Arquivo mensal: agosto 2013

Vichyssoise: quente ou frio, esse creme de alho-poró com batata é espetacular! Perfeito para o frio!

Luninha arrancou o ciso na semana passada (aliás, por que alguém faz isso?!). Com a boca inchada, sua dieta tinha de ser baseada em qualquer coisa fria ou gelada. Sorvete é ótimo, mas vai comer por três dias seguidos. Então lá fui eu para a cozinha fazer uma sopinha gelada. A primeira que me veio na cabeça foi Gazpacho, mas ela não é fã de pimentão e pepino. Então parti para uma Vichyssoise, que nada mais é do que um creme delicioso a base de batata e alho-poró. Vale ressaltar que apesar da tradição mandar servir fria, ela pode perfeitamente ser consumida bem quentinha com uma taça de vinho para amenizar o friozinho dos últimos dias.

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Como nunca havia feito, fui procurar uma receita para ter como base e achei a da Nina, na Avenida Brasil. Obviamente fiz uma mudança aqui e outra ali. Então vamos aos ingredientes: 2 talos de alho-poró cortados em rodela, 1 cebola, 2 batatas grandes em cubos, 2 colheres de sopa de manteiga, 1 litro de caldo de frango, 150ml de creme de leite fresco, sal, pimenta do reino, noz moscada (uma pitada) e ciboulete picadinha para decorar.

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Em uma panela em fogo médio, refogue na manteiga com um pingo de azeite a cebola e o alho poró. Tempere com sal e pimenta e tenha paciência. Você quer deixá-los transparentes e murchinhos e não dourados. No fim da receita o objetivo é ter um creme quase branco. Depois de mais ou menos 15 minutos fica pronto.

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Entre com as batatas e o caldo de frango. Aumente o fogo e espere ferver. Em seguida, abaixe e espere as batatas ficarem cozidas. O tempo varia em função do fogão.

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Feito isso, bata tudo no liquidificador até o creme ficar bem liso. Volte ao fogo baixo, junte o creme de leite FRESCO, a noz moscada e mexa até incorporar.

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Está pronto. Sirva em um bowl ou no prato com mais uma colher do creme de leite e a cebolinha picada por cima. Espetacular. Quente ou fria, vale muito a pena fazer essa sopinha. Luna aprovou gelada e a Dona Cavalierona aprovou quente. Ou seja, acho mesmo que deu certo!

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Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

Ps: Para quem não viu ainda, meus pitacos no PImenta e Limão, da comadre Nanda. Clique aqui e veja “Um livro, um filme e uma música” por mim!

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O Hambúrguer do Comuna: receita infalível de um Juicy Lucy brasileiro. E com carne de segunda!

Hambúrgueres. Cada vez mais perderam aquela imagem de fast food trash sem nenhum sabor e que só faz engordar. Hoje pela cidade você consegue encontrar versões incríveis e também bem caras do sanduíche. Roberta Sudbrack, por exemplo, faz sua versão usando Kobe Beef, o tão falado gado japonês, picado na ponta da faca e cobra mais de R$ 90 pela iguaria. A chef faz parte de uma linha que prefere pegar um bom corte de carne e temperá-lo apenas com sal e pimenta para que você sinta o sabor específico. Nesta linha temos o do Irajá, do Pipo de Felipe Bronze… O Reserva TT será inaugurado em breve e conta com a grife Troisgros… Opções gourmets não faltam.

Mas há aquela linha de hambúrgueres com muitos temperos em sua massa feita geralmente a partir de um corte de segunda. E foi esse que o pessoal do Comuna, que ainda não fui conhecer, ensinou no Rio Gastronomia e que resolvi fazer em casa. E digo sem medo de errar: ficou ESPETACULAR.

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Então vamos aos ingredientes. A receita original é essa, mas no dia que eu fiz resolvi dobrar todas as quantidades e congelar o que não usei. Você vai precisar de: 500 gramas de carne moída (eles misturam Patinho e Acém, eu misturei Patinho e Paleta), 1 cebola roxa picada, 1 pimenta dedo de moça picada sem semente, 3 colheres de sopa de cerveja tipo Stout, 2 dentes de alho picado, 2 colheres de sopa de salsa picada, 1 colher de sopa de alecrim picado, 1 colher de sobremesa de mostarda dijon, 2 colheres de sopa de ketchup (use o caseiro que ensinei aqui), meia xícara de farinha de rosca, duas colheres de sopa de manteiga congelada cortada em cubos, sal e pimenta do reino.

