Arquivo mensal: agosto 2013

Boteco DOC: novidade muito agradável em Laranjeiras com hambúrgueres inesquecíveis!

Laranjeiras vem ganhando cada vez mais boas opções para quem gosta de comer e beber bem. O Botero, que já falei aqui e aqui, foi um dos principais responsáveis por trazer o Mercadinho São José de volta ao cenário. Agora, o Boteco D.O.C. vem fazendo barulho quase em frente à Paróquia Cristo Redentor. Comandado por Gabriel Carvalho, a casa inaugurada há pouco mais de um mês vem fazendo sucesso com seu cardápio bem feito, boa atmosfera e cervejas geladas.

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O pequeno salão é bem decorado e convidativo. As opções do curto, porém eficiente cardápio, estão em sua maioria na parede. Chegamos em um fim de tarde com iluminação perfeita. Quando ficou de noite, achei que tudo ficou um pouco escuro. Mas sem problemas. A calçada também é opção.

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Bebemos chope Noi (R$ 6,50), de Niterói, a encorpada Imperial (R$ 12) e Amstel Pulse (R$ 7,50). Para comer, iniciei a noite com o caldinho de Cassoulet (feijoada francesa a base de feijão branco). Bem temperado e com uma farofinha de panko e ervas que dava um toque especial (R$ 9).

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Os pastéis estavam impecáveis. São duas opções extremamente bem feitas. A primeira de queijo com confit de cebola roxa que dava adocicado perfeito para balancear a pedida. Já o de carne fugia ainda mais do comum. O recheio era um delicioso e encorpado Boeuf Bourguignon (R$ 4,50 cada). Para acompanhar um mel de tomilho bem saboroso.

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Mas a estrela da noite foi na verdade um trio. Os mini hambúrgueres estavam impecavelmente bem feitos. Suculentos e rosados por dentro, vinham em um saboroso pãozinho. Na parte de baixo um ketchup caseiro que mais lembrava um bom molho de tomate. A parte de cima vinha torradinha na frigideira com manteiga. Estava tão bom que comi separadamente. A carne vem coroada ainda com cheddar e compota de cebola (R$ 14 – preço incrível).

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Pedimos ainda uma porção de Iscas de Polvo à Provençal (R$ 28,50). Macio, estava no ponto certo e vinha acompanhado de batata, alho, salsa e pimenta dedo de moça que dava o calorzinho necessário. Outro petisco/prato muito bem feito.

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As sobremesas também brilharam. Uma generosa porção de brigadeiro de colher quentinho e com um toque curioso e especial de gengibre (R$ 9). Já o salame de chocolate geladinho vinha coroado com uma calda quente (R$ 12).  Contraste gostoso.

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Fiquei com vontade de provar os demais itens do cardápio, que para mim tem em seu diminuto tamanho o tiro certo. É melhor fazer as poucas opções de maneira impecável do que encher de coisas e se complicar. Saí de lá satisfeito e feliz com a nova opção. Vida longa ao DOC!

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Boteco DOC
– Rua das Laranjeiras – 486, Cosme Velho, Rio de Janeiro – RJ – (21) 3486-2550
Ter a sex, do meio-dia à meia-noite. Sáb, do meio-dia à 1h. Dom, do meio-dia às 21h.

Uma tarde com Abel Braga no Uniko: novo italiano no Centro foi um golaço do treinador!

No meio do futebol você conhece algumas pessoas realmente incríveis. Uma delas foi Abel Braga. Durante um ano e meio convivi quase que diariamente com o treinador na cobertura do Fluminense. E nesta semana dividi uma mesa com ele no recém-inaugurado Uniko, restaurante do qual se tornou sócio. Foi uma tarde realmente fantástica que serviu para comprovar dois pontos essenciais: o Rio de Janeiro ganhou mais uma belíssima casa italiana, esta no Centro da cidade, e Abel marcou um golaço mesmo não entrando mais em campo.

