Arquivo mensal: fevereiro 2013

Peixes frescos e mariachis com vista para o Pacífico.. Almoço lindo em Talcahuano!

Sei que dificilmente algum leitor irá planejar visitar a província de Concepción, no Chile. Eu mesmo mal havia ouvido falar até saber que o Fluminense, clube que acompanho o dia a dia pelo GLOBOESPORTE.COM, iria enfrentar o Huachipato pela Libertadores. Com isso, lá fui eu ao lado dos tricolores conhecer a pequena e pacata Talcahuano. E digo, foi uma experiência incrível poder ver como a cidade foi reconstruída após sofrer há três anos com uma tsunami gerada pelo sexto maior terremoto da história.

Uma das portas de entrada da onda foi a Avenida Lenga, que, após a reconstrução abriga restaurantes simples, mas deliciosos como o La Barca. Em frente ao mar do Pacífico que abastece as casas com peixes fresquíssimos, a casa serve comida simples, bem feita e autêntica. Fomos parar lá por indicação do simpático motorista René, que disse comer sempre na casa. Ou seja, se os locais vão é para lá que devemos ir. E não poderia ter sido melhor. Para começar, antes da comida, saca a vista do restaurante. O Oceano Pacífico inteiro para você.

A incrível vista do Oceano Pacífico.. E pensar que há três anos este mar subiu com uma tsunami e devastou a região inclusive o La Barca..

A incrível vista do Oceano Pacífico.. E pensar que há três anos este mar subiu com uma tsunami e devastou a região inclusive o La Barca..

O almoço começou com as sopaipillas, pão em forma de disco e frito em óleo. Acompanha uma pasta de pimenta bem picante, mas saborosa, e uma salsa de tomate que, como é comum por lá, carregada no coentro.

O couvert consiste em um pão chamado sopaipillas acompanhado de uma salsa e uma pimenta bem picante!

O couvert consiste em um pão chamado sopaipillas acompanhado de uma salsa e uma pimenta bem picante!

Sentamos do lado da cozinha e a todo instante a gente via as cozinheiras simpáticas olhando o movimentado salão.

O staff é jovem, mas a cozinha é comandada por simpáticas senhoras que toda hora conferem o salão..

O staff é jovem, mas a cozinha é comandada por simpáticas senhoras que toda hora conferem o salão..

Para beber, Santa Emiliana. Era a única meia garrafa da casa. Nada demais, um simples Sauvignon Blanc. Quase um vinho da casa, mas geladinho desceu bem.

Única meia garrafa da casa, este sauvignon blanc não tinha nada de especial, mas caiu bem...

Única meia garrafa da casa, este sauvignon blanc não tinha nada de especial, mas caiu bem…

Fomos aos pedidos então. Os peixes frescos e pescados no dia servidos na casa podem ser feitos a la plancha, na frigideira com manteiga e ervas, ou empanado e frito. Todos pedimos a primeira opção. Eu fui em um salmão com batatas cozidas e salada simples. Vale ressaltar que, mesmo um pouco passado, o sabor do peixe é incrivelmente diferente do que estamos habituados no Brasil. Delicioso.

Salmão fresquinho com batatas cozidas e uma saladinha simples... Delícia presente justamente na simplicidade..

Salmão fresquinho com batatas cozidas e uma saladinha simples… Delícia presente justamente na simplicidade..

O grande parceiro Kiko Menezes foi de reineta. O peixe é encontrado na costa chilena e lembra muito o nosso linguado. Fresco, saboroso e bem feito, foi acompanhado de batatas fritas.

A Reineta veio com fritas... O peixe é incrivelmente leve e saboroso...

A Reineta veio com fritas… O peixe é incrivelmente leve e saboroso…

Já o amigo Cabral, conhecido como Russo, também foi de reineta, mas “a lo pobre”. Esta combinação consiste em cebolas caramelizadas e um par de ovos fritos por cima do peixe. Combinação inusitada, mas que caiu bem.

A Reineta pode vir "a lo pobre", com ovo e cebolas caramelizadas por cima... Combinação diferente...

A Reineta pode vir “a lo pobre”, com ovo e cebolas caramelizadas por cima… Combinação diferente…

No fim, outro fato inusitado. Uma banda de mariachis entrou no salão e começou a tocar músicas latinas. Poderia ser chato, mas acabaram contagiando e animando o almoço de todos.

Os Mariachis entraram e animaram o fim do almoço. Cena inusitada na pacata Talcahuano!

Os Mariachis entraram e animaram o fim do almoço. Cena inusitada na pacata Talcahuano!

Como disse, sei que é difícil alguém planejar uma visita para Talcahuano. Mas se por algum capricho do destino você cair lá como eu caí, reserve um tempo para conhecer e almoçar no La Barca. Não vai se arrepender!

