Arquivo mensal: dezembro 2012

Um brinde à criatividade da Luninha e à simplicidade da Roberta Sudbrack na noite do prêmio – com surpresas!

#Porqueeuquerojantarna@RobertaSudbrack? Para matar o Instagram de inveja por que essa foto eles vão querer, mas não poderão vender!

Foi essa frase criada pela Luninha que me levou de volta em menos de um mês à casa de Roberta Sudbrack. A sua criatividade rendeu um jantar harmonizado para dois com cinco etapas no badalado – e com razão – restaurante. Venci a concorrência familiar, fui o escolhido e mais uma vez tive uma noite inesquecível com direito a uma surpresa inacreditável que vocês verão logo abaixo. E o melhor foi ver que minha empolgação foi compartilhada com a criativa Luninha, que ganhou seu primeiro concurso deste tipo na vida e, de quebra, vivenciou pela primeira vez uma experiência como essas!

É sempre especial entrar na casinha laranja. Tudo é pensado para você ter uma noite muito agradável. O atendimento do staff é impecável e a decoração austera e sucinta fazem o ambiente ficar leve. Sentamos na mesa que na minha opinião é a mais legal do restaurante. É uma diversão poder acompanhar toda a movimentação da cozinha através da “janela” circular.

Pela janela você acompanha o ballet da cozinha.. Ao lado o detalhe do painel com momentos da vida de Roberta Sudbrack e a decoração minimalista..

Pela janela você acompanha o ballet da cozinha.. Ao lado o detalhe do painel com momentos da vida de Roberta Sudbrack e a decoração minimalista..

Começamos a noite com o pãozinho da casa, quente e leve, manteiga com flor de sal e um salame artesanal que vem do sul do país cortado impecavelmente fino. O sabor forte e curado caiu bem com a cremosidade da manteiga.

A manteiga com flor de sal no pão caseiro e quente por si só já é perfeito.. Mas este salame artesanal é brincadeira!

A manteiga com flor de sal no pão caseiro e quente por si só já é perfeito.. Mas este salame artesanal é brincadeira!

Em seguida uma surpresinha. Em uma lata, uma simples castanha “crua” com broto e cacau para abrir o apetite. Minimalista como costumam ser as suas criações. Simplicidade é sempre o melhor. Entre os dois ainda tiveram os gougères, pães de queijo franceses levíssimos e maravilhosos que acabaram sendo devorados antes da foto. Perdão!

Castanha "crua", cacau e broto.. Simplicidade... A palavra chave que move a cozinha da Chef..

Castanha “crua”, cacau e broto.. Simplicidade… A palavra chave que move a cozinha da Chef..

O primeiro prato da noite foi um que sempre tive curiosidade em provar. E a expectativa foi cumprida. Trata-se de uma lichia recheada com terrine de foie gras e acompanhada de geléia de Tokaji, vinho típico da Hungria. Por sugestão da Chef, deve-se comer tudo de uma vez. E aí você entende os motivos. O azedinho da lichia é amenizado pelo docinho da geleia. No meio disso tudo, o foie denso e untuoso acaba harmonizando o prato. Para beber um espumante geladinho.

Uma bocada impecável... O contraste de sabores dos três componentes - lichia, foie e geleia de tokaji - é incrível..

Uma bocada impecável… O contraste de sabores dos três componentes – lichia, foie e geleia de tokaji – é incrível..

Em seguida Cherne em vinagrete de ora pró-nobis, folha típica de Minas. O peixe estava incrivelmente fresco e o vinagrete delicado combinando bem. Eu teria colocado um tiquinho a mais de sal, mas é uma questão pessoal. De repente poderia mascarar os demais sabores do prato. Ou seja, deixa para lá!

Vinagrete delicado e delicioso acompanhavam o cherne fresco e no ponto certo.. Só faltou um tico de sal para mim..

Vinagrete delicado e delicioso acompanhavam o cherne fresco e no ponto certo.. Só faltou um tico de sal para mim..

A segunda estrela da noite foi o terceiro prato. Um ravióli de cará. Ao ouvir isso você pode torcer o nariz. Afinal de contas, cará não é um tubérculo dos mais saborosos. No entanto, novamente a simplicidade impera e o conjunto faz algo aparentemente banal se tornar inesquecível. A massa caseira levíssima. Por cima, substituindo o parmesão, uma farofa de piracuí (um peixe seco) dava textura e sabor. Tudo isso servido sobre um caldo extremamente saboroso. Ah! E o cará? Vinha em forma de recheio cremoso harmonizando com os demais componentes. Sério, simplesmente maravilhoso. Ainda mais acompanhado de um vinho branco português fresco e geladinho.

Simplesmente impecável o ravióli de cará com piracuí.. Impecável e indescritível..

Simplesmente impecável o ravióli de cará com piracuí.. Impecável e indescritível..

Neste meio tempo a loucura da noite. Estávamos conversando sobre o prato. Luninha mais uma vez comentava a alegria de viver pela primeira vez a experiência de um jantar harmonizado quando reparo na escada e abro a boca ao olhar uma certa pessoa entrar direto para a cozinha pela porta de serviço. Luna me beliscou e disse: “Você viu? Ele deve estar maluco! Entrou na cozinha!”. Ainda boquiaberto falei delicadamente: “Você está de sacanagem? Não viu quem era?”. Diante da negativa esclareci: Claude Troisgros. Sim. O chef “Marravilha” estava jantando na mesma noite.

Ao retornar ao salão, a cara de pau foi maior. Agitada, Luna falou sobre a admiração que sinto por ele, sobre o blog, sobre a alegria de jantar lá… Confesso que estava intimidado, mas a simpatia de Claude faz com que isso desapareça. Ia pedir uma foto ao seu lado. Mas ele foi mais rápido e chamou sua mulher para tirar uma ao nosso lado. De arrepiar e, mais do que nunca, acho que está na hora de irmos conhecer o Olympe.

A surpresa da noite: Claude Troisgros... Uma simpatia de pessoa que nos deu um grande susto!

A surpresa da noite: Claude Troisgros… Uma simpatia de pessoa que nos deu um grande susto!

Mas voltemos ao RS. O prato principal foi Steak au Poivre. Comum, certo? Sim. Mas nada comparável ao que se encontra por aí. O molho não era aquele pesado com creme de leite. A base, aí é chute meu, era o demi glace, caldo de carne bem reduzido e temperado, que servia como base para um naco de mignon braseado e encrustado de pimentas.

Prato comum nos cardápios do Rio que provam como são feitos de maneira errada.. Um molho incrível..

Prato comum nos cardápios do Rio que provam como são feitos de maneira errada.. Um molho incrível..

O acompanhamento veio a parte: batatas croustillant com flor de sal. Crocantes por fora, e macias por dentro. Essas eu gostaria de saber como fazer. Neste ponto, o vinho era tinto e novamente português.

As batatas com flor de sal.. Crocante por fora, macia por dentro.. O acompanhamento perfeito..

As batatas com flor de sal.. Crocante por fora, macia por dentro.. O acompanhamento perfeito..

Para fechar a sobremesa. Latte cotto com frutas vermelhas. Trata-se de um creme gelado de baunilha com calda de frutas vermelhas e com elas por cima. Morangos, framboesas… Todas por lá fresquinhas e docinhas.

Frutas frescas com o geladinho do creme de baunilha... Coroou um belo jantar...

Frutas frescas com o geladinho do creme de baunilha… Coroou um belo jantar…

No fim, um prato de petit four com o famoso brigadeiro de colher. Mimos para finalizar uma noite incrível que ainda terminou com um abraço de agradecimento na chef dentro de sua EXTREMAMENTE QUENTE cozinha. Isso não tem preço.

A brincadeira da chef.. Seleção de petit fours incluindo o famoso brigadeiro de colher..

A brincadeira da chef.. Seleção de petit fours incluindo o famoso brigadeiro de colher..

