Arquivo mensal: dezembro 2013

Gougères: o pão de queijo francês. Levando um pedacinho da França para a confraternização da Aliança!

Sou um completo apaixonado pela França. As paisagens, a cultura, mas sobretudo a gastronomia. E tenho também o objetivo de morar uma temporada por lá. Enquanto esse dia não chega, fico com lembranças de viagens, delírios e aproveito para estudar a língua. O post vem com certo atraso, mas há duas semanas fizemos uma confraternização da turma da Aliança Francesa no último dia de aula. E para o café resolvi testar um clássico do país que conheci na primeira vez que jantei na Roberta Sudbrack: Gougères. Trata-se em uma explicação livre do pão de queijo francês, mas, diferentemente do que estamos acostumados, é leve e quase derrete na boca.

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Buscando receitas e inspirações, me deparei com uma feita no programa da Ana Maria Braga pelo chef Emmanuel Bassoleil. Testei e de fato fica uma delícia. As únicas coisas que mudei foram a quantidade de queijo (acrescentei parmesão), um toque de flor de sal por cima e o adicional de tomilho fresco que coloquei em alguns. Vamos aos ingredientes:

250 ml de água
100 g de manteiga
1 pitada de sal
150 g de farinha de trigo
4 ovos
100 g gruyère ralado
50 g de parmesão
1 gema batida
Flor de Sal (opcional)
Tomilho fresco (opcional)

Esta é uma massa cozida então é preciso ter braço para mexer tudo até se incorporar. E não se assuste. Vai ter um momento que você vai pensar que deu errado. Quando esta hora chegar, continue mexendo com vigor que as coisas voltam ao normal.

Com tudo separado, leve uma panela com água, manteiga e sal ao fogo até tudo derreter. Feito isso, tire do fogo e coloque a farinha. Mexa bem até a massa começar a ganhar corpo e volte ao fogo. Sempre mexendo bem para incorporar e ao mesmo tempo cozinhar esta massa.

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Retire novamente do fogo e junte os ovos um a um sempre mexendo. Como a massa está quente, se você não incorporá-los rapidamente corre o risco deles cozinharem. Feito isso, entre com os queijos ralados e finalize.

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Coloque o forno para pré-aquecer a 180 graus enquanto você molda os seus gougères. Faça do tamanho que você quiser. Usei como padrão uma colher de sopa. Como disse, enquanto enrolava coloquei tomilho fresco em alguns. Coloque as bolinhas em uma assadeira untada com manteiga, pincele com uma gema batida, jogue um pouquinho de flor de sal e asse por mais ou menos 20 minutos. Espetacular!

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A brincadeira ainda teve um crumble de maçã com banana feito pela querida professora Sophie. A receita me foi passada e em breve farei por aqui.

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Tivemos também belíssimos brigadeiros da Jucyléia. Vocês podem até encomendar lá no Chocosonhos, que também faz bolos decorados. Muito gostoso!

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Enquanto o sonho de morar por lá não chega, a solução é essa mesmo: tentar trazer para casa um pouquinho da França. Até a próxima! À bientôt!

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Um Feliz Natal a todos! Paz, saúde, amor e comida… Muita comida!!!!

Aos meus amigos leitores e leitoras, aos que passam por aqui de vez em quando, aos que comentam, aos que compartilham, aos que ficam com raiva diante de algumas belas fotos de comida, aos que se inspiram e fazem em casa… Meu muito obrigado. De coração! Um Feliz Natal cheio de paz, saúde, amor e comida para todos!

Como não poderia deixar de ser, mais um post para deixar vocês como a Anitta: babando. Uma compilação do que está rolando desde ontem nos eventos natalinos. Como por exemplo a costelinha de carneiro com batatas do amigo Moa Luz.

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Ou o bacalhau gratinado da Vó Cilia.

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E lá da casa da Luninha veio também esse leitãozinho de leite desossado e recheado. Olha a orelhinha pururucada do bichinho.

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Mas Dona Cavalierona vem no contra-ataque com o tradicional Bacalhau grelhado em postas com muita cebola, azeite e alho. Esse é nível das melhores casas de Portugal. Absurdo.

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O Arroz de forno, que você já aprendeu aqui, também não falta. Assim como as batatas ao murro que estão no forno, mas você também pode se lembrar aqui.

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Antes, de entradinha, alho confit, cebolinha e batatinha calabresa.