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La Barca Restaurant
Avenida Lenga 306 Of. Hualpén – Talcahuano – (56) – (41) – 2433305 – Chile

Os bolinhos de bacalhau do (a) Cadeg. Venceu a tradição, mas boas opções não faltam

Sou fã incondicional do (a) Cadeg, como já havia comentado em um dos primeiros posts do Gastronomia por Esporte. É o que temos no Rio que mais se assemelha a um mercado central. Mas além do local, sou também um grande admirador de um bom bolinho de bacalhau. E por lá você pode encontrar muitas casas que vendem o salgado que leva basicamente batata e o peixe, além dos temperos e da boa mão do cozinheiro. Sem ela algo aparentemente simples vai desandar.

A avenida principal tomada por gente... O movimento em dezembro no (a) Cadeg é muito maior...

A avenida principal tomada por gente… O movimento em dezembro no (a) Cadeg é constante..

Em uma manhã agradável ao lado do amigo Chico Rezende, o Torcedor, fui com a missão de provar os bolinhos do (a) Cadeg. Foram cinco que renderam experiências muito diferentes. Mas, no fim das contas, o campeão segue sendo o mais tradicional deles todos: o Cantinho das Concertinas. E é por isso que vamos começar por ele.

A casa comandada pelo galego simpático Carlinhos é dos pontos mais tradicionais com a roda de fado além da sardinha e do bacalhau feitos na brasa nos sábados extremamente concorridos. E o bolinho segue imbatível. Frito constantemente, está sempre quentinho e custa R$3 a unidade. Crocante e com a proporção perfeita entre batata e bacalhau, o bolinho tem tempero na medida certa e desce perfeitamente com o bom azeite português servido. Tiro certo.

Imbatível.. O Cantinho das Concertinas continua fazendo os melhores bolinhos.. E durante a semana sem caos!

Imbatível.. O Cantinho das Concertinas continua fazendo os melhores bolinhos.. E durante a semana sem caos!

Ao lado da casa fica a Gruta São Sebastião. Também ao custo de R$3 a unidade, o bolinho não chamou tanto a atenção principalmente por ter mais batata em sua composição. O que realmente ficou na memória e de maneira negativa foi o azeite servido. Em um lugar com variedades do óleo a preços tão bons, se torna um crime colocar na mesa um azeite de qualidade tão baixa como aquela. Gosto realmente horroroso que mata o bolinho.

O primeiro bolinho não se destacou nem para cima e nem para baixo.. Estava gostoso, mas não inesquecível..

O primeiro bolinho não se destacou nem para cima e nem para baixo.. Estava gostoso, mas não inesquecível..

Mais na frente encontramos o Empório Gourmet Show. A delicatessen que vende muitas iguarias, vinhos, cervejas e uma penca de produtos importados inaugurou no sendo andar um restaurante. O cardápio até chama atenção, mas a missão era bolinho de bacalhau. E o da casa, que inaugurou filial no Complexo Gastronômico do Lagoon, já comentado aqui, foi o pior do dia. Assim que chegou na mesa já deu para prever que não estaria gostoso. Apenas morno, deixou a impressão de que já estava frito há muito tempo. Pesado e duro, foi uma decepção incrível. E justamente na casa que quer impor uma linha mais gastronômica. Ah! E ainda é menor e mais caro que os anteriores: R$3,90 a unidade.

A aparência já deixava claro de que o bolinho não estaria o ideal.. No sabor a mesma coisa: o pior deles.

A aparência já deixava claro de que o bolinho não estaria o ideal.. No sabor a mesma coisa: o pior deles.

Mais para o final da avenida principal, o Empório Quintana do simpático chef Leonel também chama atenção. Além de vender bons produtos, o chef desenvolveu um cardápio interessante que me chamou atenção e deixou curioso. Mas vamos ao bolinho: frito na hora, chegou extremamente crocante por fora e macio por dentro. Proporção boa entre batata e bacalhau. Estaria perfeito se tivesse um tiquinho a mais de sal, mas a prudência em relação ao teor do próprio peixe falou mais alto. Também sai a R$3,90 a unidade.

Crocante, sequinho e com boa proporção.. Faltou apenas um pingo de sal para ficar ideal.. Belo bolinho...

Crocante, sequinho e com boa proporção.. Faltou apenas um pingo de sal para ficar ideal.. Belo bolinho…

O último encerrou muito bem a empreitada. Apesar de ter a carne como principal item do cardápio, o Costelão do Cadeg serviu um excelente bolinho. E olha que estava receoso, já que comi lá uma vez há bastante tempo e não saí satisfeito. Mas o bolinho desenvolvido pelo chef Gilberto Fellows e frito na hora bem temperado e saboroso me fez pensar em voltar para almoçar. Vendido em porção (R$20 por dez unidades), desceu maravilhosamente com o chope Eisenbahn.

A surpresa.. Não imaginava que fosse comer um bolinho tão bom no Costelão, especializado em carnes..

A surpresa.. Não imaginava que fosse comer um bolinho tão bom no Costelão, especializado em carnes..