Sentamos na agradável varanda, com um isolamento acústico que chamou atenção. O visual é incrível. O restaurante fica no Edifício Galeria Sul América e a arquitetura imponente dos anos 20 foi aproveitada. O pé direito alto chama atenção e compõe o visual. O salão possui decoração sóbria e iluminação agradável. A adega localizada acima do bar ficou muito bonita. Após mais de uma hora de entrevista com Abelão sobre a saída do Fluminense, chegava a hora de comer.

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Antes de qualquer coisa, uma cesta de pães fresquíssimos feitos na casa acompanhados de manteiga e azeite aromatizado. A focaccia de tomate estava extremamente leve.

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Abel não me falou o que viria da cozinha. Era tudo surpresa. Eis que a entrada era polvo. Não sou fã, mas encarei e fiquei longe de me arrepender. Os tentáculos estavam no ponto certo de maciez e com um sabor fantástico do grelhado. Vieram repousados em dois molhos: um pesto clássico e um de tomate defumado, e coroados por um croquete de batata tão leve que derretia na boca. Um prato extremamente feliz onde tudo harmonizava. Na taça um branco francês Chablis.

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O principal foi um tiro certeiro. O ravióli de massa fresca cozida de maneira perfeita vinha recheado de vitela. Uma fonduta espetacular de grana padano trazia cremosidade necessária além do sabor marcante do queijo. E o caldo de vitela reduzido espalhado por cima equilibrava o tempero e dava ainda mais personalidade ao prato. Apenas três componentes. Para que mais? O brilho está na simplicidade.

Na taça, o sommelier Dionísio Chaves, um dos sócios da casa, sugeriu um tinto de personalidade. Mas Abel resolveu intervir com a voz de comando e sugeriu uma taça do Pinot californiano que ele estava experimentando – Greg Norman. Achei que poderia não casar, mas acabou dando muito certo.

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Já estava mais do que satisfeito, mas eis que me deparo com uma das melhores sobremesas que comi nos últimos tempos. Um mil folhas extremamente leve recheado com creme e morango. Não durou cinco minutos. Se viesse outro, seria traçado da mesma maneira. Incrível mesmo.

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No Fluminense, Abel comandou craques como Deco e Fred. No Uniko, se juntou a três: o já citado Dionísio, Nicola Giorgio e Fabrizio Giuliodori. Os dois primeiros comandam os também bem sucedidos Duo e Bottega del Vino e o último o Alessandro & Frederico. Um quarteto de ataque de respeito no time da gastronomia. Sinal de que a casa terá vida longa. E quem ganha nesta partida somos nós!

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Uniko
– Rua da Quitanda 86 – loja 105, Edifício SulAmérica, Centro, Rio de Janeiro – RJ
(21) 3806-6334
Seg a sex, do meio-dia às 20h.

Ps: A entrevista para o GLOBOESPORTE.COM você confere clicando aqui.

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No dia do recomeço, um molho para deixar sua salada mais gostosa: Mostarda com Mel, ou Honey Mustard!

Segunda-feira. O dia oficial do recomeço. Ainda mais quando estamos no início do mês. Depois daquele fim de semana que você meteu o pé na jaca comendo e bebendo sem pensar no amanhã, vem o peso na consciência: preciso pegar leve. Aí você acorda cedo, vai correr e entra naquela vibe de só comer salada e grelhados. Então pensando em vocês esta simples receita vai fazer você ficar com vontade de comer folhas o dia todo. Com esse molho de Mostarda e Mel caseiro e rápido tudo fica mais gostoso.

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Então vamos aos ingredientes. Estas medidas são perfeitas para duas porções: 2 colheres de sopa de suco de limão, 1 colher de sopa de mostarda dijon (se não tiver pode usar qualquer uma, mas a Dijon é muito melhor), 1 colher de sobremesa de mel, sal, pimenta do reino e 90 ml de azeite, o que dá mais ou menos 1/3 de xícara.

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Em uma tigela, coloque a mostarda, o limão, o sal e a pimenta do reino. Misture bem com um garfo e entre com o mel. Dê mais uma misturada até ficar homogêneo.