Jantar na Roberta Sudbrack é uma experiência inesquecível. Na noite de quarta fomos contemplados na promoção cultural com o menu de cinco etapas, mas vai por mim, se for lá faça um planejamento e encare a sequência completa. Não é barato (sai por R$ 290), mas é incrível. Olhei para o lado e vi passar a ostra vegetal, a burrata com lardo, o palmito bebê, o pato no tucupi… A vontade era meter a mão! Mas oportunidades não vão faltar. Sabe por que? Por causa da Luninha.

O sorriso no rosto após a experiência me fez crer que ela irá querer me acompanhar novamente. E na próxima do início ao fim. Enquanto esse dia não chega, um brinde à sua criatividade com as palavras e à simplicidade da chef com os ingredientes. É isso o que importa! Ah! E sim, matamos todos de inveja no Instagram. Duvida? Vai lá e confere o @GastroEsporte!

Filé em crosta de ervas: simples de fazer e perfeito para um jantar descontraído..

Rabanada, peru, tender bolinha, bacalhau, lombinho… As receitas natalinas são muitas e todas deliciosas. Eu mesmo me acabei com as postas com bastante azeite, cebola e alho da Dona Cavalierona. Mas após o recesso natalino, o Gastronomia por Esporte volta com uma dica que foge deste clima. Nos programas na TV, nas revistas e até em outros blogs só se falou sobre Natal. Agora passou. Voltemos ao roteiro normal. E a receita de hoje é simples, fácil e cabe bem em qualquer situação. Até, quem sabe, na sua ceia do ano novo que está chegando.

O jantar lá nos amigos Luciano e Alê começou com a torrada com cogumelos e ovo poché que você pode conferir aqui. Teve até drink durante os aperitivos. Mas precisávamos de um prato principal. E fizemos com estilo. Filé mignon em crosta de ervas com molho de mostarda acompanhado de risoto de açafrão. Neste post falarei apenas do filé. O molho acabei não fotografando o passo a passo e falo dele em outra oportunidade, assim como o risoto. Então vamos para a carne, que, como disse, tem preparo extremamente simples e muito sabor.

Risoto no prato ao lado do rosbife que levou um rápido molho de mostarda.. A receita dele vem em outra oportunidade!

Risoto no prato ao lado do rosbife que levou um rápido molho de mostarda.. A receita dele vem em outra oportunidade!

Primeiro o filé. Neste dia decidimos pagar um pouco mais caro e compramos ele já limpo, prontinho para o uso. Poupa um pouco de tempo e de trabalho. Caso você opte pela peça inteira, tire o excesso de gordura ficando apenas com o lombo em formato de rosbife.

Filé mignon limpinho e pronto para receber a crosta..  Se quiser, compre limpo.. Foi o que fiz nesse dia..

Filé mignon limpinho e pronto para receber a crosta.. Se quiser, compre limpo.. Foi o que fiz nesse dia..

Agora as ervas. Escolhi salsa, alecrim e tomilho. A quantidade de cada uma é extremamente pessoal, já que são sabores fortes. Uns podem gostar mais de alecrim, menos de tomilho… A salsa que acaba sendo a base com uma quantidade um pouco maior. Pique elas não tão fino. Neste prato é legal sentir alguns pedacinhos das ervas que ficarão tostadinhas após entrar na panela.

É importante picar bem, mas não extremamente miúdo.. É gostoso sentir a erva torradinha... Usei salsa, tomilho e alecrim..

É importante picar bem, mas não extremamente miúdo.. É gostoso sentir a erva torradinha… Usei salsa, tomilho e alecrim..

Picadas, espalhe as ervas em uma tábua com sal e pimenta. Aí é só rolar o filé por cima sempre pressionando bem para as ervas grudarem. Deixe descansar um pouco para o sabor passar para a carne.

Após picar, basta espalhar pela tábua e rolar o mignon por cima...

Após picar, basta espalhar pela tábua e rolar o mignon por cima…

Pegue uma frigideira, de preferência de ferro, e coloque azeite e manteiga. E agora é para deixar esquentar. Muito mesmo. Quando começar a sair fumaça coloque o seu filé. A ideia é apenas selar a parte de fora deixando tostadinho. Por dentro é para ficar bem malpassado mesmo. Se não quiser tão cru, sele e termine de assar no forno por alguns minutos.

Passo importante.. Após selar o mignon. é necessário deixá-lo descansando para somente depois começar a fatiar..

Passo importante.. Após selar o mignon. é necessário deixá-lo descansando para somente depois começar a fatiar..

Acabou. Mais simples impossível, não é? Aí é amolar a faca e cortar fino. É importante não cortar logo após tirar da frigideira. Deixe a carne repousando para conservar a umidade. Se quiser servir como entrada também pode. Pegue a fatia, pressione com a faca e deixe ainda mais fina transformando em carpaccio. É uma grande ideia. Neste dia, como falei, foi prato principal e caiu muito bem com o risoto e com o molho rápido de mostarda.

A panela muito quente confere essa casquinha e mantém o interior cru.. Perfeito!

A panela muito quente confere essa casquinha e mantém o interior cru.. Perfeito!

Como disse, qualquer dúvida pode me enviar por email (gastronomiaporesporte@gmail.com), ou então tirar via Twitter (@GastroEsporte). Ah! Só para lembrar, agora o Gastronomia por Esporte também está no Instagram com fotos bacanas (@GastroEsporte). Segue lá! Até a próxima!

O tradicional Serafim.. Chope gelado e muitas risadas com os amigos em Laranjeiras..

Dezembro é provavelmente o mês em que você mais bebe no ano. A cada dia aparece um chope comemorativo. Nesta semana, capitaneados pelo chefe Eduardo Peixoto, fomos os repórteres do GLOBOESPORTE.COM ao Serafim celebrar o ano de trabalho. Chope gelado e cremoso, maracujá e bons petiscos marcaram uma noite de muitas risadas em um dos botequins mais tradicionais de Laranjeiras, logo no início da Rua Alice.

Mesas na calçada da Rua Alice costumam ser as mais disputadas. E banner já mostra o bom preço do chope!

Mesas na calçada da Rua Alice costumam ser as mais disputadas. E banner já mostra o bom preço do chope!

Tudo no Serafa é bem tradicional. Não vá esperando luxo ou qualquer coisa do tipo. É bar mesmo. No balcão, sempre disputado, você pode ver petiscos como tremoços, azeitonas temperadas, batatinha calabresa…

Na vitrine do balcão acepipes clássicos como tremoços, azeitonas e batatinha calabresa..

Na vitrine do balcão acepipes clássicos como tremoços, azeitonas e batatinha calabresa..

Na parte quente, ficam expostos os nacos de torresmo, o bolinho de carne, empadinhas, pastéis…

Nacos de torresmo dividem espaço com empadinhas e os famosos bolinhos de carne e bacalhau da casa..

Nacos de torresmo dividem espaço com empadinhas e os famosos bolinhos de carne e bacalhau da casa..

No teto, a decoração portuguesa com alhos, cebolas e até piões pendurados no teto fazem o clima melhorar ainda mais perto das muitas garrafas de bebida. Ainda no balcão, placas dão o tom descontraído ao local. “Botequim do Serafim. Não é permitido entrar bêbado. Sair sim”. É um bom lema, que certamente acontece com frequência.

Balcão clássico de boteco com decoração estilizada e as plaquinhas com recados para os bebuns...

Balcão clássico de boteco com decoração estilizada e as plaquinhas com recados para os bebuns…

O chope, estrela da casa, é tirado à moda antiga. Nada de torneira exclusiva para espuma. A chopeira também é tradicional, com gelo sendo socado pra dentro constantemente. E é justamente isso que deixa a bebida gelada e com uma boa espuma. Em promoção, a caldereta sai a R$ 4,50.