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E depois a novidade do Natal deste ano: Aletria. É um clássico doce português feito a base macarrão cabelinho de anjo, gemas e leite.

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E por fim elas, as rabanadas!!!

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Mais uma vez obrigado a todos e um Feliz Natal!!! E o meu presente pode ser uma clicada na página do Facebook, E ir lá seguir o Instagram (@GastroEsporte)! Até a próxima!

Sorvete de cerveja? É isso aí. Confira os lançamentos da Sorvete Brasil com a cervejaria St. Gallen e beba de colher!

Stout, Wit, Lager, Pilsen, Ale, Tripel, IPA… Os estilos são inúmeros e a cultura da cerveja cresce cada vez mais no Brasil principalmente. Hoje é fácil achar pela cidade os mais variados tipos da bebida. Mas e sorvete? Isso realmente nunca tinha visto. Mas fui surpreendido pelos lançamentos da Sorvete Brasil em parceria com a St. Gallen. A linha inclui dois sabores. Mas na verdade acho que esta nem é a palavra que cabe. Na verdade são dois estilos, já que é impressionante como as características da St. Gallen Imperial Stout e da Therezópolis Rubine, esta uma Bock, estão intactas na bola do sorvete fabricado com elas.

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O processo de feitura é todo a frio. Com isso, o álcool presente na bebida não se perde durante as etapas. Para deixar ainda mais claro que a cerveja não é apenas um detalhe e sim a protagonista, para cada cinco litros do sorvete são utilizados quatro da bebida.

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Ou seja, de fato é um sorvete alcoólico. No stout, por exemplo, estão presentes de maneira intensa os aromas de café em função do malte tostado. É no mínimo curioso dar uma colherada e ter a sensação de que está se bebendo a cerveja encorpada e de espuma densa com 8% de graduação. Esta é apenas para os fãs do estilo. Os que não curtem creio que vão torcer o nariz.

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O sorvete com a Rubine como base é mais suave e tende a agradar um público maior. A Bock possui notas claras de caramelo e isso somente ajudou a deixar a criação mais leve, apesar de a graduação ser de 6,5%. A cor também é bonita, já que a cerveja tem um vermelho intenso.

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Os sabores podem ser encontrados nas lojas da Sorvete Brasil espalhadas pela cidade e custam R$ 9 a bola, assim como os demais sabores. Inicialmente, a novidade ficará em cartaz apenas no verão.

Você também pode provar na Vila St. Gallen, em Teresópolis, lugar que, por sinal, sou louco para conhecer. Lá elas não irão sair de cartaz se tornando parte do cardápio do restaurante da casa. Vale muito conferir e não se esqueçam: se beber, ou comer sorvete, vá de táxi! Até a próxima!

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Luiz? Sou mais o Brownie do Leleco. Receita prática para a sua sobremesa. Com ou sem lata é um veneno!

Não sou muito fã de fazer doces e isso não é novidade para quem acompanha o blog. Mas o camarada Leleco é especialista nesta arte e me ensinou uma receita prática e espetacular de Brownie. Aliás, o doce está cada vez mais em destaque. Além de brownerias e de versões em praticamente todos os restaurantes da cidade, temos ainda o popular Brownie do Luiz. É gostoso? Sim. Mas sou mais o do Leleco. Se você quiser pode até colocar dentro de uma lata depois só para ficar falando em veneno da lata.

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Mas chega de enrolação e vamos aos ingredientes:
– 200 gramas de chocolate meio amargo picado (o Leleco usa ao leite, mas eu mudei)
– 100 gramas de margarina
– 2 xícaras de açúcar
– 2 ovos
– 1 xícara e meia de farinha de trigo
– 1 pitada de sal
– 1 colher de chá de essência de baunilha

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Vamos lá. O primeiro passo é derreter o chocolate em banho maria (ou então no microondas). No meio do processo é só juntar a margarina e incorporar ao chocolate. Feito isso, reserve.

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Com uma batedeira, bata os ovos com o açúcar até ficar esbranquiçado. Pode ser em velocidade alta. Em seguida entre com a farinha, o sal e a baunilha e mexa com uma espátula incorporando devagar.

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Quando tudo estiver bem homogêneo junte o chocolate e sua massa estará pronta. É uma massa pesadinha mesmo, não é tão líquida quanto um bolo comum.