Passamos ainda pelo Galeto Brasa, mas a aparência nada convidativa do bolinho já frito no balcão somado a um almoço ruim que já tive por lá nos fizeram desistir da avaliação. A Adega Cesari, logo no início, estava sem bolinhos e também acabou não sendo avaliada. Surpreende também o Barsa, casa gourmet com pegada lusitana, não servir a iguaria. Mas podem ir na punheta de bacalhau sem medo. Vale muito.

No fim das contas, venceu a tradição das Concertinas. Mas as demais investidas mostraram que está cada vez melhor comer por lá. E mais do que nunca, você que ainda não conhece o (a) Cadeg, está mais do que na hora de perder um dia por lá. E chegue cedo! O dia por lá começa às 4h!

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Arroz de Forno.. Receita rápida, tradicional e feita com o que sobrou na geladeira! Perfeita!

Comprou aquele frango de padaria gostoso e não comeu todo? Normal… Aí no dia seguinte você olha também aquele arroz que sobrou e pensa: fazer o que? Simples. Junta os dois, mais uma coisinha e outra e está pronto rapidinho um belo arroz de forno. Receita prática, gostosa e muito tradicional! Então vamos lá. Separe tudo e aproveite a dica.

Após gratinar no forno, seu arroz está 100% pronto. Refeição feita com tudo que você tem em casa!

Após gratinar no forno, seu arroz está 100% pronto. Refeição feita com tudo que você tem em casa!

Quantidades mais uma vez são subjetivas. Usei uma cebola média picada, três dentes de alho, uma lata de milho, uma lata de tomate pelado (pode usar molho ou polpa, mas o tomate em lata é melhor), ciboulette porque não tinha salsinha em casa e uma linguiça calabresa (opcional, mas quase que fundamental). O resto foram as sobras: um peito de frango assado desfiado e arroz já cozido (neste caso tinha sido cozido com uma cenoura, mas não é necessária para a receita).

Mise en place formado.. sobras do frango, do arroz e mais os outros ingredientes.. Muito simples...

Mise en place formado.. sobras do frango, do arroz e mais os outros ingredientes.. Muito simples…

O preparo é moleza. Fio de azeite e linguiça cortada em fatias. Quando começar a soltar a gordura, entre com o alho e a cebola (caso não opte pela linguiça, comece direto com o alho e a cebola). Refogue até ficar bem dourado.

O primeiro passo é entrar só com a linguiça.. Soltou gordura jogue o alho e a cebola picados...

O primeiro passo é entrar só com a linguiça.. Soltou gordura jogue o alho e a cebola picados…

Após refogar bem, sempre mexendo e em fogo médio.. O objetivo é deixar tudo bem dourado e caramelizado..

Após refogar bem, sempre mexendo e em fogo médio.. O objetivo é deixar tudo bem dourado e caramelizado..

Em seguida entre com o tomate. Ah! Sempre temperando com uma pitada de sal e pimenta do reino. Coloquei também após os tomates uma pitada de açúcar para quebrar a acidez. Parta eles com a própria colher de pau. São macios e ficam ainda mais com o calor da panela.

Após tudo dourado, Entre com os tomates pelados e com a própria colher de pau vá despedaçando..

Após tudo dourado, Entre com os tomates pelados e com a própria colher de pau vá despedaçando..

Ferveu, apurou, entre com os demais ingredientes: frango, milho e as ervas (salsa, ciboluette ou cebolinha). Já está na fase final!

Após mexer bem e apurar o sabor dos tomates, entre com o que falta: as ervas, o milho e o frango desfiado..

Após mexer bem e apurar o sabor dos tomates, entre com o que falta: as ervas, o milho e o frango desfiado..

Mexa bem e entre com o arroz. Após misturar todo o arroz em seu molho, está pronto. É fundamental mexer bem para envolver todo o arroz para ele ficar bem envolvido e temperado.

Com o molho pronto, coloque o arroz e mexa bem para que ele seja envolvido por todos os componentes..

Com o molho pronto, coloque o arroz e mexa bem para que ele seja envolvido por todos os componentes..

Após a última etapa, basta colocar em uma travessa, polvilhar com parmesão e levar ao forno pré aquecido em 200 graus (médio). Coloquei também um ovo cozido por decoração, mas também é opcional.

Coloque em uma travessa, polvilhe com parmesão e leve ao forno pré-aquecido.. O ovo é opcional..

Coloque em uma travessa, polvilhe com parmesão e leve ao forno pré-aquecido.. O ovo é opcional..

O arroz fica no forno até gratinar bem o queijo. Feito isso, leve a mesa, regue com um bom azeite e acabou. Está pronto! É só colocar no prato e mandar bala!

Depois do "trabalho" é só comer.. Molhadinho e muito saboroso...