Cena comum no Serafim é ver o camarada socar gelo pra dentro da chopeira.. Processo fundamental e das antigas..

Cena comum no Serafim é ver o camarada socar gelo pra dentro da chopeira.. Processo fundamental e das antigas..

Entre os petiscos, há pastéis variados sempre fritos na hora. Queijo derretido, camarão, siri, bacalhau, carne… Os sabores são variados e custam R$ 3,50 cada.

Fritos na hora e bem recheados, os pastéis também fazem sucesso por lá..

Fritos na hora e bem recheados, os pastéis também fazem sucesso por lá..

O bolo de carne custa o mesmo preço. Olha, não sei como é feito, mas esta bolota aí da foto é bem gostosa, temperada e fica ainda melhor quando vem frito na hora. Tradicional da casa.

O bolo de carne, uma espécie de croquete... Tradicional e sempre gostoso no Serafim..

O bolo de carne, uma espécie de croquete… Tradicional e sempre gostoso no Serafim..

Momento bom também para provar o Maracujá. Os antigos donos nunca quiseram revelar a receita. Reza a lenda que é feito com o que sobra das garrafas de bebida variadas. Eu não sei, só sei que desce bem demais…

Ninguém faz ideia de como é feito.. Mas esse maracujá engana.. Depois de alguns você sai derrubado! E é uma delícia..

Ninguém faz ideia de como é feito.. Mas esse maracujá engana.. Depois de alguns você sai derrubado! E é uma delícia..

O bolinho de bacalhau, outra pedida tradicional, não estava no mesmo nível. Senti falta de tempero, apesar do bom gosto de bacalhau. A porção sai por R$ 18.

Em porção ou individual, o bolinho de bacalhau costuma ser gostoso. Mas nesta noite derrapou na falta de tempero..

Em porção ou individual, o bolinho de bacalhau costuma ser gostoso. Mas nesta noite derrapou na falta de tempero..

A volta por cima veio com uma porção de Capa de Filé aperitivo (R$ 25). A carne de segunda veio se desmanchando, com um molho encorpado e bem temperado, cebola e azeitona verde. Molhar o pão na travessa foi obrigatório.

Molho encorpado,cebola macia e capa de filé desmanchando... Comida de botequim com qualidade..

Molho encorpado,cebola macia e capa de filé desmanchando… Comida de botequim com qualidade..

Mas nem tudo são flores no Serafa. Como disse lá em cima, estamos falando de um boteco, e não de um restaurante. Mesmo assim, algumas situações mínimas são necessárias em qualquer lugar. A higiene é o principal. Em dois momentos da noite, duas baratinhas daquelas miúdas apareceram pelas paredes do salão. Uma delas chegou a cair no ombro de um camarada na mesa. O banheiro também é complicado. Ao puxar a descarga, o cano saiu do lugar e inundou o local, me deixando molhado. Feio demais.

Olha lá que beleza de chope... Cremoso e gelado, perfeito para comemorar um bom ano..

Olha lá que beleza de chope… Cremoso e gelado, perfeito para comemorar um bom ano..

Tirando os inconvenientes, o importante é que a noite reuniu grandes companheiros de trabalho que se tornaram amigos. Com chope gelado, a gente releva certas coisas em nome da confraternização. E, no fim das contas, cumprimos todos o que pede a plaquinha do balcão! Até a próxima!

Rapaziada do GLOBOESPORTE.COM com direito a alguns penetras.. No fim é o que vale!

Rapaziada do GLOBOESPORTE.COM com direito a alguns penetras.. No fim é o que vale!

Bons drink! Dica boa e muito fácil para fazer em casa e sair do lugar comum!

Hoje não vou falar nem de receitas ou de restaurantes visitados. Vou me aventurar em um terreno inédito para mim. Aliás, seria roubo falar que fui eu quem se aventurou. Apenas provei (e aprovei!) o drink feito pelo amigo Luciano, anfitrião da noite em que testei (e também aprovei) o cogumelo que aprendi com Roberta Sudbrack.

O drink pode ser servido em taça de Martini ou neste estiloso copo do Luciano aí... Depois é só beber!

O drink pode ser servido em taça de Martini ou neste estiloso copo do Luciano aí… Depois é só beber!

Os ingredientes são gostosos, o modo de preparo é simples e trata-se de uma opção refrescante, mas que ao mesmo tempo tem a sua força. Em uma coqueteleira junte três doses de Bourbon, no dia usamos Jim Beam Black, uma de limoncello, uma de suco de maracujá e algumas pedras de gelo.

Começou! Três doses de Whisky tipo bourbon... Usamos o jim Beam, mas poderia ser Jack Daniels ou qualquer outro..

Começou! Três doses de Whisky tipo bourbon… Usamos o jim Beam, mas poderia ser Jack Daniels ou qualquer outro similar..

O toque que traz personalidade ao drinque são algumas gotas de Tabasco. Colocamos quatro e foi o suficiente. Agora se você é do time da pimenta pode pingar mais.

Algumas gotas de Tabasco para finalizar.. Ali o Jim Beam e o Limoncello... Faltou apenas a foto do suco de maracujá!

Algumas gotas de Tabasco para finalizar.. Ali o Jim Beam e o Limoncello… Faltou apenas a foto do suco de maracujá!

Aí, amigo, é estilo 007: shaken, not stirred. Chacoalha legal para misturar bem todos os ingredientes e também para dar aquela gelada. Aí é a hora de servir e meter bronca!

O destilado italiano de limão estava bem gelado e traz dose de acidez.. Puro já é uma beleza!

O destilado italiano de limão estava bem gelado e traz dose de acidez.. Puro já é uma beleza!

O drink caiu bem para acompanhar as entradinahs simples como queijo holandês de personalidade, alguns frios e uma azeitona temperada (para quem gosta, o que não é meu caso). Depois de provar, veio logo na cabeça o hilário vídeo da Marilac (pode pesquisar no Youtube se você nunca viu). Só nos “bons drink”! E com esse definitivamente você não fica na pior… Pohan!

Tragga: casa de carnes argentinas (excelentes) recém-aberta ainda precisa de alguns ajustes

A cirurgia de redução de estômago diminuiu muito a quantidade de comida no meu prato. Então, já que como pouco, que seja muito bem. Principalmente as carnes, o mais difícil para quem passou por esse tipo de intervenção. Não compensa mais para mim pagar um rodízio. Acabo comendo pouco e gastando muito. Então prefiro ir em casas de carne onde escolho um bom corte e aproveito com calma e sem a correria das churrascarias que antes ia com tanta regularidade. Dito isso, fui conhecer o novo endereço com estilo argentino de Botafogo: Tragga.

Com iluminação discreta, mas bem decorado, o salão estava movimentado e conta com um bar onde se pode esperar pela mesa..

Com iluminação discreta, mas bem decorado, o salão estava movimentado e conta com um bar onde se pode esperar pela mesa..

Aberto há pouco mais de duas semanas, o movimento tem sido intenso. Era uma sexta-feira, e esperamos mais de uma hora por uma mesa de quatro pessoas. Durante esse tempo, dei um passeio pela casa para ver a decoração bem bonita, a adega que compõe o salão, o movimentado bar e a cozinha aberta, que fica no segundo andar. Achei a iluminação baixa, mas nada que atrapalhasse. Outra curiosidade é o banheiro. As portas das cabines maculinas e femininas dão uma de frente para outra. Ou seja, se a mulher quiser falar mal o homem pode escutar tudo sem problemas. Caiu a fofoca!

A adega compõe bem a decoração do local e fica aberta para o público.. Repare na luz baixa...

