Um brinde à criatividade da Luninha e à simplicidade da Roberta Sudbrack na noite do prêmio – com surpresas!

#Porqueeuquerojantarna@RobertaSudbrack? Para matar o Instagram de inveja por que essa foto eles vão querer, mas não poderão vender!

Foi essa frase criada pela Luninha que me levou de volta em menos de um mês à casa de Roberta Sudbrack. A sua criatividade rendeu um jantar harmonizado para dois com cinco etapas no badalado – e com razão – restaurante. Venci a concorrência familiar, fui o escolhido e mais uma vez tive uma noite inesquecível com direito a uma surpresa inacreditável que vocês verão logo abaixo. E o melhor foi ver que minha empolgação foi compartilhada com a criativa Luninha, que ganhou seu primeiro concurso deste tipo na vida e, de quebra, vivenciou pela primeira vez uma experiência como essas!

É sempre especial entrar na casinha laranja. Tudo é pensado para você ter uma noite muito agradável. O atendimento do staff é impecável e a decoração austera e sucinta fazem o ambiente ficar leve. Sentamos na mesa que na minha opinião é a mais legal do restaurante. É uma diversão poder acompanhar toda a movimentação da cozinha através da “janela” circular.

Pela janela você acompanha o ballet da cozinha.. Ao lado o detalhe do painel com momentos da vida de Roberta Sudbrack e a decoração minimalista..

Pela janela você acompanha o ballet da cozinha.. Ao lado o detalhe do painel com momentos da vida de Roberta Sudbrack e a decoração minimalista..

Começamos a noite com o pãozinho da casa, quente e leve, manteiga com flor de sal e um salame artesanal que vem do sul do país cortado impecavelmente fino. O sabor forte e curado caiu bem com a cremosidade da manteiga.

A manteiga com flor de sal no pão caseiro e quente por si só já é perfeito.. Mas este salame artesanal é brincadeira!

A manteiga com flor de sal no pão caseiro e quente por si só já é perfeito.. Mas este salame artesanal é brincadeira!

Em seguida uma surpresinha. Em uma lata, uma simples castanha “crua” com broto e cacau para abrir o apetite. Minimalista como costumam ser as suas criações. Simplicidade é sempre o melhor. Entre os dois ainda tiveram os gougères, pães de queijo franceses levíssimos e maravilhosos que acabaram sendo devorados antes da foto. Perdão!

Castanha "crua", cacau e broto.. Simplicidade... A palavra chave que move a cozinha da Chef..

Castanha “crua”, cacau e broto.. Simplicidade… A palavra chave que move a cozinha da Chef..

O primeiro prato da noite foi um que sempre tive curiosidade em provar. E a expectativa foi cumprida. Trata-se de uma lichia recheada com terrine de foie gras e acompanhada de geléia de Tokaji, vinho típico da Hungria. Por sugestão da Chef, deve-se comer tudo de uma vez. E aí você entende os motivos. O azedinho da lichia é amenizado pelo docinho da geleia. No meio disso tudo, o foie denso e untuoso acaba harmonizando o prato. Para beber um espumante geladinho.

Uma bocada impecável... O contraste de sabores dos três componentes - lichia, foie e geleia de tokaji - é incrível..

Uma bocada impecável… O contraste de sabores dos três componentes – lichia, foie e geleia de tokaji – é incrível..

Em seguida Cherne em vinagrete de ora pró-nobis, folha típica de Minas. O peixe estava incrivelmente fresco e o vinagrete delicado combinando bem. Eu teria colocado um tiquinho a mais de sal, mas é uma questão pessoal. De repente poderia mascarar os demais sabores do prato. Ou seja, deixa para lá!

Vinagrete delicado e delicioso acompanhavam o cherne fresco e no ponto certo.. Só faltou um tico de sal para mim..

Vinagrete delicado e delicioso acompanhavam o cherne fresco e no ponto certo.. Só faltou um tico de sal para mim..

A segunda estrela da noite foi o terceiro prato. Um ravióli de cará. Ao ouvir isso você pode torcer o nariz. Afinal de contas, cará não é um tubérculo dos mais saborosos. No entanto, novamente a simplicidade impera e o conjunto faz algo aparentemente banal se tornar inesquecível. A massa caseira levíssima. Por cima, substituindo o parmesão, uma farofa de piracuí (um peixe seco) dava textura e sabor. Tudo isso servido sobre um caldo extremamente saboroso. Ah! E o cará? Vinha em forma de recheio cremoso harmonizando com os demais componentes. Sério, simplesmente maravilhoso. Ainda mais acompanhado de um vinho branco português fresco e geladinho.