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Unte com margarina e farinha uma forma retangular de 20 x 30 mais ou menos e despeje a massa. Coloque no forno pré aquecido a 180 graus para assar por mais ou menos 20 minutos. Ele formará uma casquinha deliciosa e ficará com o interior bem cremoso. Com uma bola de sorvete do lado fica o verdadeiro veneno. Com ou sem lata. Aí é com vocês!

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Z Deli Sanduíches: hambúrgueres de respeito com um inusitado e genial bacon bovino feito de língua. Vale a visita em São Paulo!

São Paulo é sempre uma grande diversão para quem gosta de comer e beber. E há tempos eu lia sobre os sanduíches estilo déli e hambúrgueres do Z Deli. E não poderia deixar de conferir na minha última investida pela pauliceia. A surpresa foi extremamente positiva e teve direito ainda a uma curiosidade. Os sócios da casa são judeus e por isso não servem bacon – o que acaba sendo uma contradição, já que a religião também não permite também a mistura de carnes com laticínios e isso eles fazem muito bem. Para amenizar os amantes do porco, eles criaram um bacon bovino feito de língua. É isso aí!

Mas antes de chegar lá, é preciso certa paciência já que o lugar é bem pequeno e concorrido. O negócio é arrumar um espacinho na mesa da calçada e pedir uma entradinha para abrir os trabalhos com uma Brooklyn East India Pale Ale (R$ 12 a long neck).

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No nosso caso optamos por uma sugestão da semana que na minha opinião deveria ficar fixa por lá. Batatas fritas cobertas por sour cream, yellow cheese (um jeito chique de chamar o cheddar cremoso), cebolinha e lascas de pastrami frito (R$ 18). Delicioso o contraste de sabores. E as batatas, elas de verdade, estavam muito bem feitas (foto acima).

Mas vamos aos hambúrgueres. Primeiro o Jalapeños (R$ 28). A carne, um blend moído na própria cozinha, veio no ponto perfeito – obviamente mal passado -, com uma mistura de pimentas e um naco de gorgonzola. Impecável, mas recomendado para quem gosta de sanduíches picantes.

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O Louis Burguer veio com a carne no mesmo ponto, queijo palmira, cebola roxa caramelizada e o espetacular bacon bovino (R$ 26). Aqui a dica: o bacon deve ser pedido como adicional e ele não é cobrado a mais por isso. Crocante, salgadinho, defumado… Uma loucura aquela criação que nem me fez sentir saudades do porco.

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No fim, ainda arrumamos espaço para um cheesecake com calda de frutas vermelhas que era uma pornografia de tão bonito e de tão gostoso (R$ 16). Esqueça aquele gosto artificial tanto no bolo como na calda. Aqui a parada é séria. Tudo muito equilibrado.

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Agora preciso de uma nova investida por lá. Afinal de contas, a casa tem Deli no nome e eu não provei o sanduba de pastrami, o rosbife e o salmão defumado. Mas confesso que essa missão não será nem um pouco complicada de cumprir. Até a próxima.

Z Deli Sanduíches

Rua Haddock Lobo, 1386 – Cerqueira César – São Paulo (SP), (11) – 3083-0021
Segunda a quinta – 12h à 0h, sexta e sábado de 12 à 1h, domingo 12h às 23h.

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Jantar de fim de ano da Confraria Velusué: inspiração para a semana após muita comida e belos vinhos!

Poucas coisas são mais divertidas do que quando um grupo de pessoas amigas se reúne para beber e comer bem. É garantia de bons momentos e muitas risadas. Este é o princípio que rege a Velusué, confraria de vinhos para a qual fui convidado pela minha sogra Marcia. Os encontros, este foi meu terceiro e os outros dois vocês relembram aqui e aqui, são sempre extremamente divertidos e acima de tudo saborosos.

Este ano, pela primeira vez, o presidente e chef Beto abriu sua cozinha para demais membros. E mesmo sendo um calouro tive a honra de passar a tarde por lá, acompanhar a finalização de muitos amuses e pratos e dar minha contribuição com os cogumelos do Que Marravilha!. Foi uma tarde especial.

Neste post não teremos receitas. É para servir apenas de inspiração. Daqui podem sair ideias de apresentação e também de pratos. Alguns aprendi e futuramente com certeza colocarei no blog. A mesa de antipasto, por exemplo tinha um belo hummus caseiro, babaganuche, punheta de bacalhau, tomates secos que foram hidratados em casa com azeite aromatizado, rolinhos de berinjela com ricota temperada…

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Este mereceu um close e será reproduzido aqui em casa, e consequentemente no blog, ainda este ano. Alhos confitados em azeite com alecrim, tomilho e pimenta rosa. Espetacular.