A adega compõe bem a decoração do local e fica aberta para o público.. Repare na luz baixa…

Ainda na espera, provamos as empanadas salteñas (R$ 7). Vou te dizer. Estavam impecáveis. Recheio molhadinho, massa quente, leve e crocante. Perfeito para amenizar a fome e a irritação com a fila (sim, eu odeio fila). Depois, já sentados, pedimos o couvert que não é nada demais. Pães apenas corretos, pasta de roquefort, manteiga e azeite temperado (R$ 16 por pessoa, caro para o que é). Para complementar, pedi outra empanada, desta vez a de cordeiro (R$ 8). Dei azar com algo que pode, mas não deve acontecer. Um pedaço grande de cartilagem veio no meio do bem temperado recheio. Uma pena.

As empanadas salteñas estavam deliciosas. A de cordeiro acabou vindo com um pedaço de cartilagem..

As empanadas salteñas estavam deliciosas. A de cordeiro acabou vindo com um pedaço de cartilagem..

São boas as opções de entrada. Cairam bem com o primeiro vinho da noite, um Urban Uco Tempranillo 2010 (R$ 84). Frutado e jovem, o vinho foi uma boa opção na carta bem desenvolvida da casa com bons nomes e bons preços. Em outra oportundiade, pretendo voltar para provar a seção “Achuras” do cardápio, com os miúdos tão tradicionais na Argentina. Na mesa ninguém quis arriscar. Essa missão é para a Dona Cavalierona!

Urban Uco Tempranillo... O primeiro vinho da noite foi bem frutado e caiu bem com a entrada..

Urban Uco Tempranillo… O primeiro vinho da noite foi bem frutado e caiu bem com a entrada..

Vamos então para as carnes. São 11 opções de cortes que variam entre R$ 40 e R$ 50. A exceção é o Prime Rib, que sai por quase R$ 70. Éramos quatro e decidimos experimentar diferentes bifes feitos na parrilla comandada pelo Chef Juan Funes. Neste ponto, o mais importante para a casa, há poucas observações. Foram muito bem. Vou colocando as fotos.

Este é o bife Ancho. Macio, suculento e no ponto certo.

Bife Ancho.. Uma delícia.. Repare no ponto certo da carne...

Bife Ancho.. Uma delícia.. Repare no ponto certo da carne…

O mais alto é o Ojo de bife. Lembra um medalhão de filé mignon, mas é a parte nobre do contra-filé. Ou seja, não é tão macio quanto, mas o sabor estava delicioso. Neste caso, peça ao ponto que em função da altura ele já vem naturalmente mal passado.

Ojo de bife.. Corte alto que lembra mignon, mas é a parte central do contra filé.. Macio e suculento..

Ojo de bife.. Corte alto que lembra mignon, mas é a parte central do contra filé.. Macio e suculento..

O Chorizo estava apenas correto. No ponto certo, mas nada de excepcional.

O bife de Chorizo estava gosto, mas não no mesmo nível das demais.. Faltou umidade na farofa de ovo..

O bife de Chorizo estava gostoso, mas não no mesmo nível das demais.. Faltou umidade na farofa de ovo..

Por último o corte que dá nome ao restaurante: Bife Tragga. É outra variação do contra-filé com gordura entremeada que confere muita maciez ao bife, novamente grelhado no ponto certo.

O corte exclusivo da casa para mim foi o melhor.. Macio e com sabor equilibrado, me surpreendeu..

O corte exclusivo da casa para mim foi o melhor.. Macio e com sabor equilibrado, me surpreendeu..

A segunda botella foi o mais básico da vinícola Escorihuela Gascón. Um Syrah 2011 bem fresco com excelente preço (R$ 57).

O segundo vinho da  noite.. Escorihuela Gascón Syrah.. O mais básico da vinícola estava redondinho..

O segundo vinho da noite.. Escorihuela Gascón Syrah.. O mais básico da vinícola estava redondinho..

Agora o ponto que a cozinha derrapou: os acompanhamentos. Pedimos dois diferentes apenas, mas ambos muito abaixo do nível das carnes. A batata assada com manteiga de ervas (R$ 11) veio seca e com pouco recheio. Mais manteiga ajudaria no sabor e na umidade. Conversando com o Chef Juan, ele disse que uma porção extra é uma ideia que está sendo estudada. Já a farofa de ovos (R$ 10) também estava bastante seca. Uma pena. A lista de acompanhamentos conta com opções como purê de baroa, arroz maluco, legumes assados e uma cebola recheada que me deixou curioso… Estes não conferi.

Decepcionou.. Prato de preparo simples, a batata assada estava seca e com pouca qauntidade da saborosa manteiga..

Decepcionou.. Prato de preparo simples, a batata assada estava seca e com pouca qauntidade da saborosa manteiga..

Se nos acompanhamentos eles derraparam, na sobremesa deram a volta por cima com algo difícil de errar. Uma panqueca recehada com doce de leite argentino acompanhada de sorvete e amêndoas (R$ 18). Espetacular.

Ponto sensacional da noite.. Panqueca, doce de leite argentino e sorvete.. Um espetáculo..

Ponto sensacional da noite.. Panqueca, doce de leite argentino e sorvete.. Um espetáculo..

Outra observação que precisa ser feita é em relação ao atendimento. Imagino que seja em função do pouco tempo de abertura da casa, mas tudo estava extremamente confuso. Pedidos demoravam, garçons que não prestavam atenção nas mesas que os chamavam… Situações que só o tempo vai azeitar.

Chef Juan (o da direita) comanda o espaço bem apertado.. Ao fundo, ao lado do forno, a pequena parrilla...

Chef Juan (o da direita) comanda o espaço bem apertado.. Ao fundo, ao lado do forno, a pequena parrilla…

Resumindo, foi uma noite agradável. Os deslizes são em parte perdoáveis. O importante é que Botafogo ganhou mais uma grande opção para jantar e o Rio em geral uma nova casa de carnes. Chef Juan me disse ainda que a cozinha já tem planos para ampliar. A parrilla, vi de longe através do vidro, é muito pequena e nas palavras do próprio chef é feito milagre todos os dias em função do movimento intenso. Espero que na próxima vez seja ainda melhor! E eu voltarei. Até!

Tragga
– Rua Capitão Salomão – 74, Humaitá, Rio de Janeiro – RJ, (21) 3507-2235
Horário: Seg a qui, do meio-dia às 16h e das 19h à meia-noite. Sex e sáb, do meio-dia à 1h. Dom, das 13h às 19h.

O ovo da Sudbrack! Suei, mas saiu e foi aprovado em reunião de amigos!

Sempre gostei de receber meus amigos em casa para um vinho e também para que eles pudessem servir como cobaia das minhas receitas. Mas agora tenho recebido convites para cozinhar na casa dos outros. É também um prazer enorme e tem a grande vantagem de não ter de me preocupar com louça (uma das coisas que mais detesto na vida). Sendo assim, panela, faca, alguns temperos, colher de pau e uma garrafinha (eu não cozinho de bico seco!) separadas… Vamos em frente. Além disso, após a inesquecível aula com Roberta Sudbrack, levo meu avental novo e o primeiro chapéu! Inspirado na chef, escolhi justamente o prato que aprendi naquela tarde para abrir os nossos trabalhos. Agora a missão é tentar passar para vocês: torrada com cogumelos e ovo poché.

A montagem é simples: torrada, cogumelos, ovo e, neste caso, o salame.. Receita simples, eficaz e muito gourmet...

A montagem é simples: torrada, cogumelos, ovo e, neste caso, o salame.. Receita simples, eficaz e muito gourmet…

Na cozinha é fundamental ter confiança e acreditar no que você pode fazer. Com isso na cabeça, comprei apenas seis ovos caipiras – éramos seis para o jantar. Ou seja? A conta exata. Não tinha espaço para falhas. Mas elas acabaram acontecendo. Se até Ivonete, a nossa fiel escudeira na casa da Roberta, errou, como eu vou passar impune? O fato me deixou tão irritado que nem a cerveja e a trilha sonora do anfitrião conseguiam me acalmar. Tivemos então de arrumar mais alguns para completar. E o importante é que no fim tudo deu certo. Então vamos em frente!

