Arquivo mensal: dezembro 2013

Zee Champanheria: casa nova com bons preços nas borbulhas agita a Conde Bernardotte!

No post do Rapadura já havia dito que sou fã da Rua Conde Bernardotte, no Leblon. Como a Luninha mora perto, é sempre uma boa opção para ir a pé em tempos de Lei Seca. E agora, além dos clássicos Academia da Cachaça, Herr Pfeffer e Adão, a área ganhou mais uma opção que foge do roteiro cerveja e chope: a Zee Champanheria. Localizada entre o Adão e o Informal, o espaço conta com mesinhas do lado de fora e um sofá em clima de lounge na parte de dentro.

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Mas de cara já vem logo o pensamento: “champanheria no Leblon deve custar os olhos da cara”. Sentei também com este receio, mas não foi o que encontrei ao ter em mãos a boa carta da casa. Claro que os rótulos top com cifras altas para quem quiser estão lá, mas existem outros com um belo custo benefício. O Valduga 130, por exemplo, sai por R$ 95. Trata-se de um maravilhoso nacional, já vencedor de algumas premiações, e está com um ótimo preço. Foi o segundo da noite.

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Antes dele iniciamos com a Cava Codorníu clássica (R$ 78). Leve e refrescante, este espanhol caiu muito bem na noite de calor do verão carioca. Por fim tomamos um rosé argentino da Navarro Correas (R$ 87). Este brut é feito todo com malbec e se mostrou bem frutado. Uma boa pedida também.

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Para acompanhar, o cardápio, reduzido e competente, conta com boas opções de petiscos e risottos. Mas aqui achei que as cifras poderiam ser um pouco menores. Começamos com uma deliciosa porção de queijo coalho em crosta de gergelim com geleia de pimenta (R$ 30). Chegou na mesa quentinho, fresquinho e muito crocante e aqui eles foram empanados e fritos e não grelhados com as sementes. Interessante.

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Em seguida, seis mini hambúrgueres (R$ 32). A estrela da noite. Fico sempre com pé atrás ao pedir hambúrguer em tamanho reduzido. Sempre acho que a carne vai vir bem passada. Mas não foi o caso. Todos estavam feitos de maneira impecável. Temperados na medida, com queijo bola derretido e cebolas caramelizadas. Os pães variam: três clássicos e três australianos. Bola dentro.

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Os risottos também chegaram bem fresquinhos, e aqui realmente para apenas uma pessoa. São quatro opções e provamos dois deles. A base me pareceu a mesma, com um ou outro ingrediente diferente. No de camarão com cachaça (R$ 36), ervilhas davam um toque. Já no de ragú de cordeiro (R$36), a estrela poderia ter vindo em quantidade maior. Mas o sabor não decepcionou.

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Provamos ainda como cortesia da casa o Clericot. Ele ainda não consta no cardápio, mas já pode ser pedido e tem a cara do verão já que se mostrou um drink extremamente refrescante. Feito com espumante brut rosé, vodka redberry da Ciroc, abacaxi, kiwi e morango, tem tudo para cair nas graças de quem for lá conferir.

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No fim, mais um item que ainda não está no cardápio, mas já pode ser pedido: um bom souflê de chocolate acompanhado de sorvete (R$ 20). Finalizou bem uma boa noite de descoberta.

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A Zee tem menos de um mês de funcionamento e espero que tenha com vida longa. Acho bacana a aposta e a proposta em um lugar tomado por casas em que o chope e a cerveja são as prioridades. É uma opção. E rolam ainda algumas promoções, como taça em dobro de terça a quinta e sobremesa cortesia nos domingos para quem pedir dois risottos. É para se perder nas bolinhas e brindar! Até a próxima!

Zee Champanheria

– Rua Conde Bernadotte – 26, loja 124, Leblon, Rio de Janeiro – RJ- (21) 3437-3613
Terça a sábado, das 18h às 1h. Domingo, das 13h às 22h.