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Tudo separado, hora de botar a mão na massa. Mas desta vez quem o fez foi a Luninha. Como disse lá no post do ketchup, ela está cada vez mais interessada e do início ao fim tomou a frente da preparação. Comece então com a carne. Vá soltando aos poucos antes de entrar com os ingredientes, desfazendo aquele formato do moedor. Em seguida entre com toda aquela lista acima. E novamente mão na massa até a mistura ficar homogênea.

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Feito isso, pegue uma boa porção. A ideia aqui é fazer um hambúrguer grande, com mais ou menos 200 gramas. Abra na sua mão e faça um buraco no meio. Ali você vai colocar o queijo de sua preferência. Neste dia usamos um Minas Padrão delicioso que tinha aqui em casa, mas pode ser prato, mussarela, gruyere, gorgonzola… Nos Estados Unidos esse tipo de hambúrguer recheado é chamado de Juicy Lucy.

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Em seguida, pegue mais um pouco do hambúrguer para tampar e comece a moldar. Aí veio a outra dica do Comuna: jogar ele já fechado de uma mão para outra. Assim sua carne ficará ainda mais firme no formato.

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Esquente muito bem a sua frigideira ou grelha. Coloque o hambúrguer e tampe para criar vapor e ajudar a cozinhar já que ele fica bem grande, e a derreter o queijo no centro. Após mais ou menos quatro minutos, vire, abaixe o fogo e tampe novamente. Sirva com pão como um verdadeiro sanduíche ou como prato principal como fizemos nesse dia ao lado da já famosa Batata ao Murro.

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Como disse lá em cima, esta é uma vertente igualmente saborosa. Gosto muito de comer um hambúrguer feito com picanha, fraldinha, mignon… É legal sentir os sabores. Mas esse Juicy Lucy ficou demais. Tá aí a dica!

Peço licença: é dia de festejar os 60 anos da minha grande inspiração: Dona Cavalierona!

Peço licença aos amigos e amigas, mas o post de hoje não é nenhuma receita ou crítica de restaurantes. Não. Hoje farei aqui uma homenagem. Sempre gosto de brincar e dizer que ela é minha rival número 1. Provoco e faço questão de atazanar ao me meter em suas receitas, criticar a falta disso ou o excesso daquilo. Digo que parou no passado e que não sai da zona de conforto ao fazer os pratos de sempre. Mas no fundo é tudo uma grande brincadeira. Afinal de contas, como querer competir com a pessoa que mais me inspira e ensina? Sim. Estou falando de Dona Cavalierona e de seus 60 anos completados neste dia 22 de agosto de 2013.

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Mulher forte, guerreira, de fibra… Conduz a família Cavalieri e também a Pinto Moita com mão de ferro. A mesma mão que sova um pão com firmeza ou grelha postas de bacalhau com delicadeza. A personalidade é forte e acho que além dos traços no rosto esta foi minha principal herança. Daí vem algumas das nossas batalhas na cozinha.

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Mas ao mesmo tempo mostra ternura e paciência. Amor de mãe como dizem por aí. Afinal de contas, acho que se fosse eu no lugar dela já teria explodido com tantos pitacos e brincadeiras que eu faço. Mas não tem jeito. Filho é assim mesmo, ou não? Eu brinco, mas como competir com quem cresceu em uma cozinha portuguesa e superou a própria mãe? Complicada a missão.

Bom, deixa isso para lá. Hoje é dia de festejar ao seu lado. Uma data especial para uma mulher especial. Que tenhamos muitas batalhas culinárias pela frente, e todas sempre registradas por aqui. E que a gente curta esse dia marcante em algum lugar que também vai aparecer por aqui. Dona Marília, ou melhor, Dona Cavalierona, meus parabéns, muitas felicidades e muitos anos de vida! Siga sempre me inspirando. Sempre! Beijos!