Depois do “trabalho” é só comer.. Molhadinho e muito saboroso…

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Bistrô Escola do Pão: o couvert já vale (e muito!) a visita.. Mas teve jantar, sobremesa…

A Escola do Pão está sempre citada entre as melhores casas para tomar café da manhã no Rio. Como disse no post da Casa da Táta, esta não é minha refeição preferida e por isso ainda não conferi o de lá. Mas a mesma casa funciona também como um bistrô. E a comida é deliciosa, feita com bastante cuidado e consegue sempre proporcionar uma noite agradável. E, mesmo que você não queira encarar o jantar, escute a minha dica e ao menos vá conhecer o sempre espetacular couvert.

Antes de chegar lá, um detalhe da decoração. Antes de entrar ao restaurante, um corredor bem caseiro com os prêmios da casa chama atenção. O salão todo é decorado neste espírito. A cozinha é semi-aberta e fica no fundo com a lojinha dos produtos na frente.

No corredor que leva até o restaurante ficam pendurados os muitos prêmios recebidos pela casa..

No corredor que leva até o restaurante ficam pendurados os muitos prêmios recebidos pela casa..

Aconchegante e com decoração caseira, o salão não é muito grande e divide espaço com a lojinha.. No fundo a janela da cozinha..

Aconchegante e com decoração caseira, o salão não é muito grande e divide espaço com a lojinha.. No fundo a janela da cozinha..

Mas vamos para a comida. Ou melhor, para o couvert. A farta pedida vem em um suporte charmoso de madeira. Serve tranquilamente duas pessoas (R$ 38). Éramos cinco e pedimos dois. A vantagem foi que veio uma variedade maior dos deliciosos pães. Chamou atenção a broa de milho, o pão de leite e o de cerais. Mas até a básica baguetinha é muito bem feita.

A estrela da noite.. Pães quentinhos, gratin de queijos, geleia, saladinha, azeite aromatizado.. Espetáculo!

A estrela da noite.. Pães quentinhos, gratin de queijos, geleia, saladinha, azeite aromatizado.. Espetáculo!

Além dos pães, o couvert inclui um espetacular gratin de queijos que vem tostadinho e delicioso. Como pedimos dois, alguns itens não se repetiram. Uma saladinha com vinagrete na medida também acompanha, assim como geleia de damasco, tomate seco e até uma beterraba agridoce. Confiram as fotos e babem! Ah! O vinho foi um Almanegra Misterio I, completamente excelente. Um blend no qual vc não sabe as uvas (R$ 120).

O segundo couvert veio com pães diferentes, tomate seco e uma berinjela agridoce bem saborosa...

O segundo couvert veio com pães diferentes, tomate seco e uma berinjela agridoce bem saborosa…

Veio ainda uma porção de bruschettas caprese. Novamente o que se destaca é o pão. O queijo era mussarela simples e não de búfala (R$ 24).

De queijo, tomate e manjericão, a bruschetta se destaca mais pelo pão do que pelo recheio em si..

De queijo, tomate e manjericão, a bruschetta se destaca mais pelo pão do que pelo recheio em si..

O couvert por si só já valeu. Poderia tranquilamente pedir a conta e dormir feliz. Mas nem todo mundo fez redução de estômago. Foram pedidos três pratos. O primeiro um clássico steak au poivre (R$ 68). Filé alto no ponto certo, molho saboroso, mas a verdadeira estrela foi o acompanhamento. Uma espécie de croquete de batata com textura crocante por fora e macia por dentro. No recheio alho poró e presunto parma. Incrível!

O steak au poivre veio com molho saboroso, mas a estrela foram os croquetes de batata recheados.. Incríveis!

O steak au poivre veio com molho saboroso, mas a estrela foram os croquetes de batata recheados.. Incríveis!

O Filé superb vem recheado com queijo boursin cremoso e saboroso, e regado com um molho bem gostoso de mostarda a l’ancienne (em grãos). O acompanhamento original é batata gratinada. Mas Luna preferiu trocar por um risoto de limão siciliano que estava apenas correto (R$ 68) na textura e com acidez bem controlada.

O grande filé vem com recheio de queijo boursin, molho de mostarda a  L´Ancienne e risoto de limão..

O grande filé vem com recheio de queijo boursin, molho de mostarda a L´Ancienne e risoto de limão..

O terceiro prato foi um filé de cherne com molho de camarões e alcaparras (R$77). O peixe estava muito bem feito. O molho nem provei pela alergia. O acompanhamento uma outra variedade dos espetaculares croquetes de batata, desta vez com catupiri e espinafre.

O cherne veio bem cozido acompanhado com diferentes croquetes de batata.. Este prato já veio dividido! E o molho de camarões não tá na foto!

O cherne veio bem cozido acompanhado com diferentes croquetes de batata.. Este prato já veio dividido! E o molho de camarões não tá na foto!

Depois de tudo isso, ainda veio a sobremesa. Luna garimpou a sugestão no pé do cardápio, já que ela não faz parte do menu fixo. E foi outro grande acerto. Uma rabanada levíssima recheada com creme patisserie aromatizado baunilha (R$ 26). A textura e o sabor estavam impecáveis. Ainda vinha acompanhado de um sorvete de creme com base crocante e uma calda quente de caramelo salgado. Inesquecível.