Simplesmente impecável o ravióli de cará com piracuí.. Impecável e indescritível..

Simplesmente impecável o ravióli de cará com piracuí.. Impecável e indescritível..

Neste meio tempo a loucura da noite. Estávamos conversando sobre o prato. Luninha mais uma vez comentava a alegria de viver pela primeira vez a experiência de um jantar harmonizado quando reparo na escada e abro a boca ao olhar uma certa pessoa entrar direto para a cozinha pela porta de serviço. Luna me beliscou e disse: “Você viu? Ele deve estar maluco! Entrou na cozinha!”. Ainda boquiaberto falei delicadamente: “Você está de sacanagem? Não viu quem era?”. Diante da negativa esclareci: Claude Troisgros. Sim. O chef “Marravilha” estava jantando na mesma noite.

Ao retornar ao salão, a cara de pau foi maior. Agitada, Luna falou sobre a admiração que sinto por ele, sobre o blog, sobre a alegria de jantar lá… Confesso que estava intimidado, mas a simpatia de Claude faz com que isso desapareça. Ia pedir uma foto ao seu lado. Mas ele foi mais rápido e chamou sua mulher para tirar uma ao nosso lado. De arrepiar e, mais do que nunca, acho que está na hora de irmos conhecer o Olympe.

A surpresa da noite: Claude Troisgros... Uma simpatia de pessoa que nos deu um grande susto!

A surpresa da noite: Claude Troisgros… Uma simpatia de pessoa que nos deu um grande susto!

Mas voltemos ao RS. O prato principal foi Steak au Poivre. Comum, certo? Sim. Mas nada comparável ao que se encontra por aí. O molho não era aquele pesado com creme de leite. A base, aí é chute meu, era o demi glace, caldo de carne bem reduzido e temperado, que servia como base para um naco de mignon braseado e encrustado de pimentas.

Prato comum nos cardápios do Rio que provam como são feitos de maneira errada.. Um molho incrível..

Prato comum nos cardápios do Rio que provam como são feitos de maneira errada.. Um molho incrível..

O acompanhamento veio a parte: batatas croustillant com flor de sal. Crocantes por fora, e macias por dentro. Essas eu gostaria de saber como fazer. Neste ponto, o vinho era tinto e novamente português.

As batatas com flor de sal.. Crocante por fora, macia por dentro.. O acompanhamento perfeito..

As batatas com flor de sal.. Crocante por fora, macia por dentro.. O acompanhamento perfeito..

Para fechar a sobremesa. Latte cotto com frutas vermelhas. Trata-se de um creme gelado de baunilha com calda de frutas vermelhas e com elas por cima. Morangos, framboesas… Todas por lá fresquinhas e docinhas.

Frutas frescas com o geladinho do creme de baunilha... Coroou um belo jantar...

Frutas frescas com o geladinho do creme de baunilha… Coroou um belo jantar…

No fim, um prato de petit four com o famoso brigadeiro de colher. Mimos para finalizar uma noite incrível que ainda terminou com um abraço de agradecimento na chef dentro de sua EXTREMAMENTE QUENTE cozinha. Isso não tem preço.

A brincadeira da chef.. Seleção de petit fours incluindo o famoso brigadeiro de colher..

A brincadeira da chef.. Seleção de petit fours incluindo o famoso brigadeiro de colher..

Jantar na Roberta Sudbrack é uma experiência inesquecível. Na noite de quarta fomos contemplados na promoção cultural com o menu de cinco etapas, mas vai por mim, se for lá faça um planejamento e encare a sequência completa. Não é barato (sai por R$ 290), mas é incrível. Olhei para o lado e vi passar a ostra vegetal, a burrata com lardo, o palmito bebê, o pato no tucupi… A vontade era meter a mão! Mas oportunidades não vão faltar. Sabe por que? Por causa da Luninha.

O sorriso no rosto após a experiência me fez crer que ela irá querer me acompanhar novamente. E na próxima do início ao fim. Enquanto esse dia não chega, um brinde à sua criatividade com as palavras e à simplicidade da chef com os ingredientes. É isso o que importa! Ah! E sim, matamos todos de inveja no Instagram. Duvida? Vai lá e confere o @GastroEsporte!

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