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O primero amuse da noite foi um gazpacho com manjericão macerado em azeite e mussarela de búfala. Outra que estará aqui no blog em breve.

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Em seguida creme de baroa feito com a água do camarão coroado pelo próprio camarão salteado com alho, pimenta rosa e coentro.

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O auge da noite, na minha opinião, foi a polentinha. Cremosa e saborosa em função do caldo de legumes caseiro, foi servida com uma gema crua de codorna e trufas negras. Absurdo.

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Outro ponto alto foi o chorizo português picante rapidamente salteado em frigideira com mel de figo, iguaria que não conhecia. Maravilhoso e um show de contrastes.

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Os principais foram três. O frango recheado com damasco e envolto em bacon ou presunto de parma veio com uma redução de mel, shoyu e suco de laranja.

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O bacalhau de forno vinha com cenouras, batatas e coroado por ovos batidos, parmesão e bastante azeite.

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Já os meus cogumelos foram servidos ao lado de escalopes de mignon com Aceto Balsâmico envelhecido.

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Nos vinhos, a foto mostra que a festa foi boa. Entre os espumantes destaque absoluto para o Salton Gerações Antônio Domenico Salton. Uma beleza de cor intensa e aromas bem interessantes. Nos tintos, fomos do Uruguai até a Austrália. Mas o destaque foram dois franceses. Um da região de Bordeaux, o Le Colombier de Brown. O outro foi o Le Château Musset Chevalier, um Saint Emilion Grand Cru. Espetacular.

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Espero ter inspirado os amigos e amigas leitores assim como fui pelo Chef Beto e seus confrades. Como disse, algumas das receitas em breve postarei aqui completinhas. Aqui a ideia foi só deixá-los com certa inveja. Uma boa semana a todos. Saúde!

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Curtinha: conheça a Hija de Punta, cerva lançada pelo Gonzalo. Lupulada e refrescante!

Na esteira das cervejas artesanais que ganham cada vez mais espaço pelas casas da cidade, o Gonzalo, casa de carnes uruguaias que você já conheceu aqui, resolveu lançar a sua marca. A missão foi dada ao mestre cervejeiro Leonardo Rangel e assim nasceu a Hija de Punta, que é produzida na Mistura Clássica, em Volta Redonda. Na última quinta-feira dia 12, o rótulo foi lançado no Brewteco, bar de cervejas recém inaugurado na Dias Ferreira e no qual pretendo voltar com calma.

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A novidade se mostrou um acerto antes mesmo de abrir a garrafa. O rótulo é criativo e tem a cara do verão Rio de Janeiro, apesar de remeter a Punta del Leste em função do conceito uruguaio dos criados. No sabor outra surpresa extremamente agradável. No nariz, esta Lager mostra uma sucessão de aromas principalmente cítricos com notas claras de maracujá além de ser bem lupulada. Na boca muita refrescância. Em certos momentos você pensa estar bebendo uma cerveja com teor alcoólico alto, mas a Hija tem apenas 4,8%. Tiro certo.

Quem quiser conferir, a novidade entra no cardápio do Gonzalo na próxima terça-feira, dia 17. A long neck será vendida por R$ 16. Outras casas, como o próprio Brewteco, também devem receber remessas do rótulo. Assim que souber a relação completa coloco lá na página do Facebook, Saúde!

Zee Champanheria: casa nova com bons preços nas borbulhas agita a Conde Bernardotte!

No post do Rapadura já havia dito que sou fã da Rua Conde Bernardotte, no Leblon. Como a Luninha mora perto, é sempre uma boa opção para ir a pé em tempos de Lei Seca. E agora, além dos clássicos Academia da Cachaça, Herr Pfeffer e Adão, a área ganhou mais uma opção que foge do roteiro cerveja e chope: a Zee Champanheria. Localizada entre o Adão e o Informal, o espaço conta com mesinhas do lado de fora e um sofá em clima de lounge na parte de dentro.

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Mas de cara já vem logo o pensamento: “champanheria no Leblon deve custar os olhos da cara”. Sentei também com este receio, mas não foi o que encontrei ao ter em mãos a boa carta da casa. Claro que os rótulos top com cifras altas para quem quiser estão lá, mas existem outros com um belo custo benefício. O Valduga 130, por exemplo, sai por R$ 95. Trata-se de um maravilhoso nacional, já vencedor de algumas premiações, e está com um ótimo preço. Foi o segundo da noite.

