Arquivo mensal: julho 2013

Carne moída, Boi Ralado.. Receita antiga da Terezinha neste clássico da comfort food!

Poucas comidas básicas do dia a dia são tão gostosas como uma boa carne moída. Bem feita e bem temperada, serve como complemento perfeito para qualquer coisa: arroz, salada, um macarrão na manteiga… Então a receita de hoje é esse clássico da simplicidade. E fiz ao lado da Terezinha de Jesus, fiel escudeira aqui de casa que faz desta maneira que eu repasso aqui há muitos anos.

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Então vamos aos ingredientes. Aqui uma ressalva: as quantidades são grandes porque quando fazemos deixamos congelada em vários potinhos. Ou seja, vocês podem seguir a dica ao pé da letra e colocar no freezer o que não for consumido ou reduzir proporcionalmente as quantidades. Usamos 2 quilos de patinho moído, três cebolas grandes picadas, uma cabeça de alho inteira picada, dois cubos de caldo de carne, um molho de salsa picado, três folhas de louro, duas latas de tomate pelado, uma cenoura ralada, azeite, sal e pimenta do reino.

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Comece refogando em azeite o alho, a cebola e, aqui vai uma dica, os talos da salsa picados. Por isso esse tom esverdeado do refogado. Assim que ficar douradinho entre com a cenoura ralada.

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Refogou bem, entre com a carne. E aqui vai a dica fundamental. Coloque a carne aos poucos e sempre separando bem para não ficar grandes pedaços. Se você colocar tudo de cara a carne vai soltar muita água e não vai fritar, deixando aquela textura péssima de carne moída cozida. Então coloque um pouco, deixa pegar cor, abre um espaço e vá colocando o resto até o fim do processo.

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Colocou tudo? Chegou a hora do caldo de carne. Faça um vulcãozinho no meio da panela e coloque os cubos lá. A própria água da carne vai ajudar a dissolvê-los. Misturou bem entre com os tomates pelados e a salsa picada. Refogue mais alguns minutos e pronto! Um prato caseiro e clássico simplesmente perfeito!

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Bolinho de Arroz: petisco perfeito para fazer com as sobras e acompanhar uma cerveja gelada!

No último fim de semana, o batizado da minha sobrinha, a pequena Clara, foi celebrado com uma feijoada. Ao perceber as sobras na geladeira, vi uma grande panela com arroz branco já cozido. Na hora veio na cabeça a ideia de como aproveitar sem deixar tudo aquilo estragar: Bolinho de Arroz. Na boa, quem não curte esse petisco maravilhoso de preferência acompanhando uma gelada? Então anota aí que a receita é molezinha!

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Você vai precisar de: duas xícaras de arroz branco já cozido, uma cebola picada e refogada (para dar um gostinho adocicado), meia xícara de salsa picada, dois ovos, uma xícara de farinha de trigo, seis colheres de sopa de parmesão ralado e 180 gramas de calabresa picada (este é opcional.. se você é vegetariano pode cortar) além de óleo para fritar. 

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Com tudo separado não tem muito mistério. Em uma vasilha grande basta misturar bem. Comecei com o arroz, a farinha e os ovos. Depois de integrar tudo entrei com os demais ingredientes. Tempere com sal e pimenta do reino e termine de misturar.

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Feito isso dê o formato que você quiser enquanto o óleo esquenta. Pode ser redondo cônico… Eu fiz em formato de quenelle moldando com duas colheres. Depois é só fritar até ficar dourado. Perfeito com a cervejinha! Prático não? Até a próxima!

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Casa do Alemão: sabor da serra ali no Leblon. Nem atendimento ruim me afasta do combo croquete + sanduba!

Encerrei a última semana com um clássico do Rio de Janeiro. E começo esta com outro, mas desta vez um que nasceu na serra e desceu para a cidade: Casa do Alemão. Era parte do programa de qualquer um que subia rumo a Petrópolis, Itaipava ou afins parar na casinha para o mais do que tradicional e sempre impecável croquete de carne, sanduíche de linguiça e a grande variedade de biscoitos amanteigados. E já há algum tempo, tudo isso agora pode ser conferido no Leblon. Mas há de se fazer apenas uma ressalva: o atendimento da casa é ruim, principalmente se você só conseguir mesa no segundo andar.