Duas questões são fundamentais nesse preparo. A primeira é a qualidade do ovo. Esqueça aquele branco do mercado e invista em um caipira. Ele será a estrela do prato. A segunda é a temperatura da água. Em uma panela grande, esquente uma boa quantidade de água com um pingo de vinagre. Não é para deixar ferver e sim esquentar até o ponto em que você consiga manter seu dedo dentro por uns 20 segundos. Neste momento coloque os ovos, previamente quebrados em um potinho para ver se não está estragado, um a um e dê uma mexida de leve na água apenas para eles não grudarem no fundo da panela (assumo: foi assim que perdi três ovos). Agora, amigos, é paciência. A temperatura deve ser mantida baixa. Esfriou? Liga o fogo. Esquentou? Desliga e joga um pouco de água em temperatura ambiente para amenizar. E sempre mexendo de leve. Depois de uns 15 minutos mais ou menos você vai ter essa beleza aí de baixo.

Sim.. Não ficou tão belo quanto o da Sudbrack, mas para a primeira vez deu orgulho!

Sim.. Não ficou tão belo quanto o da Sudbrack, mas para a primeira vez deu orgulho!

Vamos para as torradas. Simples. Pão de forma – no dia da aula ela cortou em formato redondo com um aro e eu acabei não fazendo isso -, manteiga e frigideira para tostar. Depois de pronta mantenha aquecida no forno até o momento de colocar no prato!

É legal grelhar o pão na frigideira ao invés de usar torradeira... A manteiga fica mais entranhada...

É legal grelhar o pão na frigideira ao invés de usar torradeira… A manteiga fica mais entranhada…

Agora os cogumelos (olha eles aí de novo!). O ideal é fazer um mix com shitake, shimeji, paris, cardoncelo… Mas como foi tudo resolvido em cima da hora, tive de ficar apenas no shitake, o único que tinha no mercado. Fatiar bem fino mesmo para ficar delicado no prato. O objetivo aqui é valorizar o sabor dele, mas não a ponto de ele “brigar” com o ovo. Panela bem quente mesmo, azeite, manteiga e os cogumelos (lembrando sempre que não se deve colocar grandes quantidades na frigideira). Sal, pimenta do reino e deixe refogar. Com ele já douradinho, junte um caldo de carne bem reduzido (farei a receita em post futuro do demi glace) apenas para soltar o fundo da panela e deixar mais cremoso. E é isso. Mais simples impossível!

Shitake já sem o talo e fatiado fino.. Importante o corte para não brigar com a delicadeza do ovo..

Shitake já sem o talo e fatiado fino.. Importante o corte para não brigar com a delicadeza do ovo..

Hora da montagem. Pegue a torrada quente e crocante, posicione os cogumelos fazendo um vulcãozinho para evitar que a ovo escorregue no prato. Entre com o ovo ali e  por cima disso, a fatia de lardo. Mas, como já havia dito, esta é uma iguaria italiana que eu nem pesquisei ainda onde comprar. Roberta disse que poderia ser substituída por parma ou jamón. Inacreditavelmente o mercado não tinha nenhum dos dois. Então neste dia o salgadinho foi dado com um salame hamburguês cortado fininho. E a finalização veio com sal rosa do Himalaia moído na hora.

Momentos antes de servir, é importante aquecer água e colocar nos ovos que estão repousando.. Assim voltam a ficar quentes para a finalização.. E com o kit Sudbrack!

Momentos antes de servir, é importante aquecer água e colocar nos ovos que estão repousando.. Assim voltam a ficar quentes para a finalização.. E com o kit Sudbrack!

A entrada foi acompanhada de espumante geladinho. Combinou muito bem, mas cabe fácil também com tinto, que veio logo depois. O prato principal conto depois qual foi. Enquanto o dia não chega, vai lá para cozinha e tenta! Qualquer dúvida pode tirar por aqui ou pelo Twitter! Até mais!

O prato por outro ânuglo.. Sente a gema momentos antes de estourar!

O prato por outro ânuglo.. Sente a gema momentos antes de estourar!

OBS: Agora o Gastronomia por Esporte também está no Instagram sempre buscando colocar fotos bacanas.. Confere lá! @GastroEsporte (igual ao perfil do Twitter!!!)

O Cadeg ou A Cadeg? Com ou sem polêmica, bons produtos, bons preços e tudo para o seu fim de ano!

A discussão começou despretensiosamente no Twitter e foi ganhando cada vez mais participantes. Cada um defendia suas convicções com afinco. A polêmica? “O” Cadeg ou “A” Cadeg? Vamos atacar a raiz do problema e mostrar os pontos. Primeiro a tradução literal: Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara. Portando “o” Cadeg, certo? Sim. Mas para muitos não. Por que?! Antigamente o mesmo local era conhecido como Central de Abastecimento… Ou seja, “a” Cadeg. Deixando de lado as discussões, a visita ao local, que fica em Benfica, é sempre um grande programa e também uma oportunidade perfeita para dar aquela economizada em muitos pontos das ceias de fim de ano.

A avenida principal tomada por gente... O movimento em dezembro no (a) Cadeg é muito maior...

A avenida principal tomada por gente… O movimento em dezembro no (a) Cadeg é muito maior…

Agora prepare-se. Em dezembro o movimento triplica. E com o calor que tem feito no Rio de Janeiro, é preciso disposição e sobretudo cabeça no lugar. Especialmente se você acordou tarde e resolveu chegar por lá ao meio dia. Aì, amigo, é gente a dar com o pau. O ideal é chegar um pouquinho mais cedo e deixar para abrir os trabalhos a essa hora. Lembre-se, a vida por lá começa muito cedo mesmo!

Mas vale a pena. Diferentes tipos e cortes de bacalhau? Tem por lá e a preços muito mais acessíveis do que o normal. Pode comprar só o lombo, ele já desfiado, já dessalgado, português, norueguês.. As possibilidades são muitas.

As opções de bacalhau também são muitas, perfeitas para a ceia natalina...

As opções de bacalhau também são muitas, perfeitas para a ceia de fim de ano…

Frutas, vegetais… Você encontra também. Cogumelos, por exemplo, só compro por lá. O preço é muito mais em conta do que nos mercados pela cidade.

Frutas e vegetais frescos não faltam.. Os cogumelos saem mais baratos por aqui também..

Frutas e vegetais frescos não faltam.. Os cogumelos saem mais baratos por aqui também..

Da mesma maneira que as tradicionais castanhas, nozes, avelãs, frutas secas e demais itens que ao menos servem para decorar a mesa natalina estão por lá. Se quiser comprar fio de ovos, uma das criações mais abomináveis do ser humano, também acham.

Castanhas, avelãs, nozes, frutas secas... Nada disso falta no (a) Cadeg..

Castanhas, avelãs, nozes, frutas secas… Nada disso falta no (a) Cadeg..

Agora o que realmente vale muito a pena são os vinhos. As lojas são muitas, mas sempre termino na Griffe dos Vinhos. Fica na avenida principal ao lado do Barsa. São muitos rótulos, de todos os países e com preços mais do que convidativos. Espumantes então nem se fala. Exemplo impressionante é o Valduga 130. Bebida excelente por R$ 47,90. Vi no Leblon por R$ 69,90. Vale a pena, não? Mas fica a dica: a Griffe só trabalha com dinheiro ou cartão de débito.

O custo benefício dos vinhos no (a) Cadeg é absurda.... E na Griffe as opções são muitas...

O custo benefício dos vinhos no (a) Cadeg é absurda…. E na Griffe as opções são muitas e você ainda pode degustar algumas provinhas no fundo da loja…

O Mercado de Flores é ponto certo também da Dona Cavalierona. Não entendo nada de flor, mas quem manjar de decoração pode comprar por lá.

