um creme de cor laranja. Leve para a geladeira e deixe de um dia para o outro. O ideal é servir apenas no dia seguinte. Assim tudo ficará ainda mais concentrado.

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Sirva gelado, em pequenos potes com um fio de um bom azeite extra-virgem e croutons para dar textura. Espetacular, levinho, muito light e perfeito para quem está se sentindo mal com tudo que comeu no fim de 2013. E os que quiserem podem até chamar de Detox!

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Escobar: os retornos provaram que a estreia foi um ponto muito fora da curva. Opções leves e refrescantes

A primeira investida foi um desastre. O atendimento caótico tirou qualquer tipo de prazer que se poderia ter na boa comida e bebida. Saí de lá dizendo que não voltaria. Mas, simpáticos, os sócios nos convidaram para retornar e explicar os motivos para aquela tarde complicada. Após este encontro, estive lá em outras duas oportunidades e de fato confirmei que minha estreia no Escobar tinha sido um ponto muito fora da curva.

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Desta vez a equipe estava completa e o atendimento se deu sem qualquer transtorno. E é isso o importante, já que mesmo na estreia difícil deu para ter a certeza de que o cardápio era bem feito. Nesta última vez, a casa estava cheia e fomos acomodados no bar. Não me importei nem um pouco. Sou fã de um balcão e ali é uma diversão acompanhar a alquimia dos drinks. Então para nós, um Clericot refrescante (R$ 60 a jarra de um litro).

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A ideia era aplacar o calor que tinha feito ao longo do dia. Então fomos apenas de ceviches, tiraditos e afins. Aliás, uma ideia perfeita e bem levinha para os dias infernais do Rio de Janeiro, O primeiro foi o Tiradito de Namorado (R$ 26). De todos os itens do cardápio, é o que mais gosto. Fatias finas do peixe fresco, limão galego, brotos, pimenta biquinho e um crocante de pão árabe. Maravilha.

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Em seguida fomos para os ceviches. Primeiro o de robalo (R$ 22). O toque vem de uma salsa de tomate com hortelã que se junta aos ingredientes tradicionais. O crocante de batata doce dá textura e sabor também.

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O ceviche de bonito (R$ 24) é menos tradicional, mas não menos gostoso. O vinagrete oriental é feito com maracujá e a acidez se mostra bem equilibrada.

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Comemos também o de camarão com vieiras e leite de coco (R$ 32). Foi o que menos gostei, apesar da boa textura das vieiras.

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Fechamos com a causa de camarões (R$ 28). O purê de baroa com um toque de aji amarillo estava espetacular. Cremoso e saboroso assim como o aioli que vem espalhado pelo prato. Comeria mais do molho. Confesso que me deu vontade de passar o dedo.

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De sobremesa, panquecas recheadas com sorvete de doce de leite. Fininhas e gostosas. O sorvete não é tão doce e faz bom contraste com o próprio doce de leite que vem como decoração no prato. Comer os dois juntos na mesma colherada traz equilíbrio perfeito.

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Foi bom ter baixado a guarda e voltado. Como disse na estreia, é um lugar próximo e conveniente para mim. Além disso, da comida não tive o que falar. Passado o caos da inauguração, a equipe se mostrou azeitada e a tendência é realmente não encontrarmos mais os problemas de antes. É o que realmente espero. Até a próxima!

Escobar

– Rua General San Martin – 359, Leblon, Rio de Janeiro – RJ – (21) 2259-9482 / (21) 2274-8871
Segunda a quinta, das 11h45m às 15h30m e das 18h à 1h30m. Quinta a sábado, das 18h às 3h.

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Feliz 2014 para todos! Aqui teve lentilhas, uvas e borbulhas: muitas borbulhas da bebida que pisca!

2014 tem tudo para ser um grande ano. E ele começou muito bem: ao lado de amigos, família, amor e obviamente com muita comida – entre elas lentilhas e uvas que não podem faltar! Então, como fiz no Natal, seguem as fotinhos para deixar os que visitam por aqui com água na boca!

As saladas da ceia foram de peru, abacaxi e milho, e também de feijão fradinho com bacalhau. Entre os quentes, arroz de lentilhas com muita cebola frita (essa receita vem pra cá em breve), lombinho assado com bastante molho a base de legumes e cerveja preta, e o bacalhau da Dona Cília, avó da Luninha, gratinado com batata, cebola e brócolis.

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Antes disso, as entradinhas incluíram cebolinhas, batata calabresa e alho confit (o mesmo trio do Natal), pastinha de atum, salmão gravlax caseiro com sour cream de ervas (absurdamente incrível) e a linguicinha com mel e shoyu de sempre que acabou não saindo na foto.

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No fim, Magnum da bebida que pisca do Rei do Camarote. Afinal de contas, não dá para perder a piada nem no primeiro dia do ano. E amigos. Muitos amigos! E garrafas também!

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Saúde, felicidades, um 2014 de muita paz e alegria para todos. Até a próxima!!! E continuem sempre curtindo e visitando a página do Facebook e o perfil no Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!