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É necessário ter paciência. Vou bastante lá nas noites de domingo e sempre ciente de que os pedidos vão demorar, de que os garçons não são exatamente simpáticos e que ter paciência se faz necessário. Isso é uma pena e precisa ser corrigido o quanto antes. Mas os sabores e a tradição são os mesmos e compensam.

Antes de qualquer coisa, chope Brahma (R$ 6) quase sempre muito bem tirado e cremoso. Perfeito para acompanhar o que vem pela frente. Mas na casa há também a opção de escolher algumas alemãs como Paulaner e Warsteiner.

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Para comer vou sempre no clássico: croquete com sanduíche de linguiça. Se você quiser com refrigerante, pode formar o combinado tradicional por R$ 17,40. Se você como eu quiser colocar um adicional de queijo no sanduba, algo que indico muito, paga R$ 2,30 a mais. A linguiça é saborosa e o pão de leite, também vendido é uma delícia.

O croquete, sempre com interior macio, saboroso e a inigualável casquinha crocante, custa R$ 4,80 se você pedir avulso. Sim. Você vai pedir porque é impossível comer apenas um só. Ainda mais com o chope gelado.

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Outra boa opção, que pode ser pedida avulsa ou como base para os sanduíches, é o brioche de queijo. Amanteigado no ponto certo, vem com uma boa fatia de minas como recheio (R$ 4,60).

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Na saída é difícil resistir aos biscoitos. Apesar do amanteigado ser o tradicional, vou sempre no canudinho com chocolate nas pontas (R$ 8). Crocante, fresquinho e com um bom chocolate entrando com sabor. Não há igual. Pode procurar em qualquer feira.

Como disse, sou um fanático pela casa a ponto de ignorar o mau atendimento só para usufruir da boa e clássica comida, lembrando que existem também pratos com os embutidos acompanhando uma honesta salada de batata e chucrute. Se você não conhece, o que acho impossível, vá logo! Seja no Leblon ou na subida da serra.

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Casa do Alemão – Leblon
Av. Ataulfo de Paiva, 644 – Leblon  Rio de Janeiro, 22440-033
(21) 2540-7900

Majórica: clássica combinação carioca de Ponta de Picanha e Batatas Pastel!

Estou bem carnívoro nesta semana. Na última terça falei sobre minha bela noite no CT Boucherie. Agora chegou a vez de um dos lugares mais tradicionais do Rio de Janeiro: a Majórica. Inaugurada na década de 60, a casa recentemente passou por um incêndio, mas voltou remodelada e ainda com a mesma qualidade. O salão ficou mais bonito, iluminado e com a vitrine de carnes e a churrasqueira ainda no centro chamando atenção de todos.

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Para abrir os trabalhos, uma linguicinha melhor do que a de qualquer churrascaria rodízio. Assada no ponto certo, está sempre suculenta (R$ 4,50). E o vinagrete clássico acompanha. Chope Brahma para beber (R$ 5,50).

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Feito isso era a hora da clássica Ponta de Picanha. Éramos três e resolvemos pedir inteira. Foi um exagero: era carne a dar com o pau. Em termos de sabor estava uma beleza. Mas já comi ela mais macia por lá. E por se tratar de um pedaço inteiro, mesmo pedindo ao ponto ela veio bem crua por dentro. Eu curto, mas Luna e Dona Cavalierona pediram para dar uma passada. Só acho fundamental pedir para ser fatiada na mesa. Só assim os sucos ficam por lá. Nada melhor do que molhar um pãozinho na travessa!

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Junto com a carne, o que não poderia faltar era a porção de batatas pastel, as famosas almofadinhas. Confesso que um dos meus sonhos é saber fazer as batatas ficarem assim. Mas nunca cheguei nem perto, infelizmente. Foi nosso único acompanhamento escolhido, apesar das inúmeras opções. O segundo seria palmito pupunha assado na casca, mas infelizmente estava em falta.