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Antes dele iniciamos com a Cava Codorníu clássica (R$ 78). Leve e refrescante, este espanhol caiu muito bem na noite de calor do verão carioca. Por fim tomamos um rosé argentino da Navarro Correas (R$ 87). Este brut é feito todo com malbec e se mostrou bem frutado. Uma boa pedida também.

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Para acompanhar, o cardápio, reduzido e competente, conta com boas opções de petiscos e risottos. Mas aqui achei que as cifras poderiam ser um pouco menores. Começamos com uma deliciosa porção de queijo coalho em crosta de gergelim com geleia de pimenta (R$ 30). Chegou na mesa quentinho, fresquinho e muito crocante e aqui eles foram empanados e fritos e não grelhados com as sementes. Interessante.

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Em seguida, seis mini hambúrgueres (R$ 32). A estrela da noite. Fico sempre com pé atrás ao pedir hambúrguer em tamanho reduzido. Sempre acho que a carne vai vir bem passada. Mas não foi o caso. Todos estavam feitos de maneira impecável. Temperados na medida, com queijo bola derretido e cebolas caramelizadas. Os pães variam: três clássicos e três australianos. Bola dentro.

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Os risottos também chegaram bem fresquinhos, e aqui realmente para apenas uma pessoa. São quatro opções e provamos dois deles. A base me pareceu a mesma, com um ou outro ingrediente diferente. No de camarão com cachaça (R$ 36), ervilhas davam um toque. Já no de ragú de cordeiro (R$36), a estrela poderia ter vindo em quantidade maior. Mas o sabor não decepcionou.

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Provamos ainda como cortesia da casa o Clericot. Ele ainda não consta no cardápio, mas já pode ser pedido e tem a cara do verão já que se mostrou um drink extremamente refrescante. Feito com espumante brut rosé, vodka redberry da Ciroc, abacaxi, kiwi e morango, tem tudo para cair nas graças de quem for lá conferir.

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No fim, mais um item que ainda não está no cardápio, mas já pode ser pedido: um bom souflê de chocolate acompanhado de sorvete (R$ 20). Finalizou bem uma boa noite de descoberta.

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A Zee tem menos de um mês de funcionamento e espero que tenha com vida longa. Acho bacana a aposta e a proposta em um lugar tomado por casas em que o chope e a cerveja são as prioridades. É uma opção. E rolam ainda algumas promoções, como taça em dobro de terça a quinta e sobremesa cortesia nos domingos para quem pedir dois risottos. É para se perder nas bolinhas e brindar! Até a próxima!

Zee Champanheria

– Rua Conde Bernadotte – 26, loja 124, Leblon, Rio de Janeiro – RJ- (21) 3437-3613
Terça a sábado, das 18h às 1h. Domingo, das 13h às 22h.

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Sardinhas fritas depois de uma manhã no Mercado de São Pedro. Petisco de boteco em casa!

Conhecer o Mercado de São Pedro é um programa diferente e muito interessante. No corredor, barracas disputam os clientes oferecendo peixes e frutos do mar extremamente frescos a preços bem mais em conta do que muitos mercados e feiras espalhadas pela cidade. E de qualidade superior também. E os que quiserem, podem subir para o segundo andar com o produto recém adquirido e pedir para um dos restaurantes preparar do jeito que quiser.

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Estive esta semana ao lado da Dona Cavalierona para abastecer a geladeira com postas de cação, camarões, polvo, salmão e uma das coisas que mais gosto no mundo: sardinhas. Gosto delas de qualquer jeito: fritas inteiras, grelhadas, cruas, marinadas… É um peixe extremamente versátil, barato e saboroso.

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E é essa a dica de hoje. Mesmo que você não vá até Nikiti, compre sardinha na sua feira favorita e leve este petisco de boteco para a sua cozinha e coma com uma cerveja bem gelada.

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Aqui não há muita quantidade. Vai variar de quantas sardinhas você fizer. Na brincadeira fiz apenas dez e utilizaei para a marinada o suco de um limão, dois dentes de alho bem picados, sal e pimenta do reino. Mais nada. Para empanar, misture quantidades iguais de farinha de trigo e farinha de milho.