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Obs: achou que neste ano não teria cartinha, não é? Pois é. Foi para todo mundo ler!

Ráscal: a pizza foi uma grata surpresa, mas ainda sou fã número 1 do excelente buffet

Sou fã do Ráscal. A rede paulista que conta com três unidades no Rio (Shopping Leblon, Rio Sul e Casashopping) é sólida e dificilmente comete erros. Faz comida italiana fresca, simples e de maneira competente. Seu buffet oferece inúmeras opções repostas de maneira constante e sempre foi a minha escolha quando por lá almoçava ou jantava. No entanto, recentemente descobri que as pizzas que saem do forno à lenha da casa também são muito gostosas.

Sentei com o amigo Leleco e as respectivas. Já estava pronto para pegar o prato e inaugurar o buffet com cubos de grana padano, fatias finíssimas de presunto cru e mortadela italiana acompanhadas pela pizza branca, os pães frescos e as inúmeras opções de azeite. Em seguida atacaria de salada, legumes grelhados, alho assado, atum selado, gravlax de salmão, coalhada, o carpaccio espetacular… E finalizaria com as massas frescas e as opções de pratos quentes que mudam diariamente.

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Mas não foi o caso. Leleco mandou na lata que a pedida seria pizza. E realmente não me arrependi. No Ráscal você escolhe o tamanho da massa: fina média ou grossa. Fomos na média até porque a qualidade lá é muito boa. Os sabores são clássicos e sem grandes firulas.

Escolhemos uma grande de massa média meia Ráscal III, meia Parma (R$ 58). As duas levam mussarela de búfala como base. A primeira conta com tomates cereja e pesto de manjericão. Uma espécie de Marguerita diferente que estava no ponto certo. Já a segunda contava com rodelas de tomate caqui e as fatias de parma fininhas por cima. Muito boa mesmo.

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A pizza serviu como uma boa alternativa. Neste dia, iria comer o buffet bem rápido, já que tinha o horário do cinema. Portanto, a pizza rápida e assada na lenha se tornou a melhor opção. Mas confesso que em um dia normal, sem horários, dificilmente vou abrir mão do buffet!

Ráscal Shopping Leblon
– Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – lojas 406 B, Leblon, Rio de Janeiro – RJ, (21) 2259-6437
Seg a qui, do meio-dia às 15h30m e das 19h às 22h30m; sex, do meio-dia às 15h30m e das 19h às 23h30m; sáb, do meio-dia às 23h30m; dom, do meio dia às 22h30m

Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

Ketchup caseiro do Comuna: saudável, prático e delicioso. Chega de Heinz!

O fim de semana foi totalmente dedicado ao Rio Gastronomia. Estive no Jockey todos os dias, assisti aulas muito bacanas, outras nem tanto, provei vários quitutes e, como sempre, cozinhei. Inspirado por uma das aulas mais bacanas, a do pessoal do Comuna, local que não conhecia, mas que em breve irei visitar, passei parte do meu domingo com uma dupla clássica e espetacular: hambúrguer e ketchup caseiro. No post de hoje ficarei somente no ketchup. Ainda esta semana a receita do hambúrguer campeão dos caras!

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Esta é uma receita mais simples. Se você quer algo elaborado e um tanto mais trabalhoso, dá um pulo lá no Pimenta e Limão, da minha comadre Nanda. Esta receita é da época em que ela cozinhava comida de verdade e não essa coisa funcional sem glúten e lactose. Por aqui você vai precisar de poucos ingredientes e muita paciência. Então vamos lá: 1 quilo de tomates maduros sem pele (veja a dica no fim do post), 1 cebola roxa grande picada, duas colheres de sopa de azeite, 3 colheres de sopa de vinagre balsâmico, meia xícara de açúcar e uma colher de sopa de páprica picante e uma pitada de sal.

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Comece refogando em fogo baixo a cebola no azeite. Depois de mais ou menos dez minutos, aumente o fogo e entre com o balsâmico. Assim que reduzir, coloque os tomates que foram picados grosseiramente mesmo. Em seguida, coloque o açúcar, a páprica, o sal e mexa até borbulhar.