O Mercado de Flores é outra atração... Mas atenção, ao meio dia, como visto na foto, eles fecham..

O Mercado de Flores é outra atração… Mas atenção, ao meio dia, como visto na foto, eles fecham..

Também são cada vez mais comuns, são as lojas que estão investindo em produtos com uma pegada gastronômica. É fácil encontrar Parmas italianos, Jamón espanhol, frios variados, azeites de várias regiões do mundo além de queijos e cervejas.

Lojas com uma pegada mais gastronômica estão crescendo no (a) Cadeg.. Produtos importados como azeites, frios e cervejas dividem o espaço..

Lojas com uma pegada mais gastronômica estão crescendo no (a) Cadeg.. Produtos importados como azeites, frios e cervejas dividem o espaço..

Após rodar e comprar, chega a hora da bonança. Opções para comer não faltam, dos mais diferentes preços e cardápios. Pé sujo, pé limpo, boteco, bistrô… Agora tem de tudo no (a) Cadeg. Quer comer com mais refinamento? Vá ao Barsa. Um contra-filé violento acebolado ou com bastante alho frito e farofa de ovo? Poleiro do Galeto. O Empório Quintana serve bons sanduíches. Mas também tem algumas opções que não recomendo como o Costelão e o Brasas Show. Mas isso é para outro post específico.

Desta vez estava com pressa e tinha um almoço ainda pela frente. Parei apenas para aplacar o calor e tomar uma Brahma gelada com uma linguicinha no Adega Cesari, logo de cara para o estacionamento. Em pé no balcão vi porções mais do que generosas de churrasco misto passando. Por lá, outra boa dica é o sanduíche de picanha suína. Uma beleza!

Após carregar caixas de espumante e sacolas debaixo de muito calor, uma linguicinha e uma Brahma na Adega Cesari.. Eu mereço!

Após carregar caixas de espumante e sacolas debaixo de muito calor, uma linguicinha e uma Brahma na Adega Cesari.. Eu mereço!

Portanto, polêmico ou não, vale a visita. É o lugar no Rio que mais se assemelha aos mercados centrais comuns em outras cidades do Brasil e que não temos por aqui. Se não quiser encarar o calor e a multidão de dezembro, espera um pouquinho e volte em 2013. No Cadeg ou na Cadeg… Aí é com você!

Cadeg
Rua Capitão Félix, 110 – Benfica, Rio de Janeiro – RJ, 20920-310 – (21) 3890-0202

Uma tarde na cozinha de Roberta Sudbrack.. Simplicidade genial em uma experiência inesquecível..

Já falei de comida de rua, casas tradicionais, outras mais modernas, de japonês e também de uma confraria. Mas hoje vou mostrar pelo menos parte das entranhas deste que é o melhor restaurante  em que pisei na minha vida. Há certos momentos que ficam guardados para sempre na sua memória. E a minha lista ganhou um item a mais. Tive o privilégio de participar de uma edição fechada do T&D, curso no qual você passa um dia inteiro na cozinha da “casa” de Roberta Sudbrack. Uma aula teórica, seguida de outra prática e que no fim vira uma grande confraternização no mesão onde se aprecia tudo que preparou ao longo do dia.

Eu era um dos poucos calouros na turma de 24 pessoas. Eu e Dona Cavalierona. Admito que estávamos tensos. Chegamos antes da hora e aliviamos a ansiedade com um chope no bar ali pertinho. Ao entrar na famosa casinha laranja em que fica o restaurante de Sudbrack, recebemos o kit composto por avental, chapéu e a apostila com as receitas do dia. Pouco depois, fomos chamados para a cozinha. Pronto! Vai começar a festa.

Chegou o momento... Ao receber o kit ainda estava tomado pela ansiedade!

Chegou o momento… Ao receber o kit ainda estava tomado pela ansiedade!

Sentei na primeira fileira e a tensão aumentou. “A chef é brava”, diziam todos os tópicos do e-mail da organização. Lembrei da ansiedade que senti antes de entrevistar alguns personagens polêmicos do esporte. Dependendo do entrevistado, o nervosismo acaba na primeira resposta, e assim aconteceu com a chef, que nos tratou com carinho do início ao fim do dia. Dava vontade até de chamá-la por algum apelido. Só que ela segue sendo brava e está em sua casa. Portanto, é Chef!

Chef Roberta Sudbrack com a mão na massa.. Um privilégio acompanhar a movimentação de tão perto..

Chef Roberta Sudbrack com a mão na massa.. Um privilégio acompanhar a movimentação de tão perto..

Vê-la em ação de tão perto é enriquecedor e inspirador. E, pelas suas palavras, entendemos como receitas aparentemente simples transformam-se em pratos tão marcantes. O segredo? Respeitar os ingredientes, o modo de preparo, tratar tudo com carinho, dedicação e atenção, e, sobretudo, buscar sempre os melhores produtos. Como pode algo tão trivial como um spaghetti caseiro com molho de limão, azeite, salsinha e parmigiano coroado com um pão crocante ficar tão genial? E a delicadeza de um ovo poché que fica quase 15 minutos em água apenas morna, repousando até a hora de sair?

Já na cozinha, chama atenção o santuário montado.. Proteção nunca é demais!

Detalhes na cozinha… Chama atenção o santuário montado.. Proteção nunca é demais!

Deixamos a cozinha, voltamos ao salão e fomos tratados como cozinheiros. Nada de glamour. Misto frio e refrigerante, segundo Roberta o combustível de quem sofre diante das panelas. Já dá para usar seu bordão: “Quer ser cozinheiro?”. Talvez, mas vamos voltar para o seu quintal e encarar o local com temperatura alta, pressão e responsabilidade. Afinal de contas, vamos cozinhar para nós e para ela também. A turma é dividida em cinco grupos e cada um assume uma receita do menu. Não vou me ater hoje aos passos até porque reproduzirei todas em casa. Aí sim compartilho com vocês.

Como disse a Chef, cozinheiros comem misto frio por falta de tempo.. Nem tudo é glamour!

Como disse a Chef, cozinheiros comem misto frio por falta de tempo.. Nem tudo é glamour!

Caí nos cogumelos com ovo poché e lardo (uma iguaria italiana espetacular que ainda não pesquisei onde comprar) sobre torradinha. Prato extremamente delicado, que, se não envolve muita ação no decorrer do preparo, exige uma atenção incrível. Prova disso é que, após um erro na temperatura, acabamos perdendo meia dúzia de ovos caipiras de gema delicadíssima. Aqui faço uma confissão! Comi duas gemas purinhas coroadas com flor de sal em um potinho. Não consegui ver todas sendo jogadas fora! Antes disso, lá fui eu trabalhar com os cogumelos (é vício, lembram?). Estava fatiando muito fino. Mas o recado veio por cima do meu ombro curvado: “É mais fino, Rafael. Respeito com o ingrediente!”. Como disse, são os detalhes…

Íntimo dos cogumelos, mas não de cortá-los tão finos como pede o figurino do prato..

Íntimo dos cogumelos, mas não de cortá-los tão finos como pede o figurino do prato..

O clima é o melhor possível. Em meio ao calor e à pressão, a chef traz momentos de alívio e descontração ao colocar a música nas alturas. Rolou até trenzinho ao som de Los Hermanos. E eu não gosto de Los Hermanos (outra confissão.. perdão, chef!). E lá do outro lado estava igualmente empolgada a normalmente envergonhada Dona Cavalierona. Veja bem o poder do curso da chef perante os alunos.

Mas nem tudo é festa. Perto das 20h, chega o momento em que cada grupo vai finalizar seu prato. Me coloquei na linha de frente para saltear os cogumelos e posicioná-los sobre as torradas. Confesso que achei o máximo ver a cara de expectativa do grupo pela janela da cozinha. Da cozinha direto para a mesa, onde um branco francês fresquinho já me esperava. Minha etapa se encerrou: agora era comer!