Corte a nadadeira das sardinhas com uma tesoura. Em seguida, coloque todos os ingredientes da marinada sobre os peixes e deixe por apenas cinco minutos. Aqui o objetivo é passar o sabor. Mais tempo que isso o limão começa a cozinhar e entranhar demais.

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Empane as bichinhas na mistura das farinhas e pronto. Aqueça o óleo e frite sob imersão. Dourou está pronto para escorrer, temperar com um pingo de limão, um fio de azeite e comer. Uma maravilha perfeita para um dia de sol com amigos e muita cerveja no copo. Até a próxima!

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Mercardo de São Pedro
Rua Visconde do Rio Branco, Ponta d’Areia, Niterói – RJ – (21) 2620-3446
Terça a sábado, das 6h às 16h. Domingo, das 6h às 13h

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Volta: o passado com toques modernos em uma tarde maravilhosa na casa com ar vintage

O nome é uma referência ao Venga!, casa de tapas espanholas dos mesmos sócios. Mas se ninguém me falasse pensaria que é pelo clima da nova empreitada. O Volta é um pulo ao passado sem esquecer o toque moderno. O bar no salão mostra um contraste das bebidas e do design com a decoração vintage e os produtos de mercearia com embalagens antigas. Aliás, este talvez seja o único toque atual. O resto, das receitas na parede, passando pelos bules esmaltados como lustre, pela louça onde chega a conta, e pelos pratos e guardanapos, tudo nos faz pensar na casa dos avós. E a comida. Ah, a comida!

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No cardápio galinha com quiabo, salpicão de frango, língua, sardinha, fígado, carne assada… Tudo com cara de antigamente, mas com interpretações e toques modernos sem perder a essência. Sentei com Dona Cavalierona e o clima da casa ditou o tom da conversa. Minha mãe, de infância humilde, logo relembrou que na casa dos meus avós suã era algo comum assim como moela e sardinha… Recordou que o bule era daquele jeito por ser mais barato, que usava-se pano de prato para limpar a boca…

Mas a fome era grande e fomos explorando as opções. Começamos com duas porções dos canapés. E fui arrebatado por eles. Para mim as melhores comidas da tarde. O primeiro de moela com ovo de codorna (R$ 14 – quatro unidades). A moela de sabor marcante veio moída e coroada com um ovinho de gema mole impecável.

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Mas o de tapioca com sardinha marinada roubou a cena (R$ 14 – quatro unidades). Incrível. Um show de contrastes. Crocante da tapioca, macio e salgadinho do peixe, o docinho picante da geleia de pimenta e uma maionese de ervas que uniu perfeitamente o canapé. Maravilhoso.

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Fomos então para as entradas. E acabou que ficamos só nelas. Fartas e saborosas, as porções nos serviram de prato principal. A primeira de fígado com cenoura glaceada (R$ 24). É difícil achar um fígado bovino de qualidade para comprar e foi isso que encontrei. Iscas carnudas, um molho espesso, saboroso e envolvente que foi devidamente sugado por um pão rústico de muita qualidade.

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Em seguida o que foi nos apontado como uma das estrelas da casa: o quiabo com esfera de queijo (R$ 20). O vegetal vem grelhado com um gostinho queimadinho e com a baba aprisionada. Ao lado pimentas e pimentões picadinhos. Por cima um creme de queijo minas artesanal de sabor intenso e marcante. Tudo é incrível, da apresentação ao sabor.

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Finalizamos com mais uma entrada: o salpicão (R$ 26). Mas também tem uma bossa. A base é a de sempre: maçã, aqui em lâminas finas, cenoura, aipo, passas e o molho de iogurte unindo tudo. Mas o frango vem como item principal. São dois filés empanados com mandiopã que confere uma textura incrível ajudando a brincar com os contrastes. Extremamente criativo e diferente do que se está habituado.

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A vontade era continuar ali batendo papo, relembrando histórias e explorando o cardápio. O clima era esse. Mas não aguentávamos comer mais nada. E isso não foi um problema. Afinal de contas, a tarde foi extremamente agradável. E nos fez perceber mais um significado para o nome da casa. Afinal de contas, vai ser difícil não voltar. Até a próxima.

Volta
– Rua Visconde de Carandaí – 5, Jardim Botânico, Rio de Janeiro – RJ, (21) 3204-5406
Segunda a quarta das 12h à 0h, quinta a sábado as 12h à 1h e domingo das 12h às 18h. 

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