Simplesmente demais.. A rabanada veio recheada com creme patisserie.. Ao lado sorvete de baunilha sobre base crocante e calda quente de caramelo!

Simplesmente demais.. A rabanada veio recheada com creme patisserie.. Ao lado sorvete de baunilha sobre base crocante e calda quente de caramelo!

A noite foi praticamente toda de acertos. Vale citar também o belo atendimento do staff atencioso. Um belíssimo jantar na casa de Clécia e Elen Casagrande. Na saída vem a tentação de passar pela lojinha onde os produtos de fabricação caseira são vendidos. Complicado passar por lá sem no mínimo fuxicar as novidades. Agora resta um dia voltar para conhecer o café da manhã tão badalado!

Após o jantar, você pode comprar pães, biscoitos e outros deliciosos produtos de fabricação própria.. Tentação!

Após o jantar, você pode comprar pães, biscoitos e outros deliciosos produtos de fabricação própria.. Tentação!

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Escola do Pão
– Rua General Garzon, 10, Lagoa, Rio de Janeiro – RJ – (21) 2294-0027 / (21) 3205-7275
Bistrô: ter a sáb, das 17h à meia-noite.
Café da manhã: sáb e dom, das 9h às 13h;
Venda de pães: ter a sáb, das 9h à meia-noite; e dom, das 9h às 13h

Eñe: muitos percalços que abafaram os acertos do menu degustação (também com erros)..

Valentines Day… Uma grande palhaçada qualquer um citar essa data por aqui. Mas por uma coincidência, eu e Luninha marcamos um jantar no Eñe justamente na última quinta-feira. Não era comemoração de nada, era simplesmente a data limite para reservas do cupom de um destes sites de compra coletiva. Pagamos a metade do valor de R$ 170 cobrado pelo menu degustação de oito pratos. A comida no geral foi bem agradável, com um ou outro percalço. Mas a noite acabou marcada por muitos poréns. Esta foi minha terceira vez na casa e, sinceramente, não sei se me esforço para voltar. E digo mais, se tivesse pago o valor integral a irritação seria muito maior.

O lugar é bonito e bem decorado. Tudo muito austero e com cores neutras. O bar dá um toque legal, assim como a coluna vermelha feita com rosas artificiais para dar um tom mais intenso. A cozinha toda envidraçada é sempre algo que me instiga. Fico curtindo a movimentação e acompanhando o funcionamento.

Decoração sóbria e um belo bar.. A cor vem de uma pilastra decorada com falsas rosas.. Tudo bem bonito..

Decoração sóbria e um belo bar.. A cor vem de uma pilastra decorada com falsas rosas.. Tudo bem bonito..

Com uma grande janela de vidro, a cozinha fica aberta para o salão e é possível acompanhar todo o trabalho..

Com uma grande janela de vidro, a cozinha fica aberta para o salão e é possível acompanhar todo o trabalho..

A noite prometia, mas assim que sentamos veio a primeira irritação. Escolhida a nossa cava, um Don Brut Rosado (R$ 79), pedimos uma água. Foi oferecida a norueguesa Voss e a francesa Badoit. Legal, mas pedi a nacional. Eis que o atencioso garçom nos informa que a casa temporariamente não está trabalhando mais com águas brasileiras. Disse que isso se deu com a chegada de um novo gerente, que não estava presente na casa, e que não havia previsão para voltarem a servir. Absurda a situação, ainda mais em um país com águas tão boas como as nossas. Beber Voss, Evian, Perier, Aqua Panna ou qualquer outra deve ser opção e não imposição. No fim das contas lá se foram R$ 15 por 500ml da norueguesa que, pasmem, não é servida mais na garrafa de vidro.

A polêmica água norueguesa imposta pela casa.. Ao lado a Cava rosada Don Román Brut...

A polêmica água norueguesa imposta pela casa.. Ao lado a Cava rosada Don Román Brut…

Passada a irritação, o jantar começou. Para abrir um leve e fresco gazpacho com croutons tão pequeninos que aparentemente lembravam alho picado. Bem gostoso.

O Gazpacho estava bem fresco e saboroso... Abriu bem o jantar..

O Gazpacho estava bem fresco e saboroso… Abriu bem o jantar..

Mal terminamos a última colherada e imediatamente veio a segunda entrada fria: pimenta piquillo recheada de brandade (ou creme) de bacalhau. Muito gostoso. A pimenta docinha contrastou bem com o bacalhau salgadinho. E por cima ainda veio flor de sal para melhorar a textura.

Segunda entrada fria: Pimenta piquillo.. Aí cortada para mostrar a brandade de bacalhau..

Segunda entrada fria: Pimenta piquillo.. Aí cortada para mostrar a brandade de bacalhau..

Novamente colocamos o garfo no prato e já entraram as batatas bravas. Bem gostosas, crocantes por fora, macias por dentro e com o aioli picante na medida.