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Um belo almoço de fato. Programa clássico do Rio. Mas aqui entro em uma comparação. No fim, a conta saiu em média 70 reais por pessoa já que pedimos apenas uma porção de  acompanhamento em um dia que a fome não estava grande. Vale e muito a pena, mas se você já conhece a casa do Flamengo e nunca foi ao CT Boucherie dê um pulinho no Leblon. Como disse no último post, saí de lá encantado!

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Após quase três anos, a estreia no CT Boucherie foi espetacular. Bela noite na casa de carnes do Troisgros!

Pode parecer inacreditável, mas até a última semana nunca tinha sentado no CT Boucherie, empreitada de carnes do Chef Claude Troisgros, praticamente íntimo da família depois do Que Marravilha Revanche (relembre aqui e aqui os bastidores). Mas minha estreia foi justamente em uma ocasião especial: meu aniversário. Ao lado da família, tive uma excelente noite e saí com a certeza que não vou demorar tanto para voltar.

Como já se vão quase três anos desde que a casa foi inaugurada, não vou me alongar no que diz respeito à bela decoração da casa que remete diretamente a qualquer lugarzinho da França. Vamos ao que realmente interessa: a comida! Pulamos as entradas e o couvert (que vão me fazer voltar para ficar apenas neles). Todos estávamos sedentos pelos cortes variados e pelos acompanhamentos que circulam em sistema de rodízio instigando a curiosidade de quem espera pelo prato. Cada corte de dá direito a isso, além de batatas chips com ervas, farofinha de panko e um molho a sua escolha.

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A minha pedida estava simplesmente espetacular. Um Prime Rib suculento, macio e extremamente saboroso (R$ 89). Pedi ao ponto para mal passado, como manda o figurino, e os sucos se esparramavam pelo prato. Uma beleza! Meu molho foi um bom e clássico Bernaise.

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Dona Cavalierona levou o segundo lugar com o Bife de Chorizo também grelhado de maneira perfeita e com uma camada de gordura que fez toda a diferença (R$ 69). O que destoou para mim foi o seu molho Poivre, que achei forte em demasia.

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Luna resolveu dar uma nova chance ao filé mignon em crosta de ervas, mesma receita que Claude fez para nós no programa (R$ 69). Desta vez a carne veio no ponto que ela curte e a crosta, como falamos no programa, é de fato espetacular. O Bordelaise estava extremamente saboroso e foi o melhor molho da noite.

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Márcia foi de codorna recheada com farofa de biscoito e frutas (R$ 66). Gostoso, mas não inesquecível. Talvez o ponto fora da curva da noite. O recheio estava saboroso e úmido, o que acabou sendo bom pois achei a ave um pouco seca.

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Já o Doutor Cavalierão encarou uma picanha suína com molho de limão siciliano (R$ 56). Macia, suculenta e saborosa. Uma pedida diferente, mas que chamou atenção na mesa.

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Sobre os acompanhamentos alguns estavam fantásticos como o chuchu gratinado (há de se valorizar quem faz chuchu ficar gostoso), a polenta cremosa com agrião, um purê de maça com maracujá, e os tomates à provençal. Outros destoaram um pouco como o purê de baroa, o arroz maluco e o ratatouille. Mas há de ressaltar que são servidos de maneira farta e chegam na mesa sempre quentes e frescos.

No fim ainda sobrou espaço para uma bela mousse de chocolate acompanhada de creme inglês e amêndoas laminadas e açucaradas, uma cortesia simpática da casa pelo meu aniversário. Como disse no início, foi uma bela noite que deixou a seguinte pergunta na minha cabeça: por que levei tanto tempo para ir ao Boucherie. Indiretamente, Chef Claude, obrigado pela experiência!

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CT Boucherie
Rua Dias Ferreira, 636, Leblon – Rio de Janeiro (RJ)
(21) 2529-2329

Casa Carandaí: almoço muito agradável de aniversário em meio ao “parque de diversões”!

A Casa Carandaí é um parque de diversões no Rio de Janeiro para quem gosta de comer e beber bem. A delicatessen, os pães, os vinhos e principalmente os exclusivos queijos (sempre ESPETACULARES) comercializados já valem a visita. São produtos de extrema qualidade e de seleção criteriosa ao seu alcance. Mas além disso o Café instalado nos fundos do imóvel faz com que você perca ainda mais tempo por lá. Você pode ir apenas para tomar um café, um lanche na parte da tarde ou, como no meu caso na última quinta-feira, um almoço comemorativo do meu aniversário.