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Sardinhas fritas depois de uma manhã no Mercado de São Pedro. Petisco de boteco em casa!

Conhecer o Mercado de São Pedro é um programa diferente e muito interessante. No corredor, barracas disputam os clientes oferecendo peixes e frutos do mar extremamente frescos a preços bem mais em conta do que muitos mercados e feiras espalhadas pela cidade. E de qualidade superior também. E os que quiserem, podem subir para o segundo andar com o produto recém adquirido e pedir para um dos restaurantes preparar do jeito que quiser.

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Estive esta semana ao lado da Dona Cavalierona para abastecer a geladeira com postas de cação, camarões, polvo, salmão e uma das coisas que mais gosto no mundo: sardinhas. Gosto delas de qualquer jeito: fritas inteiras, grelhadas, cruas, marinadas… É um peixe extremamente versátil, barato e saboroso.

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E é essa a dica de hoje. Mesmo que você não vá até Nikiti, compre sardinha na sua feira favorita e leve este petisco de boteco para a sua cozinha e coma com uma cerveja bem gelada.

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Aqui não há muita quantidade. Vai variar de quantas sardinhas você fizer. Na brincadeira fiz apenas dez e utilizaei para a marinada o suco de um limão, dois dentes de alho bem picados, sal e pimenta do reino. Mais nada. Para empanar, misture quantidades iguais de farinha de trigo e farinha de milho.

Corte a nadadeira das sardinhas com uma tesoura. Em seguida, coloque todos os ingredientes da marinada sobre os peixes e deixe por apenas cinco minutos. Aqui o objetivo é passar o sabor. Mais tempo que isso o limão começa a cozinhar e entranhar demais.

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Empane as bichinhas na mistura das farinhas e pronto. Aqueça o óleo e frite sob imersão. Dourou está pronto para escorrer, temperar com um pingo de limão, um fio de azeite e comer. Uma maravilha perfeita para um dia de sol com amigos e muita cerveja no copo. Até a próxima!

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Mercardo de São Pedro
Rua Visconde do Rio Branco, Ponta d’Areia, Niterói – RJ – (21) 2620-3446
Terça a sábado, das 6h às 16h. Domingo, das 6h às 13h

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Volta: o passado com toques modernos em uma tarde maravilhosa na casa com ar vintage

O nome é uma referência ao Venga!, casa de tapas espanholas dos mesmos sócios. Mas se ninguém me falasse pensaria que é pelo clima da nova empreitada. O Volta é um pulo ao passado sem esquecer o toque moderno. O bar no salão mostra um contraste das bebidas e do design com a decoração vintage e os produtos de mercearia com embalagens antigas. Aliás, este talvez seja o único toque atual. O resto, das receitas na parede, passando pelos bules esmaltados como lustre, pela louça onde chega a conta, e pelos pratos e guardanapos, tudo nos faz pensar na casa dos avós. E a comida. Ah, a comida!

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No cardápio galinha com quiabo, salpicão de frango, língua, sardinha, fígado, carne assada… Tudo com cara de antigamente, mas com interpretações e toques modernos sem perder a essência. Sentei com Dona Cavalierona e o clima da casa ditou o tom da conversa. Minha mãe, de infância humilde, logo relembrou que na casa dos meus avós suã era algo comum assim como moela e sardinha… Recordou que o bule era daquele jeito por ser mais barato, que usava-se pano de prato para limpar a boca…

Mas a fome era grande e fomos explorando as opções. Começamos com duas porções dos canapés. E fui arrebatado por eles. Para mim as melhores comidas da tarde. O primeiro de moela com ovo de codorna (R$ 14 – quatro unidades). A moela de sabor marcante veio moída e coroada com um ovinho de gema mole impecável.

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Mas o de tapioca com sardinha marinada roubou a cena (R$ 14 – quatro unidades). Incrível. Um show de contrastes. Crocante da tapioca, macio e salgadinho do peixe, o docinho picante da geleia de pimenta e uma maionese de ervas que uniu perfeitamente o canapé. Maravilhoso.