As batatas bravas com um delicioso aioli picante... Estavam no ponto certo..

As batatas bravas com um delicioso aioli picante… Estavam no ponto certo..

Mas no meio do prato precisei chamar o garçom e pedir para eles não acelerarem tanto o serviço. Foram três pratos em vinte minutos. Mal deu tempo de pensar. E de lembrar que os pães da casa com flor de sal e azeite não tinham sido servidos. Não pode ser tão rápido assim! Feito o pedido, escolhi a correta focaccia e o maravilhoso pão de cebola levemente adocicado.

A casa oferece para acompanhar quatro tipos de pães.. Provei a focaccia bem leve e o pão de cebola delicioso!

A casa oferece para acompanhar quatro tipos de pães.. Provei a focaccia bem leve e o pão de cebola delicioso!

Como disse, tudo estava tão rápido que foi somente na pausa que percebemos um barulho insuportável que vinha do lado da cozinha. Segundo o garçom, tratava-se de um problema na pressão da máquina de gelo. Na boa, isso precisa ser consertado o mais rapidamente possível. Mudamos de mesa para uma mais afastada e nem isso amenizou. Como não tinha jeito, segue o jantar se concentrando para abstrair a situação incômoda.

A segunda entrada quente foi a maior decepção da noite. Duas croquetas de jamón que estavam extremamente pesadas e pouco crocantes. A massa densa também peco em sabor e nem mesmo o presunto conferiu um toque especial. Aqui no Rio, por exemplo, as do Entretapas e do Venga são muito melhores. Uma pena.

A decepção da noite.. Massa pesada e pouca crocância.. Ponto baixo da noite..

A decepção da noite.. Massa pesada e pouca crocância.. Ponto baixo da noite..

O primeiro prato foi um filé de pargo sobre purê de mandioquinha. A pele estava crocante, o purê com bela textura e sabor, mas o peixe poderia estar um pouquinho menos cozido. Nada que estragasse o prato, mas foi o único porém.

O pargo tinha a pele crocante e o purê de mandioquinha estava leve... Mas achei o peixe muito cozido..

O pargo tinha a pele crocante e o purê de mandioquinha estava leve… Mas achei o peixe muito cozido..

O segundo foi um bife ancho com mix de cogumelos. O ponto para mim veio perfeito: bem mal passado. A Luna não curtiu tanto. Por isso vem meu questionamento: antes de servir um prato de carne é sempre necessário perguntar o ponto. Ninguém é obrigado a gostar de carne mal passada (apesar de eu achar que tem de ser!!!). Voltando ao prato, a carne estava macia (provavelmente foi cozida a vácuo em baixa temperatura), saborosa e os cogumelos muito bem cozidos.

Bife ancho com mix de cogumelos.. Tudo bem gostoso.. O ponto veio do jeito que eu gosto..

Bife ancho com mix de cogumelos.. Tudo bem gostoso.. O ponto veio do jeito que eu gosto..

A pré-sobremesa foi perfeita. Um sorvete leve e saboroso de figo com amêndoas. Perfeito para fazer a transição entre salgado e doce. Um dos pontos altos da noite.

A pré-sobremesa foi um levíssimo sorvete de figo com amêndoas... Delicioso e bem fresquinho..

A pré-sobremesa foi um levíssimo sorvete de figo com amêndoas… Delicioso e bem fresquinho..

Já a sobremesa propriamente dita acabou decepcionando. A crema catalana estava saborosa, tinha a casquinha queimadinha e um sabor cítrico lá no fundo. Mas estava em temperatura ambiente, o que para mim é um pecado. Esperava o creme gelado. Uma pena novamente.

O outro ponto baixo da noite.. Crema catalana saborosa, mas estava quase em temperatura ambiente...

O outro ponto baixo da noite.. Crema catalana saborosa, mas estava quase em temperatura ambiente…

Fim do jantar e, apesar dos acertos na cozinha – que superaram os erros -, os demais percalços deixaram um sentimento de frustração. Volto a dizer: sairia muito, mas muito irritado se tivesse pago o valor integral. A noite não valeu. E nas demais vezes em que lá estive nunca saí plenamente satisfeito. Acho uma pena, ainda mais sabendo que a orientação e desenvolvimento da casa é feita pelos irmãos Torres, com carreiras brilhantes na Espanha. Fica uma sensação de que a casa aqui no Rio nunca decolou. E, na minha opinião, se não acertarem um ou outro detalhe, vai seguir sem decolar. Potencial a gente vê que tem. Falta um carinho maior apesar do esforço da cozinha.

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Eñe Restaurante

– Avenida Prefeito Mendes de Moraes, 222 – Hotel Royal Tulip, São Conrado, Rio de Janeiro – RJ – (21) 3322-6561 Espanhol
Horário – terça a quinta: das 19h à meia-noite; sexta, das 13h às 16h e das 20h à 1h; sábado, das 13h às 17h e das 20h à 1h; domingo, das 13h às 23h

Bastidores do Que Marravilha! parte 2: meu cogumelo ficou melhor e o churrasquinho no estúdio! E resenha com Troisgros!