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Acompanhado do velho amigo Chico Rezende, o Torcedor, pegamos uma mesa perto da cozinha aberta que dava para o acanhado, mas aconchegante e extremamente bem decorado salão. Na parede parte do cardápio já instigava quem estava sentado. Enquanto escolhíamos, uma taça de vinho branco (Festivo – Torrontés a R$ 14) e uma porção de generosos e saborosos bolinhos de arroz (R$ 18). O chutney de manga com gengibre estava simplesmente espetacular.

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Fui na sugestão da semana: filé de badejo com “escama” de batata, purê de baroa e molho de gengibre. A apresentação, como vocês podem ver, estava linda. A batata crocante em forma de escama foi um toque de classe. O purê poderia estar mais cremoso e o molho muito saboroso em maior quantidade, mas nada que comprometesse já que o peixe estava cozido de maneira impecável.

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Já o amigo Chico criou um novo prato. O Nhoque gratinado ao molho triplo burro (R$ 29) veio acompanhado de algumas fatias de carne assada que ficam expostas na tentadora vitrine do meio da loja. Foi só pedir, pesar e levar até a cozinha para esquentar e formar a clássica combinação (R$ 5 pelas três fatias). Aliás, fica aqui uma sugestão para o nhoque sempre vir acompanhado da carne. O sabor? Muito bom assim como a textura da massa, nem um pouco pesada.

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Em resumo, uma tarde muito agradável que iniciou bem as comemorações dos meus 28 anos. Resta agora tirar um sábado ou domingo para conhecer o bufê do café da manhã da Carandaí. Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

Casa Carandaí
Rua Lopes Quintas, 165 – Jardim Botânico – RJ
Telefone: (21) 3114-0179
Segunda a Sábado – 09hàs 20h e Domingo – 09h às 15h

Um fogão a lenha, a vista de Angra e um petisco simples e clássico: Calabresa Acebolada na Cachaça!

O último fim de semana foi especial. Amigos reunidos em uma ilha em Angra dos Reis na casa do querido Serjão, dono do Galeto Sat’s – já citado rapidamente aqui, mas que em breve vai ganhar o post próprio. A vista era poética, a cerveja estava sempre gelada e as cachaças especiais faziam bem a composição. Mas a rústica casa ainda proporcionou grandes momentos. Afinal de contas, não é sempre que você tem a oportunidade de cozinhar em uma chapa de ferro apoiada em um fogão a lenha. Então, bota madeira pra dentro e vamos fazer um petisco simples e clássico para acompanhar a bebedeira: Calabresa Acebolada flambada na Cachaça!

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É claro que você pode fazer isso na sua casa. Basta colocar a cerveja no gelo antes e pegar os seguintes ingredientes: duas calabresas sem a pele cortada em rodelas, três cebolas cortadas em meia lua, uma pimenta dedo de moça picada e uma boa dose de cachaça para flambar. Depois de pronto, pode jogar um punhado de salsa picada.

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Na panela, ou se você for privilegiado como eu fui, entre primeiro com a calabresa. Não há necessidade de colocar nenhum tipo de gordura, já que a linguiça solta naturalmente. Depois que começarem a refogar, coloque a cebola e a dedo de moça. E vá refogando até elas murcharem.

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Depois de alguns minutos, é a hora de flambar com a cachaça. Usei uma Ambar envelhecida muito gostosa. Você pode utilizar a que achar melhor, mas as amarelas dão um gosto especial em função da madeira utilizada no processo de envelhecimento. Assim que o álcool evaporar é só servir.

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Agora falem a verdade: era ou não um privilégio comer com a vista que encerra este post? Obrigado, Serjão! Dúvidas ou considerações é só deixar no comentário ou mandar via Twitter ou Instagram (@GastroEsporte), ou melhor ainda, vai lá na página do Facebook e escreve por lá! Beijos e abraços em todos!

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