Mesa pronta e meu prato servido após diversão e trabalho.. No detalhe, a Chef através da taça..

Mesa pronta e meu prato servido após diversão e trabalho.. No detalhe, a Chef através da taça..

Agora sim… O meu prato após muita dedicação!

Sim.. Eu finalizei essa beleza.. O lardo é essa fina película por cima do ovo que conferiu um sabor simplesmente inacreditável ao prato..

Sim.. Eu finalizei essa beleza.. O lardo é essa fina película por cima do ovo que conferiu um sabor simplesmente inacreditável ao prato..

Na sequência, a estrela da noite: robalo grelhado com couscous marroquinho de pimentões assados e passas coroado com um molho de manteiga e salsa simplesmente espetacular. Ainda rolou um repeteco no molho, que veio servido em um funil com dosador. A vontade era despejá-lo direto na minha boca!

Robalo mais fresco impossível grelhado com couscous e molho de manteiga.. Roubou a cena...

Robalo mais fresco impossível grelhado com couscous e molho de manteiga.. Roubou a cena…

O terceiro foi o grupo da Dona Cavalierona. Olha ela ali finalizando o nosso macarrão!

Com a mão na massa, Dona Cavalierona finaliza o nosso terceiro prato...

Com a mão na massa, Dona Cavalierona finaliza o nosso terceiro prato…

E agora o prato pronto. Como disse, são quatro ingredientes aparentemente banais que colocaram a receita em outro nível. A simplicidade que com carinho e dedicação se tornam geniais. Novo vinho. Outro branco, desta vez um italiano.

A simplicidade genial.. Spaghetti caseiro, limão, parmigiano, salsa, azeite e migas crocantes por cima.. Para que exageros?

A simplicidade genial.. Spaghetti caseiro, limão, parmigiano, salsa, azeite e migas crocantes por cima.. Para que exageros?

O último prato foi um frango braseado com frutas secas e arroz de lentinhas com cebola crocante. Roberta Sudbrack me fez comer damasco e passas, coisas que tenho muita implicância a ponto de catar. Mas um dos lemas de sua casa é: vá de mente aberta. E eu estava. Ao meu lado, o grande tricolor e escritor Mario Vitor, coincidência boa da noite, debatia como alguém podia dispensar aquela pele crocante do franguinho. Também não sei. A minha foi guardada para a última garfada, coroada com um tinto francês.

Frango braseado com frutas secas e arroz de lentinha.. A cebola crocante estava simplesmente incrível..

Frango braseado com frutas secas e arroz de lentinha.. A cebola crocante estava simplesmente incrível..

A sobremesa também foi inesquecível. Olha que não gosto de fruta do conde, mas ela gelada misturada em creme de leite, “duelando” com uma calda quente de morango com laranja e coroada por um disco crocante de massa harumaki, bom… aí é outra história. O chamado “Mergulho” é mesmo um show de contrastes.

Creme de fruta do conde gelado, morango quente e harumaki crocante.. Outro exemplo da incrível simplicidade..

Creme de fruta do conde gelado, morango quente e harumaki crocante.. Outro exemplo da incrível simplicidade..

No fim das contas, com sorriso no rosto, tive a certeza de que aquelas emoções valeram cada centavo investido. Diz Roberta, ou melhor, Chef, desculpa, mas já é a suposta intimidade, que em 2013 as aulas voltarão ao ritmo normal de uma vez por mês. Para quem gosta, procure saber e garanta seu lugar. Eu vou voltar, pode ter certeza disso. Deixei a casa com uma colher de pau autografada, meu primeiro chapéu e a certeza de que, por mais sacrificante que seja, a resposta é “sim” quando se ouve a sua famosa pergunta: “Quer ser cozinheiro?”. Nem que seja por apenas um dia!

Momento tiete.. Eu e Dona Cavalierona eternizamos o encontro com essa mestra da simplicidade.. Um dia inesquecível

Momento tiete.. Eu e Dona Cavalierona eternizamos o encontro com essa mestra da simplicidade.. Um dia inesquecível

Roberta Sudbrack
– Rua Lineu de Paula Machado, 916, Jardim Botânico, Rio de Janeiro – RJ – (21) 3874-0139
Horário: Terça a quinta, das 19h30m à meia-noite; Sexta, do meio-dia às 15h e das 20h30m à meia-noite; Sábado, das 20h30m à meia-noite

Manekineko: a casa responsável por me aventurar no mundo japa!

Nunca gostei de comida japonesa. Cheguei a tentar algumas vezes, mas a minha resistência era maior do que a cabeça aberta. E a cara de espanto das pessoas que ouviam a negativa quando mandavam “E aí, vamo comer um japa hoje?” – frase essa que por sinal já virou quase um bordão – era imensa. Na mesma proporção de quando digo que não como camarão. Mas de uns tempos para cá, resolvi tentar encarar os peixes crus e afins. E um dos grandes responsáveis por isso se chama Manekineko.

A fachada da filial da Dias Ferreira que costuma sempre ter fila na porta...

A fachada da filial da Dias Ferreira que costuma sempre ter fila na porta…

Gosto da casa e cada vez mais tenho me arriscado experimentando novos pratos. Mas já faço logo uma ressalva de cara: não como absolutamente nada que tenha aquela alga, uma das coisas mais intragáveis que já vi. Koni nem pensar! E o bom do Manekineko, além do frescor dos peixes, é que existem muitas opções modernas que fogem do tradicional Hot Philadelphia. Pensando nisso, eu e Luninha abrimos mão do bem completo rodízio e fomos no à la carte. Para começar o brinde com um Chandon Brut Rosé geladinho. Nada de sakê por hoje.

Borbulhas geladas de um chandon rosé... Caiu bem para acompanhar o japa..

Borbulhas geladas de um chandon rosé… Caiu bem para acompanhar o japa..

Começamos a noite com uma cortesia do restaurante, o que é uma tradição, assim como as toalhinhas quentes para limpar as mãos (não fiz foto, o foco é na comida!). Neste caso uma dupla de berinjela grelhada recheada com atum. Estava gostoso, mas nada de excepcional. O teriaki deu um toque bacana.

A cortesia da casa: berinjela quente com atum e teriaki..

A cortesia da casa: berinjela quente com atum e teriaki..

Na sequência uma das abrasileiradas que tanto curto no Manekineko – fomos no do Leblon, mas o restaurante conta com unidades na Barra, Ipanema, Tijuca e Humaitá. O tartar de salmão, bem fresco e temperado, veio servido em finas e crocantes fatias de aipim. Combinação muito gostosa mesmo.

Chips de aipim e tartar de salmão.. Mistura com toque brasileiro bem interessante...

Chips de aipim e tartar de salmão.. Mistura com toque brasileiro bem interessante…

A outra inovação veio em seguida. Pizza de atum. Em massa de harumaki, a do rolinho primavera, cortadas em triângulos, o atum vem repousado em cima de um leve creme de wasabi que faz as vias de molho. Sim.. É para qualquer japonês torcer o nariz. Mas se você quiser arriscar pode ir tranquilo. Estava bem gostoso. E tome goles gelados do espumante.

Outra invenção diferente do Manekineko: a pizza de atum com creme de wasabi..

Outra invenção diferente do Manekineko: a pizza de atum com creme de wasabi..

Pedimos ainda algo que está entre meus favoritos: roast beef de salmão e de atum (escrevo como no cardápio porque para mim é rosbife mesmo!!!). A peça vem levemente grelhada, o que confere um sabor diferente ao tradicional. Gengibre, wasabi e shoyu… Quero mais nada.

Roast Beef de salmão e de atum.. Levemente grelhado e com mix de gergelim..

Roast Beef de salmão e de atum.. Levemente grelhado e com mix de gergelim..