O primeiro dia já tinha sido sensacional. Cozinhar para Claude Troisgros foi realmente incrível. Mas o programa continua e o último dia de gravação foi tão inesquecível quanto os anteriores. Era a hora de ver o que o Chef Marravilha faria com o meu prato. O resultado final vocês só poderão conferir quando o programa for ao ar. Mas digo uma coisa com propriedade: meu cogumelo superou o do chef! O mesmo não posso dizer do filé em crosta de ervas.. O dele foi incrível!

No fim todo mundo feliz com o sucesso do programa.. Chef Claude, Chef Batista e nós.. Alegria!

No fim todo mundo feliz com o sucesso do programa.. Chef Claude, Chef Batista e nós.. Alegria!

Já havia dito que o programa mudou o formato, mas não vou revelar os detalhes das notas e da surpresa com o prato com a nossa foto, esse aí de baixo. Isso vocês verão lá.

Será que foi esse o prato que o chef ganhou da família? O nosso levamos como recordação...

Será que foi esse o prato que o chef ganhou da família? O nosso levamos como recordação…

A ideia aqui, mais uma vez é mostrar apenas um pouco dos bastidores. Como por exemplo a impressionante estrutura do estúdio que simula o restaurante do Chef. Ainda não conheci o Olympe, mas ao que consta é nesta mesma linha.

Tudo pronto para começar a gravação no estúdio que serve como restaurante para o Chef..

Tudo pronto para começar a gravação no estúdio que serve como restaurante para o Chef..

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Outra visão do estúdio sendo preparado para nos receber…

Essa é a porta do "restaurante" onde jantamos.. Impressionante a estrutura!

Essa é a porta do “restaurante” onde jantamos.. Impressionante a estrutura!

Esse é o fundo da cozinha.. Quem vê nem imagina como é bem feito..

Esse é o fundo da cozinha.. Quem vê nem imagina como é bem feito..

Gravamos uma introdução e depois fomos confinados em um camarim enquanto Claude Troisgros e seu fiel escudeiro Batista preparam o prato. Fomos proibidos de acompanhar uma cena sequer para não estragar a surpresa. Mas o nervosismo e a ansiedade eram grandes demais para ficar em uma sala. Então lá fomos em busca de uma cervejinha nos arredores para acalmar. Eis que descubro um churrasco da equipe que faz toda a estrutura do Que Marravilha! funcionar. Obviamente fomos todos lá curtir.

Linguiças, pão de alho... Nos bastidores também há muita comida boa!!!

Linguiças, pão de alho… Nos bastidores também há muita comida boa!!!

Rona meteu uma boleiragem no preparo do pão de alho.. A Brahma foi conseguida na contravenção!

Rona meteu uma boleiragem no preparo do pão de alho.. A Brahma foi conseguida na contravenção!

Pão de alho, linguiça, contra-filé… Uma maravilha! A Brahma foi exclusividade minha (foi mal, diretor! Não resisti!). Até a Dona Cavalierona linda em sua maquiagem se divertiu com a competente e animada equipe. Momento de descontração total!

Dona Cavalierona curtindo o churrasquinho e o som do pagodinho que animou os bastidores...

Dona Cavalierona curtindo o churrasquinho e o som do pagodinho que animou os bastidores…

Cortado o barato, voltamos para a hora em que degustamos o prato delicioso. Mas isso vocês conferem em abril.

Chef Claude nos serve e dá uma passada rápida nas mudanças realizadas no meu prato.. Hora de comer!

Chef Claude nos serve e dá uma passada rápida nas mudanças realizadas no meu prato.. Hora de comer!

Terminada a gravação, a resenha com o Chef comeu solta. Abriu-se ainda uma saideira na qual tive a honra de ser seu maitre. Entre as dicas de Paris, para onde irei em dois meses, muitas risadas e a certeza de que a simpatia é uma característica marcante de Claude Troisgros.

Após a gravação, tive a honra de encher a taça do Chef.. Merecido..

Após a gravação, tive a honra de encher a taça do Chef.. Merecido..

Agora é esperar… Os dias de estrela da TV acabaram e a expectativa para ver como ficou o programa estão muito altas. Assim que tiver a data divulgo por aqui. E agora mais do que nunca chegou a hora de conferir o Olympe que vai reabrir das obras já já. Mais informações sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos!

Feijoada do Amaral: 36 anos de tradição, uma grande festa, mas comida muito irregular

A folia passou, foi intensa, mas agora o Gastronomia por Esporte está de volta. Mas aqui o clima, com certo atraso, continua. A Feijoada do Amaral é dos eventos mais tradicionais do Rio. A festa reúne muita gente bonita, alguns famosos (não vi quase nenhum este ano) e quem estiver disposto a desembolsar R$ 550 pela camisa-convite. Acompanhado pelo amigo Chico Torcedor, lá fui eu fazer minha estreia no evento que acontece há 36 anos. E como não poderia deixar de ser, vamos fazer nossa crítica.