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Fomos então para as entradas. E acabou que ficamos só nelas. Fartas e saborosas, as porções nos serviram de prato principal. A primeira de fígado com cenoura glaceada (R$ 24). É difícil achar um fígado bovino de qualidade para comprar e foi isso que encontrei. Iscas carnudas, um molho espesso, saboroso e envolvente que foi devidamente sugado por um pão rústico de muita qualidade.

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Em seguida o que foi nos apontado como uma das estrelas da casa: o quiabo com esfera de queijo (R$ 20). O vegetal vem grelhado com um gostinho queimadinho e com a baba aprisionada. Ao lado pimentas e pimentões picadinhos. Por cima um creme de queijo minas artesanal de sabor intenso e marcante. Tudo é incrível, da apresentação ao sabor.

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Finalizamos com mais uma entrada: o salpicão (R$ 26). Mas também tem uma bossa. A base é a de sempre: maçã, aqui em lâminas finas, cenoura, aipo, passas e o molho de iogurte unindo tudo. Mas o frango vem como item principal. São dois filés empanados com mandiopã que confere uma textura incrível ajudando a brincar com os contrastes. Extremamente criativo e diferente do que se está habituado.

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A vontade era continuar ali batendo papo, relembrando histórias e explorando o cardápio. O clima era esse. Mas não aguentávamos comer mais nada. E isso não foi um problema. Afinal de contas, a tarde foi extremamente agradável. E nos fez perceber mais um significado para o nome da casa. Afinal de contas, vai ser difícil não voltar. Até a próxima.

Volta
– Rua Visconde de Carandaí – 5, Jardim Botânico, Rio de Janeiro – RJ, (21) 3204-5406
Segunda a quarta das 12h à 0h, quinta a sábado as 12h à 1h e domingo das 12h às 18h. 

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Menos é mais. Um belo cordeiro, ingredientes simples e um sabor maravilhoso. Aprenda!

Uma das máximas da boa cozinha é: menos é mais. Principalmente quando você tem em mãos um produto de muita qualidade. Para que encher de temperos, molhos e técnicas que podem acabar mascarando o sabor que você mais quer sentir? É o caso das costelinhas de cordeiro da Quirós Gourmet – ou french racks, se você quiser fazer um estilo. O amigo Felipe mandou o recado e a missão de que eu seria o responsável por comandar a churrasqueira no seu aniversário. Como disse, a matéria prima era espetacular: filé mignon, linguiça, picanha e o french rack.

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Vamos então ao que foi a grande estrela da noite. Carvão aceso, brasa bem quente e alguns temperinhos leves. Como disse, a estrela é o cordeiro. Para uma peça com sete costelinhas você vai precisar de quatro dentes de alho, ramos de tomilho e de alecrim, flor de sal, pimenta do reino e um fio de azeite. Mais absolutamente nada. E a dica veio do Chef Claude Troisgros no Que Marravilha!.

A peça vem inteira, mas basta você cortá-las no sentido do osso formando os pedaços individuais. O alho apenas esprema para que ele libere os sabores. Coloque os demais ingredientes em uma vasilha e deixe a carne repousando lá por mais ou menos 20 minutos.

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Acabou. Entre com ela na grelha da sua churrasqueira bem quente por mais ou menos cinco a dez minutos de cada lado e pronto. A ideia é selar a camada exterior deixando a gordura caramelizada e o interior ligeiramente rosado. Uma maravilha. Caso queira fazer em casa, use a frigideira bem aquecida. Claro que o carvão entra como tempero, mas o sabor também ficará especial.

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Na taça um bom tinto ou uma cerveja de personalidade. As IPAs ou Ales casam bem aqui na minha opinião. De resto, conversa, risadas e histórias como uma boa reunião de amigos deve ser. E que venha a próxima remessa, Felipe!  Mais informações sempre na página do Facebook, E no Instagram (@GastroEsporte)!

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