Na mesma leva veio a decepção da noite. Uma dupla chamada Salmão Tartar. Trata-se de um rolinho de salmão fresco coroado com um tartar que leva cream chesse supostamente para conferir cremosidade. Estava pesado e acabou mascarando os demais sabores.

Salmão fresco com um tartar cremoso por cima.. A derrapada da noite no Manekineko..

Salmão fresco com um tartar cremoso por cima.. A derrapada da noite no Manekineko..

A noite se encerrou com um pirulito de salmão defumado, outra criação que foge do tradicional, mas que serviu para coroar o agradável jantar. Molhadinho no teriaki não teve erro.

Ideia interessante.. O defumado do salmão caiu bem com o cream cheese temperado..

Ideia interessante.. O defumado do salmão caiu bem com o cream cheese temperado..

Como disse no início, você pode optar pelo rodízio (R$ 70). Não faltam entradinhas, como variados harumakis, e pratos quentes, como os espetinhos diversos, além de um leque grande de opções de sushis, temakis e rolls. Não era nossa vibe nesse dia. No fim, a conta deu R$ 230, incluindo o espumante de R$ 89. Salgadinho como shoyu, mas justo pelo que comemos. E eu sigo em busca de novas experiências japas, agora com a mente aberta. Tudo isso para não sofrer bullying quando surgir o novo convite. Mas sem alga por favor!

Manekineko Leblon
– Rua Dias Ferreira, 410, Leblon, Rio de Janeiro – RJ – (21) 2540-7461 / (21) 2540-7424
Horário: Diariamente, do meio-dia ao último cliente

Um intruso na Confraria: vinhos, muita comida, bullying e o “pedido” de noivado!

Amigos de longa data, espumantes, brancos e tintos rolando sem parar, comida espetacular do início ao fim e um penetra! No caso eu mesmo. Este foi o resumo do último encontro de 2012 da Confraria da qual minha sogra Marcia participa. Acabei me tornando um agregado e terminei a tarde com um pedido de noivado após livre e espontânea pressão. Mas isso falo lá na frente. Vou reproduzir algumas fotos com grandes ideias para os amigos repetirem em casa, principalmente em termos de entradinhas. Receitas, infelizmente não temos com precisão. Mas espero que no próximo encontro o chef Beto revele alguma para a gente.

A primeira visão da festa era essa: viúvas descansando em banho de gelo... Prenúncio de uma grande tarde!

A primeira visão da festa era essa: viúvas descansando em banho de gelo… Prenúncio de uma grande tarde!

Entre os antepastos, salmão defumado com um creme fresco e saboroso. Cebolinha e limão faziam parte. Ideia sempre clássica e eficaz. Abobrinhas e beringelas grelhadas com azeite, alho picado, dedo de moça entre outros temperos. Maravilha também. Grissinis de vegetais com dip de geleia de pimenta. A mesa seguia com parma fininho e um doce de figo, alternativa legal para a fruta fresca. Vagens al dente também se faziam presentes para molhar em um espetacular dip de mostarda, balsâmico, alho e novamente a dedo de moça. Ainda tinham pimentões assados e marinados em azeite e um rosbife fininho e rosa por dentro, do jeito que eu curto.

Como descrevi acima, foi uma bela mesa de entradas e com ideias criativas..

Como descrevi acima, foi uma bela mesa de entradas e com ideias criativas..

Mas a grande estrela do antepasto é um clássico sempre legal de se ver e comer. Barquetes feitas com folhas de endívias recheadas com um creme de gorgonzola e coroada com cubos crocantes de bacon. Rolou até um close!

Um close nas endívias com gorgonzola e bacon... Texturas e sabores fantásticos..

Um close nas endívias com gorgonzola e bacon… Texturas e sabores fantásticos..

Para beber? Espumantes bem gelados: Valduga 130, Miolo Millésime, Salton Volpi, Cave Geisse Nature e Freixenet Cordon Negro. Tiveram brancos também como Viu Manent Gran Reserva, um Morandé Edicion Limitada e um excelente Pouilly Fumé.

Seguimos para os quentes. Lá na churrasqueira estava o Beto sem aceitar ajuda de ninguém. “Defumado”, nosso chef nos serviu sardinhas portuguesas na brasa dignas do Recanto das Concertinas, no (a) Cadeg. Servidas com cebolas e batatas assadas no mesmo local e bastante azeite. Não precisa de mais nada.

Sardinhas portuguesas feitas na brasa.. Azeite e carvão... Precisa de mais o que?

Sardinhas portuguesas feitas na brasa.. Azeite e carvão… Precisa de mais o que?

O banquete seguiu com um belo lombo de salmão temperado com alecrim e um toque de alho também assado na brasa, mas desta vez em cima de uma pedra que manteve a integridade do peixe, mas não impediu de receber o sabor da churrasqueira. O acompanhamento eram aspargos brancos e verdes fresquinhos e grelhados em chapa de ferro.

E cada vez mais comida.. Desta vez Salmão ao lado de aspargos brancos e verdes em chapa de ferro..

E cada vez mais comida.. Desta vez Salmão ao lado de aspargos brancos e verdes em chapa de ferro..

Acabou? Nada disso. Vamos aos pratos mais substanciosos e aos tintos mesmo em uma tarde de sol e calor. Risoto carreteiro: adaptação da receita gaúcha com estilo italiano. Assim que souber os ingredientes certinhos tentarei fazer em casa. Delícia.

Risoto carreteiro.. Receita gaúcha feita de maneira italiana... Essa ideia vou roubar!

Risoto carreteiro.. Receita gaúcha feita de maneira italiana… Essa ideia vou roubar!

Entre os tintos, excelentes opções, mas o close vai em um só: Saint Felicien Tributo al 2º Centenario, da Catena Zapata. Além de ser maravilhoso, foi o vinho que desencadeou o bullying violento que sofri. Aos que não sabem, fiz cirurgia bariátrica e já pesei 160 quilos. Nem nessa época fui tão massacrado! Tudo porque ainda não assumi a Luna como noiva. Participei de um julgamento mais duro que o do Mensalão. A foto está aí. Olha a pressão!

O vinho do Bullying.. Nunca sofri tanto.. Aí começou a perseguição!

O vinho do Bullying.. Nunca sofri tanto.. Aí começou a perseguição!

Mas voltemos ao almoço. Chegamos finalmente ao prato principal. E se soubesse que estaria tão espetacular teria comido um pouco menos antes, afinal de contas meu estômago é pequeno e tudo tem de ser dosado. Uma paleta de porco assada em forno baixo por mais de seis horas que dava para comer sem faca. O acompanhamento? Maçã verde e abacaxi caramelizados e uma abóbora com gorgonzola, nozes e alecrim.

Paleta assada em forno baixo e a abóbora... Acabei infelizmente não fotografando as maçãs e os abacaxis!

Paleta assada em forno baixo e a abóbora… Acabei infelizmente não fotografando as maçãs e os abacaxis!

No fim, o auge do brinde. Veuve Clicquot, a popular viúva. Discursos emocionados, algumas lágrimas, mas muita alegria. O grupo se conhece há muito tempo e comemorava 10 anos de confraria. Torta, trufas, pão de mel e um Porto para acompanhar.

A torta dos 10 anos da confraria rodeada pelas estrelas... Grandes rótulos em uma grande tarde..

A torta dos 10 anos da confraria rodeada pelas estrelas… Grandes rótulos em uma grande tarde..

Coroou uma tarde maravilhosa que terminou desse jeito aí ó. Em função do bullying, tive de forçar um pedido de noivado antecipado! Mas nada que não faça parte dos planos futuros. Só que da próxima vez ela vai poder ficar com a aliança e não terá de devolver para a dona! Saúde e até amanhã!

No fim o bullying foi tanto que saiu o pedido de noivado com uma aliança emprestada!

No fim o bullying foi tanto que saiu o pedido de noivado com uma aliança emprestada!