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Assim que começar a ferver, coloque o fogo o mais baixo possível e relaxe. A ideia aqui agora é reduzir e apurar os sabores. Esse processo vai durar uma hora. Mexa de vez em quando, beba uma cervejinha, dá mais uma checada, outra cervejinha… E por aí vai. Ao lado da Luninha, que tem se mostrado uma grande companheira na cozinha.

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Passou uma hora, desligue o fogo, coloque tudo no liquidificador e bata até ficar bem homogêneo. Prontinho. Você acaba de fazer um belíssimo ketchup caseiro. Sem conservantes, saboroso e muito saudável. Pode, inclusive, ser congelado! Portanto, obrigado ao pessoal do Comuna!

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Tomates sem pele

Dica fácil para os que não conhecem. Para tirar a pele dos tomates, basta fazer um X com a faca na bunda deles e jogar por 40 segundos na água fervendo. Passado o tempo, jogue em água gelada para interromper o cozimento. Aí é só descascar!

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Quer uma boa dica de Molho Barbecue caseiro? Confere o O que tem na Geladeira Hoje, da querida Juca!

Rio Gastronomia: bastidores e considerações sobre a festa de premiação do evento que se inicia hoje no Jockey

Samba, rap, repente, boa comida, mas poucas novidades entre os vencedores. Assim se pode resumir a festa de premiação do Rio Gastronomia, que aconteceu na última quinta, no Jockey. O clima estava o melhor possível. Cerveja e espumantes gelados, boa música e um clima de alegria e camaradagem.

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Algumas poucas coisas chamaram atenção em relação aos premiados – acho inclusive que pode se pensar em criar uma categoria hors concours, já que nomes como Olympe, Antiquarius, Esplanada Grill, Aconchego Carioca e Cervantes levam prêmios todo ano em suas categorias (a lista completa está no fim do post). Fiquei surpreso com a ausência da Roberta Sudbrack na lista. Seu restaurante perdeu o título para o Gero, eleito o melhor da cidade pelo júri. Já na categoria chef Felipe Bronze levou com vantagem.

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Outra surpresa, talvez a única grande da noite, foi o clássico e para muitos desconhecido Cirandinha levar o melhor café da manhã. A casa de mais de 50 anos desbancou a Escola do Pão, sempre favorita na categoria. Na categoria Novidade esperado e merecido o prêmio para o Lima Restobar.

Me chamou atenção também o Braseiro da Gávea levar o “Bom e Barato”. Adoro a casa, mas não dá para achar que é barato. Não é. Fica complicado debater os preços altos da gastronomia da cidade quando se premia um lugar em que a picanha custa R$ 80. Esta semana mesmo dei o exemplo do Caravelas do Visconde, aí sim um “Bom e barato”.

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De resto, deu para perceber que o evento, que abre nesta sexta-feira para o público no Jockey com aulas, stands de casas como Delirium, Enchendo Linguiça, Focaccia, Da Silva, Colombo, entre outros, e shows será bem interessante. Vale a pena ir conferir de perto.

Agora algumas curtinhas:

– Rodrigo Hilbert foi um bom mestre de cerimônias. Descontraído, trouxe leveza ao prêmio.
– A decisão de chamar Dudu Nobre, o repentista Miguel Bezerra e o MC Xará para introduzirem as categorias foi um acerto. O trio, cada um em seu ritmo, improvisou em cima dos nomes e divertiu os convidados.
– Os preços dos produtos selecionados pelos restaurantes nos stands estava bem justo e promete agradar quem for ao evento.
– Felipe Ishihama, gerente do Bar D’Hôtel, levou o prêmio de figurino da noite também. Seu terno rosa chamou tanta atenção que os pedidos de fotos foram constantes.
– Muito bacana o prêmio especial para David Herz, mentor da ONG Gastromotiva. O trabalho que ele idealizou e realiza é muito legal.
– A felicidade de Felipe Bronze com os prêmios de Chef e Contemporâneo era visível, assim como a do staff do Lima, que foi quem mais fez barulho quando o nome apareceu no telão na categoria novidade.
– Muito bacana o stand do Senac, que preparou alguns pratos diante do público.
– Entre os comes, derrapou muito o canapé de parma com uma pêra com anís que mascarou qualquer outro sabor. O “Cheesecake” de salmão estava leve, mas a porção poderia ser um pouco menor. O Rosbife com cebolas caramelizadas e raiz forte estava muito gostoso.
– A foto dos vencedores que abre o post é de Daniela Dacorso, do O Globo.