Uma das duas mesas com a feijoada.. Muitas opções de carne, mas nem todas gostosas..

Uma das duas mesas com a feijoada.. Muitas opções de carne, mas nem todas gostosas..

Em um evento para mais de mil pessoas, é praticamente impossível conseguir fazer uma comida de extrema qualidade. Mas eu esperava muito mais do badalado feijão que teve a assinatura do Chef Tião, que passeava pelo salão falando com todo mundo. Carnes irregulares e pouco tempero no feijão. O caldinho, por exemplo, só tinha graça mesmo se você colocasse torresmo ou um pouco do líquido da panela das carnes, coisas que eu fiz.

Chef Tião, o responsável pela feijuca, cuidou pessoalmente de tudo.. Este era o apenas correto caldinho..

Chef Tião, o responsável pela feijuca, cuidou pessoalmente de tudo.. Este era o apenas correto caldinho..

A variedade pelo menos era grande. Carne seca, paio, lombo, costela, linguiça e língua defumadas e frescas… Além delas, as que costumam fazer pessoas torcerem o nariz também estavam lá como rabo e orelha. O que achei incrível foi errarem o ponto de cozimento das linguiças. Firmes demais e pouco saborosas. Pena.

Outra visão do buffet longo.. Muitas opções de carnes..

Outra visão do buffet longo.. Muitas opções de carnes..

Rescaldados com a recente tragédia, a organização colocou muitos bombeiros no local..

Rescaldados com a recente tragédia, a organização colocou muitos bombeiros no local..

Me chamou atenção também uma panela de chã assado. Mas este estava muito ruim mesmo. Duro, com pouco tempero e bem seco apesar do caldo. Um erro incrível.

Registrei de perto antes de provar porque achei interessante a ideia.. Mas foi talvez o maior erro da feijoada..

Registrei de perto antes de provar porque achei interessante a ideia.. Mas foi talvez o maior erro da feijoada..

Como acompanhamento, um pernil assado que sim, estava muito gostoso. O molho tinha acidez e doçura bem equilibrados.

Pernil assado estava bem saboroso e com molho equilibrado.. O melhor da feijoada não estava no feijão!

Pernil assado estava bem saboroso e com molho equilibrado.. O melhor da feijoada não estava no feijão!

Ah! Tinha ainda linguicinha frita, torresmo, aipim e couve. Serviam de aperitivo e a saída foi tanta que em certo momento o aipim acabou e foi colocado com substituto batata frita.

Fizeram sucesso aperitivos como aipim frito, carne seca acebolada, linguicinha e torresmo..

Fizeram sucesso aperitivos como aipim frito, carne seca acebolada, linguicinha e torresmo..

Legal também foram as opções de farofa e pimenta. Eram quatro de cada. As farofas: alho, ovo, banana e de pimenta. Esta última estava muito gostosa e era feita com farinha de milho. Já as pimentas eram: malagueta, dedo de moça, de cheiro e misturadas com um caldo de feijão.  Para beber o ingresso incluia cerveja Devassa, a patrocinadora, refrigerantes Schin (pesado) e caipi com cachaça ou vodka.

Ao fundo as quatro opções de farofa.. A amarelinha era de pimenta e estava realmente muito boa!

Ao fundo as quatro opções de farofa.. Mas por favor.. Reparem apenas na farofa!!!

Doces como pudim, de abóbora com coco, de abacaxi, de banana além de brigadeiros equilibravam a glicose dos foliões.

Muitas opções de doces, mas nada a se destacar.. O pudim, inclusive, muito abaixo do que se espera..

Muitas opções de doces, mas nada a se destacar.. O pudim, inclusive, muito abaixo do que se espera..

Segundo consta, foram 200 quilos de feijão e mais de cem só de carnes. Apesar da comida estar extremamente irregular, o serviço funcionou e tudo era reposto com extrema rapidez. Mas o que vale lá mesmo é o evento. Se você está esperando comer uma boa feijoada, lá não é o lugar ideal. Mas se você quer se divertir, pode arrumar um jeito de ir no ano que vem.

O samba inicial foi muito bom. Mas o auge veio com o baile comandado por Latino. Sim. Ele é brega e suas músicas possuem letras extremamente pobres e bobas. Mas o cara tem carisma e levantou quem foi ao evento com muita energia. No fim das contas valeu. E é sempre engraçado ver o velho amigo Chico tirar fotos como uma celebridade.

Um verdadeiro showman esse tal de Latino.. Colocou todo mundo para pular com seus hits..

Um verdadeiro showman esse tal de Latino.. Colocou todo mundo para pular com seus hits..

Mais informações sempre no Twitter e no Instagram (@GastroEsporte). Até a próxima! Beijos em todos!