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Aí é a hora do azeite. Com uma mão vá colocando bem devagar e de maneira constante. Com a outra vá batendo sem parar com o objetivo de incorporar ao que já estava pronto. E acabou! Você terá um delicioso Honey Mustard para a sua salada.

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A minha era simples: Alface, Tomate, Cebola e lascas de Grana Padano. Neste dia, comi com a carne moída que eu coloquei aqui na semana passada. Mas você pode comer com um frango grelhado, um peixe ou o que mais você quiser. O molho cabe inclusive para os grelhados.

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Eccellenza Ipanema: noite irregular em uma das minhas pizzarias favoritas na cidade!

Não faltam boas opções de pizzarias hoje espalhadas pelo Rio de Janeiro. E surpreendentemente nunca tinha falado de nenhuma delas aqui no Gastronomia por Esporte. Mas a estreia foi em uma das que mais gosto: Eccellenza. Sempre fui na filial de Botafogo, mas outro dia fui conhecer a nova unidade em Ipanema. A noite, infelizmente, não foi perfeita, mas o saldo para mim continua positivo.

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Munidos de cupons do Peixe Urbano que davam direito a uma pizza e um cornicione (ou pizza branca), fomos em frente. Mas antes de escolher qualquer coisa veio o primeiro pedido: pão da casa. É simplesmente espetacular. O único que faz frente com o da Dona Cavalierona, que em breve ilustrará o Gastronomia por Esporte. Recheado com queijo, calabresa, presunto e vegetais, o pão está sempre úmido e saboroso. Não dá para sentar na Eccellenza e deixar passar.

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Os cornicciones estavam apenas corretos. O de Flor de Sal e Alecrim poderia ter mais dos dois ingredientes. Já o de Alho e Parmesão estava bem mais gostoso. Mas, sinceramente não recomendo para quem vai de bobeira. Nada de especial. Só vieram mesmo porque fazia parte do pacote.

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Vamos então às pizzas. Foram quatro sabores em duas pizzas que variam entre R$ 50 e R$ 70 dependendo do que tiver na cobertura. A primeira foi meia Aglio Negro, meia Perfetta. A primeira usa mussarela de búfala como base, alho negro assado, tomate cereja, cebola confitada e um toque de gorgonzola. Já a segunda também usava búfala e vinha coroada com parma crocante e mel de tomilho.

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A segunda era meia Magistrale, meia Favorita. A primeira é uma longa combinação, então vamos lá: búfala defumada, bacon, cebola roxa, azeitona preta, manjericão, azeite trufado, pimenta calabresa e um ovo poché coroando. Já a segunda é uma versão mais chique da clássica Marguerita: búfala, tomate caqui gratinado com parmesão, alho em lâminas e manjericão.

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Em termos de sabor não há o que falar. As combinações estavam fantásticas. A Magistrale surpreendeu com a gema do ovo poché escorrendo. Só achei a cebola em gomos nem um pouco delicada. A Aglio Negro estava sensancional. O sabor do ingrediente principal casou bem com o gorgonzola. A Perfetta estava harmoniosa também: o salgado do parma com o doce do mel. A Favorita não se destacou.

Mas aqui vão duas ressalvas. Achei as massas pouco assadas. E digo isso dos corniciones também. Somado com o fato de termos sentado na varanda, tudo esfriou rapidamente. Não fosse nós avisarmos, ninguém do staff teria notado o fato. Com a massa pouco assada, a base ficava mole demais. Ainda mais na Magistrale, que além da umidade dos ingredientes ainda tinha uma gema. Realmente uma pena, pois a noite poderia ter sido bem melhor.

Depois de toda esta orgia ainda tivemos espaço para uma sobremesa. Uma não, um trio! Macarons, que não brilharam, verrine de panacotta com frutas vermelhas, gostosa, e brigadeiro de colher com raspas de chocolate, este sim o melhor.

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Como disse lá em cima, a noite teve percalços, mas não suficiente para não me fazer voltar na casa. Até porque, enquanto aquele pão fizer parte do cardápio, a Eccellenza sempre terá a minha atenção.

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