Os premiados:

Restaurante – Gero
Novidade – Lima Restobar
Chef – Felipe Bronze
Francês – Olympe
Italiano – Gero
Português – Antiquarius
Oriental – Azumi
Peixes – Satyricon
Carne – Esplanada Gril
Comida leve – Celeiro
Contemporâneo – Oro
Carta de Vinhos – Terzeto e Laguiole
Carta de Drinques – Bar D’ Hôtel
Bom e barato – Braseiro da Gávea
Serviço – Antiquarius
Café da manhã – Cirandinha
Pão -Talho Capixaba
Doce -Confeitaria Colombo
Ao Ar Livre -Bar Urca
Pizza – Braz
Para beliscar – Venga
Suco – Polis
Sanduíche – Cervantes
Pé-limpo – Meza Bar
Pé-sujo – Adonis
Brasileiro – Aconchego Carioca
Carta de Cervejas – Delirium Café
Carta de Cachaças -Academia da Cachaça
Tradicional – Bar Lagoa
Garçom – Russo, da Polonesa

Caravelas do Visconde tem lugar cativo no meu coração: bons preços e comida excepcional! Clássico!

Todos têm algum restaurante marcante. Aquele lugar que você vai desde pequeno, que conhece os garçons, está acostumado com o ambiente… Um destes para mim é o Caravela do Visconde. Desde que me entendo por gente vou lá comer a generosa e saborosa picanha, um para muitos desconhecido, mas igualmente gostoso filé a parmegiana, o frango a passarinho com bastante alho frito e salsa ou simplesmente uma linguicinha na brasa com chope gelado.

Não espere luxo. O ambiente lembra um velho botequim. Mas saiba que de lá você vai sair muito satisfeito. Mas confesso aqui que no comando há uma contradição. Seu Rui, um amigo da família e velho cliente do Seu Cavalierão, é português clássico. Estão lá o sotaque carregado e o bigode bem cortado. Mas o coração dele não bate pelo Vasco. Vai entender, mas o portuga é Botafoguense doente. E na simples decoração de sua casa está lá uma bandeira do Glorioso no meio das gravuras que remetem a Portugal. Certas coisas não tem explicação.

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Mas outras sim. E no Caravela não tem frescura. Siga meu roteiro e seja feliz. Comece o dia com a linguicinha na brasa (R$ 2,5) e o chope Brahma (R$ 4,9) bem tirado. Felicidade garantida.

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Siga com o clássico da casa. A picanha vem com as duas pontas para fora da travessa de tão grande (R$ 56). O ponto está SEMPRE correto. E o sabor da brasa do carvão? É coisa de maluco. A foto foi tirada já depois do garçom cortar, mas tenha certeza de que três vão comer e ficar satisfeito. Ainda mais com os acompanhamentos sempre bem servidos. As dicas? Guarnição Francesa, incluída na picanha, e farofa brasileira (R$ 13). Chora.

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Como disse lá em cima, o Parmegiana é delicioso também (R$ 56). Macio, com boa camada de queijo e molho simples de tomate, é sensacional. O tamanho? Já viu que no Caravelas não dá para brincar. Veio acompanhada de Batata Portuguesa.

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O preço, como visto, é um capítulo a parte. É por isso que domingo na hora do almoço é preciso ter paciência para conseguir uma mesa. Afinal de contas, olhem o custo benefício! Pensando bem, agora é fácil entender porque está entre os lugares favoritos do Seu Cavalierão. Vida longa ao Caravelas e ao velho Rui, que, quem sabe, terá uma alegria com Seedorf no seu Botafogo…

Caravelas do Visconde
– Rua Visconde de Caravelas, 136, Botafogo, Rio de Janeiro – RJ – (21) 2266-3128
Seg a sáb, das 11h à meia-noite; dom, das 11h às 18h

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